História Ginga no Bouken - Volume 1 - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Comedia, Drama, Fantasia, Romance, Violencia
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Palavras 5.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Kochitiwa ! Eu voltei pessoal. Muitos devem ter achado que eu havia parado de vez, já que não postava faz tempo. Eu sei que você pensou isso kkkk. Pois bem, tá aqui mais um capítulo. Não vou poder estar postando uma vez por semana mais, porém, não vou demorar mais tanto tempo pra postar o próximo, eu pelo menos espero que não. Então boa leitura e espero que goste.

Capítulo 12 - Arco Terra - Capítulo 11: Formando uma dupla


Fanfic / Fanfiction Ginga no Bouken - Volume 1 - Capítulo 12 - Arco Terra - Capítulo 11: Formando uma dupla

Depois de tudo o que passamos para chegar até aqui, eu e Arthur sabíamos que não havia outra escolha a não ser seguir em frente e fazer com que o sacrifício que as três fizeram não fossem em vão. Então nós continuamos a subir, faltava pouco para enfim chegarmos ao Grande Templo, que ficava no topo. Enfim, depois de cerca de mais cinco minutos subindo, vimos o final da escadaria e lá vimos um pequeno caminho em linha reta, que levava a uma construção parecido com a de um templo grego, e ao redor, tinha um jardim, com alguns pilares de pedra. Ao chegarmos, estávamos um pouco cansados de ter subido todas as escadas.

- Ufa ! Enfim chegamos. Este é o Grande Templo. Disse Arthur, que apontou para a enorme construção.

- Incrível ! Esse local parece ter sido muito bem construído ! Disse eu, que fiquei encantado com aquele local.

- Lá dentro está o Sábio Nekutarin. Ele deve estar em uma de suas meditações. Precisamos entrar e contar tudo o que está acontecendo para que ele possa nos ajudar. Disse o garoto loiro, que estava um pouco tenso depois de tudo que veio a acontecer.

- Beleza ! Vamos indo então ! Disse Yudi, apertando o seu punho direito e falando com um rosto sério.

Andamos em direção a uma grande porta dupla de madeira antiga, mas antes que pudéssemos chegar perto o suficiente para toca-la, Arthur sentiu algo estranho e me parou no meio do caminho.

- Espera ! Pare ! Disse Arthur, que fez um tom de voz preocupado.

- O que foi ? Alguma coisa errada ? Perguntei eu ao parar de caminhar.

Arthur ficou sem responder. Ele ficou de olhos fechados durante alguns segundos, e depois os abriu, como uma pessoa que acabar de acordar de um pesadelo. Ele correu em minha direção e gritou.

- O que foi cara ? Perguntou eu, que fiquei preocupado com olhar daquele garoto mago loiro.

- Cuidado ! Gritou Arthur, ao pular em mim, nos jogando para fora do caminho da trilha.

Quando Arthur nos jogou pra fora da trilha, uma esfera negra caiu e se chocou com o chão, fazendo uma pequena explosão, que fez um buraco. Fiquei assustado e aliviado por aquela coisa não ter caído em cima de nós dois, e se tivesse, teria quebrado alguns dos nossos ossos com o impacto ou na pior das hipóteses, teríamos morrido.

- Caramba ! Essa passou perto ! Pensei eu, que fiquei com os olhos arregalados de surpreso por ver algo cair do céu do nada.

- Ainda bem que eu senti aquela energia se aproximando de nós. Mas o que diabos foi aquilo ? Pensou Arthur, tentando analisar a situação.

O objeto que havia caído no local era uma esfera de energia negra, que tinha uma energia maligna em seu interior. Em seguida, a esfera começou a brilhar e começou a sugar os pedaços de pedras que estavam em volta. Neste momento, começamos a ouvir uma voz estranha, que vinha da esfera, parecendo que alguém estava recitando um feitiço.

- “Através do meu poder, eu ordeno que seja reanimado novamente para este mundo. Que meu sangue faça-a retornar do submundo, para que possa saciar a sua sede de sangue, destruindo os inimigos em meu nome”.

Ao terminar de recitar o feitiço, as pedras que vinham se juntaram, formando uma criatura de grandes chifres, orelhas e presas, olhos de cor alaranjado, asas de morcego e uma cauda, e sua pele era feita de pedra, sua face era como um demônio, com dentes pontudos e um olhar púrpura ameaçador. Essa criatura era conhecida como “Gargoyle”.

- O quê ? Um Gargoyle ? Disse Arthur chocado.

- Droga ! Justo quando pensamos que não teríamos mais problemas. Parece que não temos escolha a não ser enfrentar essa coisa. Falei eu puxando a espada.

- Você só pode tá brincado né ? Essa coisa tem uns quatro metros de altura ! Falou Arthur, que não gostou muito da ideia.

