História Get Out - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Drama, Horror, Romance, Sobrenatural, Suícidio, Violencia
Visualizações 79
Palavras 2.147
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Após ser ameaçado pela sombra, Hans ignora-o e Elsa sofre as consequências.

Capítulo 3 - O último aviso.


- Não, Hans... Eu não vou deixar...

Disse a sombra, indignada, por estar praticamente sendo esquecida mais uma vez. Enquanto continuava a se esconder, Hans e Elsa estavam no jardim do castelo, mesmo lugar em que ele e Anna estavam se conhecendo.

Hans: Porque mesmo me chamou para dar uma volta, rainha?

Elsa: Vi que precisa sair mais, parece que lugares fechados não são muito confortáveis.

Hans: Certamente... Mas...

Elsa: Olhe Hans, vou ser sincera com você. Eu não confio em sua palavra, estou bem ciente do que causou em Arendelle, estou bem ciente do que tentou causar a mim! Estou apenas mostrando que... Que nada no passado importa mais. Você já me mostrou que quer mudar, aprecio sua boa vontade, mas sua palavra ainda não me vale. Você terá que conquistar isso com o tempo.

Hans: Conquistar...?

Elsa: Confiança!

Hans: Eu sei! Acha que não sei? Eu estou ciente também do que fiz e do que tentei fazer. Eu agora sei que não valeu a pena...

Elsa: Que bom que compreende.

Os dois ficaram conversando por um bom tempo, Anna sentiu a falta de Elsa no salão e também reparou que Hans não estava lá.

Anna: Kristoff, fica aqui, vou procurar por Elsa.

Kristoff: Mas por quê? Ela deve estar bem, não?

Anna: Ela sumiu e Hans também!

Kristoff: Opa, e se eles...?

Anna: “Eles” nada! Não pensa bobagem! Eu vou procurá-la. Se perguntarem, diz que eu fui... Que eu fui ali.

Kristoff: Mas “ali” onde? Ah, deixa, eu arrumo outra desculpa.

Após dialogarem bastante, Elsa se despediu de Hans e pediu para que ele voltasse ao salão. Hans disse que estaria lá em alguns minutos e retornou a sala que teria deixado à sombra, ou melhor, seu “amigo imaginário”.

Ele procurou pelo seu amigo, mas não encontrou nada fora do normal que pudesse ser algum sinal dele. Após disfarçadamente chamá-lo por corredores desertos, ele apareceu.

Hans: Ah, onde você estava?

- Eu sou sua sombra, esqueceu?

Hans: Porque fala assim comigo?

A sombra se aproximou de Hans, e não estava nenhum pouco feliz.

- Fique longe dessa mulher, entendeu? Se quiser o bem dela...

Hans: Como assim? Por acaso isso seria uma ameaça?

- Você entendeu bem... Seria mais “um fato”. Eu estou te avisando, fique longe dela. Como sabe que ela quer seu bem? Ela não confia em você.

Hans: Eu sei, mas eu não sou mesmo digno de confiança.

- Eu confio em você! Você deve confiar em mim...

Hans: Sinto que ela me faria um bem maior, afinal, eu posso conversar com ela. Você... Eu nem sei se você é respectivamente algo de verdade.

Depois de dizer essas palavras duras, Hans deixou a sombra e seguiu para o salão principal. O amigo imaginário dele já não valia mais nada, ele nem sequer acreditava mais...

- Eu não existo, Hans? Eu vou mostrar que existo...

Hans chegou ao salão e, neste momento, Elsa estava recebendo mais outra convidada. Esta iria cantar para a rainha, apresentar-se para os nobres, era seu primeiro dia por lá e faria essa homenagem para a cidade.

Elsa: Com certeza sua apresentação será prestigiada, estarão com tudo pronto em alguns minutos.

-Obrigada, majestade. Fico honrada por isso.

A moça que iria apresentar-se olhava para a decoração do castelo, admirada com tudo isso. Mas algo a deixava inquieta, como se uma energia negativa estivesse pelo castelo, ela podia sentir isso, mas ignorou.

Na hora da apresentação, todos se reuniram no salão para ver a estrangeira cantar. Anna, Elsa e Kristoff estavam reunidos em uma parte do salão, Hans estava afastado deles, mas sempre olhando para Elsa. A estrangeira iria cantar uma música homenageando a cidade, mas ao ficar no meio do salão, sentiu-se tonta, sua vista estava apagando, neste momento sentou-se em uma cadeira e preferiu apresentar-se assim. Ela não adiaria sua apresentação e pediu para que tocassem o piano. Quem estava tocando era sua irmã, que a acompanhava sempre. A música começou e a cantora estava esquecida da letra, fechou os olhos para lembra-la, mas nesse momento quem estava em sua mente já não era mais ela.

Ao abrir os olhos, antes azuis, agora reluzentes de uma maneira fora do comum, começou a cantar uma letra diferente, não à ensaiada, não tinha nada a ver com a cidade homenageada, mas sim parecia uma história.

