História Ghosts - Supernatural - Capítulo 3


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Categorias Shelley Hennig, Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Personagens Originais, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Dean Winchester, Demonios, Fantasmas, Mortes, Sam Winchester, Sobrenatural, Supernatural
Visualizações 11
Palavras 1.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey, hey, peoples. Estou de volta com mais um capítulo para vocês e eu adoro esse capítulo demais. Espero que vocês também.

Até as notas finais e boa leitura

Capítulo 3 - Sorrisos falsos escondem terríveis verdades


[Charlottesville, Virginia]

[Um ano atrás]

- Ash, é uma idéia ruim. - Emily sussurrou, como se estivesse com medo de que mais alguém a escutasse. E ela realmente estava.

Ashley encarou a garota, ela também sabia que era uma péssima idéia, mas não tinha nenhuma melhor. E entre uma idéia ruim e outra que a levaria para a cadeia... Bom, ela escolhia a primeira opção.

- Se você tiver outra melhor, Em, pode falar.

Emily bufou, irritada por não conseguir pensar em nada melhor e ter que concordar com Ashley. Ela não entendia como Clarisse e Elisa aceitaram sem nem dizer uma palavra sobre o assunto.

- Eu só acho que isso é muito insensível. Não é certo, Ash.

Ashley revirou os olhos e colocou uma mão no ombro da amiga. Dentre todas as garotas, ela parecia a menos mexida. Quase como se ela não se importasse com o que havia acontecido.

- Emily, a culpa não foi nossa. Nós não podemos ir parar atrás das grades apenas por causa disso.

Emily olhou para a amiga, totalmente desacreditada. Ela não conhecia esse lado insensível de Ashley.

E preferia não ter conhecido.

- É claro que a culpa foi nossa. Ashley, a gente matou uma pessoa.

- Não. Clarisse matou uma pessoa.

Emily encarou a amiga, agora transbordando de raiva. Ashley estava passando de todos os limites que a amizade de todas as garotas tinha.

- O que aconteceu com você? - Emily perguntou. - Todas nós estávamos no carro. Todas nós fomos as culpadas. Você não pode deixar tudo nas costas da Clary.

- Eu sei. Eu sei. Desculpa, é apenas o estresse. - Ashley se justificou. Mas Emily conseguia notar pelo olhar da amiga que não tinha nada a ver com estresse.

O clima tenso entre as duas garotas foi desmanchado pelo som de passos ecoando no gramado.

- Eu só achei três. - Elisa disse, aparecendo atrás de Ashley e Emily, com Clarisse ao seu lado. Ela se referia, claramente, ás três enxadas que carregava nas mãos.

- Tudo bem. Emily está de fora da escavação então, já que odeia tanto a minha idéia. - Respondeu Ashley, pegando uma das enxadas para si e colocando-a na terra, fazendo um buraco logo em seguida, jogando a terra no seu lado.

Elisa colocou uma enxada na mão de Clarisse, que encarava o plástico preto no chão. Por mais que ela tentasse, seus olhos não desviavam de nenhuma maneira.

- Clary. - Ashley chamou a garota que mesmo assim não desviou os olhos. - Clary. - Ashley chamou novamente.

Dessa vez, Clarisse olhou para a amiga.

- Nós temos que fazer isso. Você sabe que temos.

Clarisse balançou a cabeça em sinal afirmativo e apertou o objeto em sua mão.

Só de imaginar que a noite estava indo tão bem antes... Tudo teria dado certo e nada disso estaria acontecendo se Clarisse não tivesse desviado o olhar da estrada na sua frente.

Mas agora tudo já havia dado errado e ela não deixaria suas amigas pagarem por algo que ela fez, por isso ela estava concordando com a idéia de Ashley, que poderia ser realmente considerada insensível.

Ela estava prestes á fincar a enxada na terra quando escutou uma voz atrás de si, fazendo-a congelar no lugar:

- O que vocês pensam que estão fazendo?

[Charlottesville, Virginia]

[Agora]

Clarisse odiava reuniões de família.

Desde os últimos acontecimentos seus pais haviam decidido que a garota precisava conversar mais, ouvir alguns conselhos e historias da familia.

Eles chamavam alguns familiares á cada duas semanas e reunia todos na nova casa. Eram tantos sorrisos falsos e palavras mentirosas que até Cameron ficava incomodado.

Poucas pessoas da família moravam na cidade, apenas uma tia com o marido e cinco filhos - todos meninos.

O resto - primos e tios - morava em cidades vizinhas e não gastavam mais do que duas horas para chegar em Charlottesville.

- Eu não consigo entender por que eles fazem isso - Clarisse disse para seu irmão enquanto passava as mãos pelo vestido básico. Alguns parentes já estavam chegando e ela tinha que ficar em frente a porta, esperando-os.

- Eles querem evitar que mais incidentes ocorram. - Cameron respondeu, entretido na mesa de petiscos que havia sido preparada.

- E por que reuniões em família vão evitar possíveis incidentes? - Clarisse perguntou, a palavra amargando em sua boca. Era estranho chamar o que aconteceu de incidente, como se fosse algo inocente e sem consequências horriveis. Mas era assim que seus pais e todos os seus parentes preferiam chamar.

- Eu não sei. - Cameron respondeu pegando mais um doce da mesa perfeitamente decorada. - Pergunte para nossos pais. Aposto que eles tem uma boa resposta.

- Eles sempre tem uma boa resposta - A garota resmungou e logo depois, quando a campainha da casa tocou, colocou um sorriso no rosto.

