História Ghost Heart - Capítulo 6


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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Hanna, Helsa, Princesa Anna, Príncipe Hans, Rainha Elsa
Visualizações 87
Palavras 2.129
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Ocorridos


Anna: Hans? ... Vamos conversar civilizadamente, por favor?

A sala permaneceu escura e silenciosa. Anna aguardou uns minutos, esperando pela alma do rapaz, até que resolve chamá-lo novamente.

Anna: Hans... Por favor, apareça. Eu prometo que não irei gritar com você.

Hans: Céus, fale logo o que quer! ...

O rapaz aparece, por trás da garota, que ironicamente espanta-se, recuando uns passos, para longe dele.

Hans: Achei que não tivesse medo...

Anna: Quem mandou você aparecer assim, do nada?!

Hans: Diga logo o que quer...

Anna: Certo... Primeiramente, o que fez com minha irmã?

Hans: Nada. Não fiz nada. Se quer mais detalhes, estamos caminhando juntos, apenas. Eu não seria capaz de desrespeitar sua irmã, ou fazer algo de ruim com ela.

Anna: Não me importo com o que você diz, Hans! Apenas com os fatos. Elsa está estranha, suspira do nada, sorri constantes vezes, está muito tempo fora de casa...

Hans: Ela só está sendo feliz, Anna. Está em boas mãos, não se preocupe...

Anna: Claro que vou me preocupar! O que você tentou fazer comigo é imperdoável! E tenho certeza que está tentando fazer o mesmo com ela!! ...

Hans: Eu não irei tentar te convencer ao contrário, porque não adiantará mesmo. Se acredita que quero apenas o coração de sua irmã, tudo bem.

Anna: Eu quero apenas que a deixe em paz!

Hans: Ela não me pediu isso... Do contrário, Elsa gosta de minha companhia. E eu também gosto da dela... Estou amando, Anna. Aceite.

O rapaz volta a sumir novamente, deixando a menina sozinha e enfurecida. Aquela guerra não terminaria tão cedo.

Anna: ELA NÃO TE AMA! QUANDO ELA DESCOBRIR QUE VOCÊ É UM ESPÍRITO, NUNCA MAIS OLHARÁ EM SEU ROSTO!

Gritou, na tentativa de, onde estivesse o rapaz, a ouvisse. A noite passou logo, e os encontros se tornavam frequentes. Elsa sempre saía de manhã, e retornava antes do sol se pôr. Alegava de que nada acontecia durante os encontros, apenas conversas diárias. Anna preparava sua comida, e com o dinheiro da irmã, jantava fora. Tentava seguir adiante. Elsa deixara de cuidar da casa, que voltou a se tornar uma "mansão fantasma". Via a irmã de noite e ficava com ela toda a madrugada, nunca deixara de amá-la, porém o rapaz tomava-lhe a manhã e tarde. Anna ficava cada vez mais curiosa sobre o que estava acontecendo com Elsa.

Elsa: Aquela ali parece uma flor...

Hans: Mesmo? Imaginação fértil, Doce... Só vejo nuvens.

O casal encontrava-se no mesmo campo, agora mais florido que anteriormente. Estavam deitados no gramado verde confortável, admirando o céu de tardinha.

Elsa: Bobo... São nuvens. Só precisa usar um pouco da imaginação e criatividade.

Hans: Hm... Nunca pensei assim.

Elsa: Nunca brincou de adivinhar as formas das nuvens?

Hans: Brincar? Ah, não... Nunca brinquei. Não lembro se já brinquei de algo, em minha vida.

Elsa: O quê? E por que não?

Hans: Ah, Elsa... São coisas complicadas de explicar. De meu íntimo. E-eu nunca fui tão feliz como sou agora, com você. Em meu mundo... Em meu lugar... Eu era solitário, infeliz. Eu não sei, mas faltava algo em mim. Eu fiz coisas terríveis, para procurar esse algo, mas agora o encontrei. Você...

Elsa: ... Obrigada, querido. Eu nem sei o que dizer...

Hans: Só me responda uma coisa. E tudo isso, pra você... O que vale?

Elsa: O quê? ... C-como assim?

O rapaz segurou a mão da loira, levando aos lábios e beijando as costas, por um longo tempo.

Hans: Eu te amo, Elsa. O que isso vale pra você?

A garota sentiu o suor frio escorrer por sobre sua fronte. Suas mãos eram trêmulas, as pupilas aumentaram de tamanho, as íris ganharam cores vivas, e os lábios eram levemente mordidos. Estava nervosa, nunca tinha ouvido aquilo em sua vida. "Seria uma declaração?", pensava consigo.

Elsa: O... O que quer dizer com isso?

O rapaz ajoelhou-se e segurou uma das mãos da loira, acariciando-as com carinho.

Hans: Elsa... Seja minha.

