História GhostStories - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Ghost, Horror, Hoseok, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjoon, Seokjin, Suga, Sugamonjin, Suspense, Taehyung, Taeseok, Terror, Yoongi, Yoonjin
Visualizações 231
Palavras 2.307
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - 0.9 - Do not go in there


- O professor não voltou até agora. - Jimin disse, olhando o relógio em seu celular. - Já se passaram vinte minutos.

- Será que algo pegou ele? - Jaebum, o garoto na qual o professor gritou pelo nome, perguntou assustado.

- Vocês acreditam mesmo em fantasma? - Jin tentou se fazer de desentendido para não chamar atenção, mas estava mais tenso que todos ali. - Puff, que coisa mais infantil.

- Deveriam acreditar, crianças. - A voz de Jungkook soou na mochila de Jimin, assustando Jaebum.

- O-o que tem na sua mochila? - Perguntou, agora, sentindo a aflição lhe preencher.

- É só meu urso que fala ao aperta-lo, meu material deve ter pressionado a barriga dele. - Jimin apertou a barriga do urso assim que ele se encontrava em sua mão.

"Eu vou matar você." - O urso aterrador falou, com uma expressão sorridente e assustadora.

- Viu? Nada demais. - Guardou Kookie novamente, voltando à conversa. - Que tal irmos procurar o professor?

- Como? O diretor deve estar lá fora, ele não deixaria a gente passar. - Namjoon disse, como se fosse óbvio. 

- E quem disse que vamos pelo pátio principal? - Jimin sorriu sugestivo.

[...]

- Argh! De quem foi a ideia de irmos entre a mata? - Tae reclamou, apertando mais ainda o seu livro.

- Se eu te falar você não acredita. - Namjoon recebeu um tapa de Jimin, mas não doeu tanto.

Eles se encontravam agachados e andando entre as moitas e árvores, e logo, estariam atrás da escola velha.

O único problema era que a água tinha feito do campo de terra um completo aterro de lama, e ficar agachado ali não era uma das melhores coisas.

- Tá, antes de entrarmos, podemos falar com o Kookie? - Tae perguntou assim que avistaram a janela na qual entraram da última vez.

- Oh, sim. - Jimin tirou-o debaixo de sua camisa, estendendo-o para Tae.

- Kookie, você pode nos dizer que fantasma é este? - Perguntou, obtendo uma risada maldosa dele.

- Eu não falarei nada! Não ajudarei humanos, nunca! - Disse, virando o rosto.

Tae quis arremessa-lo no chão, mas desistiu assim que ouviu um grito vindo do lado de dentro da escola velha.

- Você precisa nos ajudar! - Jin exclamou, pegando-o da mão de Tae. - Por favor!

- Hm... Vou pensar. - E mais um grito foi ouvido. 

- Anda logo! - Jimin pediu dessa vez, e logo, Kookie suspirou.

- Argh, tudo bem! - Se pudesse, Kookie revirava os olhos. - O nome dele é Akagami Aogami, podem procurar. - Tae começou a folhear o diário, até que encontrou a página certa.

- Tudo bem... - Respirou fundo, antes de começar a ler.

*Papel vermelho, ou papel azul?

Lembro-me quando fui ao banheiro, escutei alguém me perguntar se eu queria o papel azul, ou o vermelho.

Pessoas já tinham desaparecido naquele mesmo banheiro, na quarta cabine. Eu não podia deixar aquilo passar em branco, eu tinha que fazer algo.

E eu fiz.

Entre as duas opções, nenhuma delas termina como algo bom.

Se você escolher o papel azul, você se sufocará até ficar azul. Se escolher o vermelho, seu sangue jorrará até tudo ficar vermelho. Se você escolher outra cor, será puxado para o inferno e nunca mais poderá voltar.

Admito que tomei as piores das escolhas em escolher a cor amarela, mas mesmo assim, eu venci.

