História Get Out - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Drama, Horror, Romance, Sobrenatural, Suícidio, Violencia
Visualizações 73
Palavras 2.253
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hora de revelar-se. Após estranhos acontecimentos no castelo, Elsa procura alguma solução e chega a conclusão de que trata-se de alguma energia sobrenatural... mas vai além disso.
Hans descobre que a sombra é a causadora de tudo isso e pesquisa mais sobre o que seria realmente a sombra que diz ser "seu amigo imaginário".

Capítulo 4 - Revelando-se.


Era noite, Elsa estava a caminho da cama e teria que passar por um corredor pouco iluminado pela lua, uma brisa fraca entrava pela janela e ela ficava arrepiada com tudo aquilo. A sombra a vigiava, não teria saído com Hans, mas sim ficado no castelo. Elsa foi para cama e seus problemas começaram ao amanhecer.

Hans estava hospedado, por perto do castelo, e resolveu sair para dar uma volta e ver como a rainha estava. Ele não conseguia explicar, por mais óbvio que fosse, mas queria passar mais tempo com Elsa. As coisas no castelo não estavam boas, muitos empregados saíram essa manhã, não queriam ficar mais um minuto no lugar. Alguns ainda ficaram, entre eles Kai e Gerda, fiéis a rainha.

Hans: Mas o que houve?

Elsa: Hans? Ah, você os viu?

Hans: Vi quem?

Elsa: Alguns empregados saindo, eu queria falar com eles.

Hans: Não vi nada. Mas o que aconteceu?

Elsa: Eu não sei. Alguns empregados estão reclamando por falta de segurança. Estão se machucando, mas não sabem como... O que pode ser?

Hans: Não estou entendendo... Posso entrar?

Ambos entraram e tudo estava normal. Pela grande quantidade de empregados que estavam saindo, o castelo estava silencioso e meio deserto.

Anna: Ah, o que esse canalha está fazendo aqui?

Disse Anna, vindo por um dos corredores, preocupada e nervosa.

Elsa: O que foi, Anna?

Anna: Você não viu o acidente que aconteceu no jardim? O jardineiro está sangrando muito, acho que ele foi atingido com um objeto pontiagudo na cabeça.

Elsa: O quê?! Meu Deus!

Anna: Não se preocupa, ele está recebendo atendimento, isso aconteceu agorinha mesmo. Querem ver?

Elsa: Não, não. Eu prefiro ficar aqui, se ele está bem, então tudo bem!

Disse Elsa, revelando um pouco de pavor a sangue. Anna riu por dentro, mas preferiu aceitar a decisão da irmã.

Hans: Mas como isso aconteceu?

Anna não respondeu nada, apenas olhou fixamente para Hans, com cara de que não iria responder mesmo. Ele aceitou e não repetiu a pergunta.

Elsa: Mas como isso aconteceu?

Anna: Foi do nada! De repente eu o vi deitado no chão, sangrando. Ele disse que não viu quem o acertou, o objeto era uma daquelas tesouras para cortar grama, já imagino a dor.

Depois de um tempo mínimo no castelo, Hans foi embora, ele se sentia desconfortável na presença de Anna, que o ignorava friamente. Enquanto caminhava pela rua, pensava no que poderia ter acontecido aos empregados no castelo e o porquê de tudo isso? Pensava e pensava, mas nenhuma teoria aceitável vinha de sua mente, até que se lembrou de sua sombra e a ameaça que fez a ele no baile. Hans por um instante reparou que a sombra, que se dizia seu antigo amigo imaginário, não estava mais com ele.

Hans: Ele cumpriu a palavra...

No castelo as coisas pioravam cada vez mais. Em um certo dia, os únicos empregados que restaram sofreram ferimentos graves no trabalho, acidentes inexplicáveis, e depois de um dia foi constatado a morte de um deles. Com a grave situação, muitos estavam achando que eram energias sobrenaturais, já que a única explicação para atividades do tipo era essa, os empregados que restaram foram embora, apenas deixando Kai e Gerda, que ficaram afastados do trabalho a pedido da rainha Elsa, que não queria que se arriscassem até que ela soubesse do que se tratava esses acontecimentos. O castelo ficou deserto, apenas com Anna e Elsa preenchendo aquele vazio. Corredores vazios, janelas meio abertas, o vento entrava e saia, as cortinas mexiam de um lado para o outro, qualquer barulho podia ser ouvido, até o barulho do vento. As duas estavam se sentindo desconfortáveis naquele lugar, e Elsa se lembrou da energia negativa que a irmã da cantora lhe disse no baile. Resolveu procurar alguém especialista nessas coisas, ela não acreditava em espíritos, mas preferiu prevenir.

Enquanto isso, Hans estava procurando alguma maneira de alertar a Elsa o que estava ocorrendo. Ele sabia que se contasse absolutamente tudo para ela, sua dignidade estaria em risco mais uma vez, então não preferiu arriscar com a rainha, mas com outro próximo a ela, que pudesse acreditar nele e contar a Elsa.

