História Ghost Heart - Capítulo 3


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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Hanna, Helsa, Princesa Anna, Príncipe Hans, Rainha Elsa
Visualizações 87
Palavras 2.339
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


◎Rainha Elsa◎

A loira permanece com o cargo de Rainha de Arendelle, e com seus poderes congelantes! Na Fanfic, ela experimenta um pouco do cotidiano de uma pessoa comum, com Anna. Tudo o que houve no filme original é descartado aqui, mas ainda sim Elsa não é uma pessoa triste, temerosa ou insegura, suas personalidades são mais autoritária, cuidadosa e protetora, ela é como uma mãe para Anna. Na estória, Elsa terá que enfrentar as consequências de sua irônica incredulidade.

Capítulo 3 - Alertas tardios


Fanfic / Fanfiction Ghost Heart - Capítulo 3 - Alertas tardios

Sorria, como se estivesse vendo as cores pela primeira vez na vida, algo parecia ter roubado-lhe o coração.

Caminhou até a cozinha, com a chave em uma das mãos. Avistou Elsa e foi ao encontro da irmã.

Anna: Vamos sair hoje? ...

Elsa: Sim, Anna... Vamos às compras novamente. Preciso ir à loja de roupas e depois ao supermercado.

Anna: Vai fazer o quê? Comprar luvas cinza sem graça de novo?!

Elsa: Ainda naquilo, Anna?

Anna: Se tivesse comprado luvas magenta pra mim, eu não estaria reclamando.

Elsa: Vamos, eu não quero me estressar novamente...

A ruiva fez um olhar superior e cruzou os braços, fazendo imitações da irmã. Depois resmungou um pouco e acompanhou-a na loja. Caminharam por corredores e mais corredores, as roupas pareciam às mesmas e parece que as cores foram embora.

Anna: Elsa, sinceramente... Prefiro ficar em casa.

Elsa: Eu preciso de sua ajuda, Anna.

Anna: Usa seus poderes, ué! Me deixa em paz ao menos uma vez na vida e para de mandar em mim...

Elsa: Não mando em você, Anna... Quero seu melhor.

Anna: Se quisesse meu melhor, acreditaria em mim.

A loira suspirou fundo e, para que não saísse de linha, tratou de terminar logo suas compras e saiu da loja.

Elsa: Ao menos eu tentei...

Sussurrou palavras para si própria, a qual Anna ouviu, mas manteve o silêncio. Elsa deixou a garota na mansão e voltou, dessa vez em direção ao supermercado.

Elsa: Eu não vou demorar...

Saiu. Parecia melancólica, mas não quis demonstrar. Enquanto isso, Anna manteve seu orgulho, tão logo sorrindo maliciosamente, removendo de seu bolso a chave dourada, que novamente cintilava.

Anna: Mas talvez eu demore...

Correu em direção à porta do porão e abriu. A chave cintilava três vezes mais que o normal, parecia clamar desesperadamente para que a menina abrisse a porta. E ela o fez. Adentrou.

O local não tinha mudado, e mesmo adentrando à tardinha, o céu do outro mundo não mudou, a noite prevalecia. Anna não se importava com isso, estava apenas interessada em encontrar seu príncipe. Correu por todos os corredores e salões do castelo, não havia ninguém. Nem mesmo os festivos do salão de baile estavam. Correu e correu até chegar à cozinha real, enorme, mas vazia. Viu uma caixa colorida acima de uma mesa e abriu. Tinham alguns doces de chocolate ao qual a menina adorava, e um vestido verde adorável. Usou o vestido e comeu dos doces, estavam deliciosos e o vestido era deslumbrante e lhe caía bem.

Saiu do castelo, não encontrando ninguém. Viu umas luzes bonitas a frente das casas vizinhas, parecia até um parque de diversões. Lembrou-se daquela velhinha simpática e quis ir ao encontro da mesma, a fim de procurar por mais informações, como da primeira vez, mas avistou alguém melhor.

Anna: Elsa? ...

