História Ghost Heart - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Hanna, Helsa, Princesa Anna, Príncipe Hans, Rainha Elsa
Visualizações 146
Palavras 2.195
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Detalhes da Fanfic:
- A Fanfic terá pouquíssimas cenas Hanna (Hans+Anna), e é mais focada em Helsa (Hans+Elsa).
- Provavelmente não terá uma continuação (uma Parte 2, porém terão mais capítulos sim).
- Em cada capítulo, liberarei uma imagem com os personagens principais da Fanfic e um pouco sobre os mesmos.
- Os capítulos são grandes.
- Sim, a Fanfic é inspirada em Coraline, mas apenas nos dois ou três primeiros capítulos. Os demais são 100% original.
- Terá novo capítulo toda a sexta-feira e apenas!
- Aproveitem, caros leitores!

Capítulo 1 - Conhecendo a Mansão


Não fazia nem ao menos dois dias que Anna e Elsa chegaram a casa. Tratava-se de um castelo, um similar castelo, porém menor. Não ficava em lugar nenhum, em nenhum lugar, apenas próximo a uma sinistrinha floresta, de cores apagadas e folhas secas. Uma brisa podia ser sentida, e como fazia frio, mesmo em época de verão. Diariamente dois, três vizinhos apareciam para dar bom dia, nem ao menos ladrões vinham para “desejar boa noite". Era uma casa, ou melhor, uma mansão. Velha, empoeirada, precisara de uma reforma urgente. Revestida no marrom, do tom mais escuro, bonita se bem cuidada, horrenda se mal tratada, seria herança dos pais falecidos das irmãs. Porque uma casa como tal, em um fim de mundo como aquele, com vizinhos sinistros e um ar tão empoeirado, não sabiam as duas, mas também se perguntavam.

Anna: Bem... É aqui!

Anna saíra da carruagem negra e sem graça que as levou até o devido lugar. Era apenas uma visita ao local, como respeito aos pais das mesmas, também. Elsa estava pensando em ficar ao menos uma semana ou duas, para resolver algumas coisas da casa, em seguida pensaria se venderia ou não. Ambas levam suas malas de viajem para dentro do local, por não haver porteiro, nem ninguém que as ajudasse. Após entrar, Anna lança logo sua mala no chão, fazendo um barulho de "chão oco" no cômodo ao qual estavam, e levantando uma poeira que causava uma cegueira terrível.

Anna: Argh! Que horror!!

Elsa: Calma, Anna. Só serão alguns dias. Ajude-me com as malas, vamos providenciar nossos quartos.

Anna: Pera, não tem ninguém nessa casa?! Vamos ficar aqui só você e eu??

Elsa: Algum problema?

Anna: Claro! Olha que horror!! Ninguém cuidava dessa casa antes de nós chegarmos?!

Elsa: Não sei ao certo... E-eu vou procurar sobre, fez bem, Anna.

- Olá. Sejam bem-vindas a mais nova casa.

Um mordomo velho e sinistro descia as escadas. A cada degrau que o mesmo pisava, um barulho estranho podia ser ouvido.

Anna: Ahm... Valeu, mas não vamos morar aqui. Quem é você?

- Não se preocupem comigo. Eu estava apenas guardando a casa para as duas.

Anna: Para nós?

- Mas claro. São as herdeiras, não? Posso lhes passar a casa agora. Fica a critério das duas, o destino da mesma. Até mais, senhoritas.

O velhinho tão logo pegou suas malas e partiu contente. Parecia que iria tirar férias pela primeira vez na vida. As irmãs observaram por breves instantes, até o mesmo partir, tão logo sumindo, ao sair pelo grande e emperrado portão principal.

Anna: Tudo bem... O que faremos?

Elsa: Ah, vá e leve essas malas aos seus respectivos quartos. Eu darei uma olhada na papelada da casa.

Anna: Ei! Leva você a sua!

Elsa: Anna! Vamos, me ajude!

Anna: Hunf!

A garota tão logo vira o rosto e segura às duas alças da mala, levando-as com dificuldade ao quarto da irmã, que ficara juntamente ao de Anna, no andar de cima. Depois de sofridas vezes subindo às escadas, com malas super carregadas, ela retorna para buscar as suas próprias, e se depara novamente com Elsa apenas lendo umas coisas aqui, escrevendo umas coisas ali. Ela não fazia ideia se trabalho braçal era melhor que algo teórico, mas preferia que sim, aliás, depois do que sofreu, pedira para Elsa sofrer da mesma maneira.

Terminam o trabalho de cada uma. Por não estarem mais no palácio, nem com nenhum tipo de mordomia, as próprias irmãs resolvem trabalhar mais um pouco. Elsa usa seus poderes para tentar limpar e remover um pouco daquela poeira exagerada. Anna arruma os móveis e explora toda a casa, em busca de algo de algum antigo morador, ou coisa parecida. Após algum tempo em busca, ela desiste.

Anna: Que raiva, nessa casa não há nada interessante!