Enquanto isso, Anna estava em casa, tentando criar gosto pela leitura e escolhendo uns livros na prateleira, quando Elsa aparece, entrando na mansão e caminhando para o quarto, suspirando. Parecia feliz, apaixonada, nem mesmo Anna sabia o que Elsa estava sentindo.

Anna: Elsa, o que houve?

Elsa: Anna... Estou apaixonada. Eu sinto muito, irmã, mas eu o amo.

Foi em direção ao quarto e trancou a porta. Anna já imaginou o que era, porém se preocupou mais com as condições da irmã, que se comportava de forma estranha. O que Hans fez com ela?

A garota foi em direção ao quarto da irmã e abriu a porta, destrancada.

Anna: Elsa! O que houve? ...

Ao adentrar o quarto, viu a irmã sentada no centro da cama. Ela sorria e dialogava com alguém à sua frente, porém Anna não conseguia ver quem era. Não havia nada lá.

Anna: Ahm... Elsa, tá tudo bem?

Elsa: Oi, Anna...

Sua voz era a mais meiga possível, diferentemente de antes, que era uma voz autoritária e intimidante.

Anna: Tá tudo bem, irmã?

Elsa: Ah, está sim, obrigada. Oh, espere...

Ficou dialogando com o que havia à sua frente. Ela trocava palavras, como se estivesse realmente conversando com uma pessoa, em seguida voltou sua atenção para Anna.

Elsa: Sinto muito, irmã... Ele disse que não queria mais ninguém no quarto. Você poderia se retirar, por favor?

Anna: Ele quem? ...

Elsa: Meu namorado. Deixe-nos a sós, sim?

A ruiva desconfiou de Hans, mas fechou a porta lentamente e foi para seu quarto, que ficava ao lado. Antes que o chamasse ou fizesse qualquer outra coisa, procurou pensar um pouco e deixou como estava. Se o comportamento de Elsa piorasse, ela chamaria um médium. Após as discussões com Anna, Hans não falaria suas intenções para ela novamente.

O tempo passa e o comportamento da irmã muda completamente. Ao acordar, na manhã seguinte, Anna vai em direção à irmã e viu que a mesma estava em casa, o que raramente acontecia depois que conheceu Hans.

Anna: Bom dia, Elsa.

Elsa: Bom dia, irmã.

Anna: Bem... E então, quando vamos sair da mansão?

Elsa: O quê? Ah, Anna... Ele não quer que eu saia. Então vamos ficar.

Anna: O quê?! Mas ele quem? Quem é seu namorado?!

Elsa: Ele não quer que eu conte. Sinto muito, irmã.

A garota encarou a loira, com um olhar surpreso. Mal acreditava que Elsa seria manipulada de tal forma, mas como Hans era um espírito possessivo, não achou grande coisa. Ao menos tinha certeza que Hans não a amava de verdade, apenas estava fazendo o que nasceu pra fazer, manipular.

Anna: Você não vai conseguir tomar o coração dela...

Sussurrou, tão logo encarando a irmã. Mal se passou cinco minutos, e o espelho no corredor da mansão quebrou-se violentamente. Em seguida o espelho do banheiro quebrou-se, e o da cozinha, e mais um no salão principal, todos foram reduzidos a pó, até que não sobrasse mais nenhum em toda a mansão. Elsa permanecia fitando a irmã, com ternura, não se assustara com os barulhos dos espelhos quebrando-se. Já Anna, tentava conter o susto que levava a cada espelho quebrado. Ao menos não havia outro espelho para quebrar, mais.

Elsa: O que disse, minha irmã?

Anna: Seu "namorado" deve saber...

Deu as costas, e caminhou para "Deus sabe onde". Apenas pensava em ficar longe da irmã por um tempo, a fim de pensar em algo que pudesse ajudar. Caminhou em direção ao escritório e fuçou as gavetas, à procura de um papel de carta, caneta e tinta. Ao encontrar, começou a escrever uma pequena carta.

 Caros Kai e Gerda...

Estamos à alguns meses fora, mas iremos voltar em breve. Problemas climáticos e outros imprevistos nos impediram de voltar à Arendelle, mas continuem o bom trabalho. A mansão não é o que estávamos pensando e nossos pais não deixaram muito de útil, então iremos negociar algo e deixar essa mansão livre da família real. Houve uns problemas com a Rainha Elsa, minha irmã, mas não se preocupem, ela está fisicamente bem. Apenas mandem um psicólogo para vê-la, eu acho que a visita do profissional ajudará muito. Ah, mandem também um médium ou um caça-fantasmas. Não perguntem... Beijos, amigos.

Princesa Anna

Enviou.

