História Ghost Heart - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Hanna, Helsa, Princesa Anna, Príncipe Hans, Rainha Elsa
Visualizações 78
Palavras 2.035
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Mentiras ou sinceridades


Elsa: ... Sou... Ern... Que coisa estranha.

Voltou para a casa, um pouco confusa com aquela situação. Viu que a irmã tinha acordado e estava na cozinha.

Elsa: Olá, Anna...

Anna: Ah... Oi, Elsa! O que temos pro almoço?

Elsa: Bem... Nada. Teremos que almoçar fora. O que acha?

Anna: Tudo é melhor do que sanduíche de ketchup e mostarda!

A loira deu uma risada e puxou a irmã, gentilmente, pelo braço.

Elsa: Vamos...

Ambas saíram da mansão, indo em direção ao restaurante mais próximo. Anna logo escolheu os lugares, enquanto Elsa fazia o pedido, conhecia bem os gostos da irmã querida. As meninas sentaram-se e conversaram um pouco sobre seu dia-a-dia, coisa difícil de fazer, já que na maioria do tempo discutiam ou se isolavam uma da outra.

Anna: Elsa, por que estamos demorando a sair dessa mansão?

Elsa: Bem... Problemas climáticos. Isso atrapalharia a viagem toda. Mas não se preocupe, logo estaremos em casa, nossa verdadeira casa.

Anna: Ainda bem! Eu... Estive tendo uns pesadelos terríveis.

Elsa: Pesadelos?

Anna: Eu via... Espelhos explodindo em pedaços, velas apagando-se, um ritual. Eu também sonhei com umas pessoas desenhando algo, e te vi falando com o nada. De repente, a silhueta de um homem, e apago. Não sei o que é isso...

Elsa: Anna... Está tensa demais, apenas. Foi o rapaz de ontem?

Anna: Ah... Não, Elsa! Não vai me dizer que o viu novamente?!

Elsa: Diz-me ao menos o que há de errado com ele. Ele parece um bom rapaz.

Anna: É isso que ele faz! Ele faz com que você acredite em suas conversas, em sua inocência, em sua perfeição! É um espírito manipulador!!

Elsa: E-es... Espera, espírito?!

Anna: Ele... Ele é um espírito!

Sussurra, na certeza de que os demais clientes do restaurante não ouçam.

Elsa: Anna, você deve estar de brincadeira.

Anna: Qual é, Elsa! Por que eu mentiria pra você?! Você, por acaso... Por acaso nunca teve algum sonho estranho?

Elsa: Diversos... Por quê?

Anna: Porque em um deles, você estava no mundo dele! O senhor era Hans, o nome dele é Hans, e você era um objeto nas mãos dele! Você usava um lindo vestido branco, se rebelou e tal, me fez atravessar uma porta, não se lembra?!

A menina usou o acontecimento no outro mundo para convencer Elsa. Se ela der sorte, e se a Elsa do outro mundo estiver falando a verdade, a irmã acompanhava Anna em sonho e espírito, e se lembraria, com certeza, dos ocorridos.

Elsa: Como soube? ... Sonhei com algo parecido uns dias atrás.

Anna: Tudo foi real, Elsa! E por que motivo você acha que ele desapareceu ontem?! Ninguém pode sair assim de um lugar tão rápido!

Elsa: Hm... Bem que ele fez isso novamente, hoje de manhã.

Anna: O quê?! Você se encontrou com ele de novo?! Elsa, eu disse pra não...

Elsa: Eu sei, Anna! Mas ele é uma boa pessoa...

Anna: É um espírito manipulador e obsessivo!! Hans não é de boa índole, Elsa, vai por mim! Eu não quero que ele te aprisione no mundo dele!!

Elsa: "No mundo dele"... T-tá, Anna... Eu vou lhe comprar um remedinho.

Anna: Tá brincando com a minha cara?!

Elsa: A ideia de almoçar fora não foi muito boa... Vamos pra casa e lá eu invento alguma coisa para comermos.

A ruiva resolveu ficar em silêncio e acompanhar a irmã. É óbvio que não concordava com ela, a própria irmã não acreditava. Talvez agora Anna preferisse a crédula e arrogante dos sonhos.

Chegaram em casa. O velho casarão empoeirado parecia mais agradável, Elsa até acostumara-se com o local, porém Anna cada dia ansiava por sair de lá.

Elsa: Anna, descanse. Fique em casa, que eu irei dar uma volta.

Anna: Tudo bem...

A menina sabia que se deixasse Elsa sozinha, ele iria aparecer. Ficou em silêncio e foi ao quarto. Esperou Elsa sair, ficou olhando da janela qualquer sinal da mesma, até que a vê saindo pela porta principal e caminhando até o campo, onde tinha a árvore a qual o encontrara. Em seguida, Anna fechou a janela, trancou a porta do quarto, e ascendeu uma vela, a qual ficara no criado-mudo, ao lado da cama.