A menina lança-se no sofá, antes empoeirado, que Elsa acabara de cuidá-lo.

Elsa: Muito cuidado, Anna. É uma casa antiga... Os espíritos ainda presentes podem se aborrecer.

Falou sem muita preocupação. Elsa não chegava a acreditar em tal coisa, tampouco Anna, mesmo assim resolveu usar a figura do fantasma para intrigar a garota.

Anna: Aqui não tem fantasma nenhum! E se tiver, dane-se!

Elsa: Não devia dizer isso...

Anna: Ah, Elsa! Vamos sair desse lugar logo! Diz que quer vender e anuncia num leilão de gente louca por coisas velhas e conservadas, aí nos livramos da casa e voltamos ao castelo, por favoooor! Eu to com saudade do castelo...

Elsa: Está é com saudades da vida boa que tem lá, não? Ah, Anna... Eu também estou com saudades do reino, mas mal chegamos. Logo iremos nos adaptar, não se preocupe.

Elsa continuou seus afazeres, enquanto a menina permaneceu no sofá, estava completamente entediada.

Elsa: Oh, Anna... Por que não vai explorar os cômodos da mansão?

Anna: Porque já fui e não tem nada de interessante.

Elsa: Talvez não tenha procurado com calma e cuidado. Vai lá fora, explora a vizinhança, conta quantas portas e janelas essa casa tem, lista os objetos mais velhos que encontrar e tudo que for azul! E... Dê-me um pouco de sossego.

Anna ficou em silêncio e fez o que a irmã disse. Ela pegou um bloquinho de anotações, vestiu sua capa, colocou um chapéu bonito, e calçou suas botas. Saiu do velho casarão, pulando de degrau em degrau, a pequena escadinha a frente do portão principal. Caminhou alguns passos e não encontrou ninguém. Resolveu se afastar mais da casa e encontrou uma velha senhora com seu pequeno poodle branquinho.

Anna: Olá...

A menina aproxima-se, curiosa. Pedia muito para que fosse uma vizinha.

Anna: Chamo-me Anna. A senhora mora por aqui?

-Ah, sim, mocinha. Moro por esses arredores faz uns trinta anos mais ou menos.  É a nova moradora?

Anna: Ah, não...  Eu estou aqui por pouco tempo. Talvez iremos partir daqui a uma ou duas semanas. Teria como me informar sobre a grande casa?

- Oh... Aquela casa? É a casa ao qual está hospedada, mocinha? Lembro-me quando os antigos vizinhos eram uma família de nobres escoceses.

Anna: Então a casa não pode pertencer a minha família, minha família é norueguesa. Nobres escoceses?

- Sim, se não me engano. Ah, mas se quiser procurar por mais informações, sugiro perguntar ao proprietário da casa.

Anna: Ahm, bem... Eles morreram. Eram meus pais.

- Seus pais?

Anna: Bem... Sim. Agradeço pela conversa, senhora. Obrigada mesmo.

- Não há de quê, meu doce.

Anna recuou curtos passos até virar-se e voltar para a casa. Ela queria mais informações sobre a mesma, porém com os antigos proprietários mortos, só podia lamentar. Adentrou a casa e pegou seu bloco de anotações. Passou a caminhar por todo o corredor, procurando por objetos antigos ou azuis, e contando algumas janelas. Após listar alguns objetos, encontrou um que lhe chamou a atenção. "Pra você", dizia o lindo e brilhante globo de neve, enfeitando um cômodo velho e empoeirado. Era muito bonito, e por isso, Anna o pega e leva-o até Elsa.

Anna: Ei, Elsa! Isso é seu?

Elsa: Hm... Deve ter ficado com as coisas de mamãe e papai, aqui. Não, não é, Anna.

Anna: É muito bonito. Posso ficar?

Elsa: Claro. Só separe-o. Jogarei algumas coisas fora e não quero misturar as coisas necessárias com as desnecessárias.

Anna levou seu globo até o próprio quarto e passou a admirá-lo. Dentro do mesmo tinha uma paisagem de inverno linda, e no centro, um coração dourado. A descrição do globo dizia tudo, "pra você", Anna sentiu-se presenteada por alguém que ainda desconhece.

Após alguns minutos admirando o globo, ela coloca-o em sua estante, já limpa por Elsa, e caminhou pela casa, a fim de continuar sua exploração. Anna abre todos os armários e gavetas dos cômodos que encontra pela casa, à procura de alguma coisa interessante. Após alguns minutos de procura, ela escuta um barulho vindo do quarto, algo tinha caído.

Elsa: Anna, o que foi isso?!

Anna: Não sei... Espera, acho que veio do quarto.

A garota caminhou até seu quarto, em apressados passos, para ver o que acontecera lá. Abriu a porta e viu seu globo de neve no chão, tinha quebrado. Anna não fazia ideia que o mesmo era feito de vidro, achara ser plástico. O globo tinha causado uma pequena sujeira, que a mesma foi limpar, e ao se aproximar, notou uma chave dourada. Dentro do globo havia uma chave dourada, o coração era o pingente da chave. Ele estava um pouco molhado, e Anna tratou rapidamente de enxugá-lo e explorá-lo. Já havia se esquecido do globo quebrado, agora sua paixão era pela chave, ou melhor, sua curiosidade.

