História Giltair - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 15
Palavras 2.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, to começando agora.. meu primeiro texto. Não se preocupem com as descrições dos personagens, nos próximos capítulos eles serão descritos melhor. Depois conserto os erros de português!. Flw.

Capítulo 1 - Início


No meio da madrugada, mais um daqueles pesadelos reais, o quarto, se houvesse o quinto sabia que não seria nada bom. Um corredor largo e longo iluminado por tochas e uma porta no final, só havia aquela ao que parecia, ande, no meio do caminho num piscar de olhos a porta estava em sua frente, abra, teve certa dificuldade, porta de aço, pesada e grande mas por fim conseguiu abrir. Um grande salão retangular, parecia da realeza, com vários armamentos nas laterais, um enorme tapete roxo que ia até o final do salão,  no final três tronos que pareciam vazios e paralelo aos tronos, no alto da parede, três enormes vitrais representando cada ocupante do trono e logo acima um vitral circular que não tinha nada, havia um homem encapuzado no meio do salão, não era tao alto e suas mãos eram negras.

- Escolha sua arma. Disse o homem.

- Eu não sei qual escolher.

- Ande pelo salão, escolha uma diferente das que já escolheu.

 Havia tantas nas laterais do salão, de medievais a tecnologicas, que demoraria bastante tempo para listar todas. Andando pelo salão se deparou com um bastão, parecia de aço mas era leve e não teve dificuldade para ter em suas mãos.

- Tire o meu capuz com o bastão. Disse em voz alta, ecoando pelo salão.

- Você está desarmado não posso fazer isso. Dizendo com certo receio por estar em vantage.

- Tire o meu capuz com o bastão. Repitiu no mesmo tom.

 Disparado em direção ao homem, o garoto em punho do bastão desferiu um golpe direto na cabeça do encapuzado que com muita rapidez desviou do golpe e acertou, com a palma da mão, o coração do garoto que logo em seguida caiu ao chão.

- Só porque não ve minha arma, não significa que estou desarmado garoto. Disse seu executor, mantendo a seriedade e mostrando sua lâmina escondida.

O garoto passou a mão em seu peito, sentiu sua camisa molhada, era sangue, sua visão ficou turva e seus sentidos começaram a falhar.

- Está não era sua arma garoto.

- Eu nao sei qual a minha arma. Disse o menino com a voz fraca e fazendo força para falar.

- Apenas você pode me dizer garoto, seu tempo está acabando.

- Meu tempo?. Como suas últimas palavras antes da densa escuridão.

 Já era de manhã, acordou assutado, sua mãe estava ao seu lado paralisada de medo por ter sangue na camisa de seu filho recém desperto.

- Mais um daquele sonhos?, já é o quarto seguido. Disse a mãe preocupada e em choque.

- Sim, ele disse que meu tempo esta acabando. Disse o garoto ainda despertando.

- Oque escolheu dessa vez?

- Um bastão. Soando como arrependimento.

- E funcionou?

- Foi mais rápido que as outras vezes. Olhou para baixo, pensativo.

- Devia tentar de novo com a espada, vc parece ser bom com ela em seus treinos aqui.

- Lá é diferente, as coisas são mais reais que meus treinos com a vassoura mãe. Esboçou um sorriso no final.

- Quando seu tempo acabar o que acontece Daniel? Disse a mãe preocupada.

- Espero não ter que descobrir quando dormir.

- Também espero porque você tem muita a coisa a fazer hoje ainda mocinho.  Soltando um sorriso no final.

- Tudo bem, riu, tenho escola né?

-Sim e você esta atrasado.

Daniel foi ao banheiro,nao muito distante de seu quarto, ainda sonolento e confuso com sua morte, tirou sua camisa suja de sangue e se olhou no espelho, nada muito diferente do pescoço para cima. Cabelos cacheados, pele morena, olhos castanhos bem claros. Do pescoço para baixo cicatrizes leves, em sua maioria no peito, mais precisamente onde fica seu coração, algumas delas o atravessou e deixaram marcas em sua costa. Não é forte mas pela leve definição de seu corpo é notável que tenta se manter em forma.

