História Ghost: escondido nos olhos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Mike, Mikhael, Mitw, Pac, Sobrenatural, Suspense, Tarik, Violencia
Exibições 59
Palavras 2.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo I;


  Capítulo I;

 

Sua cabeça doía.

  Tarik estava há horas e horas fazendo o trabalho da faculdade, mas nada que parecesse dar um resultado muito significativo. Se preocupava mais em saber que já estava quase na hora de dormir e faltava apenas algumas horas para ele entregar o trabalho. Seu estômago embrulhou em ansiedade e em pensar na possibilidade de errar. Tentou respirar fundo para relaxar, um terço já estava feito, afinal. 

  Ele não gostava exatamente daquele curso. Na verdade estava na faculdade apenas para ter o direito de ter uma casa própria, no mínimo, aquele pequeno apartamento fornecido pela universidade já era o suficiente.

  Se sentia um covarde por fugir dos seus problemas sempre que achava que era o fim. Aquela mudança repentina era uma tentativa de escapar da sua mãe adotiva. Após uma briga que tiveram sobre sua origem, eles não conseguiam nem ao menos se olhar nos olhos, e Tarik já carregava tensão demais sobre seus ombros para precisar de um problema com sua mãe.

  Suspirando e sentindo seus ombros doerem, se levantou da cadeira em que sentava para pegar um copo de água. Sentia sua bunda doer levemente, e seu corpo parecia protestar apenas em sua existência, que até então, ele nem sabia o mínimo sobre a origem.

  Era engraçado a curiosidade humana pela origem de algo, saber o propósito da sua existência no mundo, o porque de tudo. Aquele desejo, aquela ânsia por não saber, era apenas mais uma das tensões que carregava nas costas.  Ele com certeza não era diferente, era humano afinal de contas, certo? Ou talvez fosse um demônio disfarçado.

  Costumava ser alguém carismático, sempre pondo uma mascara sobre seus sentimentos, e dizendo para si mesmo que poderia lidar com aquilo sozinho, mesmo que uma hora fosse explodir, ele iria garantir que explodisse longe de todos, e que ele mesmo se encarregasse de se reformar. Era lindo ser uma farça.

  Voltando a mesa do computador com um copo gelado de água, bebeu tudo de uma vez, estralou as juntas e começou a digitar o resto. Seus dedos coçando para acabar logo e poder finalmente dormir. Ouviu batidas na porta, e mesmo em protesto, atendeu querendo uma última oportunidade de fugir daquele trabalho.

   — Hey, Pac! — Viu a imagem de Rafael sorrindo e o chamando pelo apelido do outro lado da porta. Retribuiu o sorriso na mesma intensidade.

   — Hey, Cellbit! — Abraçou o amigo se sentindo um pouco mais relaxado.

   — Fazendo o que? — Entrou se sentando no puff que estava ao lado da cama. Olhou para o computador como resposta. — Você tá há dias pensando nisso, já viu as olheiras que estão penduradas nos seus olhos? — Tarik suspirou e riu se olhando no espelho.

   — Esse trabalho é importante, né? — Riram juntos mesmo Rafael sabendo que aquele não era o real motivo pela tensão do amigo.

  Conheceu Rafael na faculdade, em um acidente banal de esbarrar um no outro. Depois começaram a se falar mais, já que se viam em uma aula que tinham juntos, e depois que Tarik se mudou para a faculdade, só facilitou o contato entre os dois. Ele era do tipo relaxado e divertido, você nunca iria sair de uma conversa com Rafael sem ao menos sorrir, foi por isso que Tarik decidiu ter ele como amigo. 

   — Enfim. Estão te chamando para uma festa, na casa da Hanna. Se quiser ir. — Se levantou ficando de frente a Tarik, e ele estreitou o olhar. — Vamos lá. Você precisa relaxar um pouco. — Tocou levemente nos ombros do amigo. Sentiu seus olhos dando sinais de que iria chorar, mas se conteve e sorriu levemente para amenizar a situação, Rafael retrubuiu.

   — Tudo bem. Eu dou um jeito de terminar. Quem sabe entregar assim já está bom. — Se virou e Rafael deu pequenos pulinhos.

  Se arrumou rapidamente e os dois caminharam para a casa da amiga em silêncio. Mesmo que a mente de Tarik estivesse nublada, estava decidido a curtir apenas aquela noite. Relaxar era bom de vez em quando, ninguém aguenta tanta preocupação.

