História Geração Júpiter - Capítulo 20


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinatos, Astronautas, Astronomia, Drama, Extraterrestres, Jupiter, Personagens Originais, Sexo, Suspense, Tragedia
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Palavras 1.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi de novo c:
Demorei um pouco pq tav pensando em ideias pra se encaixar c:
So isso c:

Capítulo 20 - A discussão e a suspeita


Abri meus olhos e uma luz forte quase me cegou. Me senti estar em um daqueles filmes onde a pessoa fica em coma por um tempo e quando acorda todos em volta comemoram. Mas ninguém comemorou.

Meu braço estava dormente e doendo, quando viro minha cabeça para o lado e vejo Thalita deitada sobre ele.

Comecei a me lembrar do dia anterior. Eu, Thalita, sexo. Coisa normal. Mas, que eu me lembre, estávamos nús e na sala de comunicação.

- Thalita, - sussurro e remexo ela de lugar tentando acordá-la - Thalita, o que aconteceu?
- Oi, - ela me diz com uma voz sonolenta - como assim o que aconteceu?
- Ué, como estamos aqui, sendo que estávamos na sala de comunicação?
- Acho que tomamos umas pílulas... algum tipo de droga ou algo assim.
- E isso fez a gente vir parar aqui? - Eu estava bem confuso.
- Acho que sim, não me lembro de muita coisa.
- Tanto faz, desde que ninguém tenha visto nada.
- É...
- Vamos levantar? Acho que vamos pra cabine hoje de novo.
- Vamos.

***

- Acho que os pombinhos tiveram uma noite ótima. - Disse Alan, me olhando com cara de sarcástico, bebendo um gole do seu café.
- Nem começa. - Thalita logo retrucou, indo para a pia procurar comida.
- Como se ninguém tivesse visto. - Ironizou Will, nos olhando com cara de pervertido.
- Como assim? - Perguntei, arregalando os olhos.
- Não se faça de bobo, - disse Anne com um olhar de chantagista - todos viram vocês rolando nos corredores. Mas está tudo bem, comam rápido que logo nossos mantimentos chegarão aqui.

***

Afivelei meu cinto e me ajeitei na poltrona. Meus olhos não desviavam dos seios de Thalita. Minha vontade de voltar umas horas atrás e fazer tudo de novo só aumentava.

- Ótimo, todos se concentrem. -Disse Reskort, tirando minha atenção do par de peitos ao meu lado. - Logo vamos receber os mantimentos. É possível que a nave "trema" durante o processo.
- Vai demorar? - Perguntei, já entediado.
- Menos de uma hora.

MISSÃO JÚPITER. DIA 224.

- John, - disse Anne abrindo a cortina da minha cama - tem reunião agora. Levanta.
- Já vou. - Falei sem vontade.
Me levantei, vesti e fui até a sala de reunião.

- Ótimo, - falou Rodolff - todos aqui. Vamos começar.
- Espera um pouquinho, - interrompi - onde estamos mesmo?
- Perto de Europa. - Respondeu Will, com a mão na cara, expressando mau humor.
- Vamos parar em Europa? - Perguntei novamente.
- Olha, nós vamos resolver isso daqui a pouco. Espere, John. - Respondeu Will, já irritado.
- Okay. - Falou Rodolff - O assunto é o seguinte: quem vai descer? Em Europa nós vamos estacionar a nave e vamos com o glóbulo até Júpiter. Mas... quem vai?
- Preciso deixar claro - disse Anne - que vocês que descerem poderão sofrer com radiação, mas, terão o privilégio de voltar para a Terra mais cedo.
- Sofrer com a radiação? - Andréa perguntou (alerta - personagem que apareceu só agora, mas já estava na nave).
- Descalcificação, possíveis danos cerebrais, e, em casos extremos, alguma veia se romper. - Falou Anne.
- ESPERAAAA! - Gritei - Eu não estava ciente disso quando vim pra cá.
- Você leu o contrato todo? - Perguntou Alan.
- Bem... - coloquei a mão atrás da nuca e comecei a coça-la, tentando disfarçar - digamos que não.
- Pois lá estava tudo especificado. - Completou Alan.
- Mas eram 18 páginas! - Remendei.
- Mas você devia ter lido as 18 páginas então. - Alan falou em tom de provocação.
- Tá bom, mas pra quem ir, quais são as chances de voltar sem dano algum? - Perguntei novamente.
- De 1% a 5%, depende de cada pessoa. - Anne novamente tomou a palavra.

