História Gemini - Capítulo 2


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Palavras 595
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Gemini - Capítulo 2 - Capítulo 2

Baekhyun

 

Estou há uma hora parado em frente ao hospital. Meu celular tocou algumas vezes, mas nem o tirei do bolso do blusão. Sei que é minha mãe e ainda não estou pronto para entrar.

Cruzar aquela porta é formalizar a morte de mais alguém que amei. E, honestamente, quero mais é que a morte se foda.

Não quero ver o corpo da minha única irmã, não quero ver Chanyeol, meu primo, desolado porque seus pais e irmão morreram em um acidente de carro causado por mais um imbecil imprudente da classe alta de Seul.

Não quero olhar para minha mãe e ser sufocado por tudo o que senti quando meu pai foi assassinado há quatro anos. A morte já me levou vidas demais.

Observo o entra e sai de pessoas, a diferença de cada uma delas. E me atenho aos detalhes para não ser afogado pelo todo.

Dou uma última e longa tragada no cigarro, deixo o que sobrou escorregar entre os dedos e o apago com a ponta do coturno.

Quase posso ouvir a voz da minha irmã me acusando de não me preocupar com o meio ambiente. Então, por ela, abaixo, pego a bituca novamente e jogo em uma lata de lixo, enquanto caminho rumo à porta do hospital.

Um vento gelado corta a rua e coloco o gorro, para me proteger da corrente de ar e do olhar das pessoas.

Após a briga das últimas horas, não sou exatamente algo que valha a pena olhar, porém o estado do moleque é pior — aquele que levou a vida de quatro pessoas da minha família por tirar um racha na avenida, e que não será condenado jamais, graças ao pai promotor.

A ironia é que ele nunca será preso, e eu passei a última noite da vida da minha irmã na cadeia, enquanto ela lutava para resistir a uma segunda e derradeira parada cardíaca.

Coloco a mão no bolso e aperto o chaveiro dela. Um chaveiro de pelúcia em forma de estrela cor-de-rosa. Um presente do meu pai, que ela segurava quando os paramédicos a tiraram do carro capotado.

Agora sou eu quem aperto a estrelinha com uma mão, enquanto a outra encosta no vidro da porta do hospital. Uma garota faz o mesmo.

Não tem como não lembrar da BaeMi ao ver o casaco rosa. Ela adoraria. Ela vivia escolhendo modelos em revistas de moda pelos quais nunca poderia pagar. E é aí que as semelhanças entre a minha irmã e a garota terminam.

Um olhar rápido é suficiente para reconhecer que ela destoa das outras pessoas.

Uma aparente delicadeza, traduzida pela pele bem clara, traços suaves e cabelos loiros, caindo tranquilamente em ondas pelos ombros.

Ela me olha também e parece fazer a mesma investigação que eu. Lágrimas marcam seu rosto. Semelhanças que só encontramos em um hospital — a dor e a morte são implacáveis com todos nós. 

Entreabro os lábios, nem sei se ia dizer algo, mas qualquer pensamento racional se vai quando um garoto a abraça.

Odeio prejulgamentos e me odeio mais ainda por ceder a eles, mas, se a garota me faz lembrar da minha irmã, o garoto desperta a memória de seu assassino. Ainda que eles não sejam parecidos, algo em seu porte indica que pertencem ao mesmo grupo social. Aquele que não se importa com as consequências, porque sempre vai ter um pai rico e influente para limpar sua barra.

Passo por eles sem olhar para trás. Mal podendo esperar pelo momento de encontrar minha mãe e meu primo e deixar este hospital. Odeio este lugar.



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