Para fazê-lo dormir, terá que preencher uma garrafa com água e dizer as palavras certas, selando-a com um papel.

Eu temo que um dia ele volte.

Eu temo que um dia, ele faça as mesmas perguntas que fez para mim, para algum de vocês.

Por favor, escolham certo."

- Alguém tem uma garrafa? - Jin perguntou, e todos negaram. - De dez à zero, o quanto estamos ferrados?

- Talvez tenha uma garrafa lá dentro, tem que ter. - Namjoon suspirou. - Mas e a água? Não tem em lugar nenhum. - Kookie riu, atraindo atenção para si novamente.

- Não vai dar tempo de buscar em outro lugar, não é? - Debochou. - Vocês estão condenados.

- Argh! - Jimin se irritou, pegando e apertando Kookie com força. - Cala a boca, você não sabe de nada. - O enfiou em seu bolso, já sendo o primeiro a entrar pela janela.

Como esperado, assim que todos entraram a janela se trancou, dando a indicar que ali sempre seria uma passagem de ida sem volta para eles.

Bom, agora não poderia ficar pior.

[...]

Chegaram até o banheiro, com Tae na frente, Namjoon atrás - e ao seu lado, o Jin - e Jimin por último.

Tae apertava o diário, e quando se aproximou da porta do banheiro masculino, respirou fundo antes de abrir a porta.

Bem, a quarta cabine estava fechada, e parecia ter alguém ali.

Inclusive, os gritos pararam, e não tinha ninguém gritando por aqui.

Por quê?

- Não entrem aí! - Uma voz atrás de Jimin alertou, e logo, ele virou para trás.

Uma menina de cabelo curto e azul, de vestidos escuros e um olhar penetrante, estava flutuando ali. Ela se aproximou e isso fez Jimin empurrar todos para dentro do banheiro.

- Não entrem, saiam daí! - Ela tentou se aproximar novamente, mas a porta se trancou.

- Quem era ela? - Jin perguntou assustado.

- Era a Hanako. - Tae disse, com calma, já que ele não sentiu medo dela.

Ela estava tentando apenas alertar eles, nada demais.

Mas bom, eles não ouviram.

A quarta cabine se abre, revelando Yoongi e Hoseok ali dentro.

Namjoon e Jin não entenderam o porquê deles dois estarem dividindo a mesma cabine, e Tae não preferiu perguntar por questão de que ele não sabia se deveria ou não, mas ele estava prestes a brigar com Hoseok.

- O que fazem aí? - Tae perguntou, tentando se esquivar dos olhos do pálido.

- Eu senti vontade de ir no banheiro, só que fiquei com receio e Yoongi veio comigo, só que eu vi uma coisa aqui dentro e... O que vocês fazem aqui? - Hoseok cruzou os braços. - Você me deve explicações do que faziam aqui da última vez.

- Nós viemos aqui para procurar o professor, e também, não é da sua conta! - Tae disse irritado, cruzando os braços. - Saiam daí, agora!

- Você é chato. - Yoongi disse, dando um passo, mas ele não conseguiu sair de dentro da cabine. - O quê? - Tentou sair, mas foi como se tivesse uma parede invisível bloqueando a passagem. - Nos tirem daqui! - Começou a bater na tal parede, mas eles não saiam dali por nada.

- Papel vermelho ou papel azul?

[...]

- Papel vermelho, ou papel azul? - Naquele momento, a voz que saiu de dentro da privada atrás de Yoongi e Hobi fez eles congelarem.

- TIREM A GENTE DAQUI! - Começaram a se debater dentro da pequena cabine, mas eles não iriam sair de lá de maneira alguma.

- Namjoon, Jimin! - Jin os chamou, indo correndo até os outros dois.

Tentou entrar, mas parecia que tinha uma parede invisível e impenetrável impedindo a passagem. Ele deu ombradas, bateu seus punhos contra a tal 'parede', tentou até mesmo chutar, mas nada. Se nem Namjoon, que era o mais forte dali, conseguiu, imagina Jin e Jimin?