Enquanto tomava banho Daniel parou para refletir, deixando a água do chuveiro correr sobre o corpo, e ficou impressionado com a precisão e agilidade ímpar do homem que há tanto tempo vem ocupando seus sonhos. No início eram apenas artes marciais, de todos os tipos, treinamentos rápidos que o rapaz de 17 anos nunca entendeu como aqueles sonhos afetavam sua vida real, houve vezes que ia ao hospital por se tratar de alguma coluna quebrada ou luxação em um membro. Sonhos que algumas vezes pareciam durar minutos quando na realidade duravam horas, qualquer pergunta dirigida ao homem de capuz sobre os treinamentos e o sonho era ignorada, ele apenas dizia que tinham tempo.

 Seus sonhos começaram quando fez 16 anos, no mesmo dia teve seu primeiro sonho, não entendia o que aquilo significava, era tudo novo, um homem encapuzado que nunca tinha visto ensinando golpes de judô e depois pedindo para aplica lo de modo que o mesmo caísse no chão, não havia sentido mas não cumpriu o objetivo e acordou com dores. No início era aleatórios, não sabia quando iria sonhar e isso lhe causava certo medo ao deitar com o passar do tempo o sonhos aconteciam a cada semana com diferentes lugares e artes marciais, pareciam longos minutos que faziam valer aquele único dia de sonho. Com o tempo passou a treinar fora dos sonhos, em seu tempo livre, na esperança de ganhar do homem encapuzado e acabar com os sonhos e assim ter uma vida normal com sua mae, objetivo que não obteve êxito pois nunca conseguirá ganhar. Quando fez 17 não teve sonhos, parecia um alívio acordar sem nada doendo ou quebrado e ter a vida que tinha antes dos 16, pena que durou apenas um mês e agora se depara com 4 sonhos consecutivos e o mesmo homem, quase treinador, pedindo para escolher sua arma e diz que seu tempo está acabando, será o fim dos sonhos?.

Saiu do banho, renovado pela água e por ser um novo dia. Voltou ao quarto, em direção ao seu armário, abriu a porta e pegou uma bermuda jeans  e o uniforme da escola onde estuda há alguns anos, Colégio Transformadores do Amanhã (S.E.C.T.A) inscrito no meio da camisa, em laranja, com uma grande seta abaixo da mesma cor, em tecido preto como plano de fundo.Saiu do quarto, passou pelo banheiro, alguns passos depois chegou a cozinha onde se sentou a mesa de frente para a televisão e começou a preparar seu café.

" Segundo os moradores do bairro, ninguém viu como a estátua central da praça foi destruída mas foi escutado um grande estrondo. Dayane Ribeiro para o jornal local."

-impressionante, ja é o segundo caso na cidade que ninguém sabe dizer o que é. Disse a mãe surpresa.

- Não acontece essas coisas por aqui. Disse Daniel enquanto comia seu pão.

- Ainda bem, não quero ver essa casa destruída. Disse sua mãe com medo.

- Seria legal ver algo por aqui sendo destruído sem ngm perceber. Soltando um riso no final.

- Seria legal você ir pra escola. Dando a palavra final.

- Seria?.Duvidando com certa ironia e indo em direção a sala.

- O dinheiro e sua chave estão na mesinha da sala, beijos boa aula.

- Tchau mãe!. Dei um grito batendo a porta em seguida.

