História Get Out - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Drama, Horror, Romance, Sobrenatural, Suícidio, Violencia
Visualizações 128
Palavras 1.738
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Após saber da verdade, Hans enfrenta a alma que quer decididamente tomar sua vida.

Capítulo 5 - O final de uma dura caminhada.


Anna: Aquilo não é um fantasma...

Hans: Eu vou entrar.

Anna: Não! Você não sabe... Aquilo tomou a minha irmã!

Hans: Anna... Por ela, por você, eu vou entrar. Mas olha, tudo que eu quero agora é que me perdoe pelos meus atos. Kristoff, fique com ela.

Kristoff: Se vai fazer isso mesmo, estou impressionado. Você realmente mudou...

Estava anoitecendo rápido, Hans pediu para Kristoff levar Anna para outro lugar e depois, apanhou sua espada e entrou no castelo desabitado. Lá fora, os dois irmãos que acompanharam Hans na viajem encontraram a princesa Anna com Kristoff.

- Onde está Hans? Vocês sabem?

Kristoff: Ele está no castelo.

- Ah, ótimo. Precisamos que ele volte logo, ele tem que retornar...

Kristoff: Ei! Deixe-o lá...

Anna: Por favor...

Os irmãos de Hans não entenderam nada, mas resolveram ir a favor da princesa Anna.

- Melhor deixá-lo – disse o irmão mais velho – Vejo que a missão que ele tem aqui... Já foi feita.

O irmão mais velho de Hans parecia orgulhoso, mesmo com a expressão de medo e preocupação nos rostos de Anna e Kristoff, ele notou que Hans finalmente foi perdoado.

Enquanto isso, Hans estava no castelo, escuro e sombrio. Ele estava com medo, mas não demonstrou, usava seu poder para ascender às velas que encontrava pelos cômodos para iluminar mais seu caminho. Ele podia ouvir o barulho quando pisava, tentava ao máximo fazer silêncio, era a noite mais fria, tão fria desde o Inverno Eterno que condenava Arendelle em tempos passados. Ele chegou à sala em que a rainha teria se machucado com os cacos de vidro. Lá estavam os espelhos quebrados, empoeirados, a sala toda parecia abandonada, quando ele ouviu passos que não eram os dele.

Um vulto percorria os corredores, ora a sua frente, ora atrás. Hans apenas esperou alguma reação de Elsa, ou do que ele imaginava ser Elsa. As velas se apagaram e a sala ficou iluminada apenas à luz da lua que saía por uma das janelas, pouco aberta.

Na entrada da sala, ele viu uma silhueta de uma mulher, na certeza de que era Elsa, correu para perto dela.

Hans: Elsa? Elsa, você está bem?

Ao sair da escuridão, foi revelada a Elsa, mas não tinha cor nenhuma, os cabelos negros e vestido cor de noite, que cintilava. Definitivamente não era a Elsa, ou melhor, era fisicamente, mas não era a Elsa naquele corpo.

Hans: Você... Você a possuiu! – Disse Hans com muito ódio –.

- Eu não. – Disse a suposta Elsa – eu apenas tomei emprestado.

Hans: Mas porque isso?

- Porque você é meu, Hans. Deixe-me ter você pra mim. Deixe-me cuidar e guiar sua vida para um caminho de felicidade, eu nunca abandonarei você. Humanos como ela – se referindo a Elsa – te abandonarão e esquecerão de ti rápido e fácil, eu não, eu te perdoo por tudo, eu te amo.

A sombra chegava mais perto de Hans e acariciava seu rosto, com um olhar muito bondoso. Parecia tão feliz em vê-lo novamente, mais perto, tão assustado.

Hans: NÃO! – Disse se afastando – você diz ser meu amigo, você diz ser a meu favor, mas quer ter minha vida! Eu sei por que, eu sei que você não é quem diz ser!

- Você sabe? Mas sabe do quê?

Hans: Você quer tanto minha felicidade, porque passou pelo mesmo que eu, e morreu infeliz... Eu sei de tudo...

- Hans...