- Desculpa baixinho, você pode se esconder se quiser, mas para mim... quanto maior o tamanho, maior será a queda. Disse eu com um olhar de confiança.

- Então tá ! Estarei aqui na torcida ! Disse Arthur, que correu para atrás de uma das estátuas.

- O quê ? Você estava falando sério ? Falei ao olhar pra trás e perceber que o garoto mago não estava do meu lado.

- Aaaaah ! Cuidado, atrás de você ! Gritou Arthur, tentando me avisar sobre o monstro.

De repente, o Gargoyle desferiu um golpe com seu grande braço esquerdo, na tentativa de me acertar um golpe enquanto eu estava de costas. No momento em que ouvi a voz de Arthur, saltei rapidamente para frente, desviando por pouco do golpe. Em seguida, virei e fiquei de frente para aquela monstruosidade, que estava me encarando com uma cara horripilante, com seus dentes grandes e afiados e olhos vermelhos. O Gargoyle dessa vez tentou me esmagar com um golpe de seu braço direito, como uma pessoa prestes a dar uma marretada em um prego na madeira. Rolei para o lado esquerdo com rapidez, e o golpe fez um buraco enorme, além um pequeno tremor no chão. Quando me levantei, Arthur gritou de longe para mim.

- Uau ! Está indo muito bem ! Continue assim ! Gritava ele, escondido atrás de uma das colunas de pedra.

- Cale a boca ! Você poderia me dar uma mãozinha aqui, né ? Gritei de volta com um tom irritado.

No momento em que distraí, fui atingido fortemente no estomago pela ponta da cauda do monstro, que parecia uma enorme ponta de lança de cavaleiro feita de pedra, me arremessando longe e me fazendo cuspir um pouco de sangue. O monstro então se aproximou de mim para me atacar com as duas mãos enquanto estava caído no chão, no entanto, quando o golpe estava prestes a acertar, ouvi uma voz vinda de trás.

- Feitiço nº 30: Sphere Barrier ! Gritou Arthur, que estava do meu lado, fazendo uma barreira esférica transparente, que estava segurando o ataque, mas era por pouco tempo.

Quando me levantei, naquele instante, o garoto mago me empurrou para longe, me fazendo rolar um pouco para trás. Me virei para ver, estava Arthur, embaixo da barreira, que estava rachando rapidamente, prestes a quebrar.

- Saí daí idiota ! Gritei desesperado, porém em vão.

A força do Gargoyle era extraordinária. Ele quebrou a barreira e esmagou Arthur facilmente. Eu fiquei em choque. Aquele garoto loiro, que era irritante, agora fora morto, esmagado por um monstro feito com rochas.

- Seu imbecil ! Por quê ? Por quê você me salvou ? Você não me odiava seu idiota ?! Gritava eu, tentando não acreditar naquela cena.

- Sim ! De certa forma, eu não gosto de você ! Agora saia daí e se esconda aqui atrás ! Disse Arthur, que para a minha sorte ou não, estava ileso, escondido atrás de uma coluna caída.

- MAS O QUÊ ? Gritei por ter ficado chocado e bravo ao mesmo tempo pelo ocorrido.

- Cale a boca e vêm logo de uma vez ! Cuidado com as costas ! Disse Arthur em voz alta, me avisando do Ataque da mão direita imensa do Gargoyle.

Desviei com um rolamento às pressas e corri para onde o garoto mago estava se escondendo. Quando cheguei lá, eu estava aborrecido com aquele garoto loiro.

- O que diabos você está fazendo aí atrás ? Eu pensei que você estivesse lá para me ajudar a lutar contra essa aberração ! Disse eu acertando-lhe um soco na cabeça.

- Haa ?! Eu acabei de te salvar seu idiota sem cérebro. Você devia mais era me agradecer por isso ! Mesmo naquela hora em que te salvei usando meu clone na hora que você fez uma burrada e que o Beholder quase acabou com tua raça. Explica ele descontando toda raiva em mim.

- Hein ? Espera, quer dizer que naquela hora também havia sido um clone ? Perguntei surpreso.

- Mas é claro que era ! Você acha que eu iria lá eu mesmo salvar vocês ? Para um grande mago como eu, seria uma perda de tempo para mim.

Quando eu ouvi aquelas palavras, me veio a mente o flashback das garotas que nos ajudaram a chegar até aqui, e vendo a maneira como aquele garoto loiro tratou a situação, me fez ficar com muita raiva. Agarrei Arthur pelo seu cachecol azul claro, e o levantei com as duas mãos.

- Que tipo de herói você ? Você só se importa com você mesmo e deixa as outras pessoas completamente de lado ! Acha que vou ficar agradecido por um mago egoísta como você ? Disse com um tom furioso.

- E você ? Acha que eu vou dar bola para um espadachim meia boca, que é completamente imprudente e coloca todos em risco ? Quem é o idiota aqui ? Respondeu Arthur com outra pergunta.

