História Ghost Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Exibições 20
Palavras 2.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Musical (Songfic), Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Há uma música nas notas finais que aconselho ler a escutando, deixarei o link!
Eu ia escrever essa fic como original, mas eu vi o mv novo dos rapazes e achei isso a cr do jimin kkkk
Boa leitura.

Capítulo 1 - Mellanie foi apenas imaginação de Jimin?


O piano era tocado por um homem vestido formalmente, suas mãos eram como plumas nas teclas brancas que produziam um som relaxante. A música era como um feitiço que deixara a bailarina hipnotizada por séculos, o balé a fazia sentir-se viva e renovada. O grande salão estava cheio de pessoas graciosas, todas degustando seus bons vinhos enquanto a pequena bailarina rodopiava pelo centro com suas sapatilhas rosas de ponta, seu vestido era armado e preto, a ausência de cor, o tema da morte, pois ela não estava viva. 

Na verdade, ninguém no grande salão estava vivo. Todos eram almas que precisavam se libertar daquele velho hotel abandonado que no século dezoito foi devastado por um bando de mendigos irritados, mas junto deles as bruxas os acompanhavam e um feitiço prendeu todas as pessoas que estavam naquele dia, era o dia da grande apresentação de balé da bailarina Mellanie. 

Somente quem conseguisse ajudar Mellanie a ter sua última apresentação, sua última dança nas sapatilhas de ponta faria todas as almas se libertarem daquele lugar horrendo. 

Pois ela morreu dançando. Não pôde ao menos sentir o gosto de como era fazer estreias em outros locais, ela tinha um sonho que lhe foi arrancado da maneira mais cruel já existente. Naquela noite, as bruxas enfeitiçaram todos e a pequena Mellanie foi levada pensando que seria um sucesso o que quer que foi oferecido para ela. Sua alma foi arrancada, seu espírito de balé tomado de seu corpo. E agora tudo que lhe resta é vagar pelos cômodos do hotel, seus pés não são como antes. Ela não conseguia mais dançar conforme antes, tudo por causa das bruxas. 

Mas um homem aproximava-se do hotel com o intuito de descobrir o que rodeava aquele lugar e o tornava sombrio para as pessoas que por aquela rua passavam. Ele foi desafiado pelos amigos a passar uma única noite dentro do hotel, caso saísse vivo sua recompensa em dinheiro seria de uma quantia muito grande. 

Ele levava em sua mochila apenas um pote de biscoito, lanterna e água. Ele era destemido, não acreditava na lenda sobre almas rondarem o local a noite e por esse motivo ele foi o escolhido a passar a noite. 

O homem pegou a lanterna e acendeu a mesma, empurrou a grande porta de madeira velha e podre que lhe dava passagem para o hall de entrada. O chão de madeira estava sujo, as teias de aranha ponderando pelo velho piano. 

Enquanto o homem explorava os cômodos Mellanie o observava de trás de uma pilastra, ela abriu seus lábios, mas nenhum som saiu de sua boca. Era a primeira vez que via um humano de carne e osso entrando ali. E achara ele lindo. 

Em leves passos ela o acompanhou, sorriu quando ele tropeçou numa cadeira jogada no chão e colocou a mão na boca para não rir. Ela queria aparecer, mas estava sem coragem.

Ele se direcionou ao salão onde todos morreram, as almas vagavam por lá. Mellanie não poderia deixá-lo ir àquela parte do hotel, caso contrário, ele morreria também. Esse era o feitiço que as bruxas fizeram há mais de anos, qualquer um que entrasse no grande salão morreria imediatamente como os outros: com a alma e a melhor habilidade sendo sugada. 

A bailarina pôs-se de pé na frente da velha janela, onde a luz que vinha da rua iluminava um lado de seu corpo, na verdade, da sua alma. 

— Você não pode entrar aí. — ela disse quase num sussurro e ficou surpresa ao ouvir sua voz doce saindo de sua boca. 

O homem a olhou aparentemente surpreso, pois pensava que estava sozinho. Ela o observou melhor, achou que agora ele parecia um adolescente, mas ainda era bonito. 

— Não entre, por favor. — Mellanie disse mais uma vez e esticou sua mão branca assim que ele girou a maçaneta da grande porta prestes a abri-la. 

— Por que eu deveria confiar em você? — ele sorriu a desafiando, mas ainda assim sentia um pouco de medo. — Você é real? 

Ela olhou para as sapatilhas que calçava, pensando se contava ou não. Mas não tinha nada a perder, ele poderia ser o homem que veio a salvar e salvar todos os outros.

— É um assunto delicado, mas não precisa temer. Eu não quero te fazer mal. — e era verdade o que dizia. 

O homem recuou sua mão e virou a lanterna diretamente para a mulher e, por um momento, ficou encantando com sua beleza. 

