História GhostStories - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Ghost, Horror, Hoseok, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjoon, Seokjin, Suga, Sugamonjin, Suspense, Taehyung, Taeseok, Terror, Yoongi, Yoonjin
Visualizações 243
Palavras 1.983
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


lemon terá lá pelos capítulos 20

sla né

ta perto? +/-

Capítulo 6 - 0.6 - Ride


- Hobi, acorda! - Tae falava com a voz trêmula, já que o medo começou a tomar conta de si.

Ele tinha medo de escuro, e esse medo só passava quando seu irmão lhe abraçava e cantava para si. Ele ficava bem pertinho do ouvido de Tae, cantarolando letras de músicas nas quais ele lembrava vagarosamente - e até algumas vezes, misturando músicas umas com as outras.

O coração de Tae palpitava de tanto medo, mas ele se acalmou um pouco assim que seu irmão acordou.

Por sorte, a bateria do seu celular estava em 70%, seria o suficiente para passar a noite junto com seu irmão - mas, amanhã será o segundo dia de aula, então eu acho que a alegria deles durará um pouco menos do que esperavam.

- Faltou luz? - Tae murmurou um 'sim'. - Quer que eu cante para você? - Hobi puxou Tae delicadamente para si, aninhando o mais velho com seu corpo.

Já bem coladinhos e quentes, os dois respiraram fundo, com Hoseok já preparado para cantar.

Mas na primeira palavra que Hoseok iria dizer, alguém bate na porta.

Era exatamente uma três da manhã e alguém bateu na porta.

Tae ficou extremamente intrigado, e com razão. Quem seria a uma hora dessas?

Uma luz rosa atravessou o vidro de enfeite da porta e as frestas, adentrando o escuro da casa e fazendo o cômodo da sala brilhar minimamente.

- Filho, abre aqui! Mamãe chegou! - Não podia ser.

A voz da mãe daqueles dois irmãos foi ouvida em alto e bom som, e para descrever a sensação que Hoseok sentiu, não tinha palavra alguma. Já para Tae, era diferente.

Hoseok parou por um momento, segundos antes de explodir de ansiedade e felicidade. 

- Mamãe voltou! - Exclamou, fazendo Tae estranhar.

Para Tae, aquilo era uma pegadinha de mau gosto. Ele não acreditava que sua mãe estava ali, já Hoseok não parecia estar desse jeito. O mais novo tinha um sorriso no rosto e só faltava explodir por isso, já Tae, sentia um calafrio percorrer sua espinha.

Tinha algo errado, Tae conseguia sentir.

- Filho, abre a porta, mamãe está com saudades. - A voz se pronunciou novamente, e naquele momento, lágrimas de Hoseok estavam prestes a cair.

- Eu também estou, mãe! - Hoseok se levantou para ir abrir a porta, mas no meio do caminho, Tae correu até ele e segurou sua mão. - O que foi? A mamãe está lá fora! - O repreendeu, tentando se soltar.

- Hoseok, para um pouco, escuta... - Os dois ficaram em silêncio, tempo o suficiente até aquela luz rosa apagar.

O silêncio se instalou de maneira ensurdecedora, até que um barulho que fez até o último pelo de Tae se eriçar, ser ouvido pelo mesmo. Mais alguns passos para frente, Tae conseguiu ouvir barulho de facas se chocando uma na outra, até que este som parou.

Silêncio, novamente.

Mas este silêncio foi breve, e até demais.

- Não vai abrir a porta para sua mãe? - A voz perguntou, fazendo Tae recuar. - Que criancinhas mais mal educadas... - Disse, dando uma risada que mudou o tom da voz no mesmo instante.

A voz virou algo grave e rouco, não como a de uma mulher ou homem, e sim, de algo não humano.

Tae deu passos para trás junto com Hoseok quando, o que quer que seja que estivesse ali, passou a bater na porta repetidas vezes. Tae subiu as escadas e Hoseok se escondeu dentro do armário, apenas observando a porta da sala por uma fresta.

Uma criatura de capuz e foice quebrou a porta e passou por ela, flutuando. Hoseok com certeza engoliu tudo o que tinha para engolir e apenas respirou bem fundo sem emitir qualquer barulho. 