Ela andou com passos calmos e lentos até a porta. Empurrando a maçaneta e abrindo a porta, a garota encontrou uma mulher loira e alta com um sorriso enorme e completamente falso.

Atrás da mulher vinha mais pessoas, Clarisse conseguiu contar pelo menos dez.

Droga! Por que sua familia tinha que ser grande?

- Entrem - Ela convidou abrindo mais a porta e se encostando na parede, esperando todos os seus familiares passarem.

Todos a cumprimentavam com sorrisos no rosto, alguns até puxavam a garota para um abraço que ela, sem jeito, retribuia por educação.

Quando o último passou pela porta e se encaminhou até a sala, onde Cameron ainda atacava os petiscos, ela respirou fundo.

Ainda faltava muitas pessoas chegarem, mas ela deixaria com que seus pais os recebessem. A garota já não aguentava manter o sorriso no rosto e só estava com ele por poucos minutos.

- Kathelyne está te encarando descaradamente - Clarisse sussurrou para o irmão quando chegou até ele.

Seus pais finalmente haviam aparecido e cumprimentavam todos, já começando uma conversa longa e entediante.

Kathelyne era uma prima de segundo grau de Clarisse e Cameron. Possuia belos cabelos vermelhos lisos, perfeitamente alinhados e com uma cor viva, mas todos sabiam que eram pintados e lotados de química para fingirem serem bonitos.

Ela nutria uma paixão nem um pouco secreta por Cameron e não se cansava de pagar o papel de idiota e dar em cima dele.

- Eu já percebi. - O garoto respondeu sua irmã, bebendo um gole de refrigerante, sem parecer se importar com os olhares cobiçados que recebia.

Todos também sabiam que Kathelyne se jogava para qualquer garoto que fosse bonito e tivesse um pouco de dinheiro.

- E você não se incomoda? - Clarisse perguntou, esticando a mão para pegar um doce da mesa.

Seus pais, provavelmente, iriam brigar com os dois por terem começado a comer antes de servir as visitas. Mas eles não ligavam para isso. Ultimamente seus pais brigavam com eles por tudo e por nada.

- Não - Cameron respondeu passando as mãos uma na outra, em uma tentativa de limpa-las, e cruzou os braços. - Ela pode me olhar o quanto quiser. Não vai mudar nada em relação ao que eu sinto por ela.

- E o que você sente por ela? - Clarisse perguntou, aquietando as mãos ao, também, cruzar os braços.

- Nada - O garoto respondeu, indiferente.

Clarisse voltou seus olhos para todas as pessoas que fingiam estar ali por ela. Seus pais conversavam animadamente com todos, mas ás vezes encarava a garota e seu irmão.

Ela se perguntava por quanto tempo aguentaria aquilo. E algo lhe dizia, talvez sua consciência, que não seria muito.

***

Dean tomou um último gole, acabando com uma garrafa de cerveja.

Ele só conseguiu encontrar um único bar na cidade. Pelo o que seu irmão havia dito, a cidade era um lugar se familia, e não teria um bar á cada esquina.

Ele não acreditava que havia deixando Sam trazer ele para uma cidadezinha onde não tinha nem bar direito. E ele só havia visto duas mulheres no local. Uma delas era a balconista que parecia ter cerca de quinze anos, o que a deixavam "invalida" para ele.

Também segundo seu irmão, as mulheres só iam se divertir em uma boate perto da faculdade. A maioria delas, as garotas que frequentavam a boate, eram estudantes e iam apenas para juntar o grupinho e conversar.

Então, basicamente, aquela era uma das cidades mais entediantes que ele já havia visitado.

Dean se levantou do banco e deixou o dinheiro do que havia tomado no balcão. Ele saiu do estabelecimento logo depois.

A noite lá fora estava um pouco fria, as estrelas brilhavam no céu iluminando toda a rua, tornando os postes de luz completamente inuteis.

Ele passou a andar com passos rápidos em direção á pousada, já deveria passar das duas da manhã. Havia deixado o Impala na pousada, sob o cuidado de Sam, pois o bar era apenas duas ruas depois de onde ele estava hospedado.

Dean apenas esperava que seu irmão não houvesse pegado o carro, ou pior, ter deixado alguém roubar.

A maioria das casas estavam com as luzes apagadas, provavelmente todos já estavam dormindo.

Os passos do Winchester ecoavam pelo local, possivelmente pelo silêncio que estava estabelecido na rua.

A cena até poderia ser comparada com um filme de terror, onde um assassino estaria escondido esperando o momento certo para atacar.

Um grito soou, aterrorizado e desesperado, cortando o ar e toda a calmaria que antes se fazia presente.

Dean parou no meio da rua, olhando para todos os lados e tentando, inutilmente, identificar de onde o grito havia vindo.

Outro soou. Dessa vez ele conseguiu identificar o que parecia ser uma mulher gritando socorro. Mas o som parecia vir de todos os lugares, era impossível ter certeza de onde vinha.

Sem pensar muito bem, o homem correu até a pousada. Os gritos pararam ao mesmo tempo em que Dean chegou á sua pousada, deixando tudo em um completo silêncio.

Ele poderia achar que havia imaginado ou que os gritos vinha de jovens se divertindo - quem seria ele para julgar o modo de diversão das pessoas.

Mas o corpo no chão - em uma posição anormal - provava que era real.

E que uma jovem garota havia acabado de morrer. 


Notas Finais


É que comigo as tragédias acontecem rapido. Eu amo demais o Cameron, gente.

Espero que tenham gostado, gente e não se esqueçam de favoritar e me contar nos comentarios o que estão achando.

É só isso, gente, até mais.


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