— O que uma mulher como você faz aqui? — indagou ele e deu um passo para a frente tentando se aproximar dela, mas a mesma recuou. — Perdoe-me, vamos com calma. Como você se chama?  

— Mellanie, mas todos me chamavam de Mel. 

Ele sorriu mais uma vez, agora analisando as roupas que a mulher trajava. 

— Um nome tão bonito para se ter um apelido. — sussurrou ele. — Me chamo Jimin. 

Mellanie sorriu, ele era adorável e por ela poderia passar o tempo que fosse o apreciando. 

— Você pode me ajudar? — indagou ela com receio da resposta dele, para sua sorte ele assentiu. — Eu dançava, mas perdi essa habilidade. Só preciso de um jeito de dançar uma última vez, mas não faço ideia de como. Todas as vezes que tento, acabo fracassando. 

— Dance para mim. — os pensamentos do rapaz estavam longe, ele imaginava aquela mulher em uma outra ocasião. — Quero dizer, você pode? Não sei se posso te ajudar com isso, mas eu irei tentar. 

Mellanie assentiu e com a mão pediu para que ele a seguisse, Jimin a essa altura já havia esquecido que estava falando com uma alma e tudo que desejava era realizar o pedido dela, mesmo que não fizesse ideia de para que ela precisasse dançar uma última vez. 

Havia um terraço a céu aberto, onde tinham a visão completa das estrelas e da lua. Mellanie rodopiou pelo local sentindo a brisa fria que rodeava toda a cidade, havia tempo que ela não visitava aquela parte. Jimin jogou sua mochila no chão sujo e sentou-se sobre ela, para não sujar sua roupa. 

Então Mellanie começou. A princípio ela coordenava os passos bem, rodopiava e pulava como uma bailarina de balé contemporâneo de verdade fazia. Mas na hora de girar mais uma vez num passo mais arriscado ela caiu e não teve forças para se levantar mais. 

— Você está bem? — Jimin ameaçou a se levantar, mas a garota esticou sua mão impedindo dele continuar se movimentar. — Por que não posso encostar em você? 

Ela suspirou, ele se levantou mesmo que ela fizesse que ele não poderia se aproximar e abaixou ao lado dela. Sua mão involuntariamente foi em direção ao cabelo dela, mas passou direto para o outro lado. Ele não podia senti-la. 

— Você não está mesmo viva. — ele disse, olhando para a sua mão, lentamente recuou com a mesma. — Então esse lugar realmente é assombrado. — passou o olhar ao redor. — Há mais pessoas como você aqui? 

Mellanie assentiu e finalmente arranjou forças para se levantar. Caminhou até o muro baixo e olhou para a rua vazia, muitos evitavam passar por ali. 

— Você pode sair desse lugar? 

Ela balançou a cabeça negando.

— Eu gostaria de dançar com você, mas é um pouco impossível. Certo?

Mellanie assentiu e sorriu, estava feliz por saber que finalmente tinha a chance de se libertar daquele lugar junto dos outros. 

— Amanhã pela manhã eu voltarei, espero que ainda esteja aqui. — ele disse já pegando sua mochila do chão e colocando as alças nos ombros. 

Ele não ligava mais para a aposta, sabia que seria chamado de covarde por sair antes do combinado, mas agora havia algo mais importante para fazer. E bem mais interessante. 

Quando Jimin estava perto da porta Mellanie o chamou fazendo-o se virar imediatamente. 

— Não conte para mais ninguém. — avisou e ele assentiu sorrindo, então foi embora.

Ela sabia que ele iria salvá-la, sabia que ele voltaria com ajuda.

E ele voltou.

No dia seguinte um barulho vindo do andar de baixo chamou a atenção de Mellanie que olhava as outras almas andando pelo salão amaldiçoado. Era Jimin com sua mochila lotada de coisas, comida e algumas outras bugigangas que Mellanie não fazia ideia do que era.

— O que é isso? — indagou ela apontando para o Iphone de Jimin.

— Você nunca viu? É um celular. — balançou o celular na frente dela e sorriu. — Você tem mesmo muito tempo aqui. 

— Seu sorriso é lindo. 

Jimin parou de mexer em seu celular e a olhou sério, tentando encontrar uma pitada de brincadeira na frase que Mellanie havia acabado de pronunciar. Geralmente todos os seus amigos falavam ao contrário, até mesmo alguns familiares. 

— Vamos ensaiar. — ele mudou de assunto e colocou uma música que ela não conhecia, mas era adorável. — Já que não podemos dançar juntos, ficamos perto. 

Ele se aproximou dela ainda hesitante, mas dessa vez a garota não recuou. Então os dois começaram a improvisar. 

Mellanie continuava caindo muitas vezes, continuava perdendo o foco e isso a deixava com poucas esperanças. Se não fosse Jimin a motivando, ela teria desistido. 