O desespero do mais novo só aumentou quando viu a criatura subir as escadas, sumindo na escuridão.

Taehyung... Não. 

[...]

Assim que encontrou o diário de fantasmas - apelido que Jin deu especialmente para aquele livro cheio de escrituras e desenhos -, Tae abaixou a luz do celular e se escondeu entre roupas jogadas e cabides de casacos dentro do armário, se focando em procurar aquele fantasma.

Mas... Ele nem ao menos conseguiu olhar para ele, e nem sabe o nome.

Como ele iria encontrar aquele fantasma dentro daquele livro?

*Você tem uma nova mensagem:

- Se não correr, Babasare irá te pegar

Não quer ficar para ver o que ele irá fazer, não é? - Número desconhecido*

- Babasare? Deve ser isso! - Ouviu a porta do seu quarto se aberta lentamente, apenas aumentando seu medo internamente junto com a ansiedade. - Achei! - Exclamou baixo, apenas para si mesmo.

''O fantasma de Babasare

Quando eu era criança, mamãe me deixou de babá de um homem alto e de cabelos longos.

O que mamãe não sabia, era que ele não respirava mais, mas nem eu notei isto no começo.

Ele tentou me tocar de várias formas indecentes e perturbadoras, mas além de ter me esquivado de todas, eu me tranquei no quarto.

Do lado de fora, eu conseguia ouvir o amolar de suas facas e eu jurei que aquele seria o meu fim, mas por sorte, eu consegui saber seu nome, e quando eu disse três e altas vezes: ''Saia Babasare'', ele sumiu. E por sorte, minha mãe tinha chegado de seu trabalho logo depois que ele tinha sumido.

Devia ter sido uma coincidência, mas eu nunca soube direito.

Espero que ele nunca mais volte, e bem, espero que ninguém chame por ele.''

- Péssimo lugar para se esconder, pequeno Tae.

[...]

Tae sentiu seu pescoço se apertar assim que a mão do fantasma lhe agarrou. Seu corpo ficou acima do chão, seus pés não tocavam o solo. 

Mas em nenhum momento, ele largou o diário fantasma.

Tae estava com medo, trêmulo e sem ar. O que ele mais queria era puxar o ar com todas as forças que tinha, ou até mesmo, abraçar seu irmão.

Abraçar seu irmão era solução para tudo, mas agora, ele não estava ali.

Teria que fazer as coisas por si só.

Já podia sentir seu rosto ganhar uma cor roxa, seu sangue não corria para lugar nenhum, estava preso, não corria para lugar algum.

Ele via nitidamente o sorriso de Babasare, e então, ele levantou sua outra mão que portava sua foice afiada, pronto para acabar com a vida de Tae.

- Você nem sabe brincar de esconde-esconde, que tipo de criança é você? - Riu, pronto para fincar a lâmina em Tae, mas algo o impediu.

Hoseok pegou a primeira coisa pesada e grande que viu - que foi uma cadeira de madeira -, e bateu contra o fantasma - que por incrível que pareça, não o atravessou como sempre é visto nos filmes.

- CORRE! - Hoseok puxou a mão de Tae, obrigando-o a levantar e agarrar o diário fortemente.

Correram até o andar debaixo, atravessando a porta já quebrada e deram de cara com a rua. Encararam as ruas escuras e os postes que ganharam a luz rosa, iluminando o escuro por ali.

- Para onde vamos?! - Hoseok perguntou, com o desespero habitual.

- Vamos para casa do Namjoon, precisamos dele, agora! 

- Mas-- - Hoseok se interrompeu ao notar que Babasare estava bem ali, na porta da casa deles, encarando-os com um sorriso psicótico.

- Vamos brincar de pega-pega, crianças? - Estralou seu pescoço, apertando o cabo de sua foice. - Está comigo. - Ele se aproximou rapidamente atrás dos dois irmãos, voando rapidamente até eles e fazendo-os correr pelas ruas.

Seria cômico a cena de um garoto de boxer rosa e o outro apenas de moletom correndo no meio da rua, se não tivesse uma criatura encapuzada voando atrás deles.

Eles correram e viraram tantas esquinas até a casa de Namjoon, que nem perceberam que Babasare não os seguia mais.

Seu alvo mudou, e estava tão perto deles quanto eles pensam.

[...]