A escola era longe de sua casa, no centro da cidade, precisava pegar um ônibus e depois uma caminhada de alguns minutos para chegar nela. Chegando no colégio, um pouco atrasado, passou pelo portão, subiu as escadas até o segundo andar, virou a esquerda e seguiu até o final do corredor, todas as salas ficavam do lado esquerdo do corredor, abriu a porta da sua sala e olhou alguns segundos para a sala, nada muito diferente, sala media com janelas na parede de frente a porta, cadeiras e a mesa da professora, mesmos grupos e seu lugar cativo perto das janelas livre, gostava de sentar na janela assim podia ver o movimento lá fora e n ficar tão entediado com aulas chatas. Olhou para a professora e ao seu lado estava uma nova cara na sala, seria aluna nova?, Muito provável, se movimentou até seu lugar, junto dos seu amigos inseparáveis, Robert, Derek e Luis e quando começou a se movimentar foi recebido logo de cara por um cumprimento.

- Fala aí Dan!. Disse Luis, anunciando seu amigo para sala.

- Niel. Disse Derek completando a chamada de Luis.

- Daniel. Acenou Robert com a cabeça sério. - Como está? completou.

- Eai pessoal, como estão?. Respondeu o cumprimento dos amigos. - To bem grandão. Replicou a Robert, devido a seu tamanho.

- Turma, antes de começar a aula gostaria de apresentar a nova aluna da classe. Em voz alta, a professora Érica, se dirigiu aos alunos. - Esta é Cristal e vai estar com vocês deste segundo ano em diante.

- Eai gente, eu sou Cristal.... Só isso. Em tom sério e aparentava sem interesse em se apresentar.

Olhou para a professora e foi tomar seu assento no fundo da sala, no meio do trajeto lançou um olhar sério em Daniel, que a ficou encarando de volta até sair de sua visão.

Daniel tinha aula até uma hora da tarde, após o final de suas aulas ficava dentro do colégio batendo um papo com seus amigos sentados na área livre que o colégio possuía antes do portão de entrada mas hoje era diferente, queria ficar o máximo de tempo possível com seu amigos, arejar a cabeça, esquecer que a noite e o sono existiam, que seu tempo estava acabando. Na maior parte do tempo, entre risadas e papos aleatórios, ficava olhando para o nada, pensativo, estava na metade do seu dia e se fosse seu último?, não tinha como saber.

- O que tá rolando Niel?. Falou Derek, interrompendo a conversa e os pensamentos do angustiado.

- Nada cara, não dormi direito hoje tô com sono. Respondeu, tentando disfarçar.

- Quer um pedaço do meu lanche?. Perguntou Robert.

- Não, to bem valeu. Agradecendo o amigo. - Acho que vou embora. Estendendo a mão para Luis.

- Beleza, vamos todos juntos então. Disse Luis usando o aperto de mão para se por de pé.

A despedida final aconteceu no portão o trio para a esquerda e o sonhador para a direita, em direção ao ponto de ônibus,que para a sua felicidade era daquelas que tinha um banco, quando chegou próximo ao ponto viu uma pessoa sentada, era cristal, a aluna nova. Sentou-se do lado e para sua surpresa.

- Você é o Daniel né?. Perguntou Cristal, em tom baixo demonstrando timidez, quebrando o silêncio.

- Sim, você é a cristal certo? Replicou Daniel. - Como sabe meu nome?. Perguntou curioso.

- A professora disse seu nome na chamada e também, seu amigo fez sua chegada na sala. Soltando um riso no final da frase.

- Ah é o Luís tem dessas, adora me fazee passar vergonha. Abrindo um sorriso no final

- Percebi. Esboçando um sorriso. - Você vai pegar aquele ônibus?. Apontando para o ônibus que estava vindo.

- Sim, chegou rápido dessa vez. Levantando e fazendo sinal.

Entraram no ônibus e foram conversando ao longo do caminho. A nova amiga não morava muito longe apenas um ponto depois de Daniel que ficou impressionado com a rápida afinidade que teve com Cristal. Desceu do ônibus, andou até sua casa e chegando na porta de sua casa começou a ter dor de cabeça que com o girar da chave foi se intensificando, logo que abriu e passou para dentro de sua casa uma voz veio em sua cabeça, em tom grave e de comando, Venha, em seguida Daniel desmaiou.

