História Gêmeas - Emilia e Hermione Granger - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Visualizações 29
Palavras 1.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Segue mais um capítulo!

Capítulo 3 - Capítulo 3 - Sentimentos


Hermione estava em seu quarto já durante algum tempo. Pensava ainda em tudo que aconteceu naqueles poucos dias, em tudo o que teve que digerir e aceitar ao mesmo tempo. Possuía uma irmã, que ainda por cima era gêmea de si, nunca esperou uma coisa dessas. Quando seus pais lhe falaram de uma segunda filha, em nenhum momento cogitou que teria a mesma idade que ela, muito menos os mesmos traços. Como seus amigos reagiriam aquilo? Será que se adaptariam a ela, ou... As duas juntas? Será que Emilia se acostumaria com sua nova vida tão rapidamente?

Estava tão absorta em seus pensamentos que nem percebeu a irmã entrar no quarto, só desviou o olhar do teto azulado quando ouviu sua voz. A menina estava parada na porta, fitando-a:

– A Sra. Granger pediu para você se arrumar, vamos a um tal de Beco Diagonal.

Hermione sorriu:

– Acho que compraremos nosso material escolar. Acho que vai gostar de lá, é maravilhoso. – Ponderou por um segundo antes de indagar em seguida. – Mas, porque você não a chama de mamãe?

– Ainda estou me acostumando, é tudo muito novo para mim.

– Eu entendo, é uma pena você ter perdido os últimos quatro anos de Hogwarts.

– Sim... É mesmo uma pena minha família ter me abandonado.

Hermione ficou enrubescida automaticamente. Não sabia ainda que a menina guardava rancor, muito menos de seus pais que eram os menos culpados de toda aquela situação:

– Emilia, não te abandonamos, foi um erro médico!

– Não importa! Vocês nunca foram a fundo nessa história, acreditaram no que eles disseram e pronto!

– Olha, eu sei que está sendo difícil para você, Emi. Mas, eu estou aqui, eu quero te ajudar!

– Não preciso de sua ajuda e muito menos de sua compaixão!

A menina sai pisando duro, deixando Hermione chocada:

– É, vai ser mais difícil do que eu esperava...

***

Emilia estava encostada na parede, ainda no corredor. Respirava fundo, tentando controlar a raiva que a dominou. O que fazia ali? Queria voltar para o orfanato. Doía-lhe muito saber que tinha uma família esse tempo todo e que nunca quiseram saber dela. Não importavam as desculpas, estava magoada. Mas, se vingaria, o rancor e a raiva tomaram conta de seu coração. Sua primeira vítima seria sua querida irmã, ela não sabia o que a aguardava...

***

A viagem ao Beco Diagonal transcorreu melhor do que Hermione esperava. Emilia se divertiu muito, adorou tudo o que viu. Elas compraram todo o material, livros, uniformes, caldeirões, tinteiros, penas e Emilia ganhou uma varinha, um momento bastante especial e único para si, aquele onde ela sentiu a magia correr por seu corpo. Escolheu também uma coruja como companheira, uma bela ave acinzentada, que ganhou o nome de Emma. Tomaram sorvete, passaram pela loja de quadribol e para sorte de Hermione não encontraram nem os Weasley e nem Harry, coisa que estranhou muito. No Beco Diagonal não tinham muitas pessoas conhecidas, talvez pelo medo que rondava a todos: a volta daquele-que-não-deve-ser-nomeado.

Hermione explicava tudo a Emilia, não queria que ela ficasse perdida na escola, então tratou de ser paciente e demonstrar para a irmã que estava ali para lhe ajudar. Em casa, procurou lhe ensinar alguns feitiços e azarações que aprendeu ao longo de seus anos de estudo. Foi meio complicado no início, mas ela era uma Granger, logo pegou o jeito. As duas passaram semanas estudando, Hermione lhe ensinou tudo que podia dos quatro primeiros anos e elas ainda revisaram todos os livros do quinto ano. Foi uma árdua tarefa, mas com resultado excelente.

Hermione tirou dias também para lhe ensinar a jogar quadribol. A garota tinha jeito, talvez, se fizesse os testes, seria uma ótima batedora, adoraria a irmã no time. Elas jogavam por horas seguidas, se divertiram muito.

