História Get Out - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Drama, Horror, Romance, Sobrenatural, Suícidio, Violencia
Visualizações 151
Palavras 2.133
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desde pequeno, o que Hans mais queria era a atenção de seus irmãos. O pai o desprezava e os doze príncipes seguiam o mesmo caminho, fazendo-o criar em sua mente um amigo imaginário, ao qual torna-se sua nova companhia. Com a morte de sua mãe e o silêncio de seus irmãos na hora que mais precisa, ele cresce como um rapaz frio, capaz de fazer qualquer coisa para uma vida melhor.

Capítulo 1 - Em busca de uma vida melhor.


Quando era pequeno, Hans adorava olhar pela janela, contemplar cada árvore, cada ser. Mas apenas isso ele podia fazer, as crianças correndo e brincando, sorridentes, ele já não tinha a mesma sorte. Criado em um lar com doze irmãos mais velhos, que o desprezava, um pai severo, com apenas sua mãe para lhe dar amor, Hans ainda era inocente para compreender porque eles faziam isso. Aos cinco anos, enquanto seus irmãos recebiam aulas particulares, ele apenas podia observá-los de longe, perguntando-se o porquê de não estar ali também, afinal ele não faz parte da família?!

Costumadamente brincava sozinho, seu brinquedo favorito era um cavalo, do tamanho de um boneco, lindo, com olhos de vidro, que brilhavam na luz do sol, acessórios de couro e detalhes dourados. Sua mãe o via brincando com o tal cavalinho, tão solitário, ela resolveu dar-lhe um real, que foi seu companheiro em diante. Hans adorou o cavalinho, ele era idêntico ao seu brinquedo, mas um pouco “azedo”, não queria de jeito nenhum brincar com ele. Sendo assim, foi batizado de Sitron, do norueguês Sitron- Limão, isso descrevia o cavalinho em seus primeiros passos com o novato dono.

Ele já não estava mais sozinho, agora tinha alguém para compartilhar alegrias, mas ainda sim sentia falta dos irmãos. Hans ainda tentava brincar com eles, fazia qualquer coisa para chamar atenção.

Hans: “Irmãos? *()* Alguém quer brincar comigo?

Não importa o que vai ser...

Vocês me ignoram assim...

Escutem a mim!

E nem dizem por quê?

Devíamos ser amigos...

Como irmãos...

Não querem, e a razão?!

Alguém quer brincar comigo?

Nem que seja um pouquinho?!

Rei: Vá embora, Hans! Eles estão ocupados!

Hans: Tudo bem...”

Ele já não queria tentar mais nada, nunca era correspondido pelos irmãos, e o pai incentivava-os a isso. Hans estava se sentindo sozinho, e como toda criança, ou geralmente, criou em sua mente um amigo imaginário. Esse amigo não tinha nome, nem era denominado “menino” ou “menina”, nem era chamado de “amigo”, na verdade, não tinha um nome específico, mas Hans era sempre visto brincando em seu quarto, falando sozinho, rindo, se divertindo, e isso preocupava sua mãe, que já não o via mais, pois estava sempre enfurnado no quarto.

Rainha: Hans venha pra fora. Hans venha brincar.

Hans: Já estou brincando, mãe!

Hans já estava com oito anos, e não se importava mais em falar com ninguém. Sua mãe estava preocupada com isso, e chegou a adoecer por isso, mas ele sempre estava no quarto, de tal forma que não sabia do ocorrido.

Irmãos: “*()* Deixa logo esse seu amigo!

Imaginário ou não!

Hans: Não preciso mais de vocês!

Posso parar de tentar ter essa atenção!

-Vão embora, boys...

Irmãos: Você não sabe o que ocorreu?

Hans: E nem quero saber!

Cuidem disso e me deixe só!”

A Rainha estava cada vez pior, seu estado chegou a ser gravíssimo, não havia mais esperanças de cura. Antes de morrer, ela pediu para ver seu filho mais novo, e o chamaram. Quando ele soube, o mais rápido possível correu para ver a mãe, que o abraçou como pode. Ele estava vendo-a doente, a única pessoa que lhe deu amor, e ele tinha esquecido-a durante três anos. Após isso, ele saiu do quarto em que ela estava, em menos de um minuto, ela se foi.

A Rainha estava morta, deixando seu marido, o Rei, e seus treze filhos, o mais novo de oito anos, que mesmo pequeno, estava consciente de tudo aquilo.

