História Ghost - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Luke Hemmings
Exibições 13
Palavras 1.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Trao



P.O.V Miguel

–V-você endoidou? Isso não pode dar certo, é loucura!– disse rindo

–Você não entendeu ainda...– disse ele rindo –Tire as roupas

O garoto começou a tirar as calças e em seguida a camisa.
Prestei atenção em seus músculos e fiquei corado, repreendendo o sentimento na hora. Sem saber porque, eu obedeci suas ordens e também tirei as minhas roupas

–Me dá aqui!– disse ele pegando minhas roupas nas mãos –Veste as minhas! 

Eu vesti suas roupas, que eram um pouco desconfortáveis para mim, mas eu gostei do estilo.
Ele aparentemente não ficou contente com as minhas

–Vamos fazer um teste...você vai falar com a menina que eu estava ficando e finge ser eu!

–Olha...isso não vai dar certo!– disse com certo medo

–É só um teste garoto!– disse ele rindo –A sua voz é muito...suave...engrossa ela!

Me lembrei da noite de natal em que mamãe imitou meu tio Phillip durante a madrugada inteira. Tentei projetar a mesma voz que ela fizera naquele dia

–Assim?– disse com a voz grossa

–Dá pro gasto! Agora fica mais jogado...você está delicado demais...não gesticule tanto!

Apenas acenei com a cabeça em resposta, mas isso não queria dizer que eu conseguiria.
Ele esticou as mãos e bagunçou um pouco meu cabelo

–Pronto, agora está show!– disse ele rindo

Eu sorri, apesar de não concordar muito com essa ideia, eu fiquei mesmo muito parecido com ele.
nós saímos do banheiro e ele me guiou por trás das pilastras do salão de festas onde a balada ainda acontecia. 
Haviam algumas luzes roxas piscando e dançando conforme a música, e isso só aumentava minha dor de cabeça. Nós paramos perto do balcão azul de bebidas e ele chegou perto do meu ouvido para falar

–Está vendo aquela garota de saia azul? Perto camarote?

–Sim!– disse baixinho, mas alto o suficiente para ele escutar por cima da música

–Vá até ela, e finja que sou eu!
Antes que eu pudesse objetar, ele me empurrou em direção à garota e eu fui um tanto desnorteado pelas explosões das luzes 

–Você demorou!!!– disse a garota

Fiquei sem reação e apenas dei um sorriso discreto, quando de repente ela evolveu meu pescoço com seus braços e chegou perto o suficiente para eu sentir certo "nojo" 

–Aonde é que nós paramos?– disse ela sorrindo

Senti meu rosto ficar vermelho e comecei a suar frio, então a afastei devagar com uma das mãos 

–O que há de errado, Gabriel? 

Gabriel? Então esse é o nome dele? Até mesmo o nome é parecido com o meu...

–Não há nada de errado, porque ele não é o Gabriel!– disse Gabriel aparecendo atrás da garota

–Oh meu Deus!– disse ela colocando as mãos na boca –Eu estou ficando maluca ou você tem um irmão gêmeo? 

–Nós não somos irmãos! Nem mesmo parentes! Eu acabei de conhecer esse garoto no banheiro!
– disse Gabriel

–Mentira!!! Vocês são idênticos! Me desculpe, eu não sabia que não era o Gabriel...–disse a garota se desculpando por quase ter me beijado

–Está tudo bem!– disse 

–Vocês são muito iguais! Dá pra se passarem por irmãos numa boa!– disse ela sorrindo

–Mas f-foi só uma brincadeira!– disse eu tímido

–Uma brincadeira muito bem armada! Eu caí direitinho!– disse ela

–E eu pretendo continuar com isso depois...– disse Gabriel

–O que está pensando em fazer?– disse ela

–Vou dar uns trocados pra esse moleque se passar por mim em casa enquanto a gente dá uma viajada...

–O que?– perguntei ainda incomodado com essa ideia

As luzes da balada tornaram-se azuis e a música foi de pop para electro. Não prestava atenção na festa, mas a mudança de gênero me agradou um pouco

–Eu te disse no banheiro não lembra?

–M-me desculpe...eu não posso aceitar!– disse tentando não gaguejar

Gabriel sorriou e agarrou a garota por trás. Isso me assustou um pouco

–Você não vai aceitar agora...mais pra frente nós veremos o que acontece!