Anna: Hans... Hans, eu sei que está aí. Pode aparecer...

Não obteve resposta. O local permaneceu em silêncio, até uma brisa suave começar a rodear a garota. Uma brisa incomum, pois a janela e a porta estavam fechadas. O rapaz aparece para a garota, à sua frente.

Hans: Pode me chamar sempre que quiser...

Anna: Eu quero! Quero que vá embora e nos deixe em paz!

Hans: Por favor, me perdoe...

Anna: DEIXE-NOS EM PAZ!!

Hans: Pare de gritar e me escute, teimosa! Se não quer me perdoar, certo. Fiz minha parte... Porém não sairei daqui a seu gosto!

Anna: Se sabe que eu não irei te perdoar, então o que você quer mais aqui?!

Hans: Anna... Eu gosto da sua irmã.

Anna: Eu sabia que você iria dizer isso! Elsa deu bola demais pra você, e por isso você se apegou a ela!! Mas eu sei qual é a sua. Você é um espírito possessivo, manipulador...

Hans: Anna, chega! ...

Anna: ... Você engana e destrói! Só está fazendo isso, porque ela é uma vítima fácil e não sabe quem é seu verdadeiro eu!

Hans: ... Está sendo leviana! ...

Anna: VOCÊ NÃO SABE AMAR!!!

Hans: JÁ CHEGA!!!

Todos os vidros presentes no local explodiram; espelhos, bugigangas, enfeites, todos foram reduzidos a pequenos cacos que foram lançados longe, para todos os cantos do quarto. Já estava ficando bem comum, Anna descobrira um dos poderes do rapaz, em espírito.

Anna: Isso não me assusta...

Hans: Não? E a casa em chamas, te assusta?

Anna: V-você não faria isso! Elsa me ama! Você quer vê-la sofrer?!

Hans: Ela terá consolo em braços mais confortáveis... Ao invés de ter ao lado, uma garota teimosa e mimada.

Anna: Inteligente! Aborrece-se comigo, porque sou inteligente! Eu não caio mais nas suas conversas idiotas!

O rapaz fica a observá-la por breves instantes, até sumir completamente. Anna observa-o, até que sua imagem embaçar e desaparecer. Temerosa, apaga a vela e sai do quarto, com pressa, à procura da irmã, lá fora. Elsa não estava próxima a arvore, tinha ido para mais longe, encontrava-se em um campo, próximo a algumas casas simplezinhas no horizonte. Algo tinha levado-a lá.

Hans: Achei que não viria...

Estava próximo a outra árvore, na sombra. Saiu do local escuro e aproximou-se da garota. Em hipótese alguma deixava de sorrir, mesmo com a discussão anterior, olhar para os olhos cristais de Elsa fazia-o esquecer de todos os maus sentimentos.

Elsa: Mas claro que eu viria! Eu não marco encontros para não comparecer.

Hans: Boa tarde, senhorita.

Elsa: Boa tarde, cavalheiro.

Riu baixinho, aproximando-se do rapaz e dando-lhe um terno abraço, que durou uns longos minutos. Elsa se afastaria logo, mas o rapaz parecia não querer, permaneceu a abraçando por um tempo.

Hans: Desculpe-me... Eu precisava disto.

A loira sentia-se desconfortável em abraçar um estranho. Conhecera o rapaz ontem, à noite. Que moral e respeito mereceria de sua irmã, ensinou-a sempre a não relacionar-se com quem acabou de conhecer, e agora sendo vista encontrando-se com um "estranho"?

Elsa: Tudo bem, Hans... Não precisa se desculpar.

Assentiu, sorrindo. Gostava da companhia dele, de suas conversas, dos mesmos gostos e de seus abraços. Gostava do rapaz, mas não admitiria nem tão cedo, preferia ficar em silêncio até esquecê-lo. Isso é um erro! Pensava consigo, "não poderia gostar de alguém tão rápido assim", mas não há casos? Não existe "amor à primeira vista"? Ou seria só nos contos de fadas? Procurava reformular qualquer desculpa em sua mente, para propor um jeito de permanecer com aqueles encontros.

Hans: Algo lhe incomoda?

Elsa: Bem... Uma pergunta. Por que sempre está desaparecendo, do nada, após nossas conversas?

Hans: Mas senhorita... Eu não "sumo". Despede-se, então também faço o mesmo, e me retiro, comumente.

Elsa: É, mas... Mas é tão rápido! É inacreditável como consegue fazer isso.

Hans: Eu apenas faço. Mas se isso lhe incomoda, da próxima vez, esperarei a dama partir.

Elsa: Obrigada.

Seguiu rumo. Caminhou, ao lado do rapaz, pelo campo verde e pouco florido. Ainda era possível sentir o doce aroma e o frescor das poucas flores.