Hans: Senhor “Kristoff”, não é? Preciso falar com você urgente.

Disse Hans a Kristoff, que estava perto do estábulo, com Sven, e pouco interessado no que ele falou.

Kristoff: “Hans”... O que foi?

Hans: Sabe os acontecimentos estranhos no castelo?

Kristoff: Sim, houve mais acidentes do tipo... O castelo está vazio agora.

Hans: Vazio?

Kristoff: Vá direto ao assunto, não tenho tempo a perder.

Hans: Eu tenho quase certeza que sei do que se trata!

Kristoff: Então vá e diga a rainha.

Hans: Ela não creria em mim...

Kristoff: Não será diferente comigo.

Hans: Olha, me escuta! O castelo está em perigo! É arriscado que Elsa não acredite em mim, mas você tem que dizer a ela antes que seja tarde!

Kristoff: Opa... Perigo? Do que você tá falando? Eu sei dos acidentes ocorridos, mas que tipo de perigo?

Hans: Eu... Eu não posso... Ok, presta atenção e acredite! Eu tenho certeza que não é algo comum que está no castelo, há algum tipo de energia diferente no ambiente, tenho certeza.

Kristoff: Tá falando... De fantasmas?

Hans: Pior... Não é um fantasma, tenho certeza. Eu não sei nem o que seria.

Ambos ouviram chamados de socorro vindo do castelo, os dois correram em direção, sem hesitar. Como estavam perto do estábulo, que fica perto do castelo, apenas eles ouviram, o resto do castelo estava vazio.

Abriram as portas com rapidez e correram até o salão de onde vinham os gritos por socorro. Viram Anna desesperada, junto com Elsa em seu colo, sangrando. As duas estavam no meio de uma sala escura, apenas clareada pela luz do sol, que saía de uma janela pouco aberta. Não havia cômodo nenhum, apenas um círculo de espelhos de tamanho grande ao redor das duas, quebrados, com cacos para todo o lado, inclusive, em Elsa.

Kristoff: Mas o que aconteceu?

Anna: Eu não deveria, nós não deveríamos... Foi tudo minha culpa.

Hans: Anna! Você tentou um ritual?

Anna: NÃO! Você não sabe! Vai embora!

Kristoff: Anna, se acalme. Vou levar Elsa daqui, vamos.

Kristoff levou Elsa para fora e depois de uns dias, ela estava de repouso em sua cama. Anna resolveu contar a Kristoff o que realmente tinha ocorrido. Hans estava fora do castelo, esperando por alguma noticia sobre o ocorrido ou sobre o estado de Elsa.

Kristoff saiu do castelo.

Hans: E como ela está?

Kristoff: Você... Estava certo...

Hans: Kristoff, pelo amor de Deus, o que houve?

Kristoff: Elsa está desconfiada de que esses acontecimentos realmente são sobrenaturais. Ela resolveu chamar um especialista nisso, mas Anna a convenceu de que as duas próprias poderiam expulsar o tal espírito e fizeram. Puseram espelhos ao redor para caso pudessem ver o reflexo do fantasma no espelho, Anna disse que conseguiu ver, mas ele se partiu. Os cacos foram jogados violentamente em Elsa, foram direcionados só a ela por algum motivo, nenhum acertou Anna.

Hans: O que ela viu no espelho?

Kristoff: Ela viu a imagem de Elsa, porém sem cor e sem vida. Ela estava parada, olhando fixamente para Anna, não estava como a Elsa ao seu lado, mas sim como outra coisa similar a Elsa.

Hans: Isso... Isso não é um fantasma...

Kristoff: Você sabe o que é?

Hans: Ele quer a Elsa, por isso os cacos de vidro apenas machucaram a ela!

Kristoff: Mas ele quem?

Hans: A sombra... Eu não sei exatamente o que é, mas é necessária a ajuda de um especialista para isso. E sobre Elsa? Ela está bem?

Kristoff: Ela está ótima. Apenas sofreu uns cortes, mas amanhã mesmo estará melhor.

No outro dia, Elsa estava se sentindo bem melhor. Porém ainda estava desconfortável com o ambiente, o castelo estava deserto e perigoso, ela sabia que aquilo não era normal e resolveu chamar a irmã da cantora apresentada no baile, já que ela antes tinha alertado sobre a energia negativa.

- Mas não fui eu que senti aquilo. É necessário a minha irmã. Chame ela.

A cantora foi apresentada novamente e Elsa ficou conversando com ela sobre os ocorridos no castelo.

- Você já procurou saber sobre a história desse castelo? Quem sabe possa ser alguém que morou aqui antes de você?

Elsa: Você acha?

- Talvez seja... Procure. Mas não chame por esse espírito novamente, você não sabe realmente com o que está lidando.

Elsa: Entendi. Mas depois de estudar sobre a história desse castelo... O que eu faço?

- Você poderia chamar alguém especialista para expulsar por você, ou conversar com esse espírito, ele saberá dizer.

Elsa: Muito obrigada por sua ajuda.