Hans: Não precisa ser esse espírito infeliz, não precisa correr atrás da alegria de outras pessoas. Você pode se libertar como disse naquela canção, era o que você mais queria...

- Eu não posso... Não posso. Não tenho mais esse direito...

Hans: Eu te ajudarei, você pode. O que não pode é fazer de outras pessoas infelizes.

- Eu faço isso por você!

Hans: Mas isso também me faz infeliz...

- Você ama essa menina?

Hans: A Elsa? Eu apenas quero que a liberte...

- Você a ama! Mais que a mim!

A fúria da alma solitária se manifestou fisicamente e estava a pôr faíscas pelos cantos da sala, aos poucos provocando um pequeno incêndio, que iria fortalecendo-se a partir de sua fúria elevando-se.

Hans: O que é isso? Porque você fez isso?

Hans procurava a sombra em todo aquele incêndio, que ficava mais forte. Avistou-a perto das chamas, com uma aparência pior que antes, sua raiva podia ser vista claramente, sua íris estava de cor vermelho intenso e parecia que chorava sangue. Definitivamente não era mais seu amigo imaginário, ele decidiu fugir daquele lugar, ou morreria. Correu por um corredor, ainda não tomado pelas chamas, estava escuro, apenas iluminado pelo forte clarão laranja atrás dele. Ele já não ouvia mais nada, nem os objetos queimando faziam barulho, Hans apenas podia ouvir o vento passando e voltando, e apenas via a luz da lua iluminando alguns corredores. Ele ouvia, parecia longe, uma voz suave, que cantava calmamente, como se nada tivesse acontecendo. “Era em um bizarro lar” seguido de “Em um bizarro lugar”. Essa voz, por mais doce que fosse, perturbava na mente de Hans, que não estava conseguindo se concentrar por onde estava caminhando, estava tudo escuro e ele só podia ouvir a voz. A canção mais soava como ameaça, e dizia “Você não vai escapar, você não vai escapar” repetidamente seguidos de “Sua vida vou levar, sua vida vou levar”, Hans parou e decidiu esperar pela morte.

- Você não ia mesmo tão longe, meu doce, ainda pode terminar com tudo isso... Se me der sua vida. – Falou a sombra com um tom bem suave –.

Hans: Eu sou seu, minha vida é sua. Chegue mais perto, deixe-me toca-la.

A sombra chegava mais perto, como se fosse abraça-lo.

- Que bom que compreende. Eu só quero seu melhor...

Hans: Você sabe que eu a amo.

Sim, Hans definitivamente a amava, mas não era com a sombra que ele falava, e sim com a dona do corpo que a sombra possuía. Ele sabia que, onde quer que ela esteja, podia ouvi-lo. Ele a abraçou, mesmo não sendo a verdadeira Elsa ali, e ficou assim por uns minutos. Continuou a falar.

Hans: Você... Sabe que eu não penso mais em seu mal... Que meu amor por você foi único, foi diferente, foi amor de verdade. Eu nem tive chance de ouvir sua voz, quando dizia meu nome, triste ou feliz, era música pra mim – dizia ele, derramando uma lágrima – mesmo se você nem se importa comigo, eu vou te amar, mesmo se você desejasse que eu caísse, eu vou te amar, mesmo depois do que tentei fazer contra ti, eu ainda vou te amar, guarde isso... Elsa...

A sombra percebeu que não eram para ela essas palavras. Hans a olhou fixamente, ainda abraçado a ela, disse.

Hans: Perdoa-me...

Ele puxou a espada e a esfaqueou no estômago, a espada ultrapassou o corpo de Elsa, a sombra sabia que se possuísse um corpo, mas morresse nele, teria uma segunda morte e não voltaria mais ao mundo dos vivos, Hans também sabia disso. A sombra apertou seu braço e disse.

-Por minha compaixão a você... Vá...