Correu por todos os corredores da casa, como uma criança brincando de pique esconde. Usou a chave em cada porta e nenhuma delas lhe servia. Após usar em todas as portas, não obteve a resposta que queria. Achou ser apenas uma chave de plástico que ficava a enfeitar o velho globo de neve.

Anna: Elsaaaaaaaaaa!!

A menina chama pela irmã, que estava descansando em seu quarto, após horas trabalhando.

Elsa: Anna... Deixe-me em paz.

Anna: Eu achei uma chave!

Invadiu o quarto, abrindo a porta sem pedir permissão. Deixa-a aberta e vai ao encontro da irmã, que estava deitada na posição mais confortável e menos elegante possível.

Elsa: E daí? ...

Anna: E daí que essa chave é diferente das outras. Ela tava dentro do globo de neve.

Elsa: Quebrou seu globo de neve, Anna? ...

Anna: Ele caiu sozinho! Mas isso não importa, o que importa é essa chave. Sabe onde ela se encaixa?

Elsa: Deixe-me ver...

A moça pegou a chave da irmã, analisando com calma. Dava pra notar que parecia de fato uma chave de plástico, não era real. Porém o coração dourado como pingente soou familiar para ela, já que tinha limpado toda a mansão.

Elsa: Lembra-me um desenho no seu quarto, Anna. Há por entre as paredes desenhos pequenos e quase apagados de corações. Acho que o quarto pertenceu a uma criança. É uma antiga decoração. Vai lá ver...

Anna correu ao ouvir "corações", estava realmente curiosa sobre o que lhe aguardava. Após ir em direção a seu quarto, que ficava ao lado do quarto de Elsa, em um instante procurou pelas paredes o desenho, e não demorou muito para encontrar seu primeiro coração. Em seguida viu que o desenho fazia uma trilha, e acabou seguindo. Os demais corações pelos corredores da casa estavam ocultos, por trás do papel de parede velho, ao qual Anna rasgava sem arrependimento. Foi levada até o porão velho e empoeirado da casa, onde encontrou uma porta marrom e perfurada de pregos, oculta, no canto do local. A menina correu até a porta, inserindo a chave à fechadura, que se encaixou perfeitamente. Após girar algumas poucas vezes, ouviu um "clic" e então abriu. A porta guardava alguns utensílios de limpeza vencidos, e podia ser visto um ratinho morto próximo ao balde velho que estava por lá.

Anna: ECA!

Gritou, sem pensar muito. Por ser um coração bonito a chave, ela imaginava ser algo interessante e, consequentemente, mais higiênico. Fechou a porta com violência e trancou. Jogou a chave em algum lugar qualquer do porão e voltou para seu quarto.

Aquele dia foi estressante e decepcionante para as irmãs, ambas dormiram sem nenhum tipo de conforto, em camas antes empoeiradas e provavelmente usadas por pessoas que já faleceram. Anna demorou um pouco para pegar no sono, mas cedeu, enfim. Ela estava cansada, aborrecida e com saudades de casa. Após algumas horas, a certas três da manhã, Anna sente uma forte iluminação refletindo sob seus olhos. Ao sentir o incômodo, abriu os olhos e se deparou com a chave. O brilho dourado estava refletindo sob os olhos da menina com ajuda da luz do luar que saía pela janela. Ela tinha jogado-a no chão do porão, e agora a chave voltou, ela estava lá.

Anna: C-como?! ...

A garota estava confusa, pedira por informações à sua mente, que não conseguia reformular alguma teoria para aquilo. Deixou de se importar e pegou a chave. Lançou-a na lixeira mais próxima e voltou a dormir. Após alguns minutos, a chave voltara ao cômodo ao lado da cama da garota, e passa novamente a refletir em seus olhos. Anna assustou-se, mas logo se aborreceu e pegou a chave novamente, lançando-a longe. A chave bateu na porta fechada do quarto da menina e ficou no chão, refletindo, parecia chamá-la. Anna por sua vez resolveu ceder e pegou a chave, caminhou até o porão, um pouco temerosa por estar caminhando por aquela mansão horrível à tarde, noite. Após chegar à porta velha, decidiu deixar a chave novamente lá, mas uma luz passou a sair pelas brechas do velho armário.

Curiosa, a menina resolveu usar a chave novamente no armário, e lentamente girou-a uma, duas, três vezes. Ao ouvir o "clic", abriu-a sem medo e encontrou um túnel, parecia feito de borracha, porém sua estrutura era a mais fofa possível. Brilhava como o Universo, e as cores eram alegres e vibrantes. Anna ficou boquiaberta, mas não quis apenas contemplar as cores, adentrou, tão logo caindo na estrutura fofa. Levantou-se e caminhou com um pouco de dificuldade até a próxima porta a frente. Adentrou.


Notas Finais




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