  Chegando lá sentiu o cheiro de cigarro presente no ar. Tivera vários problemas com sua mãe por conta daquela droga. Aquele cheiro o fazia ter nostalgia de momentos de paz.

   — Oi, Pac! — Hanna gritou apagando o cigarro e abraçando Tarik de lado. — Você veio! Então o Cellbit é melhor em convencer você do que eu? — Riu alto em uma falsa irritação.

   — Ah, você sabe que é minha garota favorita, né? — Riu retribuindo o abraço.

   — Cara, eu to exausto! Aquele professor é um babaca! — Felipe exclamou se ajeitando no sofá onde sentava. — Acredita que ele me deu um 6,9? E o outro 0,1? Ele enfiou no cu? — Revirou os olhos e todos riram com a atitude infantil do amigo.

   — Quem sabe. Ele deve colecionar. — Rafael respondeu rindo levemente. Ele estava corado, e Tarik sabia bem o porquê.

  Poucos dias depois de conquistar a confiança de Rafael, ele confessou que amava Felipe. Claro que Tarik estranhou de primeira, não era a primeira vez que via casos gays, mas não deixava de sentir um sentimento estranho em relação a aquilo. Todas as vezes em que os amigos se reuniam, ele sempre via Rafael mais contido ao lado de Felipe, e muitas vezes, achava engraçado a cena apenas por ele conseguir corar tão fácil.

   — Ah, deixa isso para lá. O importante é que você já passou de ano. — Batista retrucou bebendo um gole da sua bebida alcoólica, queimando sua garganta levemente.

   — Também tive problemas com um professor um dia desses. — Hanna se pronunciou dando o anúncio da pequena denúncia. — Ele pediu um trabalho de última hora e tinha que ficar impecável, mas não deu para fazer exatamente como ele pediu, então eu tive que fazer da melhor forma possível. Ele ainda me deu uma nota ridícula por isso. — Revirou os olhos e Tarik riu internamente.

  Passaram um tempo conversando e jogando conversa fora, naqueles momentos únicos em que Tarik sorria verdadeiramente e se sentia feliz. Mas passado um tempo, ele se entediou e deu a desculpa de que iria dar um passeio do lado de fora.

  Chegando lá, sentiu a brisa fria bater contra seu rosto. Tirou o maço de cigarros do bolso e ascendeu a ponta com o isqueiro, sentindo rapidamente a droga queimar seu interior na fumaça que agora saía da sua boca. Era um momento relaxante da noite, se permitia apenas fumar de noite, e em lugares decretos. Era quando permitia em um símbolo idiota, que suas mágoas se fossem junto com a droga que ficava presente em sua boca.

  Um pouco ao seu lado, um cara estava caminhando. Não dava para reconhecer o físico dele, usava um sobretudo que cobria seu pescoço e corpo, enquanto usava um boné para cobrir o resto do corpo. Sentiu um pequeno choque de medo correr pela sua espinha, mas manteve sua postura.

   — Hey, garoto. Pode me emprestar o isqueiro? — Perguntou com uma voz grave que fazia seus pelos se arrepiarem apenas em ouvi-la. Tirou o boné para revelar um sorriso que era a mistura de estranho, assustador e atraente. Em seu sorriso carregava um cigarro pendurado na boca revelando o objetivo da pergunta.

  Tirou o objeto de metal do bolso e estendeu para o homem. Tarik não podia negar, ele era assustadoramente atrativo para si. O gesto que ele fez para acender o cigarro, o fez ver um pouco mais do corpo dentro do sobretudo aberto. Ele era forte, muito mais forte do que ele, e mais uma vez ele sentiu aquele sentimento estranho.

  Seus pensamentos foram tirados de si, quando o homem estendeu o isqueiro para ele pegar. Guardou o objeto e voltou a se encostar na parede tentando não prestar atenção no homem, afinal, aquele era um dos pontos na faculdade onde dava para se fumar.

  Procurou nublar sua cabeça novamente como estava antes, mas seus pensamentos não se concentravam em mais nada além do homem ao seu lado. Estava com uma formicação estranha em todo o corpo, um sentimento que fazia seu corpo revirar em ansiedade.

  Em um clarão, sua mente deu apenas uma alternativa: Excitação.

  Suspirou em conformação, ele mesmo já estava em dúvida sobre o assunto há alguns tempos. Nunca se interessou fortemente por uma mulher, mesmo que tenha perdido a virgindade com uma apenas porque seus hormônios ansiavam por isso. Aquele sentimento era apenas um fato do que escondeu há tempos: Ele era gay.