Elsa estava procurando um caminho, sua própria solução. Do outro lado, Hans estava atrás de um jeito para controlar a sombra que um dia foi seu amigo. Por incrível que pareça, Kristoff queria ajudá-lo. Não por ele, mas por Anna, principalmente, pois ela também estava sofrendo com isso.

Kristoff: Tá, por onde começamos?

Hans: Eu não sei... Ah, a música! Lembra-se da música apresentada no baile? Tenho certeza de que se eu conseguir saber do que se trata, seria um grande passo para descobrirmos o que a sombra é e o que quer.

Hans sabia o que a sombra era, mas não sabia o que ela realmente queria, ou como veio a existir. Hans estava desconfiado que seu “amigo imaginário” está escondendo algo dele esse tempo todo. Algo muito importante...

Eles passaram a noite toda em uma biblioteca local, Kristoff procurando sobre a história de Arendelle e sobre a família anterior que possuía as propriedades do castelo, parecia tudo tão chato, ficar em meio a pilhas de livros procurando por um, mas precisava fazer isso, por Anna, e Hans em uma das mesas, estudando sobre a letra da música, que teria escrito em um papel, a melodia não saia de sua cabeça e a letra era difícil de esquecer depois daquela experiência assustadora.

Hans: É impossível estudar uma letra dessas sem fonte alguma! Não faz sentido! Está falando de alguém, uma menina que morava em um lugar estranho, mas e daí? Parece que não tem nada a ver com o que está acontecendo.

Kristoff: Ou sim, meu caro. Olha o que eu encontrei.

Hans: O que é isso?

Kristoff tinha encontrado um livro sobre a história de Arendelle. Lá estava escrito sobre a família anterior a de Anna e Elsa, um rei severo, uma rainha perto da morte, uma menina solitária e sua irmã mais velha, que a desprezava. Hans em um momento se viu no lugar daquela garotinha, de longos cabelos negros e sua bonequinha na mão. Ele foi mais a fundo, pois o livro não falava muito da menina, e resolveu procurar mais sobre ela.

Elsa estava na biblioteca do castelo, procurando pela história dele, e Anna estava em seu quarto dormindo. Ela teve um pesadelo terrível e acordou muito apavorada, sonhou com o castelo desabitado, como em um apocalipse zumbi. Apenas a luz da lua iluminava-o, não tinha ninguém, apenas ela, sua irmã não estava lá, não havia ninguém mesmo, exceto...

Exceto uma figura sombria no fundo do corredor, uma sombra de alguém que ela não sabia exatamente se era alguém. Ao se aproximar, viu que era Hans, com uma espada na mão, suja de sangue, e uma parte do tecido do vestido de Elsa, também suja de sangue. Ele estava exatamente como quando ela o viu tentando assassinar sua irmã, da última vez. Ele olhava-a maliciosamente como se planejasse fazer alguma coisa.

Hans: Você é a próxima...

Disse em seu pesadelo. Isso apenas fez seu ódio por Hans aumentar ainda mais, Anna estava para contar isso a Elsa quando viu realmente uma sombra, perto de sua cama, em pé. Parecia com Hans, mas era só a silhueta dele, ela ficou quieta apenas, não sabia o que fazer, mas gritar era uma das coisas que não faria.

- Seu ódio por ele é essencial.

Foi apenas o que disse a Anna. A sombra a fez dormir novamente, com uma névoa negra que foi respirada por ela, e enquanto ela dormia, ele resolveu usá-la para se aproximar de Elsa. Era Elsa seu alvo. Anna não lutava para escapar daquilo, seu ódio por Hans a cegou completamente, ela não se importava com o que aquilo iria fazer, mas sentiu que aquela sombra também tinha ódio por Hans, e resolveu deixar-se levar.

Enquanto Elsa estava procurando entre os livros, viu Anna na porta de entrada da biblioteca, apenas sorrindo. Elsa não se importou.

Elsa: Olá, Anna.

Não obteve resposta. Anna (ou pensava ser Anna) estava com uma aparência diferente, mais pálida e a cor de seus olhos estavam cinza, ou um tom de azul apagado. Ela parecia fria e, lentamente, foi aproximando de Elsa, que estava desconfiada do que Anna iria fazer.

Enquanto isso, Hans corria desesperado para o castelo, na esperança de que a sombra não tivesse feito nada com Elsa, Kristoff o acompanhava. Ele estava para entrar no castelo quando viu Anna, desta vez a verdadeira, na frente do castelo, encolhida no canto, com frio e com medo. Ela estava fraca e não conseguia falar muito bem. Era fim de tarde, o sol estava se pondo e Hans não hesitou em perguntar...

Hans: O que foi? Cadê Elsa?

Anna estava sem forças para falar, apenas virou o rosto lentamente, olhou Hans fixamente, e disse com o resto de suas forças o que podia.

Anna: Aquilo não é um fantasma...


Notas Finais


No próximo capítulo:

- Após saber da verdade, Hans enfrenta a alma que quer decididamente tomar sua vida.


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