Ao dizer isso, ela caiu no chão, o corpo de Elsa ficou no chão, imóvel, a sombra tinha saído pela metade do corpo dela, estava ajoelhada, não acreditava no que Hans tinha feito, ela o amou e cuidou dele enquanto seus irmãos e pai nem davam atenção a ele, mas no fundo ela ainda o amava. Ela sumia aos poucos, mas enquanto estava no lugar, o castelo não parava de pegar fogo. Hans correu para a janela mais próxima e saiu, olhou para trás e só via chamas, sabia que tinha deixado alguém especial lá dentro, jogou a única luva que usava, manchada de sangue, no chão e permaneceu olhando para a chama, sem nenhuma expressão de sentimento, frio. Ele fugiu depois do que houve. O incêndio foi apagado horas depois, lá encontraram apenas o corpo de Elsa, intacto, não tinha sido queimado, nem estava em estado de decomposição, estava perfeito, como a rainha que era. Anna ficou inconsolada ao ver a irmã, praticamente morta. Diziam a ela que ainda havia esperança, Kristoff a abraçava como podia, e repetia.

Kristoff: Calma... Tudo vai ficar bem, vai ficar bem.

Os irmãos de Hans voltaram as Ilhas do Sul, Hans havia sumido e eles tinham esperança de que o encontrariam por lá.

O caso foi investigado. Kristoff disse a Anna que Hans havia estudado com ele sobre a história de Arendelle, o que atacara sua irmã foi o espírito de uma menina, morta em um incêndio causado por ela mesma, na tentativa de chamar a atenção da família, que não se importava com ela. A menina teria sofrido o mesmo que Hans sofreu e, depois que morreu, procurou alguém semelhante a ela, para que não passasse pelo mesmo, e o encontrou. Ela era a antepassada princesa de Arendelle, e teria morrido nesse acidente trágico com a família juntos. Kristoff resolveu contar a Anna, porque os guardas não acreditariam nele, com o tempo esse caso foi arquivado.

Hans teria sumido por uns dias, ele escreveu uma carta pedindo perdão aos irmãos e alegando que matou Elsa e que não conseguia deixar de ser quem ele realmente é, ele cumpriu o que planejava fazer desde o dia que pôs os pés em Arendelle, mas confessou que amava Elsa depois dos dias que passou na cidade. Enviou para os irmãos.

Elsa passou uns dias de repouso, milagrosamente havia escapado da morte. Kristoff acredita que a alma da princesa teve compaixão dela, e a deixou viver, ou teve compaixão de Hans...

Tudo parecia ter voltado ao normal... Ou quase. Elsa queria conversar com Hans, mesmo dividindo espaço com a alma da princesa em seu corpo, ela conseguiu ouvir o que ele lhe dissera naquela noite.

Os guardas iniciaram uma busca atrás do assassino confesso da rainha, depois de vários dias de busca, encontraram uma casa abandonada na floresta, já consumida pela vegetação alta e pequenos animais que moravam nela, tais como esquilos, pássaros e insetos. Lá encontraram o corpo do príncipe das Ilhas do Sul, ele tinha sua própria espada em seu estômago, morrera como a rainha. Constataram suicídio, pois encontraram outra carta, escrita por Hans, dizendo que nunca conseguiria se perdoar pela morte da rainha.

Elsa nunca teve chance de ouvir novamente o que Hans lhe dissera naquela noite, ela foi informada de sua morte, mas nunca o amara tanto quanto ele a amou.


Notas Finais


Enfim, o final de uma dura caminhada. O jovem príncipe sempre foi mostrado como vilão, e de fato é, nunca abandonará seu título, mesmo se converter-se para o bem... não há escapatória. Agora sabemos que nem tudo é o que parece... Amigos imaginários são fofos, mas são uma ameaça... não? O rapaz nunca teve chance de ficar com sua amada, que, com o passar do tempo, o esquecerá... Sua morte teria valido algo? A alma poderia voltar das trevas? O que ocorrerá com Elsa a partir de agora? Bom... Deixarei essas perguntas para você, caro leitor. O que você decide?

Mensagem: Obrigada por terem lido minha (primeira) Fanfic. Me falem suas opiniões, será um prazer lê-las... E até breve! Cuidado com o amigo imaginário dos pequenos, he he he...
Ah, nota: Minha Fic também está disponível em inglês no site https://www.fanfiction.net/s/10275465/1/Get-Out


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