- Vamos! - Jin gritou mais uma vez, e ao seu comando, os três tentaram derrubar o que quer que estivesse impedindo o caminho.

Eles foram jogados para longe após o impacto de seus ombros, caindo todos desacordados no chão.

Tae não sabia o que fazer, apenas olhava aquilo com muito medo. Como ele poderia tirar seu irmão dali de dentro? Como ele poderia parar esse fantasma? Como ele salvaria quem mais ama?

- Tem que ter uma garrafa por aqui... - Disse a si mesmo, andando por todo o lugar, até que achou uma garrafa dentro de uma das cabines.

Achou por sorte, pois ele não tinha esperança alguma. 

- Água, onde tem água? - Olhou envolta, mas não tinha sequer uma torneira naquele banheiro, ou até mesmo, água dentro das privadas.

- Tae! - Hoseok gritou, atraindo a atenção de seu irmão.

O chão abaixo de Yoongi e Hoseok se abriu, formando um buraco colorido que os sugou para dentro. Os dois caíram ali, mas Hoseok conseguiu se segurar num cano, enquanto Yoongi segurava fortemente suas pernas.

- Tae, você precisa nos ajudar! - Hoseok tentava se manter erguido, mas suportar o seu próprio peso e o de Yoongi não era fácil.

Sua mão iria vacilar daqui a um tempo, fora que aquele buraco fazia força para suga-los para baixo, como se alguma força tivesse puxando-os.

E realmente estava.

- Papel vermelho, ou papel azul? - A voz tornou a pergunta, fazendo Hobi olhar para baixo.

Tinha algo lá no fundo, ele podia ter certeza, mas o mais estranho não era isso, o mais estranho era saber que ele estava passando por aquilo, que realmente, um fantasma estava prestes a puxar o seu pé.

- Papel vermelho, ou papel azul? - Hoseok ponderou sobre sua resposta, até que não optou por nenhuma das duas.

- Eu escolho amarelo! - Disse, e tudo parou.

O silêncio reinou, tudo parou, exatamente tudo. Tae se encontrava tenso, ele não tinha acreditado no que tinha acabado de ouvir.

Hoseok cometeu o mesmo erro que seu pai escolhendo uma outra cor - e por ironia do destino, seu pai optou por essa mesma cor.

- Amarelo?... - O silêncio reinou assim que a voz recitou a palavra, e então, um estrondo foi ouvido. - AMARELO?! - Gritou de forma histérica.

Mãos agarraram a garganta de Yoongi, puxando-o para baixo e tapando sua boca. Logo depois, agarraram as pernas de Hoseok, forçando-o para baixo, puxando-o com força, força o suficiente para fazer sua mão começar a ceder.

Conforme ele ia sendo puxado, sua mão largava cada vez mais o cano, fora Yoongi, que lhe puxava para baixo tentando lutar contra as garras que lhe puxavam. A força que ele botava naquela mão era extraordinária, já que sua vontade de sair dali era igualmente grande.

- Tae, me a-ajuda... - Tentou ser erguer, mas fora puxado novamente.

As mãos arranhavam sua cintura, começando a ir para os seus ombros e puxa-lo mais ainda.

- Não, Hoseok! - Tae caiu de joelhos ao ver seu irmão começar a chorar.

O desespero de Tae só aumentou. Tudo o que ele passou começou a ser repassado em sua mente, exatamente tudo. Todos os momentos em que esteve com seu irmão, nos mais difíceis até os mais carinhosos e doces.

Só de pensar que isso poderia acabar, acabar ali, naquele instante, Tae desmoronou.

- Por favor, não... - Hoseok largou o cano, sendo puxado para a escuridão junto com Yoongi. - Hobi... Não. - Suas lágrimas caíram, não dando espaço ou espera, apenas iam caindo como uma torneira recém aberta.