Viu a loira em seu deslumbrante vestido branco. Seus cabelos eram soltos e faziam voltas atraentes. Ela parecia admirar suas unhas, despreocupada. Olhou para a menina, em silêncio.

Anna: Você parece não falar muito... Não é tagarela como a minha irmã Elsa. Você deve ser a outra Elsa...

Elsa: Não... Não sou outra nada. Sou eu...

Anna: Hm... É mais bonita do que pensei. É diferente.

Elsa: Eu? ... Anna, Anna... Tudo aqui é belo, ou finge ser. Você acha que esse mundo é um sonho que se tornou realidade? ... A Elsa me contou...

Anna: É mentira, ela não acredita em mim!

Elsa: Talvez não em você... Sabe o que fazem os humanos quando querem exterminar um rato? Eles o atraem com comida, ou até deixam um veneno à espera do mesmo.

Anna: Por que está me dizendo isso?

Elsa: Descubra sozinha.

A garota sumiu nas sombras, deixando a menina confusa e temerosa. Preferiu esquecer tudo o que ouviu e viu, seguiu seu rumo à procura do rapaz. Foi ao jardim do castelo, tinha certeza de que o mesmo estava lá. Ao caminhar pela passarela florida, avistou algumas luzes cintilantes, foi em direção a elas e viu uma passarela única, de cores e luzes, que ligava a uma parte apenas com as flores preferidas da garota, e arbustos que tinham sua silhueta. Era um amor obsessivo, ela pensava, mas não se importava, também tinha amor para com quem fez aquilo, e ela já sabia quem era.

Anna: Hans? ... Hans, está aí?

Caminhava sobre a passarela, até que ouviu um barulho vindo da casa. A porta se abre. Era o rapaz.

Anna: Hans!

Correu ao seu encontro, abraçando-o com todas as forças que tinha. O rapaz sorriu como de costume e retribuiu o abraço. Envolveu-a completamente em seus braços, como se não fosse soltá-la nunca.

Hans: Gostou de minha surpresa, anjo?

Anna: Mas claro! Só não gostei de ter se ausentado por tanto tempo... Não suma assim sem me dar alguma pista, por favor.

Hans: Mas claro, meu amor... Eu só estava preparando a parte dois da surpresa.

Anna: Parte dois?!

Estava ansiosa, sorria ao fitar os verdes e brilhantes olhos do rapaz. Ela adorava aquele mundo e estar com ele, o que poderia ser melhor do que isso?!

Hans: Sim... Venha, vamos.

Segurou suas mãos e acariciou, retornando a roçar aquele tecido gostoso e suave nas mãos nuas da menina. Conduziu seus passos até a cozinha e encontrou na mesa um pequeno pacote. Era um presente, enfeitado, tinha uma bela fita de cetim adornando o pacote colorido. Anna caminhou até a mesa, sem tirar sua atenção do pacote, e sentou-se na cadeira mais próxima. Hans veio logo em seguida.

Hans: Você gosta daqui, Anna? Não gosta?

Anna: Gosto muito! Eu daria tudo para ficar com você aqui... Hans, você realmente se importa comigo.

Hans: Mas você pode ficar aqui pra sempre, Anna. Só basta fazer uma pequena coisa.

O rapaz sentou-se na próxima cadeira e pegou o pacote. Pôs perto da menina, que abriu sem muita pressa, porém com ansiedade.

Retirou a fita.

Abriu a caixa.

Observou.

Seus olhos cintilavam e aumentaram mais que o comum. Sua expressão era a mais confusa possível.

Não era pra ser...

Uma agulha brilhante, uma linha vermelha. "Seu Coração".

Hans: Este é o tradicional. Para que nosso amor fique claro... Para que nós possamos nos unir para sempre... Para que eu possa estar sempre ao seu lado, Anna...

Anna: De forma nenhuma!! N-não vai tirar meu coração fora!

Hans: Oh... Mas você precisa dizer um "sim", se quiser ficar aqui. Não irá morrer, minha Flor... Nem irá notar que eu o fiz.

Anna: Ahm... M-melhor eu ir dormir, já...

Hans: Mas... Antes do jantar?

