História Ghost Heart - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Hanna, Helsa, Princesa Anna, Príncipe Hans, Rainha Elsa
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Palavras 2.599
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - O primeiro ato


Sabendo também que não podia estar nessa vida pra sempre, ele teria que tomar decisões para ter a loira para si e sair daquela casa, sem que Anna o interrompa.

No dia seguinte, Elsa acorda com uma dor de cabeça insuportável. Demora um tempo para sair da cama. Anna acorda cedo e prepara o café da manhã para a irmã.

Anna: Eoooo...

Cantarola, adentrando o quarto. Elsa tinha deixado a porta aberta e voltado para a cama, antes que caísse no chão, de tontura.

Anna: Trouxe seu café da manhã reforçado! Espero que não se incomode com a bagunça na cozinha... E no corredor... E na sala!

Elsa: Como você sujou a sala, preparando o café da manhã na cozinha?! ...

Anna: Ah, longa história! Toma, fiz pra você!

Leva o café da manhã na bandeja, até a cama da garota, que come um pouco e descansa.

Elsa: Obrigada, doce... Você me parece bem melhor que ontem. E-eu sinto muito por aquilo, irmã.

Anna: Ah, não tem problema. Contanto que você esteja bem. Agora que terminou de comer, eu vou lavar os pratos.

Pegou a bandeja e foi em direção à porta.

Anna: Ah, espero que não se importe se eu causar uma baguncinha, hihi...

Retirou-se com pressa, fechando a porta.

Elsa: C-como você vai provocar uma bagunça, apenas lavando os pratos, Anna! Annaaaaa!!

A ruiva correu para a cozinha, rindo baixinho. Foi em direção a pia e começou a lavar os pratos. Enquanto isso, Elsa ficou na cama repousando um pouco. Uma névoa aos poucos tomou conta da sala, uma fumaça sem cheiro e que não podia ser sentida. Elsa cobriu-se e esperou pelo rapaz, pois aquilo era sinal de que ele estava por perto. Após uns minutos, ela resolve levantar-se da cama, e depara-se com o mesmo.

Hans: Olá, doce...

Elsa: O... O que houve, ontem?

Hans: Você estava absurdamente cansada, então deixei que dormisse.

Elsa: Eu apaguei?

Hans: Digamos que sim... Mas e então, como você está, meu amor?

Elsa: Estou com dor de cabeça, anjo. Muita dor de cabeça...

Hans: Deve ter reagido mal ao efeito de sonolência que lhe causei...

Elsa: O quê?

Hans: Nada... Não foi nada. É melhor ir tomar um banho e vestir uma roupa mais confortável. Descanse em seguida, doce...

Elsa assentiu e caminhou até a porta do banheiro. O rapaz a ajudava, pois a mesma ainda sentia tontura. Após adentrar, Elsa prepara o banho, na banheira, e remove sua roupa. Adentra a banheira e relaxa em seu banho. Tudo se torna em silêncio por um breve tempo, o rapaz não parecia mais estar a sua volta fisicamente, mas ela ainda o sentia. Fechou os olhos e relaxou, procurando não se importar, porém passou a ouvir uma voz em seu ouvido, adorável, melodiosa, era a voz do rapaz, mas assim como seus olhos a encantavam, assim como o mesmo em si a atraía, assim também essa voz parecia entrar-lhe na consciência.

Hans: Você é minha... Não é, doce?

Elsa: Sim...

Respondia-lhe, aos sussurros. Parecia novamente hipnotizada, pois não expressava nenhum tipo de reação ou sentimento.

Hans: Prove isso... Fique comigo.

Elsa: Sim...

Enquanto isso, Anna notara como a casa estava tão silenciosa. Resolveu subir as escadas e procurar pela irmã.

Anna: Elsa? ...

A loira estava no banho, e quase não tinha controle nenhum sobre seu corpo e sua mente.

Hans: Você sabe que não posso ficar com você pra sempre, anjo...

Elsa: Sim...

Hans: Mas você pode ficar comigo, para sempre. Só precisa fazer uma coisa...

Elsa: Sim...

O rapaz aproximou os lábios até um dos ouvidos da menina e, ao pronunciar estas palavras, seus olhos brilharam como esmeraldas vivas. A possessão estava completa.

Hans: Mate-se.

Anna adentra a porta do quarto e não encontra ninguém, apenas uma bagunça na cama.

Anna: Hunf! Depois a preguiçosa sou eu...