Apoiei meu cotovelo na braçadeira da poltrona e deitei minha cabeça sobre minha mão, pensando...

Pensando...

Pensando...

Pensando...

E agora? Vou ou não vou?

Ouvia as vozes ao meu redor, mas minha cabeça estava longe.

- Beleza, então, - disse Reskort - os que vão serão Rodolff, Alicia, Will, Thalita, Alan e John.
- Eu? - Perguntei, voltando minha mente para o assunto.
- Você. - Alicia disse.
- Por que eu? - Perguntei novamente.
- Por que você se capacitou para isso. - Alicia falou de novo.
- Tá. - Revirei os olhos - Já acabaram?
    - Não. - Respondeu Reskort - Agora temos que discutir sobre Lo e Europa.
- A ideia é qual? - Perguntou Kath.
- Parar a nave em Europa. - Rodolff tomou a palavra. Ele que tinha o caderno de anotações onde marcava o que estava sendo discutido. - Enquanto nós vamos para Júpiter, o pessoal que fica na nave pode explorar Europa por 37 dias terrestres, contando que em 13 dias estaremos em Europa. Depois desses 13 dias que vocês irão ter o privilégio de pisar na parte nunca tocada de Europa. Após os 37 dias, Lo se alinhará e vocês vão poder ir até lá com o outro glóbulo.
- Isso é muita informação pra mim. - Falei.
- Nem absorva então, já que você vai pra Júpiter também. - Disse Alan.
- Tá, vamos ao que REALMENTE interessa, - falei, dando ênfase à palavra "realmente" - Júpiter ainda dá sinais de vida?
- Évin mandou os últimos registros há 36 horas. - Rodolff falou. Só de ouvir o nome Évin já trinquei os dentes. Lembrei da história do romancezinho entre ele e Elize. - Haviam sinais ainda.
- Que tipo de sinais são? - Dessa vez Thalita foi quem perguntou, e Reskort respondeu.
- Movimentações, sons, iluminação diferente... diversos sinais.
- Wooow! - Exclamei por impulso. Todos me olharam.
- Quero tirar uma selfie com um extraterrestre - Will falou e todos riram, menos Reskort. Acredito que ele queria ir também.
- Tem alguma coisa que me interesse ainda aqui? - Perguntei, completando em seguida - Estou com dor de cabeça e queria dormir um pouco.
Anne bufou e disse:
- Vá, se tiver algo interessante eu te falo.

Me levantei na maior calma e fui para a minha cabine. Só aquela iluminação forte e o corredor em tons de pastel me davam mais dor.
Me deitei e logo apaguei.

***

Acordei e vi que as luzes estavam todas apagadas, apenas as luzes de emergência bem fracas estavam ligadas.
Me levantei, olhando bem os lados, e fui até a cozinha na intenção de beber água.
Passo por passo, eu estava um pouco tonto e não queria cair. Fui me escorando na parede.
Estava tudo quieto, só o barulho do motor da nave e dos equipamentos atrapalhavam o silêncio acolhedor.
Vi meio de longe um vulto, mas não parei por causa disso, imaginei que seria apenas mais alguém bebendo água ou com fome.
O vulto se aproximou, aparentava estar com uma mão erguida. Parecia estar apenas com roupa de baixo, assim como eu.
Parei no instante em que o vulto ficou a quase exatos 2 metros de mim.
Com as luzes fracas vi que segurava um objeto em sua mão. Um objeto brilhante.
- Oi - falei meio baixo.
O outro ser continuou quieto.
- Thalita? - Perguntei para a pessoa, já que a mesma tinha uma silhueta feminina.
Em passos lentos, o "alguém" se aproximou e ficou cara a cara comigo. Senti um cheiro de perfume feminino e pensei que fosse Kath.
- Kath? É você? - Perguntei, novamente fiquei sem resposta. O objeto que a tal pessoa segurava nas mãos era...

Era...

Era...

UMA FACA!

Me assustei, até que finalmente vi um sorriso psicopata no rosto de quem estava à minha frente: Anne.

- Larga essa faca, Anne, - eu pedia - por favor, larga isso.

Obtive como resposta apenas o seu riso alto, como uma risada de vingança.
Ela encostou a faca no meu peito e me prendeu contra a parede.
Eu, honrando meu juramento de nunca bater em mulher alguma, não fiz nada.
Apenas gritei.
- SOCORRO! UMA LOUCA QUER ME MATAR!
Mas, antes que eu percebesse, sua mão tapou minha boca e eu não pude mais gritar.


Notas Finais


Homem fraco c:


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