História Gênese - A Saga da Rosa (Temporada I) - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~puddyn

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Carlinhos Weasley, Córmaco Mclaggen, Daphne Greengrass, Dominique Weasley, Draco Malfoy, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lílian L. Potter, Louis Weasley, Lucius Malfoy, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Molly Weasley II, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Percy Weasley, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Elementos, Fireboltvioleta, Gênese, Lunastarkiller, Magia, Malfoy, Profecia, Rose, Saga, Scorose, Scorpius, Segunda, Temporada, Weasley, Wicca
Exibições 48
Palavras 1.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*

Hello, gentes.

Gente… mil perdões pela demora em atualizar.

A fic AINDA está em hiatus, até a volta da Luna para o projeto. Mas vou tentar escrever sempre que puder. Provavelmente, no início do ano, ela poderá voltar para nós :p rsrsrs

Agradecemos de verdade pelos maravilhosos 61 favoritos. Vocês são demais, cara *w*

Boa leitura! 


*

Capítulo 10 - História... da Magia?


Fanfic / Fanfiction Gênese - A Saga da Rosa (Temporada I) - Capítulo 10 - História... da Magia?

 

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.”

- Roberto Shinyashiki

 

 

Tive um sonho muito estranho naquela noite.

 

Estava correndo por um matagal extenso, fugindo de uma sombra, ameaçadora e impossível de se enxergar, que vinha velozmente em meu encalço. Quanto mais eu me lançava à frente, mais pesados meus passos pareciam ficar, e mais rápido meu perseguidor se aproximava de mim.

Repentinamente, um clarão surgiu adiante, me cegando por um momento.

A sombra se dispersou, desaparecendo, aparentemente fugindo do clarão azulado.

Quando a luz diminuiu, pude focalizar a silhueta de uma mulher encapuzada.

Ela aproximou-se de mim e passos lentos, envergando a cabeça curiosamente. Sua mão, clara, de traços delicados, ergueu-se em minha direção.

Senti o vento ao redor paralisar com seu gesto. A grama ficar imóvel. Até mesmo as estrelas pararam de rutilar.

Vi o laivo de dois olhos prateados surgindo na escuridão do capuz.

- Ajude-a - disse, numa voz tão suave quanto imperiosa e arrepiante - Ajude-a, Scorpius. Ela precisará de você para o que está por vir - acrescentou de modo sinistro - a profecia irá se cumprir.

Minha visão esmoreceu, e ouvi gritos e latidos ao meu redor.

 

Acordei ofegante.

Olhei ao redor, piscando, percebendo que já era de manhã. Todos os garotos já estavam se vestindo, e pareciam ter se distraído com meu despertar assustado.

Alvo me encarou, ajeitando a capa sobre os ombros.

- Tudo bem, Scorpius?

Arquejei, ainda perturbado.

- Estou - menti por impulso, sacudindo a cabeça,

O fato era que eu estava quase aturdido. Que sonho havia sido aquele? O que significaria?

Decidi que falaria com Alvo mais tarde. Apenas assenti, reafirmando minha resposta.

- Bem… nesse caso, se apresse. Vamos acabar perdendo a aula de História da Magia. E disseram que a professora Hawkes não aceita atrasos.

- Estou indo - falei, saltando da cama e começando a me arrumar.

 

--------O-------
 

Durante o trajeto em direção à sala de aula, contei a Alvo sobre o sonho.

Ele mal piscou enquanto eu descrevia os detalhes, apenas o fazendo quando finalmente terminei.

- Que assustador - comentou, apertando os livros em seu braço - e você nem faz ideia do que…?

- Não - respondi, tenso - foi tão real… e aquela mulher… me é tão familiar…

Assim que entramos na sala, tomamos nossos lugares. Infelizmente, nosso horário não seria com os alunos da Grifinória, e provavelmente não veríamos Rose e seus primos durante o dia.

- Que sono - resmungou ele, tamborilando os dedos na mesa - será que a professora vem logo?

Um assomo alto e coletivo respondeu sua pergunta. Várias cabeças se viraram na direção de uma mulher que adentrou na sala, trajando um elegante conjunto de vestes carmesim, que combinavam com o pequeno chapéu em sua cabeça. Era muito bonita, mesmo que aparentasse estar próxima da meia-idade, de cabelos louros compridos e olhos claros.

- Uau. Que gata - brincou Alvo, me acotovelando. Ri baixinho.

- Bom dia, crianças - a professora sorriu, postando-se diante de sua mesa. Houve mais alguns suspiros vindos dos garotos do primeiro ano - sou Yara Hawkes, a nova professora de História da Magia de vocês - ela ergueu a cabeça, acomodando-se em seu espaço - bem, vamos iniciar nossa aula de uma maneira diferente, considerando algumas lendas… sim, Sr. Potter?

Nem tinha percebido que Alvo havia erguido a mão.

Quase todos estavam olhando na direção dele - alguns quase indignados por ele ter interrompido a bela voz da professora com sua curiosidade irritante.

- Perdão, professora - parecia mais era estar se desculpando com os colegas do que qualquer outra coisa - a senhora vai tratar de lendas? pensei que essa matéria considerasse apenas fatos históricos… quer dizer…

Alvo ficou muito vermelho e parou de falar.

Ao contrário do que esperei, Yara não pareceu decepcionada com a contestação do meu amigo.

Na verdade, pareceu muitíssimo satisfeita.

- Ah, sim. Tem razão, Sr. Potter - completou, com o tom de voz mais firme e sério - mas as lendas sempre tem um fundo verídico. Elas são lições… quase sempre carregam a verdade - sorriu, quebrando a expressão concentrada - no entanto, sua observação é mais do que válida. Dez pontos para a Sonserina.

