História Gêmeas - Capítulo 67


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Drama, Inveja, Romance, Sexo, Violencia
Exibições 6
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 67 - 66 (r.2)


Fanfic / Fanfiction Gêmeas - Capítulo 67 - 66 (r.2)

Como todos os dias, ela encerrou o trabalho, se despediu da equipe e pegou o ônibus para casa. Seguindo o costume, o veículo estava pouco vazio então foi sentada. Ela segurava com firmeza a bolsa em seu colo, como se carregasse ali, algum segredo ou coisa que a incriminasse.

“Mas e se tivesse, quem saberia?” – refletia olhando através da janela do ônibus – “e se soubessem, que me importaria?”

Junto a ele, nada mais teria sentido.

Quatro paradas depois, ela deu sinal para descer. Assim que desembarcou, olhou para o outro lado da rua, vendo o ponto de táxis. Foi até lá, embarcou no primeiro da fila, entregando o papel:

– Me leve até esse endereço.

O chofer, um senhor de meia idade e cabelos grisalhos, leu o papel, ligou o carro e saíram. As vantagens de ter ido de taxi foram que, além de ser uma viagem rápida, o senhor conhecia o lugar e ela desembarcaria na porta.

– Alguém aguarda a senhorita?

– Acho que sim.

– Caso não se importe, lhe farei companhia até que chegue.

– Obrigada! – e pensou – “Cavalheirismo raro hoje em dia”.

O carro seguia lento, para que tivessem tempo de olhar ao redor. O lugar era pouco iluminado e ermo, com veículos e carcaças, dentro das grades das oficinas. Os pequenos prédios de quatro andares e padronizados, acomodavam apartamentos onde, em muitos deles, moravam os proprietários das lojas de serviços. E exceto por uma, todas as demais oficinas tinham as luzes apagadas.

– Acredito que seja ali, senhorita.

– Também acho. Pode parar próximo àquele orelhão?

Renata desceu do veículo com as fichas telefônicas na mão. Retirou o fone do gancho, colocou uma ficha no aparelho e discou os números. Em instantes começaram os bipes e, mesmo distante, ela conseguiu ouvir a campainha tocando dentro do estabelecimento.

“Atende, vamos”

Mas a ligação caiu, e a ficha desceu para um repositório onde ela a pegou. Renata pressionou o gancho e refez o procedimento.

Os bipes, intercalando com a campainha, recomeçaram, mas dessa vez a voz do outro lado da linha:

– Alô!

– Alô?

– Renata!

– Rainen!

– Está tudo bem?

– Vai ficar melhor se você abrir o portão e me deixar entrar.

– Você... está... aqui na frente?

– Abra, por favor!

– Claro! Claro! – e desligou.

Lá fora, a garota pagava o chofer, que lentamente saiu com o veículo.

Próximo, com o barulho de metal contra metal, a porta de enrolar foi suspensa e a luz interna clareou toda a frente da oficina. O rapaz correu até o portão e o destrancou. Ela entrou e ele travou com o cadeado. Indo na frente, Renata entrou no estabelecimento caminhando vagarosa, e Rainen vinha atrás. Ela jogou a bolsa em algum canto:

– Aconteceu alguma coisa? Está tudo bem?

A garota se virou para ele e apontou para a porta. Ele foi lá e a fechou. Voltou e parou diante de Renata, que agora respirava com dificuldade. Estava nervosa, trêmula e a voz não lhe saia. Lágrimas correram pelo seu rosto e ela se encurvou. Quando ia caindo, Rainen a segurou:

– Pelo amor de Deus, me diga o que está acontecendo – estava aflito diante da cena.

Ao sentir o toque, em parte, Renata se reestabeleceu:

– Eu... te amo! Eu te... amo! – quase sussurrava.

– Renata?

– Queria te resistir, não ser tão entregue...

– Mas porque faria isso?

– Não quero mentir para você, eu não consigo. Então prefiro que você veja, e peço que compreenda, que sem o seu amor eu caminharia para os braços da morte.

Com ternura a abraçou e lhe confessou em voz muito baixa:

– Eu a seguiria – e beijou-lhe a testa.

Ela o olhou com candura:

– Então você...

– Eu te amo, Renata! – e a beijou.

Quando encerrou o gesto, ela foi direta:

– Tem banheiro aqui?

– Tem sim, naquela lateral.

A garota caminhou até lá e entrou. Havia uma organização mínima no lugar. Era um vestiário com armários de metal na cor cinza. As paredes ali eram apenas rebocadas e pintadas numa coloração azul escura. Nos cantos, sempre havia alguma caixa ou restos de peças, devidamente empilhadas. Centralizado havia um banco e junto à parede de fundo, uma velha mesa. Ao fundo uma porta, ao passar por ela acessou o banheiro: uma pia pequena e encardida; abaixo uma prateleira com produtos de limpeza; sobre a pia um pedaço de espelho; ao lado o sanitário sem tampa:

“Homens” – pensou rindo.