Iria arrumar a cama para a irmã, mas pensou em procurar por ela primeiro.

Anna: Elsaaaaaaaaa!

Gritava, no intuito de que ela ouviria e lhe responderia, porém não obteve resposta. Caminhou até o banheiro, que se encontrava com a porta aberta, e adentrou. Espantou-se ao ver a irmã afogada na banheira.

Anna: Elsa!!

Correu ao seu auxílio. Sem hesitar, segurou a loira pelos braços e tirou-a da banheira. Com todas as forças que tinha, carregou-a até a cama e colocou-a lá, para descansar. A jovem estava desacordada e parecia não respirar. Anna se lembrara das aulas sobre primeiros socorros que teve, em Arendelle. Arrependera-se de nunca ter levado muito a sério seu cargo de princesa, mas sua irmã precisava de sua ajuda e não podia lamentar, agora. Realizou o que sabia, mas não obteve reação. Sem pensar muito, cobriu a loira com um lençol próximo e correu desesperadamente para fora da mansão, a fim de chamar por alguém experiente.

Horas se passam, e Elsa lentamente abre os olhos. Encontra-se em uma sala branca, nota uma luz incandescente em seus olhos e observa um senhor, com vestes de um médico, ao seu lado. Estava em um hospital.

Elsa: Onde está minha irmã? ...

Sussurra. Parecia ter um pouco de dificuldade, para falar. A primeira coisa que veio à sua mente foi o bem-estar da irmã. Não sabia o que tinha acontecido, mas temia que a irmã estivesse na mesma situação.

Sua irmã está bem, senhorita... Apenas descanse. O horário de visitas inicia-se amanhã, às oito. Poderá vê-la em breve.

Após dizer estas palavras, este vai embora, deixando a menina em sua confusão. A noite demora a terminar, e Elsa passa a noite em branco. Ela ficava horrorizada ao ouvir pacientes em outras salas, sofrendo e morrendo. Aquilo era suficiente para mantê-la acordada, e os gritos e choros do lado de fora do hospital podiam ser escutados. Elsa sentia-se bem, sabia que não iria morrer, mas ainda sim aquele lugar lhe causava desconforto.

Os primeiros raios de sol atingem o rosto da menina, que pegara no sono após horas acordada, apenas ouvindo os gemidos de dor e a agonia dos demais. Ela acorda ainda um pouco atordoada, esfregando seus olhos com calma e cuidado. Espera um pouco sua visão embaçada voltar ao normal, pisca algumas vezes para garantir, e observa o local. Esquerda... Direita... Era o hospital. Parecia vazio, e não sabia que horas seriam. Apenas queria ver sua amada irmã.

Senhorita Elsa...

Adentra uma enfermeira.

Elsa: S-sim? ...

Sua irmã chegará aqui às oito e meia.

Elsa: Tudo bem... Obrigada.

Enquanto isso, na mansão. Antes de sair para o hospital, Anna escreve uma carta e novamente envia a Kai e Gerda, em Arendelle.

Caros Kai e Gerda...

Muito obrigada, a visita do psicólogo ajudou em tanto! Mas ainda preciso que enviem o médium ou o caça-fantasmas, e ainda sim não perguntem. Houve uns problemas que nos impediram novamente de voltar para a Noruega. Problemas que podem ser resolvidos, só preciso de tempo e de ajuda. Não venham, amigos, quanto menos pessoas envolvidas, será melhor. Acredito que estamos perto de terminar nossa visita a esta casa, e com certeza eu terei muito que contar! Até breve...

Enviou.

No hospital, após terminar seu café da manhã, fica a passar um tempo sozinha, refletindo. Ouve passos, vindo em direção a seu quarto e ficou a observar a porta. Era o mesmo médico de ontem.

Senhorita Elsa, sua irmã chegou.

Elsa: Por favor, deixe-me vê-la.

Anna: Elsa? ...

Adentra o quarto, em seguida. Logo se aproxima da irmã e lhe dá um pequeno e doce beijo na fronte, temendo machucá-la se a abraçasse com força, ou coisa do tipo.

Vou deixá-las a sós.

Em seguida fecha a porta, deixando as irmãs em um quarto silencioso e frio. Elsa definitivamente não se importava com a temperatura ambiente.

Anna: Elsa... O que houve com você?

Elsa: Eu que pergunto, irmã. O que houve?