Numa certa noite, Hermione recebeu uma coruja, na verdade não era exatamente aquele termo, era Errol, a velha e quase morta ave de seu amigo, Rony. Ela ficou surpresa, não esperava nenhuma notícia do garoto, mas ao mesmo tempo receosa. Foi meio difícil conseguir decifrar a letra do ruivo, mas ela enfim conseguiu:

"Mione,

Gostaria de saber se você poderia passar o restante das férias aqui na Toca. Tenho um monte de coisas para te contar, inclusive sobre Harry, ele não está aqui, mas soubemos que usou magia fora da escola, talvez seja expulso. Espero resposta, papai lhe buscará assim que possível.

Beijos, Rony."

A carta era curta, mas deixou Hermione muito preocupada. O que Harry aprontou? Emilia a olhava sem entender, a irmã estava pálida:

– O que houve, Mione?

– Meu amigo Rony enviou uma carta me chamando para ir passar o restante das férias na casa dele.

– Que maravilha!

– Não Emi, vou dizer que não irei. – Hermione sabia que seu coração estava apertado por causa de Harry, mas sua irmã estava ali, ficaria com ela o máximo que pudesse, nem conversaram direito ainda.

– Mione, não fale besteiras! Seu amigo lhe chamou, você tem que ir!

– Mas eu quero ficar aqui com você, ainda tenho que lhe ensinar várias coisas.

– Deixe disso. Você tem que ir sim!

Emilia foi pega de surpresa nas últimas semanas. Sua irmã lhe deu muita força, lhe ajudou em tudo o que podia. Seus pais a tratavam com muito carinho e amor também, talvez em uma forma de compensar o tempo perdido. Era difícil pensar em vingança. Agora, o que a irmã mais queria era deixar de lado a chance de ir para a casa do amigo, só para ficar consigo. Estava muito curiosa para conhecer os amigos de Hermione, mas deixaria para a escola, afinal faltavam poucas semanas:

– Mas, Emi. Não conversamos direito.

– Teremos muito tempo para isso. Nem se preocupe que vou querer saber de tudo, mas responda-o agora mesmo, isso é uma ordem! – Brincou a menina com um sorriso nos lábios.

– Tudo bem.

Hermione pegou uma pena e um pergaminho, depois seguiu para a sala de estar, sentando-se no sofá. Molhou a pena no tinteiro com cuidado e passou a rabiscar uma pequena resposta para o bruxo:

"Ron,

Irei sim a Toca, quero saber de tudo que está acontecendo. Se seu pai puder vir me buscar amanhã pela manhã está ótimo. Obrigada!"

Beijos, Hermione."

Ela mandou a carta por Emma, a coruja de Emilia. As duas passaram o resto do dia conversando até chegar à parte que Emilia estava ansiosa para saber: namorados. Hermione ficou vermelha que nem pimentão com a simples menção daquela palavra:

– Bom, eu tenho namorado sim. O nome dele é Harry, ele é um amor. Lindo, corajoso.

– Hum... Harry? Nunca ouvi falar. Ele estuda com você?

– Sim. Ele é famoso no nosso mundo, acho que vou te explicar melhor.

Hermione resumiu toda a história de Voldemort e tudo que ela e os amigos passaram até o ano anterior, onde o amigo, Cedrico Diggory, morreu pelas mãos de Pettigrew.

Emilia ficou chocada com tudo que ouviu, era difícil de acreditar. Dentro de si, seu coração apertou diante daqueles fatos. Ficou meio envergonhada das coisas que tinha pensado em fazer com sua irmã, a dúvida surgiu em sua mente. O que era mais importante? Talvez a união fosse. Isso fortaleceu a ligação das duas mais ainda.

A noite chegou rapidamente, Hermione arrumava seu malão, o mesmo que levaria suas coisas para a Toca e depois para Hogwarts. Guardou roupas, seus livros, materiais para as aulas e sua Nimbus 2001, que ganhou de Harry no último ano.

As duas irmãs se despediram com um abraço, prometendo se encontrar no expresso Hogwarts, Emilia prometeu continuar os estudos e os treinos de quadribol e Hermione mandar cartas se tivesse alguma novidade. Assim, a garota saiu de casa e foi para o local combinado, onde Arthur Weasley chegou para buscá-la, levando-a para a Toca...

Algumas perguntas ainda pairavam no ar, outras na mente de Emilia, mas... O que aconteceu com Harry? Como Hermione contaria a novidade?

Continua...


Notas Finais


Só para deixar organizado. Postarei uma vez por semana. Até a próxima quarta!


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