- Namjoonie? - Uma voz manhosa chamou a atenção do loiro, que logo, largou o celular.

Ele mexia no celular já fazia horas, e a uma hora atrás ele conversava com Jin, mas ele parou de lhe responder quando a sua internet acabou.

Sua mãe também tinha saído, então, ele estava sozinho ali.

- Nammie, abre a porta, eu sei que você está aí. - Uma luz rosa preencheu as brechas da porta e as janelas, iluminando a sala de estar aonde Namjoon estava. 

- O que faz aqui? - Perguntou, bloqueando o celular e deixando por cima do sofá.

- Eu vim brincar com você, algum problema? - Jin riu. - Vamos brincar, Nammie.

- Brincar?... - Os hormônios de Namjoon se afloraram, fazendo ele se arrepiar.

- Sim, abre a porta e podemos brincar do que você quiser, Nammie. - Chamou seu nome de forma manhosa, de modo bem sensual.

- Eu estou-- - Mãos agarraram a boca e os braços de Namjoon, puxando-o para trás.

Ele passou a se debater e a entrar em pânico, até perceber que eram Tae e Hoseok que lhe seguravam.

- O que fazem aqui? - Falou, quase como um grito.

- Fala baixo! - Tae alertou, respirando fundo. - Aquele não é o Jin, é um fantasma. - Namjoon arregalou os olhos.

- Mas tem a voz dele, como não pode ser ele? - Suspirou, olhando de relance para a porta.

- Eu não sei, mas-- - Foi interrompido pela voz do fantasma, este que se passava por Jin.

- Você não vai abrir a porta? - Ele riu. - Então, vamos ter que brincar de outra forma. - Não demorou para que Babasare estivesse quebrando a porta, mas ela não iria cair tão fácil, já que a madeira era muito mais dura e de uma qualidade maior.

- Vamos subir! - Namjoon disse, e todos subiram as escadas correndo e se trancaram dentro do banheiro, já que aquela era a única porta de aço. - Está com o diário fantasma? - Tae assentiu. - Então, começa a ler isso!

- M-mas eu já li e-- - Hoseok o interrompeu.

- Como assim diário fantasma? - Os dois se entreolharam, respirando fundo.

- É uma longa história. - Deu uma pausa, pegando o diário e abrindo-o na página que Tae marcou. - "[...] Ele se passa por quem você mais gosta, apenas para te iludir e fazer abrir a porta para ele. Uma de suas características é a luz rosa, que é usada para te cegar, para te persuadir.

Anos depois, eu descobri que eu não fiz ele dormir, só a presença de um adulto pode fazer isto, já que Babasare apenas persegue crianças.

Espero que minhas crianças fiquem bem. Eu amo vocês.

Me desculpem, por tudo." - Ao Namjoon terminar de ler, ele pôde ouvir passos se aproximando do banheiro. - Eu tive uma ideia. - O loiro se levantou, indo até a banheira e ligando a água no último nível de "quente". - Peguem, e quando eu mandar, batam nele com isso. - Deu uma vassoura e um rodo para os dois, estes que apenas assentiram com certo receio. 

- Namjoonie? Vamos brincar! - Babasare ainda imitava a voz de Jin, e então, ele parou na frente da porta.

- Você quer brincar? - Babasare riu. - Então, vamos brincar, you motherfucker! - A porta foi aberta. - Agora! - Tae acertou a vassoura na barriga do fantasma e Hoseok em suas costas, o empurrando direto para banheira.

Ele caiu dentro dela, fazendo a água quente transbordar. Estava tão fervente que a pele do fantasma estava passando a se corroer, e aos poucos, ele afundava e se afogava ali mesmo.

O silêncio se instalou, e pelo o que parecia, eles tinham derrotado Babasare.

Bom, foi o que acharam.

Em um suspiro de alívio - que foi breve -, o fantasma emergiu da água com a foice na mão, pronto para arrancar a vida dos garotos.

Era o fim deles.

Todos fecharam os olhos e aguardaram a lâmina corta-lhes completamente, mas nada aconteceu.

A luz tinha voltado, e quando tiveram a chance de respirar, ouviram um grito feminino ecoar por toda casa.

- O QUE FIZERAM NO MEU BANHEIRO?!?!?!



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