Anna: Bem... Eu te encontrei na banheira. Você estava afogada, mas não havia mais ninguém na casa, que não fosse você e eu! Quem te afogou?

Elsa: N-não lembro... Tudo o que me lembro foi que meu namorado me ajudou a caminhar e adentrar o banheiro, e em seguida fui tomar banho. Depois ele sumiu, e não me lembro de mais nada...

Anna: Seu namorado?! Elsa! Hans tentou te matar!!

Elsa: Tolice! Ele não faria isso... Ele me ama, por que me machucaria?

Anna: Não acredito que ainda não caiu na real, Elsa!

Elsa: Se quer me fazer contra ele novamente, Anna, irá perder seu tempo. Estou me recuperando de um acidente, não me estresse, por favor.

Anna: Hunf! Sei... Acidente provocado por ele.

Elsa: Se sua visita foi para falar contra quem amo, então não precisa vir novamente...

Anna: Elsa! Eu te amo, sua boba! Faço isso justamente por que te amo! Porque quero o seu melhor! ...

Elsa: Eu sei, meu anjo... Eu sei... Mas...

Anna: O quê?

Elsa: ... Ele já roubou meu coração.

Naquele mesmo dia, à noite, Elsa recebe alta e volta para a mansão. Algumas semanas passam e as duas voltam às suas vidas normais, ao menos tudo parecia aparentemente normal. O rapaz sumira há algum tempo desde o acidente, porém Anna não estava certa de que seria para sempre.

Elsa estava em seu quarto, escrevendo algumas anotações, quando a irmã bate à porta.

Anna: Elsa, temos visitas. Eles querem falar com você...

Um senhor e uma senhora estavam na sala principal da mansão. Ao adentrar a sala, a mulher já sentira uma presença diferente no local, e dissera isso ao seu acompanhante.

Anna: Edu e Lorra W., eu gostaria de apresentar a minha irmã, Elsa, Rainha de Arendelle, na Noruega.

Elsa: Muito prazer...

Edu: Vossa Majestade.

Lorra: É uma honra conhecê-la.

Anna: Elsa, eles vieram conversar com você... Sobre Hans.

Lorra: Esse seria o nome do espírito?

Elsa: Não! Bem... Não o chame assim. Ele detesta.

Edu: E como ele gosta de ser chamado, senhorita?

Elsa: E-er... Eu me sinto desconfortável conversar sobre isso. Eu pareço uma louca por gostar de um alguém... Em que só eu acredito.

Lorra: Acreditamos, senhorita... Nós acreditamos muito.

Elsa: Mas não como eu. Dou minha alma, mas afirmo-lhes... Ele é uma pessoa como nós.

Anna: Elsa, diz logo o codinome dele!

A loira sentia-se triste por ver que nem a própria irmã tentava acreditar nela. Pôs em sua cabeça que Hans era uma pessoa, pois o conhecera assim. Jamais aceitaria o lado sobrenatural dele, mesmo vendo-o em atividade diversas vezes. Talvez estivesse perdendo a sanidade, talvez estivesse louca. Deixou suas teorias para si e resolveu acabar de vez com o que queriam o casal.

Elsa: Bom Moço...

Anna informou-lhes sobre a porta e disse-lhes que o portal para o mundo da criatura estava através dela. Mas após o ser adentrar este mundo, a porta manteve-se desativada e nunca mais voltou a funcionar. Ela disse que acreditava que o mundo do rapaz já não existia mais. Ela também lhes avisou que a porta, quando funcionava, era ativada geralmente às três da manhã, e houve uma vez ao qual a menina adentrou as três da tarde, porém era sempre às três. E assim, Edu e Lorra resolveram fazer uma espécie de ritual às três da manhã, para tentarem comunicação com o espírito.

Na sala principal, fizeram um círculo humano. Como nas visões que Lorra tivera ao adentrar a casa, as três pessoas presentes ficariam ao redor de Elsa, e a mesma deveria estar no centro. E assim fizeram, Anna, Edu e Lorra. Elsa estava receosa, mas tentara ficar tranquila ao lembrar-se da promessa que o seu amado fizera, de não ferir sua irmã, o que também incluía não tirar a vida de ninguém.

Inicia-se a consulta ao espírito. Lorra começa a chamá-lo, e enquanto ditava umas palavras, Elsa permanecia dentro do círculo, nervosa.

Elsa: Doce, venha a mim... Anjo, venha em paz... Não os machuque, venha em paz...