Passados três dias e o comportamento de Elsa piorava. Certa vez, Anna a encontrou dançando sozinha pelo antigo salão de festas da mansão. Ela alega que seu "namorado" estava ensinando-a a dançar. Outra vez, Elsa novamente era vista dialogando sozinha, desta vez, com um espelho de bolso que tinha guardado. Alegava que seu "namorado" aparecia todas às vezes no espelho para desejar-lhe bom dia e boa noite. Outra vez, enquanto arrumara a grande casa, objetos eram vistos flutuando de um lugar para outro. Ela alegava que seu "namorado" a ajudara na faxina. Outros incidentes se repetiram, até a chegada do primeiro psicólogo.

Elsa, eu poderia conversar com você, sobre seu namorado?

Perguntou o tal. Tentou agir normalmente, como se não tramasse nada. Fez a pergunta, e parecia estar muito bem caso recebesse um não, como se definitivamente não se importasse. Hans conhecia a trama, mas adoraria brincar um pouco.

Elsa: Só se ele puder participar da conversa, também...

Mas claro. Venha comigo.

Assim, a loira foi conduzida até uma sala (a sala de visitas, em específico), e deitou-se em um sofá, enquanto o profissional sentara-se em uma cadeira, ao lado. A conversa iniciou-se.

Senhorita Elsa, fale-me sobre seu namorado. Como ele é, aparentemente?

Elsa: Bom... Ele tem pele clara corada, é um lindo rapaz alto, ruivo, com fios de cor vermelhinha que brilham no Sol. O cabelo dele é muito sedoso, e ele tem costeletas grandes, mas não tem barba ou bigode. Seu rosto é lisinho, lisinho. Ele tem só umas sardas graciosas espalhadas perfeitamente sobre suas bochechas, e um pouco além, como próximo às sobrancelhas, e pelo queixo. São pontinhos escuros. Ele tem olhos brilhantemente verdes, parecem esmeraldas vivas. Suas bochechas são coradinhas e quentes. Ele tem um belo porte físico, e parece um príncipe.

Ele é um príncipe?

Elsa: Bem... Ele nunca me contou. Ele diz que sou a Rainha de seu coração, e ele diz também que quer ser o príncipe do meu.

E o que você diz, enquanto a isso?

Elsa: E-eu... Eu digo que vou pensar.

Por quê?

Elsa: Eu não sei... Parece que se eu aceitar, terei que fazer umas coisas pra ele. E eu não me sinto pronta pra fazer essas coisas...

Mas que coisas, Elsa?

Elsa: J-já contei demais, senhor. Ele irá se aborrecer... Podemos mudar de assunto?

Certo. Qual o nome do rapaz?

Elsa: Ele quer ser chamado de Bom Moço. Ele não quer que eu fale sobre seu nome.

Tudo bem, senhorita. E... O Bom Moço morava aqui antes de todos?

Elsa: Bem... Eu o conheci próximo a uma árvore aqui perto. Ele não mora por aqui. Ele diz que é da Dinam...

Antes que pudesse terminar a frase, a porta da sala abre-se e fecha-se violentamente, três vezes seguidas.

Elsa: E-eu não deveria...

Tudo bem, tudo bem, não se preocupe... Bom... O que o rapaz é, para você? Um espírito? Uma pessoa, como todas as outras? ...

Elsa: Ah, ele é um anjo. Ele me ama de forma indescritível, tal como amo ele. Ele disse que faria de tudo para permanecer ao meu lado.

Ele tem asas, como um anjo?

Elsa: Ele brilha como um, e tem a aparência mais acolhedora possível. É confortante estar ao seu lado.

Como se pode estar ao lado de um ser inanimado?

As velas, que ascendiam o lustre, apagam e ascendem, inacreditavelmente, três vezes seguidas.

Elsa: Ele está dizendo que não é falso. Ele é real e está aqui, ouvindo nossa conversa...

Ouvindo? Diga-me onde, especificamente, ele está?

Elsa: Ele está ali. Ele está tão calmo, mas seu olhar inocente foi transformado em um ódio imensurável.

Por quem? ...

Elsa: Pela princesa. Ele odeia a princesa... Ele odeia os tipos de contato... Ele odeia a todos. Porém ele me ama...

A loira se comportava de forma estranha. Sua voz e olhar pareciam hipnotizados, pelo que se encontrava atrás do psicólogo, que voltava sua atenção a ela, não notando a terrível criatura atrás do mesmo. Porém de que adiantaria? O espírito maligno podia ser visto apenas pela garota de fios loiros platina, que estava hipnotizada por sua beleza, não enxergando a real aparência do ser.

Onde ele está? ...

Resolveu perguntar novamente.

Elsa: Escute... Ele vai matar a todos que tentarem me tirar dele. Outros virão, mas nenhum voltará, e a casa será conhecida como "carnificina". Ouça as palavras do Bom Moço... Ele matará a todos, por bem a mim. Ele me ama... Ele me ama...

Dizia. Começara a assustar o profissional, que preferia não demonstrar ação, nem reação.

Onde ele est...

Elsa: ATRÁS DE VOCÊ!



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