Quem ainda estava de cara fechada a desmanchou, repentinamente lançando piscadelas e sorrisos para Alvo, que pareceu muito contente.

- Na verdade… - a professora Hawkes murmurou - você pode, por gentileza, ler o capítulo do qual trataremos hoje? Apanhem seus exemplares de História da Magia, de Oliviene Stark, e abram na página cinquenta e três.

Atendendo ao pedido da professora, abrimos nossos livros na página que ela indicara.

Surpreso, li o título que encabeçava o capítulo: “Lendas e Contos do Mundo Bruxo - Tornando a Mitologia Real”.

O subtítulo trazia a frase “A Lenda dos Wiccas”.

Franzi o cenho. Eu já ouvira papai mencionar aquela estranha palavra uma vez, enquanto conversava com mamãe, há muitos anos.

Meu pai conhecia aquele assunto? Que esquisito...

- Pode começar quando quiser, querido - incentivou Yara, sorrindo.

Alvo pigarreou, começando a leitura do capítulo.

- “Há muito tempo” - ele leu - “alega-se a existência de bruxos cujos poderes mágicos ultrapassam quaisquer conceitos conhecidos por nosso povo. Indivíduos com capacidade de materializar e reger os cinco elementos, incluindo seus derivados: água, fogo, terra, ar e espírito - este último um poder extremamente volátil e perigoso, que poderia interferir na vitalidade de qualquer ser vivo, tanto curando-a quando destruindo-a. OS bruxos com tais habilidades eram supostamente chamados de Wiccas.”

Ouvi Alvo resfolegar, mas não pela intensidade de sua leitura.

- Bem… - Yara cruzou os braços - alguém aqui consegue comentar sua opinião sobre essa lenda em particular?

Pisquei, levantando minha mão no ar.

A professora aparentou já esperar por aquilo.

- Sr. Malfoy?

- Eu… eu acho que… - senti um arrepio percorrendo-me a espinha, recordando-me repentinamente do sonho que havia tido algumas horas antes - que talvez seja possível.

A classe toda me encarou, chocada. Até mesmo Alvo ergueu os olhos de seu livro e me fitou, surpreendido.

Aquele sonho… por alguma razão assustadora, eu senti que tinha alguma relação com aquela tal lenda. Mas não conseguia explicar por que estava achando isso.

Era como uma espécie de… pressentimento macabro.

E o que teria aquilo a ver comigo, afinal de contas?

Temi que Yara indagasse porque achava aquilo, mas ela apenas limitou-se a assentir, dando um curioso sorriso de aprovação.

- Muito bem - ela prosseguiu – a lenda dos Wiccas é uma das mais antigas e misteriosas até hoje. Suas origens, mesmo relativamente conhecidas, ainda possuem algumas perguntas sem respostas. E sua veracidade é… contestada por alguns – falou baixo, como se não gostasse de afirmar aquilo – mas tudo que se sabe é que, segundo a lenda, o bruxo ou bruxa portador de tais habilidades possuiria um poder imensurável, capaz de causar tanto a salvação quando a destruição de todos ao seu redor. No entanto, há quem diga que existiriam Wiccas do bem… aqueles que usariam tal talento apenas para ajudar o próximo, e melhorar a vida de todo o nosso povo.

Algo estranho pareceu anuviar o olhar de nossa professora, como se algo do passado tivesse acabado de ressurgir em sua mente.

Apesar disso, Hawkes balançou a cabeça, pigarreando.

- Bem, vamos dar sequência à nossa aula – falou – por favor, Sr. Potter. Prossiga a leitura no próximo subtópico.

A aula continuou, enquanto a professora Hawkes prosseguia considerando cada lenda e conto descrito no capítulo em questão – mora, a meu ver, não tenha voltado a falar com o entusiasmo evidente que demonstrara no capítulo sobre os Wiccas.

 

--------O-------

 

Na altura em que a aula acabou, eu estava ainda mais confuso – e Alvo, um bocado mais rouco.

- Não acredito… que ela me fez ler… um módulo todo – tossiu baixinho, enquanto estávamos no intervalo daquela tarde – o que tem de bonita… tem de malvada...

Segurei o riso, dando um tapinha de condolências no ombro dele.

- Toma – lhe ofereci um pirulito de mel, ao qual ele aceitou sofregamente, enfiando-o sem cerimônia dentro da boca.

- Mas fala… - ele murmurou, alguns segundos depois, retirando o doce – você pareceu bem perturbado durante a aula. O que houve?

Dei de ombros.

-Sei lá. Aquela lenda sobre Wiccas foi bem sinistra – sacudi os dedos – já imaginou? Criar fogo do nada? Ou até curar feridas? Me arrepio só de pensar.

Alvo ergueu a sobrancelha.

- Ainda bem que essa coisa toda não existe – titubeou – veja só… se fosse verdade, algum bruxo assim já teria destruído tudo que conhecemos, não acha? È praticamente impossível que um... Wicca, certo? É impossível que tenha existido, imagino. Pelo menos, não nos últimos cem anos.

Concordei, desembrulhando meu próprio pirulito, absorto em meus próprios pensamentos.

Por mais que o sonho parecesse apontar alguma relação estranha com aquilo, talvez não passasse de paranoia minha.

E, afinal, Alvo tinha razão. Não havia como alguém assim, com tamanha magia, ter pisado na face da Terra sem causar uma tremenda guerra.

Nossa.

Como eu estava enganado.

 

 

 


Notas Finais


*

Eita, Scorpius… hahaha
Então? Teorias? Comentários?
Beijinhos e até o próximo capítulo!

*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...