Repetia, aos sussurros. Quase podia ser visto seus dedos cruzados, pois não sabia o que o rapaz iria fazer e se era algo bom ou não.

Havia uma névoa fora da mansão, e podia ser vista pela janela. As velas acesas para a consulta apagaram, e apenas a Lua ficou a iluminar o local. Típico de fantasma, Edu pensava. Lorra já podia sentir uma presença mais forte, mais tensa, enquanto Anna sentia um leve arrepio. Elsa tinha certeza que o rapaz viria ao encontro.

Hans não deixaria com que vissem sua face. Muitas informações podem ameaçar o objetivo do rapaz, que é ter a menina para si. Sendo assim, ele não teria escolha a não ser novamente possuir Elsa.

A garota encontrava-se ajoelhada, no centro do círculo. Parecia discretamente implorar para que o rapaz não ferisse ninguém. O mesmo caminhou até ela e abraçou-a por trás.

Hans: Eu estou aqui, meu amor...

Elsa: Hans...

Sussurra. Passa a suar frio. Sua respiração acelera e seu coração pulsa descontroladamente. Após tempos de convivência, Elsa parecia aceitar aos poucos que Hans não era um ser humano.

Hans: Escute. Eu vou fazer algo neste momento. Mas eu preciso que mantenha a calma e confie em mim... Certo?

Elsa: S-sim...

O rapaz adentra ao corpo da jovem, que cede e deixa-o controlá-lo. Seus olhos reviram e a mesma fecha-os, desmaiando. Todos que estavam presente notam como Elsa agia de forma diferente, e ao desmaiar, Lorra entende que quem acordará não será a menina.

Lorra: Anna, esteja pronta, pois quem você verá a seguir não é sua irmã.

A ruiva sente as mãos suarem, e teme o que teria acontecido com sua irmã. Esperava que a mesma estivesse bem.

Enquanto isso, Elsa acorda, lentamente retornando a ajoelhar-se, e contorcendo seu pescoço algumas vezes, até tomar consciência total. Abre os olhos rapidamente, e lentamente vira-se para Lorra. Os olhos da menina eram verdes cintilantes, e brilhavam como esmeraldas vivas, enquanto sua pele clara se tornava mais cinza.

Elsa: O que você quer? ...

Respondia o que não parecia ser a Elsa.

Lorra: Bom Moço... Por que atormenta este casal de irmãs?

Ao receber a pergunta, o rapaz, no corpo de Elsa, não fez nada mais nada menos do que apenas rir. Estava cansado de dizer a mesma coisa sempre, então deixou que pensassem que o mesmo era um espírito cruel.

Elsa: Mas que coisa... Que situação. Não acha que já repeti o suficiente?

Lorra: Já nos disse?

Elsa: A princesa sabe...

Anna: E-eu? Tudo o que sei é que você quer fazer com Elsa o que fez comigo!

Elsa: A princesa reconhece... Que meu amor por ela não foi verdadeiro. Mas Elsa... Elsa será minha por questão de amor, ela está ciente. É apenas isso que tenho a dizer.

Lorra: Por que esse amor por Elsa?

Elsa: Porque... Porque ela tem um coração puro.

Lorra: E por que fingir um amor com Anna?

Elsa: Ela sabe. Agora não me atormentem. Sinceramente, estou cansado de repetir as mesmas coisas. Anna sabe de muito, que ela não se faça de cínica!

Anna: Por que você não deixa minha irmã em paz e esquece toda essa loucura, hein?!

Elsa: Nós fizemos um pacto... Ela está ciente. Agora esqueçam isso, é entre mim e Elsa!

Após dizer estas palavras, o rapaz liberou a alma da amada, para que pudesse tomar posse de seu corpo por direito. Em seguida sua presença sumiu por completo do local, deixando Elsa desacordada no chão. Com ajuda, Anna levou Elsa para seu quarto. Em seguida, Lorra e Edu ficaram hospedados em um quarto de hospedes, enquanto Anna foi para seu próprio quarto, porém não conseguiu dormir. Elsa acordou as cinco e cinquenta e nove, mais ou menos, e tentava recordar o que tinha acontecido umas horas atrás.

Elsa: Hans? Hans, está aí?


Notas Finais


Edu e Lorra W. foram baseados nos paranormais Ed e Lorraine Warren! Me desculpem o terrível codinome que eu pensei nas pressas pra eles, mas minha intenção era ocultar, de alguma forma, suas reais fontes, na Fanfic! <3


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