Estou dormindo?, Esse é o quinto sonho?, Daniel se perguntou de olhos fechados não queria abrir os olhos para confirmar ou dar de cara com o chão de sua casa. Abriu os olhos, uma luz intensa impediu sua visão de onde estava, fechou os olhos, sabia que nao estava em casa, começou a abrir lentamente para que sua visão se adequasse, árvores num tom de ver único, animais que nunca vira antes o observando, se levantou, o que havia o cegado momentos atrás era a luz do sol, estava em uma floresta, com uma grama bem verde aos seus pés e ao seu lado havia arbustos com flores do hibisco mas eram lilás, a sua frente uma trilha se destacando entre a grama verde, Venha, ecoou na mente de Daniel, quebrando seus pensamentos serenos sobre o lindo lugar em que estava, seguiu o caminho, uma reta e uma grande curva, que davam de frente uma grande ponte arqueada de madeira que tinha como final uma pequena ilha no centro do lago e nesta um homem sentado em um enorme pano branco. Daniel foi de encontro ao homem, um pouco com medo de ser mais um desafio ou algo pior, chegando perto o homem de pele clara, cabelo social e barba rala grisalha, aparentando estar na casa dos quarenta anos, acenou com a cabeça para que lucas se sentasse.

-Quem é você. Disse Daniel, um pouco assustado.

- Sua mãe me Conhece por Edgar. Respondeu o homem.

- Minha mãe?. Replicou, agora confuso.

- Sim, sua mãe. Confirmando e assentindo com a cabeça. - Mas isso é assunto para outra hora Daniel. Mudando o tom de voz.

- Como sabe meu nome? A curiosidade de Daniel só crescia.

- Como disse, assunto para outra hora, agora eu preciso que você entenda que os sonhos que você anda tando há demasiado tempo, são reais. Falou sério olhando nos olhos de Daniel.

- Isso eu já sei, tenho as marcas em meu corpo.

- São reais porquê quando você dorme, eles trazem sua alma para cá. Você acha que sonha com algo imaginário, quando na verdade é uma terra real.

- Quem são eles?, Uma terra diferente da minha?. Daniel ficou perplexo não acreditando que se trava de uma terra real.

- Os raidaris estão trazendo você aqui por que querem algo de você, os treinamentos que dão a você são só uma forma de ganhar sua confiança. Sim Daniel, uma terra diferente da sua, agora mesmo estamos nesta terra, se chama Giltair.

- Mas como isso é possível?. Respondeu Daniel transbordando de interesse.

- Nosso tempo está acabando. Disse Edgar, olhando para seu relógio. - Vá até o quarto, vamos deixar uma coisa para você la, use, e se proteja, vamos nos ver em breve.

- Vamos?. O sol começou a ficar mais intenso quase nao podendo mais ver Edgar. - O que está acontecendo?, Edgar!. Gritou em desespero ate não pode mais.

Acordou gritando e briu os olhos, não sabia onde estava, sua mãe dormindo ao seu lado em uma cadeira, um quarto, na parede direita uma janela e equipamentos médicos, um hospital, o que estava fazendo ali?, não sabia, até que sua mãe acordou.

- Daniel!?. Acordou espantada, seu filho estava acordado, chamando os médico de imediato.

- O que houve mãe?, Lembro de ter demasiado em casa mais cedo e agora estou aqui. Falou em voz fraca e sem quase sem forças.

- Filho, isso foi há dois dias atrás.

Daniel ficou surpreso, nunca teve sonhos que durassem tanto tempo assim.

- Com o que sonhou desta vez querido? Falou mais disposta.

- Sonhei com uma floresta e um homem. Ele disse que a senhora conhecia ele.

Sua mãe ficou em silêncio.

Qual o nome dele querido?. Olhando nos olhos de Daniel com uma expressão séria.

- Edgar.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...