   — Hey, garoto — O homem chamou em um tom mais arrastado do que da última vez. Tarik olhou para o lado em espectativa, o homem também olhou. — Você precisa de ajuda? — Riu maliciosamente olhando para a calça do outro, que tinha uma ereção notável.

   — Aceita uma noite de sexo? — Perguntou direto, já que as intenções do outro eram claras.

  Não demorou muito para o homem atacar os lábios macios e secos de Tarik. E quando ele percebeu, eles estavam transando no mesmo lugar onde começaram.

°°°

  No dia seguinte, Tarik acordou em sua cama com a cabeça doendo. Acordou signivamente cedo, tempo suficiente para chegar a tempo da aula. Viu o homem ao seu lado e se lembrou dos acontecimentos da noite passada, sentindo um pouco de responsabilidade sobre aquela situação. Colocou a culpa na bebida que Hanna o ofereceu e então se arrumou para ir para chegar a tempo da aula.

  Escondendo algumas marcas da noite passada com roupas longas, saiu do quarto com o trabalho no pen-drive que carregava na bolsa. Seu quadril doía levemente, mas nada que não pudesse suportar, todos sempre disseram que ele tinha uma capacidade regenerativa anormal, mas ele apenas dava de ombros e levava aquilo em seu beneficio.

  Chegou a praça de alimentação e viu Rafael sentado com Hanna conversando sobre algo banal, como faziam todos os dias. Se aproximou sentindo seu corpo protestar novamente. Cada osso seu doía, sua cabeça parecia que ia explodir, mas apenas respirou fundo e pois um sorriso no rosto escondendo aquelas dores.

   — Hey! — Cumprimentou os dois que o olharam com olhos raivosos. Sentiu levemente que iria tomar uma bronca especial de Hanna.

   — Não venha com "Hey" para cima de mim! — Reclamou especialmente chateada, mas Tarik podia sentir uma leveza nas palavras dela. — "Você é minha garota favorita", acredito. Sou sua garota favorita porque você gosta e me ver sofrer! Sabe o quanto a gente te procurou ontem?! — Revirou os olhos e logo após bebericou o café. Rafael amenizou a expressão para algo mais risonho, e Tarik concluiu que ele não esperava tudo aquilo.

   — Foi uma longa história, eu juro que te conto depois, mas agora ainda ta confuso. — Explicou e se sentou ao lado de Hanna. Hanna revirou os olhos escondendo o sorriso atrás do copo de café.

   — Eâe. — Felipe resmungou se sentando ao lado de Rafael, que mais uma vez corou levemente. Todos olharam interrogativos, pois normalmente ele era animado de manhã. Percebendo os olhares de dúvida, ele apenas respondeu a pergunta silenciosa com: — Ressaca. — E logo após dormiu com o rosto encostado na mesa.

   — Felps, Felps. — Tarik riu da situação e logo depois, ouviram o sinal tocar.

•••

   — Mikhael! — A voz gritou chamando o moreno que estava jogando xadrez com um dos vários subordinados que tinha. — Já está  na hora de entrar em ação, não acha?! — Exclamou impaciente e o moreno manteve sua expressão despreocupada. 

   — Calma. Tudo será feito no momento certo. — Explicou movendo uma peça do tabuleiro. Sentiu o aumento da irritação do ser que gritou consigo diante da sua despreocupação. Riu internamente. 

   — Eu esperei demais, Mikhael! Quando você vai finalmente entrar em ação?! — Gritou mais uma vez batendo as garras na cadeira onde sentava.

   — Não se preocupe. Será breve. — Encostou sua mão no rosto apoiando o cotovelo na mesa pensando um pouco no jogo. — Quando você menos reparar... — Moveu uma simples peça e acabou com o rei, declarando Xeque-mate. — Ele estará em nossas mãos.  — Se virou para o dono da voz sorrindo provocativo, sentindo cada veia alheia pulsar em irritação. — Não confia em mim?

  A raiva do ser a sua frente estava explícita em seu rosto, as veias do seu rosto pareciam que iriam saltar a qualquer momento. Mikhael sabia que ele não poderia matá-lo, afinal, ele era a peça mais importante naquele jogo. 

   — Apenas faça logo. — Finalizou e saiu da sala em passos largos. 


Notas Finais


Hey, guys :3
Eu tentei fazer um capítulo bom hoje, mas tava programado para não acontecer nada de importante nesse capítulo msm
Futuramente vocês irão entender o porque desse capítulo ser assim.
Então é isso, muitos beijos e até o próximo <3


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