E então encontrou algo que procurava.

– Rainen, traz minha bolsa por favor – pediu.

– Está aqui sobre a cadeira, ao lado da porta.

Ele ia saindo, quando ela pediu de novo:

– Pode pegar minha toalha e esse saco branco dentro da bolsa?

– Claro.

– Ótimo! Entre aqui para me entregar.

A mente dele girou com a ideia.

– Eu... entrar aí?

– Entre de costas – ela tentou atenuar – mas não abra muito a porta pra que não passe friagem.

Mesmo com a iniciativa, Renata ficou pouco preocupada. Lá fora, o silêncio se estendeu por alguns segundos, até que ele respirou fundo e girou maçaneta devagar. Não tinha certeza do que fazia e nem do que acontecia.

– Eu... eu... trouxe o que me pediu. Não... não tenho toalha de banho, mas peguei quatro toalhas de rosto.

E pendurou empilhando as peças num prego preso à porta. Vê-lo ali, pouco perdido no pensar e no agir, a fez continuar, pois sabia aonde pretendia chegar.

– Pode pegar um sabonete dentro da sacola e me entregar? Estou com as mãos molhadas.

– Tudo bem.

Assim que abriu a sacola, Rainen viu que não havia apenas sabonete ali dentro:

– Espere aí... gel lubrifican... preserv... você está querend...

Mas interrompeu sua fala ao sentir-se agarrado por trás:

– Vim aqui com um único objetivo: me entregar a você.

– Mas...

– Na sua ausência eu pensei bastante em nosso relacionamento, e vejo que não me basta ser sua namorada.

– Você quer cas...

Ela o virou e fitou os seus olhos:

– Rainen, eu quero ser sua mulher.

– Eu te respeito demais.

– Me entenda. Agradeço o seu respeito, mas agora preciso de outra coisa – e ela o beijou ardentemente – apenas me faça sua mulher.

Rainen deu um passo para traz, encostando na porta. O pensamento que tivera pouco tempo atrás, sobre o amadurecimento de Renata, era um prelúdio do que as coisas eram. Mas para que ultrapassasse as expectativas, a participação dele era fundamental.

Então se aproximou dela e a segurou pela nuca. O toque a fez tremer.

– Minha Renata – e a beijou.

Enquanto isso acontecia, a garota desabotoava a camisa e a calça do rapaz, que a ajudava retirando as peças e jogando sobre a pia. Assim, abraçados entraram debaixo d’água, com beijos abraços e carícias.

O banho foi rápido, só para retirar o suor e então, sem mais conter os impulsos, Renata começou. Desligou o chuveiro e, aos beijos, trilhou um caminho do peito, passando pelo abdômen, se ajoelhando até chegar ao membro ereto de Rainen. Os olhos da garota brilharam quando o viu. Carinhosamente ela o tocou com a mão, em seguida se aproximou cheirando.

– O que você vai...

Rainen não terminou a frase, pois foi abocanhado por Renata. Com os olhos fechados ela sorvia, lábia, beijava, massageava, desde a base até a ponta, pouco perdida às vezes, mas ciente de que era o que desejava. Rainen sentia uma das melhores sensações que experimentou em toda a sua vida. Cinco minutos depois ele pediu:

– Pare! Não consigo mais segurar.

Renata entendeu, e abocanhou o membro com mais voracidade, até massagear com a língua um ponto específico, bem na ponta, na parte de baixo.

– Não dá mais pra segurar.

A garota sentiu o membro latejando em sua boca enquanto jorrava um líquido quente e levemente salgado. Com cuidado ela engoliu e continuou a lambendo e beijando. Renata estava muito alterada.

Rainen ainda sentia as ondas de prazer e lutava para se controlar, quando ela o abraçou. Então ele quis beijá-la:

– Ainda não.

Mas ele queria mais e, de súbito a agarrou, levando para o vestiário. Rasgou caixas de papelão e forrou a mesa, só então deitou Renata, que o olhava com desejo e curiosidade.

Ele admirou o corpo jovem e belo: seios de bom tamanho e pontudos, firmes; a pele macia e sedosa; cintura bem delineada salientando o quadril; coxa grossas e torneadas; até que focou os pelos ralos e claros na virilha de Renata.

– Que pensa faze...

Rápido ele abriu as pernas da garota e ali aplicou uma lenta e molhada lambida. Aquilo a desestabilizou. Então veio a segunda lambida, e a terceira, a quarta. E quando deu por si, ele sugava se lambuzando com o lubrificante que saia dela.

– Par.. pa..par...