Os dias se passavam rapidamente, na maior parte do tempo ele a visitava e juntos eles ensaiavam. Ele ficou sabendo de muita coisa sobre ela assim como ela ficou sabendo dele e, sem perceber, um sentimento estava se formando mesmo que fosse impossível de algum dia eles ficarem juntos. 

Era um domingo a tarde, os dois ensaiavam e ele ensinava alguns passos para ela. Mellanie se sentia diferente, mas não comentou com Jimin.

— E você pode rodar ass... — Jimin bateu sua mão no braço de Mellanie e parou imediatamente. — Eu... — ele tentou dizer e quando a olhou percebeu a mudança.

Mellanie não estava mais pálida e agora, estava mais linda ainda. Sua pele ainda era clara, mas havia cor. Seu cabelo agora preto e liso. 

— O que está acontecendo? — ela perguntou mais para ela do que para o parceiro. — Jimin, eu...

— Você, quero dizer, eu posso te sentir. — ele estava mais perplexo do que ela.

Sua mão mais uma vez foi até os cabelos dela e agora sentiu os fios lisos, Mellanie sorriu. A outra mão de Jimin encostou no rosto dela e as mãos dela pararam nos braços dele. 

— Inacreditável. 

Jimin estava feliz, finalmente poderia sentir como Mellanie foi algum dia. Ele a pegou no colo e a rodopiou enquanto ela dava risada. 

E dessa vez eles puderam dançar juntos, ela não errou um único passo. Realmente as coisas estavam mudando. 

E, no fim da noite, eles deixaram o sentimento falar mais alto. Tudo ao redor desapareceu, somente dois corpos se encontravam juntos naquele local.

Jimin tirou o laço das sapatilhas de Mellanie as tirando em seguida, depois desceu a meia calça dela apreciando as belas pernas que a moça tinha. 

Ela se perguntava se isso tudo era real. Ela não queria estar vivendo um mentira. Não queria estar apenas imaginando as coisas. 

Mas quando seus lábios encontraram os dele, ela teve certeza que não era mentira. 

Mas alguns dias de ensaio e o grande dia havia chegado. Mellanie estava eufórica com o lindo vestido que Jimin trouxe de presente para ela. 

Ela libertou as almas do salão amaldiçoado, todos estavam elegantes conforme a noite da tragédia. 

E eles começaram a se apresentar, deixando todos surpresos por Mellanie finalmente ter conseguido os passos sem errar. Conforme ele a girava percebeu o terraço a céu aberto voltando a ser como antes, as luzes antes queimadas voltaram a se acender, um lindo canteiro com flores mortas voltaram e as pessoas pareceram ficar reais. 

Mas isso durou pouco tempo. 

Jimin parou de sentir o corpo de Mellanie e notou que ela estava voltando a ser como antes, apenas uma alma. 

— Obrigada. — ela sussurrou percebendo que finalmente seria libertada. — E me desculpe, mas temos que ir. 

— Do que você está falando? — indagou ele confuso, pois ela não havia explicado o motivo de ter sua última apresentação. 

E assim como os outros o corpo de Mellanie foi desaparecendo.

— Por um moment... 

— Me perdoe Jimin! — ela exclamou e tentou esticar sua mão, mas desapareceu por completo deixando somente ele no terraço daquele hotel abandonado. 

— Mellanie! — ele gritou caindo de joelhos no chão, passou suas mãos por seus cabelos e voltou a observar sua frente torcendo para que aquilo não fosse real. — Mel...

Ele ouviu vozes e suas esperanças voltaram, mas terminaram quando ele viu seus amigos se aproximando.

— Jimin, o que está fazendo no chão? — perguntou um dos amigos e deu risada com os outros. — Você não ficou a noite toda, mas passou dias vindo aqui. O que tinha de tão interessante? 

— Sua grana da aposta está aqui. — o outro jogou uma bolsa cheia de dinheiro no chão perto do amigo.

Park Jimin apenas ignorou todos eles, se levantou e dirigiu-se à escada velha que faltava alguns degraus.

— O que deu em você? — gritou outro. — Por que de repente ignorou esse dinheiro todo? 

— Não faço questão do dinheiro, há outra coisa mais importante que eu nunca mais vou ver. — ele parou no fim da escada e virou para os amigos. — Por que vocês me desafiaram a vir aqui? Idiotas! Eu preferiria nunca ter vindo!

— Amigo, calma aí! O que você tem? Por que ficou tão ignorante? Por acaso viu um fantasma que te assustou? — debochou. 

Jimin ia dar uma resposta, mas caiu de joelhos mais uma vez. 

— Vão se ferrar. — ele murmurou e fechou seus olhos. 


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=5XixPjhGpik
Link da dança que imaginei os dois: https://www.youtube.com/watch?v=vUmIZmRhZoo
^^


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