- “Em um bizarro lar

Em uma bizarra cidade

Uma bizarra casa

Em um bizarro lugar

Uma bizarra moça

De pequena idade

Nunca compreendida, sempre a julgar.

O que será? Do que se trata?

Porque ela é tratada assim?

Como uma estranha em seu mundo

Ela vai incendiá-lo, enfim...

Se erguer

Correr

Viver

Apenas se libertar

Tentar

Voar

Creia

Apenas se libertar

Viver, apenas viver...

Assim perdoada será

Você não

Pertence a este lugar

Apenas fuja para se libertar.”

Nesse momento, as luzes ficaram mais fracas, mas todos pensaram ser parte da apresentação. A melodia era sombria e um tanto perturbadora, Elsa estava inquieta e queria parar com a apresentação, mas a cantora chegou mais perto, apenas olhava pra ela. Hans achou isso tudo estranho e iria tirar satisfações, mas atrás da moça estrangeira ele conseguiu ver seu amigo imaginário, parado, apenas fazendo movimentos com as mãos, como se estivesse manipulando alguém e este alguém era ela. Hans ficou assustado, apenas olhava para a parede onde a sombra estava. A irmã da estrangeira, que tocava o piano, viu que Hans estava inquieto e, mesmo não o conhecendo, reparou que ele estava assim por causa da apresentação. Ela olhou para a mesma parede que ele olhava, mas não viu nada de mais, então ignorou, mas não conseguia deixar suas dúvidas. A canção continuou, e Elsa ficava mais inquieta.

- “Ela tinha um estranho gato

Que a seguia em todo lado

E um coração azul, já bem usado.

Esta bizarra moça

Ela amava cantar

Mesmo sendo fria

Ela sabia amar.

Seu coração azul escurecia

Ninguém conseguia aceitá-la

Ela pôs fogo em seu mundo

Pois ninguém queria amá-la.

Se erguer

Correr

Viver

Apenas se libertar

Tentar

Voar

Creia

Apenas se libertar

Viver, apenas viver...

Assim perdoada será

Você não

Pertence a este lugar

Apenas fuja para se libertar.”

Neste momento, a moça chegou mais perto de Elsa como se fosse falar algo importante a ela. Elsa estava calma por fora, mas muito nervosa por dentro.

- “Eu não pude

Sair daqui

Não tive chance

Não tive chance!”

De repente tudo ficou em silêncio...

- “Por minha compaixão a você...

Vá...

Se erguer

Correr

Viver

Apenas se libertar

Tentar

Voar

Creia

Apenas se libertar

Viver, apenas viver...

Assim perdoada será

Você não

Pertence a este lugar

Apenas fuja para se libertar.”

Ninguém entendeu a letra, mas encaixou-se perfeitamente à melodia. Todos aplaudiram, bizarro ou não, foi uma sombria e perfeita apresentação. Elsa aplaudiu, mas não estava satisfeita. Quando o piano parou de tocar, a cantora recobrou a razão e viu as pessoas aplaudindo, sem entender nada. Seus olhos estavam azuis como antes, pararam de brilhar intensamente, e ela não entendeu o que houve. A sombra já tinha parado de usá-la, neste momento, desapareceu. Hans estava assustado e saiu discretamente do salão, indo para outra sala.

Hans entrou em uma sala vazia do castelo, fechou as portas e começou a chamar pela sombra.

Hans: O que você quer? Porque fez aquilo? Vamos! Apareça!

A sombra apareceu e, vendo como Hans estava confuso, resolveu contar a ele o essencial.

- Fiz aquilo para que saibam que não quero ninguém perto de você.

Hans: Mas não faz sentido algum, o que você tem comigo? É ciúme?

- Ciúme não, eu só quero mostrar que você não precisa dessas pessoas. Se for para precisar de alguém, precise de mim, e eu lhe darei o que quiser.

Hans: Você mesmo disse que possessão é algo errado, então porque usou aquela moça?

- Eu precisava usar alguém...

Hans: E o que você quis dizer com aquela canção?

- Ora, descubra sozinho! Eu não posso contar tudo...

Hans: Você está saindo do controle! Eu até gostei por você me ajudar e tudo mais, mas mandar em minha vida como se eu fosse um fantoche e assustar a todos desse modo, isso não!

- O aviso foi dado! Se você não obedecer, quem estiver ao seu redor vai sofrer!

Nesse momento a sombra foi embora bruscamente, a sala ficou escura, as velas se apagaram violentamente e alguns objetos caíram, fazendo um barulho de vidro ao quebrar. Ninguém ouviu isso, já que estavam todos no salão e a música estava alta.

Hans estava a caminho do salão, ainda pensativo, quando no caminho se encontrou com Elsa.

Elsa: Ah, estava procurando por você! Eu não disse que queria você no salão?

Hans: Eu sinto muito...

Elsa: Não se preocupe. Não quer voltar, sim?