Renata tentava falar alguma coisa, mas o prazer não permitia que controlasse sua fala. E diante da língua ávida de Rainen, ela se entregou, puxando a cabeça do rapaz para o meio de suas pernas. Mesmo empolgado, ele diminuiu a velocidade e aumentou a profundidade do movimento. Então sentiu no queixo, o jorro de um líquido quente. Ela se contorcia de prazer, tentando tirá-lo dali, mas ele a segurou a continuou aplicando o movimento. Novos jorros, até que ela gritou:

– Para! Para, pelo amor de Deus!

Ela se contorcia sobre a parca luz do cômodo. Vendo a cena, Rainen sorriu com a boca ainda melada.

– Acho que já deu por hoje, não é?

– Ainda não. Isso foi uma preliminar. Agora é que vamos começar. Traz a sacolinha.

Ele foi ao banheiro e voltou com o que ela pediu.

– Tudo bem, entendo os preservativos, mas e esse gel?

Renata se sentou na mesa e ele se encostou nela.

– Precisaremos dele.

– Mas eu vi. Você lubrifica bem.

Ela o empurrou um pouco para trás, colocou os pés no chão e virou-se de costas, apoiando a barriga e os seios na mesa e empinando o quadril.

– Nem todas as minhas partes lubrificam naturalmente.

Ele arregalou os olhos, pouco nervoso e sentindo a tensão em seus músculos.

– Eu não... Eu não vou...

Ela se pôs ereta e o abraçou.

– Não, você não vai – e lhe sorriu – nós vamos.

O rapaz não acreditava no que ouvia, via e sentia. Diante da inanição, Renata o beijou e pegou o preservativo de sua mão. Se ajoelhou e sua boca percorreu todo o membro de Rainen, que enrijeceu. Foi quando ela colocou o preservativo e voltou a beijar o rapaz. Então destampou o gel e pegou um punhado, e espalhou generosamente no membro, que agora estava besuntado rijo. Com mais outro punhado de gel, Renata lubrificou o meio das nádegas e voltou à posição de oferta:

– Venha! Faça!

Vê-la tão submissa, e tão desejosa, o instigou, e teve a percepção de que somente ele seria capaz de satisfazê-la. Assim, um fogo o tomou, e ele se aproximou admirando a beleza daquele quadril.

Ela sentiu o membro roçar em suas carnes, até tocar na entrada e buscar passagem.

– Vamos devagar – disse gemendo.

Rainen forçou mais um pouco e a cabeça entrou. Renata suspirou e gemeu. Como não houve reclamação, ele continuou. Continuou empurrando e, naquela posição, ele via o membro sumindo aos poucos para dentro de Renata.

“Sem o lubrificante seria impossível” – ele pensou.

A garota sentia uma forte ardência e uma satisfação estranha em se sujeitar daquela forma. Foi quando ouviu:

– Entrou quase todo.

– Agora movimenta para trás e para frente, devagar.

Ela não precisaria pedir. Rainen, mesmo ansioso com a experiência, seguia com bastante cuidado e no ritmo de Renata. E deu início a um movimento compassado e bem sensível. A garota estava incomodada, sentindo a falta de algo quando sentiu mãos percorrerem o seu corpo: nádegas, quadril, cintura, costas, ombros e então um leve puxão nos cabelos:

– Você é deliciosa.

Aquilo fez Renata sair de si:

– Saboreia... – gemeu – é tudo seu.

E agora, tomada por mais prazer, lançava o quadril para trás, acelerando o movimento de Rainen que entendeu e aumentou o seu ritmo.

– Ai... que delícia... – Renata sussurrava, babando.

Mais alguns minutos naquela posição e ela implorou:

– Também preciso te beijar...

– Como?

– Não tira de dentro e me coloca sobre a mesa.

Com jeito, e força, Rainen a girou, deixando a garota com a barriga para cima. Ela então puxou-o sobre si e os lábios se tocaram, com pouca coordenação, mas com muito fogo. Ele deixou o beijo e lambeu o pescoço e os seios, sentindo o gosto salgado do suor, mas nem por isso parava, e chegou aos seios e aos seus bicos, prendendo-os com firme sucção.

Com mais esse ponto de prazer, Renata seguiu com as mãos até o meio das pernas e se tocou. As ondas de satisfação aumentaram, e a arrebataram em delírio. E o jato de líquido quente atingiu a barriga de Rainen.

– Preciso que você também chegue ao orgasmo.

– Eu não quero agora.

– Não consegui te satisfazer? – havia desapontamento na voz da garota.

– Conseguiu, e muito. Só não quero por agora.

E a beijou apaixonadamente, enquanto, aos poucos, saia de dentro dela.

– Rainen, eu te amo!

– Também te amo!

E ele a conduziu para dentro do banheiro onde se higienizaram, em meio a abraços e beijos. Num dado momento ele a olhou:

– Preciso de explicações.

 

Obs: esse é o fim do arco "APRENDIZADO". O próximo será "ASCENSÃO E QUEDA". Boa leitura!



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...