Hans estava crescendo, e não conseguia se perdoar, pois ele tinha abandonado a única pessoa que o amou de verdade, ele estava amadurecendo, esquecendo aos poucos o tal amigo imaginário, voltando a ficar só. Agora, os irmãos que eram ignorados por ele, passaram a ignorá-lo novamente, quando Hans mais precisou. O pai de Hans () sempre estava a favor de seus filhos, mas não podia ver como o último poderia causar algum motivo de orgulho, dar alguma dignidade a família, ele certamente não tinha fé em Hans, e o rapaz sabia disso. Hans sabia que não tinha mais a mãe, o pai nunca se importou com ele, estava só, precisava dos irmãos, estava em começo de depressão e não parava de pensar na morte da mãe. Ele já estava com 16 anos quando tentou mais uma vez contato com os irmãos, mesmo depois do ocorrido anos atrás.

Hans: “Rapazes... por favor, me escutem.

Será que eu posso saber?

Minha mãe sempre me deu atenção...

Mas vocês não...

Qual é o porquê?!

Por acaso não sou seu irmão?

Preciso de vocês...

O que foi que eu fiz?!

Alguém quer brincar comigo?...

Hans já esperava silêncio total, do outro lado da porta, o irmão mais velho ainda o ouvia, e não suportava mais ignorá-lo, isso é coisa de criança, nem importância tinha mais. Na infância parecia mais divertido, mas Hans realmente precisava de ajuda, ele estava triste, depressivo, ele não tinha mais a mãe, e cresceu demais para um amigo imaginário, ele precisava de alguém, de alguém de verdade.

-Isso é ridículo... ().

- O quê?!

- Nós não temos mais 11 anos! Quando isso vai continuar?!

- Não vai me dizer que tá com pena “dele”?

- Não é “pena”, é a realidade. Olha, ele não merece isso, o que foi que ele fez?!

- Ele só vai tirar nossa concentração. Somos príncipes, dedicamos toda nossa vida a isso!

- Ele não é diferente!

- Ora, ele é um fracassado! Não temos que perder tempo com isso.

- Não precisamos mais ignorá-lo, isso já não faz sentido...

- Não esqueça o que papai disse! Foco! Não deixe nada ou ninguém desconcentrar você, principalmente VOCÊ, que será o futuro rei das Ilhas do Sul, tem que se preparar para isso.

- Não se preocupe, eu me concentrarei, tanto em meu trabalho, quanto em minha família.

Um silêncio entrou na sala e permaneceu por uns minutos...

- Certo! Faça o que quiser, mas não vou dar ouvidos àquele fracassado!

Junto com ele, dois outros irmãos concordaram, mas os outros nove irmãos ficaram do lado do mais velho.

Hans passou a reparar a diferença em alguns de seus irmãos, não que estivessem o tratando super bem, mas de forma normal, sem se trancar, sem isolar-se dele, nem nada disso! Exceto por três irmãos dele que ainda o ignoravam, os outros o tratavam de forma normal, mas sem muita atenção ainda...

O tempo passava e Hans reparou que não teria a ajuda de ninguém, que teria que crescer sozinho, apenas com suas táticas, e foi o que ele fez! Sempre recebendo comentários negativos de seu pai, isso alimentou mais sua revolta interior, ele cresceu só, quieto, como se nem existisse, se preparou, estudou, escondeu seus sentimentos, estava se tornando um homem frio por dentro, mas ninguém nunca reparou, já que era um simpático e belo rapaz por fora, o mais belo de treze príncipes.

Anos se passaram e finalmente o Dia da Coroação em Arendelle chegou! Vários visitantes vieram ver a coroação da princesa Elsa, príncipes e nobres de todos os reinos vizinhos foram convidados, entre eles, os nobres das Ilhas do Sul. O rei estava muito animado, oportunidade perfeita para seus filhos orgulharem o nome de seu país! A família se reuniu para falar sobre o convite...

Rei: Eu não poderei ir, mas darei essa chance a apenas um de vocês! Me Orgulhará e trará uma boa fama as Ilhas do Sul. Espero conseguir ótimos negócios no reino de Arendelle, para isso escolhi o futuro rei de meu reino, meu filho mais velho.

O escolhido para ir a Arendelle foi o filho mais velho do rei, claro que nessa reunião, Hans já sabia que não seria escolhido, ele sabe que o Rei não tem motivo nenhum para se orgulhar dele... Porém o irmão de Hans reparou isso e resolveu dar-lhe uma chance...

- Pai, eu aceitaria com muito orgulho, mas prefiro ficar nas Ilhas do Sul e continuar meus estudos. Eu poderia repassar a tarefa para outro de meus irmãos?

Rei: Mas claro! Eu sei que fará uma ótima escolha, em quem você confia?

- Eu gostaria que Hans fosse em meu lugar. Eu tenho certeza que ele dará conta.

-O QUÊ?! Mas ele não! Por que ele? ()

Rei: Quieto! Então... Essa é sua escolha? Está certo de que será assim?

- Sim, pai! Confio a ele esta tarefa. Sei que ele trará orgulho a nossa família. Certo, Hans?

Hans: Eu?!... Hã, claro! Sim, eu não desapontarei, estou pronto!