Hans: O quê?

Elsa: Voltar... Para as Ilhas do Sul.

Hans: Ah, bom... Você sabe que não quero...

Elsa: E... O que você quer, então?

Hans: Quero... Quero ficar aqui.

Elsa: Mas você sabe que...

Hans pegou na mão de Elsa.

Hans: Quero ficar aqui com você.

Elsa ficou surpresa e corada, mas não disse nada. Hans estava para fazer algo mais, quando viu a sombra atrás de Elsa, seu ódio podia ser visto, Hans ficou olhando assustado. Elsa reparou que ele estava olhando pra algo.

Elsa: O... O que foi?

Hans: Elsa, por favor, se afaste.

Hans cada vez mais recuava, e Elsa ficava assustada, não entendia o que estava acontecendo.

Elsa: Hans, o que houve?

Hans: Ela fica com ciúme...

Elsa: Ela? Ela quem?

De repente a sala ficou escura, as luzes apagaram. Um espelho na parede ao lado de Elsa quebrou violentamente, alguns cacos de vidro caíram nela e a machucaram.

Hans: Elsa, você está bem?

Elsa: Arh, foi só um acidente, nada sério. Só preciso me limpar.

Elsa correu para limpar o sangue em seu braço e rosto, ela não queria que soubessem do que houve. Aproveitou, pôs outro vestido e voltou para o salão. Hans ficou sozinho na sala e também retornou ao salão.

Hans: Rainha Elsa, você está bem mesmo?

Elsa: Eu estou ótima, estou ótima, mas não diga nada as pessoas, ok?

Hans: Claro, mas porque não?

Elsa: Não quero que se preocupem. Depois eu verei o que houve realmente.

Hans: Elsa, será perda de tempo...

Elsa: E por quê? Por que você falou sobre uma “ela”?

Hans: Eu não posso contar, você vai achar que sou louco.

Elsa: Você foi o responsável por aquilo?

Hans: Não, não, eu não faria isso.

Elsa: Então o que foi? Você sabe, não sabe?

Hans: Eu não posso contar...

Elsa: Hans, é melhor contar agora.

Ele ficou em silêncio.

Elsa: Hans... O que você falou? É verdade?

Hans: O quê?

Elsa: Que queria ficar aqui.

Hans: Sim, eu me sinto bem aqui. Mais que nas Ilhas do Sul.

Elsa: Mas... E aquilo que disse sobre mim? Você quer ficar comigo?

Hans: Mas... É claro. Bem, não entenda mal... Eu falei por...

Elsa: Bom... Foi só por saber.

Hans: Elsa...

Anna: Ah, ainda bem que te encontrei. Eu estava te procurando faz tempo, Elsa... Oh. Oi, Hans.

Aquele foi o “Oi” mais seco que alguém poderia ter dado a outra pessoa. Hans sabia que Anna ainda tinha um forte ódio por ele no interior.

Hans: Olá, Anna.

Anna: Elsa, eu vou conversar com ele um pouquinho, só para matar a saudade. Não é, Hans?

Hans permaneceu calado e os dois foram para fora do salão.

Anna: Tá, agora escuta aqui! Eu ouvi sua conversinha estúpida pra cima da minha irmã! Não tente mais entrar em nossas vidas, pois senão vai sair daqui pior do que antes, viu?

Hans: Eu não estou mentindo para sua irmã, Anna.

Anna: “Eu não estou mentindo para sua irmã, Anna.” Tá, sei! Hans, ninguém aqui confia em você! Para de tentar se redimir, você só vai piorar, é melhor sair daqui!

Hans: Escute, Anna! Eu não quero mais problemas com você! Nem quero mais palavra com você! Me deixe em paz...

Anna: Acha que pode chegar assim e dar em cima da minha irmã? A Elsa não é burra, ela vai ver o que realmente tá acontecendo... E quem realmente você é.

Anna deu um empurrão em Hans e foi embora com muito ódio. A festa durou algumas horas, até os convidados se despedirem, a irmã da cantora apresentada falou com a rainha e pediu para que tomasse cuidado, pois sua irmã sentia uma energia negativa pelo local. Elsa não deu muito ouvidos pelo que ela disse, mas guardou aquilo na mente.

Era noite, Elsa estava a caminho da cama e teria que passar por um corredor pouco iluminado pela lua, uma brisa fraca entrava pela janela e ela ficava arrepiada com tudo aquilo. A sombra a vigiava, não teria saído com Hans, mas sim ficado no castelo. Elsa foi para cama e seus problemas começaram ao amanhecer.


Notas Finais


No próximo capítulo:

- Hora de revelar-se. Após estranhos acontecimentos no castelo, Elsa procura alguma solução e chega a conclusão de que trata-se de alguma energia sobrenatural... mas vai além disso.
Hans descobre que a sombra é a causadora de tudo isso e pesquisa mais sobre o que seria realmente a sombra que diz ser "seu amigo imaginário".


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