Os pingos de água se juntaram na ponta de seu queixo, formando gotículas que caíram na boca da garrafa e adentraram para dentro.

Naquele momento, as lágrimas de Tae finalmente pareciam fazer sentido.

Com um brilho interno, Tae respirou fundo, olhando para garrafa.

- Água... - Olhou para cabine, vendo que ainda tinha chances de salvar seu irmão e Yoongi. - Por favor, dê certo. - Se levantou, erguendo a garrafa bem à sua frente. - Não escolho azul ou vermelho, eu que recitarei suas cores de uma forma menos vingativa. Venha à superfície, limpe as impurezas! Venha à superfície, limpe as impurezas! - O buraco começou a brilhar intensamente conforme Tae recitava as palavras, e aos poucos, tudo pareceu parar.

Naquele mesmo momento, todos os sanitários e torneiras da escola velha começaram a transbordar de água, inundando tudo por ali.

- Vamos, suba! - Mandou, e aos poucos, uma água suja subia pelos canos subterrâneos, adentrando a garrafa, que Tae selou com um pedaço de papel.

Assim que o selo lacrou a garrafa, Tae caiu desacordado no chão. A última coisa que ele viu, foi Hanako sorrindo para ele, antes de se trancar na quarta cabine, e assim, apagando de vez.

[...]

Abrindo seus olhos devagar, Tae enxergou as costas nuas de seu irmão que estava sentado sobre a cama. Ele parecia pensativo, e de alguma forma, inalcançável.

Inalcançável, mas não para Tae.

O moreno não esperou até avançar em seu irmão e abraça-lo por trás, atraindo sua atenção no mesmo instante.

- Você acordou... - Hoseok sussurrou, audível o suficiente para ele ouvir.

- Sim, e pelo o que pareceu, aquilo foi um pesadelo. - Disse, antes do silêncio reinar.

Depois de longos minutos abraçados, Tae foi para frente de seu irmão, sentando em suas coxas e apreciando sua feição.

- Eu achei que fosse perder você... - Disse, sentindo o nó começar a se formar em sua garganta.

- Eu também. - Disse, deixando uma lágrima escapar.

Tae não perdeu tempo em tirar aquela lágrima dali, limpando-a com cuidado, como se a pele de Hobi fosse de porcelana.

- Nunca mais me assuste desse jeito. - Disse, suspirando.

O silêncio pairou mais uma vez, e quando menos esperavam, seus lábios já se encontravam em uma sincronia única que só eles sabiam como fazer.

A dança lenta que Tae achou que nunca mais iria experimentar naquele momento de medo. Aquele beijo que ele, por um segundo, temeu nunca mais experimentar.

Hoseok, sem quebrar o beijo, deitou Tae por baixo de si. 

Seu abdômen ia e vinha contra o de Tae. As pernas estavam entrelaçadas, roçando umas nas outras. O lugar estava começando a ficar quente, extremamente quente, assim como Tae sentia a língua habilidosa e quentinha de Hobi.

Hoseok estava ficando excitado, e mais ainda por senti o corpo com curvas quase femininas de seu irmão, isso o enlouquecia. 

Quando o ar faltou para os dois, Hoseok mudou seu trajeto para o pescoço imaculado de Tae, dando chupões fortes e marcantes, e ao mesmo tempo, fazia questão de seu irmão sentir sua ereção em sua coxa.

- H-Hobi!... - Exclamou manhoso, apertando os ombros de seu irmão. - Você está... - Parou de falar, já sentindo seu irmão subir o olhar até o seu.

- Me desculpe, mas eu não consigo evitar. - Disse, lambendo os lábios.

- Isso é errado, não é? - Perguntou, com uma inocência que Hoseok não sabia distinguir se era falsa, ou não.

- Se é errado, então eu sou a pessoa mais errada do mundo.



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