Rei: Certo... Você vai amanhã, e não me desaponte.

Hans: Sim, senhor. Não farei.

Hans estava tão ansioso, ele finalmente teria chance de mostrar o que poderia ser capaz. Em todos esses anos, estava sozinho, não tinha ajuda de ninguém, aprendeu sozinho, nunca foi digno de confiança, essas coisas mudariam, ele finalmente teria chance de crescer, até mais que seus irmãos. Finalmente teria o orgulho do pai e não seria mais tratado como o último dos últimos. Enquanto estava caminhando para se preparar, ele ouviu um comentário de seu irmão mais velho:

- Confio em você!

Isso o motivou mais, fez sentir-se orgulhoso, digno, finalmente, um príncipe de verdade, ou mais...

Chegou o grande dia! O Dia da Coroação da princesa Elsa. Após chegar a Arendelle, já no próximo dia, ele estava encantado com o reino, com todos se ajudando, pessoas solidárias, como uma família, ele adorou, era tudo tão belo.

Para essa viagem, ele levou consigo seu companheiro de infância, Sitron, que já era um belo cavalo. Hans tinha ensinado a ele todo tipo de habilidade, seja para uma emergência, ou até por modos e postura, um digno cavalo de príncipe.

- Sitron, olha isso tudo, não tem vontade de continuar aqui?

Sitron concordou, balançando a cabeça...

- Esse lugar me faz sentir... Mais livre. Como se aqui fosse meu lar!

Ele ficou em Arendelle por alguns dias, o suficiente para conhecer uma moça, a princesa Anna, irmã da futura rainha Elsa. Foi muito bom àquela experiência, ele se identificou com ela, uma amizade forte se acendeu, até mais que isso, um amor...

Quando ela se despediu, depois de um pequeno acidente no fiorde, Sitron derrubou seu dono, sem intenção, no rio. Enquanto recuperava fôlego, Hans teve um ligeiro pensamento.

- “Princesa de Arendelle”... Princesa... Uma vida livre de tudo que passei, uma nova vida, como príncipe de Arendelle, ou mais, com essa moça, eu sinto que tenho que fazer isso. Enfim, poderei mostrar quem sou, mostrar que sirvo, que sou digno de algo, mostrar ao meu pai que talvez aquele filho caçula que ele ignorou pode se tornar mais que aqueles doze filhos que ele deu amor.  E finalmente ser feliz aqui, com alguém que posso me identificar, essa bela moça... Anna.

Depois de muitos ocorridos, a cidade passou por tribulações, problemas sérios, atingido por um clima fora do comum, que ameaçava destruir o reino. Durante esse tempo, Hans passou por muitos conflitos internos, ele faria de tudo para não voltar as Ilhas do Sul, lugar de desprezo, e ficar em Arendelle, dar a volta por cima, crescer mais que seus irmãos, e viver uma vida completamente diferente ao lado de sua amada, que neste momento estava desaparecida. Hans estava muito preocupado com ela, mas um dia, uma simples frase o fez mudar de pensamento...

- Se alguma coisa acontecer com a princesa, você é tudo que Arendelle tem...

Disse um dos nobres ao príncipe, que não precisava mais se preocupar com uma “princesa em apuros”. Ele tinha a atenção dela, mas a atenção do reino e dos nobres era muito melhor, necessário para crescer mais que seus irmãos.

E assim foi, sua vontade de crescer, seu ódio pela família que o desprezava, apenas alimentou seu sentimento de raiva, que o fez fazer o que nem estava nos planos, deixar Anna à beira da morte e, junto, matar sua irmã, a rainha Elsa. Ele precisava eliminar os obstáculos para chegar ao poder, mas tudo foi a baixo.

Hans teve a punição merecida, banido do reino, com o nome sujo, a dignidade arruinada, e sua família envergonhada, ele voltou as Ilhas do Sul, como um prisioneiro, acompanhado por um nobre. Ao chegar ao castelo, foi levado, ainda com algemas e as mãos nas costas, para uma sala reservada, puxado pelas correntes. Quando recuperou um pouco a razão, ele viu seus doze irmãos, o mais velho o olhava com desaponto e desprezo, como que estivesse dizendo “eu confiei em você”. Do meio deles, veio o Rei, que olhava o fracasso do filho com muita atenção. Hans abaixou a cabeça, em uma tentativa de não olhar nos olhos de seu pai, ele sabia que qualquer coisa que seu pai dissesse, não seria para benefício dele.

Rei: Gostou de sua visita a Arendelle, “príncipe Hans”?


Notas Finais


No próximo capítulo:

- Hans tem uma segunda chance para voltar a Arendelle e consertar tudo. Seu amigo imaginário retorna e o ajuda, mas as coisas pioram quando o príncipe passa a ter mais intimidade com a rainha, fazendo seu "amigo" revelar um lado sombrio.


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