Anna: Sim, sim... Quero ir dormir... Pra pensar melhor...

Hans: Tudo bem, eu vou lhe acompanhar.

Anna: N-não! Bem... Não, não precisa... Eu vou sozinha.

Hans: Certo. Boa noite, minha princesa. Logo logo irá sentir o que sinto por você.

Seu sorriso era mais largo que os anteriores. O rapaz encarava os olhos da menina, como se estivesse pensando em fazer algo com ela. Os desejos do rapaz não pareciam os mesmos que Anna sentira por ele de início. Assustada, mas tentando não demonstrar, sorriu disfarçadamente e subiu os degraus, indo em direção ao quarto e fechando a porta violentamente, trancando-a com desespero. Tomar seu coração fora?! Anna não deixaria tão facilmente arrancar-lhe do peito seus sentimentos e sua vida. O coração pulsava pelo rapaz, e ele queria tê-lo em suas mãos, pensar na situação era horrível para a menina.

Lançou seu corpo na cama e cobriu-se com os quentes e confortáveis cobertores. Imaginou aquela ser a passagem para fora daquele lugar insano. Tentou e tentou dormir, tentou apagar. Ainda estava consciente, ainda estava ouvindo tudo a seu redor. Sentia o rapaz a seu lado, sua respiração era a mais pesada possível. Anna temia remover o cobertor do rosto, pensava na sua irmã e o que a "outra" irmã tinha lhe dito. Dormiu.

Como uma menina, que acorda sabendo que hoje será um grande dia, levantou-se ao sentir uma iluminação em seu rosto.

Anna: Elsa!

Chamou pela irmã, tão logo removendo aquele cobertor de sua face. Sorridente, saiu da cama e notou que o tecido que lhe cobria o rosto não era fino e frio, como eram seus lençóis, e sim um cobertor grosso, quente, suave, confortável, branco. Olhou em volta e viu um lindo quarto, um papel de parede esplêndido, um piso único e lustrado. Estava ainda no outro mundo.

Anna saiu do quarto e desceu as escadas. Resolveu sair daquele castelo insano e refletir um pouco sobre o que realmente estava fazendo ali. Caminhou e caminhou pela floresta que ficara tanto próximo a seu castelo, na Noruega, quanto próximo à mansão sinistra que se hospedou. Claro que não eram as mesmas árvores, mas ainda sim um lugar calmo.

A menina caminhou, observando as árvores. Por mais que árvore fosse igual à árvore, Anna conseguia notar diferenças, e definitivamente aquelas não tinham. É como se a garota estivesse dando voltas pela floresta, como se o mundo fosse pequenino. Confusa e assustada, Anna resolveu voltar para o castelo, mas antes que retorne para o mesmo caminho por onde andou, à sua frente aparece o castelo. Realmente era como se estivesse dando voltas pelo mundo em apenas alguns passos.

Anna: Como é que pode afastar-se de uma coisa e... E acabar voltando pra ela? ...

Elsa: É isso que ele faz...

Por entre as sombras, surgiu a silhueta de sua irmã. O tom de voz parecia mais arrogante, não era sua irmã real. Das sombras, apareceu à mulher, cabelos soltos, vestido cintilante branco, sensual.

Anna: Você novamente...

Elsa: O que posso fazer para que saia deste lugar?! ...

Anna: É isso que estou tentando! Mas... O que posso fazer?

Elsa: Encontre logo um jeito. Ele está furioso.

Anna: Mas espera, qual o segredo deste lugar?!

Elsa: Menina... Você nunca ouviu essa história? Ela é real...

Anna refletiu sobre o que parecia sua irmã tinha dito. Ela realmente tinha lido algo parecido. Encontrou na biblioteca da mansão um livro sobre uma garotinha e um portal secreto. Temia o mesmo estar acontecendo consigo, seria muito difícil acordar daquele pesadelo.

Anna: Ele domina todo esse mundo? E por quê?

Elsa: Bem... Sim. Mas há umas diferenças entre a história dos livros e a realidade.

Anna: Quais seriam?