Me senti ameaçado de certa forma

–Você pode ficar com as minhas roupas, amanhã as pego de volta!

Acenei com a cabeça e dei um sorriso forçado.
Ele voltou a beijar a garota e mais do que depressa entendi que eu deveria sair dali. Subi para o alojamento, tomei um banho e deitei, Halley ainda não havia subido, então eu deixei a porta destrancada e fui dormir

                          ***

Levanto jogando as cobertas para o alto. Batidas fortes na porta.
Halley não está na cama do lado e em seguida ás batidas, ouço uma voz firme e grossa

–Polícia! Abra a porta

Fico assustado e penso que Halley pode ter aprontado alguma coisa muito séria, sei muito bem do que ela é capaz de fazer quando bebe.
Arrumei o cabelo com as mãos, troquei o pijama e dei uma ajeitada rápida no quarto. Mais batidas foram proferidas contra a porta

–Abra!!!

–Já vou– disse

Assim que abri a porta, dois homens entraram olhando o quarto de cima abaixo, em seguida o garoto da noite anterior, Gabriel entrou junto dos dois. Ele ficou parado sob o batente da porta observando os policiais revistarem o quarto.

–O que está acontecendo?– perguntei 

–O senhor está sub acusação de roubo! Viemos revistar seu quarto!– disse um dos homens

Olhei com os olhos cheios de lágrimas para Gabriel, talvez por desespero, ou por medo de ir pra cadeia por alguma mentira que ele havia inventado

–O que? Eu não roubei nada!!! Isso é loucura! E-eu exijo que saiam!

–O senhor tem apenas o direito de ficar calado!!! 

Aquilo foi como um tapa na cara para mim.

–O que você fez?– sussurrei para Gabriel em meio as lágrimas

Ele sorriu para mim e balançou a cabeça em negação, e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, um dos homens tirou uma jóia da gaveta e estendeu no ar 

–É isso aqui senhor?– perguntou para Gabriel

–Isso! Exatamente!!! Que alívio, minha namorada ficaria muito chateada se eu perdesse isto!– disse ele cinicamente 

Um dos homens me virou de costas e sacou uma algema do bolso

–Você está preso!

–Está tudo bem, deixem que eu cuido dele!– disse Gabriel

–Tem certeza senhor? Eu acho melhor nos o levarmos para a cela e quando atracarmos em...

Gabriel o enterrompeu

–Está tudo bem, eu sei como lidar com essa gente miserável. De qualquer maneira, obrigado, seu serviços foram bem úteis 

Os policiais acenaram com a cabeça e saíram do quarto. 
Gabriel fechou a porta.

–O que você quer?– disse

–Vim começar a lhe dar aulas de como ser eu!– disse ele sorrindo

–Eu já falei que isso não vai acontecer! Não vou aceitar esse seu jogo sujo!

–Ah não? Lembre-se que você é um criminoso agora! E eu posso muito bem mandarem prender você por ter roubado a jóia da minha pobre e indefesa namorada...coitada...o plano é o seguinte: Ou você aceita minha proposta e vai para a minha casa se passar por mim, ou eu volto atrás com os policiais e mando eles prenderem você! Você escolhe...

Minhas lágrimas transbordaram em raiva e senti meu rosto ficar vermelho

–Você não vai se dar bem nessa!– disse chorando

–Eu já me dei bem nessa! Agora vamos começar a praticar porque não tenho muito tempo!

Me sentei na cama e limpei as lágrimas. Comecei a pensar como seria ficar um ano fora, longe da mamãe, do papai, da Halley e do Nash...todos os dias ter que acordar e não ver os rostos das pessoas que amo e de tudo que me faz bem. 
De não andar pela rua nas noites quentes ou assistir filme na casa do nash nos dias frios. Meus olhos voltaram a lacrimejar quando pensei em passar o natal com outra família, longe de casa e dos parentes do sul que vem nos visitar nas festas de fim de ano.
Este garoto estava fazendo um jogo sujo. Perverso. Maldito.
Bolei planos para tentar escapar do plano dele, um mais improvável que outro, ele me colocara num beco sem saída, que se eu não tomasse cuidado, poderia ficar preso para sempre...
Eu tenho que aceitar, eu preciso aceitar, eu VOU aceitar. 

–Tudo bem!– disse limpando novamente as lágrimas 

Gabriel sorriu.





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...