Elsa: Hans... De onde você é?

Hans: De... Dinamarca.

Elsa: Oh, bem... Eu sou da Noruega. Já ouvi falar da Dinamarca, é um belo lugar.

Hans: É, bom... Eu não sei.

Elsa: Não sabe? Como assim? ...

Hans: Não voltei mais àquele país.

Elsa: E mora aonde, agora? Faz quanto tempo que saiu de lá?

Hans: Por que está interessada em minha vida, senhorita?

Elsa: Porque... Porque você me convidou a este encontro, e eu não lhe conheço completamente. Acho justo.

Hans: Então precisará responder umas coisas pra mim, também.

Elsa: Tudo bem. Sem problemas...

Hans: Bem... Eu moro por perto, pelas redondezas. Eu saí de lá... Faz muito tempo, eu não me lembro. Devem ter sido discussões familiares. Eu costumava ter constantes brigas com meus parentes.

Elsa: Bem... Quem não tem? Eu entendo...

Hans: Mas estas eram frequentes. Tinha se tornado parte de meu cotidiano.

Elsa: Ah, eu sinto muito...

Hans: Não, tudo bem... Não me importo mais com o passado.

Elsa: Bem... Tem algo que gostaria de saber, sobre mim?

Hans: Claro. Mas não agora... O sol está gradativamente intenso. Vamos descansar?

Elsa: Tudo bem. Se assim deseja...

Ambos retornaram, a fim de descansar em uma enorme árvore próxima ao campo. Sentaram no gramado curto, verde e confortável, e apoiaram as costas no tronco da árvore, descansando sobre a sombra. A paisagem era adorável. Não era, mas parecia ser um casal de namorados. Elsa, ao lado do rapaz, apoia confortavelmente a cabeça sobre o ombro do mesmo, enquanto suas mãos permanecem juntas. Ela tinha apagado completamente, no assunto de "estranho".

Hans: Elsa... Posso confessar uma coisa?

Elsa: Hm? ...

Hans: Gosto de você. É uma boa pessoa...

Elsa: Obrigada.

Hans: Elsa... Eu realmente gosto de você.

Elsa: Ern... Hans...

Afastou-se. Acordou para a realidade, estava confusa sobre o que seu coração dizia.

Hans: Não se assuste. Eu só queria que soubesse a verdade, de uma vez por todas.

Aproximou-se da loira e deu-lhe um beijo lento, próximo aos lábios. Um beijo comum, apenas uma aproximação dos lábios à pele delicada da mesma. Em seguida, acariciou, com cuidado, as bochechas levemente coradas, da jovem.

Hans: Posso lhe ver amanhã, novamente?

Elsa: Claro que pode. Estarei esperando...

O rapaz sorri e levanta-se, segurando a mão da garota e a conduzindo de volta para a mansão. Ao chegar, ela lentamente solta a mão do mesmo, porém tão logo se virando, para ter certeza de que ele continuava lá.

Elsa: Eu já vou. Quando e me virar... Estarás lá?

Hans: Talvez... Não. Mas amanhã é um novo dia. Eu prometo que voltarei. Eu não sairei daqui enquanto não entrar pela porta, Elsa.

A loira sorriu. Um sorriso sincero e adorável. Caminhou até a porta da mansão, em curtos passos, e após tocar a maçaneta, virou-se, para ver o rapaz. Ele estava lá, sorria e acenava. Queria dar um último abraço, antes de deixá-lo, talvez a saudade lhe pegasse pela madrugada. Voltou, em passos apressados, e saltou, abraçando o rapaz com força e carinho.

Hans: Elsa? ...

Elsa: Desculpe... Eu precisava disto.

Dá-lhe uma piscadela. Tinha repetido o que o rapaz dissera momentos atrás. Ele compreendeu, e seu sorriso se tornou mais visível. Ambos se despediram definitivamente, e Elsa adentrou a casa. Suspirou delicadamente e foi ao quarto dormir um pouco, estava exausta.

Antes de dormir, falou com Anna, que se encontrava preocupada com a irmã.

Anna: Onde você tava, criatura?!

Elsa: Eu saí, oras. Como se não soubesse...

Anna: Daqui à meia hora, já é de noite! Saiu pra onde? E com quem?!

Elsa: Não interessa, só vá dormir, mocinha. Eu não farei jantar hoje, precisa procurar um lanche.

Anna: Tá, tá... Tudo bem.

Elsa: Boa noite, Anna.

A irmã subiu e adentrou o quarto, tão logo se lançando na cama e caindo em um sono profundo. Enquanto isso, Anna desconfiou do comportamento da irmã e resolveu chamar novamente pelo rapaz.

Anna: Hans? ... Vamos conversar civilizadamente, por favor?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...