Elsa: Ele não quer seu coração para devorar, ele não quer comer sua vida. Hans é um espírito possessivo e dependente. Ele depende de alguém para sobreviver. Ele não quer matar você, e sim possuí-la, ter total controle sobre você.

Anna: E o que meu coração tem a ver com isso?

Elsa: Se ele remover seu coração neste mundo, você não morrerá, mas passará a ser um fantoche em suas mãos. Não terá controle sobre si própria... Seus pensamentos... Seus sentimentos. Tudo isso será controlado por ele. Foi isso, Anna... Que ele está fazendo comigo e que irá começar com você.

Anna: Você? Mas você não é minha irmã!

Elsa: Eu devia ter contado antes. Estou presa neste sonho, Anna. Cada vez que atravessa a porta, meu espírito te acompanha e tenta te ajudar. Eu sou sua irmã, mas em um estado de espírito. Meu corpo descansa no quarto da mansão, mas meu espírito se materializa neste mundo.

Anna: Mas... O que ele está fazendo com você?

Elsa: Controlando... Aqui eu sou objeto dele para atrair você até sua armadilha. Mas me rebelei... Eu te amo muito, irmã. Fuja daqui antes que seja tarde, e nunca mais atravesse a porta.

Anna: Você vai ficar bem?!

Elsa: Sim, eu vou. Não se preocupe... Apenas vá embora.

A garota assentiu e correu para o castelo. Seu mais novo objetivo e único era sair daquele mundo maldito. Abriu a porta e correu em direção à sala, onde ficava a porta daquele lugar. Ao chegar à sala, viu uma decoração diferente. A iluminação era baixa e tudo parecia mais cinza, mais triste. Em uma poltrona podia-se encontrar o rapaz.

Hans: Dizem que até a alma mais pecadora pode ser perdoada... Com amor.

Anna suspirou fundo e caminhou, em passos lentos, até o rapaz a sua frente. Sentou-se no sofá próximo e preferiu manter certa distância do mesmo. Encarava seus olhos, não queria perder um movimento sequer do mesmo. Não havia barulho que lhe desviasse a atenção.

Anna: Quero voltar pra casa... Com minha irmã de verdade, minha única família! Quero que me deixe sair daqui!

Hans: Está certa do que deseja, mocinha?

Anna assentiu, não deixando de encará-lo com fúria, não queria perder a pose. O rapaz fez um sinal de compreensão e levantou-se, chamando a garota por corredores. Sem pensar muito, seguiu o mesmo pelos corredores até chegar a um espelho. Ainda enquanto estavam caminhando em direção ao grande espelho no final do corredor, a menina refletiu sobre o que estava acontecendo.

A sombra do rapaz parecia diferente. Não tinha sua silhueta, muito pelo contrário, era um ser sem corpo e rosto específicos. Também reparou que a porta de entrada, e provavelmente de saída, ficara na sala, não pelos corredores. Por último, chegaram ao espelho, e só assim Anna pôde ver a verdadeira face do rapaz. O reflexo da garota era o mesmo: expressão assustada e nervosismo visível. O reflexo do príncipe perfeito era, na verdade, um ser longo, alto, com um rosto extremamente esticado e alterado. A cabeça tinha mais ou menos um metro de altura, e seu queixo aproximava-se dos pés. Os olhos pareciam saltar do rosto, e cintilavam verdes freneticamente. Múltiplos tentáculos pareciam criar vida no topo de sua cabeça, e em um de seus braços, enquanto o outro permanecia com sete garras afiadíssimas. Era negro e obscuro. Anna espantou-se com a criatura horrenda, e rapidamente retornou a olhar para o rapaz a seu lado, desviando sua atenção do espelho. O rapaz permanecia em sua aparência comum, porém sua expressão era a mais furiosa possível.

Rapidamente empurrou a garota para o espelho, fazendo-a ultrapassá-lo. O espelho era um portal oculto para outro lugar, era obscuro e frio. Anna gritou e clamou por socorro, mas não havia ninguém que a ouvia.

Anna: Não posso acordar desse pesadelo...



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