- Eu não gosto de pessoas egoístas e medrosas como você ! Disse eu me preparando para socá-lo.

- E eu detesto pessoas desmioladas que tentam ir pra cima sem ter nenhum planejamento. Retrucou Arthur, apontando o cajado na minha cara.

De repente, enquanto estávamos completamente distraídos discutindo um com o outro, o Gargoyle surge novamente com uma tentativa de nos pisotear com seu gigante pé feito de rochas. Ao percebemos a aproximação da criatura, saltamos para trás rapidamente, eu consegui me manter firme de pé, mas Arthur acabou se desequilibrando e quase caindo no chão. Olhamos para monstro que rugiu, e ficou nos encarando, mostrando sua face horrenda.

- Hunf ! Vamos deixar a conversa pra depois, parece que teremos que acabar com ele primeiro ! Disse eu correndo na direção do monstro.

- Ei ! Espera, temos que pensar em um plano se quisermos vencer ! Gritava Arthur, mas em vão.

Não pensei em escutá-lo, pois não gostava da maneira que ele agia, então pensei que devia cuidar disso sozinho. Corri em direção ao Gargoyle empunhando minha espada na mão direita. O monstro apesar de ser enorme, era mais veloz do que u Golem ou um Troll gigante, ele de forma rápida, usou sua cauda novamente, mas desta vez, fez um ataque pela direita na horizontal. Percebi e saltei por pouco no ar, e me preparei para atacá-lo sem hesitar. Arthur só conseguia olhar o combate, de repente, ele percebe que os olhos da criatura que eram vermelhos mudaram para um cor púrpura, e analisou rapidamente a situação.

- Os olhos... eles mudaram de cor, e sua boca... parece que está juntando o ar ! Espera ! Conheço esse ataque, é o “Rugido Demoníaco”. Idiota ! Desvie para o lado rápido ! Depois de anaisar a situação como sempre faz, Arthur percebeu que havia algo errado e gritou me avisando de algo.

Eu estava tendo ao máximo não dar ouvidos e apenas foquei em continuar o ataque, o que foi erro. O Gargoyle então rugiu na minha direção. Era um som alto e agudo, mas não era só isso, as ondas de som provocaram uma rajada de vento, que conseguia cortar a pele facilmente.

- Droga ! Ele foi muito descuidado ! Eu ainda o avisei, por quê não me deu ouvidos ? Pensava o garoto mago loiro enraivecido.

- Mas o que diabos foi isso ? Pensei eu, que fui arremessado ao chão, sentindo como se várias giletes cortassem meu corpo.

Eu estava com alguns cortes no corpo, por sorte, minha armadura me protegerá e recebeu a maioria dos danos, ainda bem que ela era bastante resistente. Eu resolvi me levantar rápido pois se demorasse demais, iria com certeza ter chances altas de morrer.

- Acha que vou deixar isso barato ? Eu acabar contigo ! Falei com o monstro, que apenas me olhava com seu rosto apavorante de um demônio e dentes como os de um vampiro. Mas antes de confrontá-lo, Arthur gritou para mim.

- Você não irá vencê-lo assim ! Gritou o garoto loiro vendo o meu estado.

- Cale a boca ! Eu vou derrotá-lo custe o que custar, você vai ver ! Apenas fique olhando. Repondi de forma grossa.

Arthur continuava a ficar com raiva e a se questionar: " Por que ele não recua ? " e " Ele sabe que pode morrer ? ". Esses eram os pensamentos do garoto, que não tinha coragem de se espor ao perigo.

Enquanto isso eu cotinuava a lutar, então pensei em usar a mesma tática que usei contra o Golem de Pedra, com um pequeno diferencial. Eu corria e analisava o monstro. Eu não era um especialista em estratégia ou em combate, mas fui ensinado a olhar os inimigos e buscar o que mais parecia ser um ponto fraco, e ali focar o meu ataque.

- Naquela hora... os olhos dele brilharam e em seguida mudaram de cor... talvez ali seja a sua fonte de energia. Ok ! Dessa vez eu vou mostrar para aquele pirralho que eu posso fazer isso. Pensava eu, monstrando um olhar cheio de confiança.

Corri em volta do monstro, que mais uma vaz, usou sua cauda triangular para me acertar como da primeira vez, mas eu não iria cair nessa de novo. Peguei a minha espada e a virei na posição horizontal, como se fosse um escudo, que me protegeu por pouco, conseguindo prosseguir. Subi em cima de sua cauda de saltei novamente em uma da asa direita do monstro, que quando viu tentou me agarrar, mas fui mais rápido, e saltei por cima, deslizando por cima do braço esquerdo. Corri mais um pouco e o Gargoyle tentou me pegar com o braço direito, mas eu já esperava por isso, antes que pudesse me pegar, pulei para o ombro esquerdo e por fim, saltei no ar acima da cabeça do monstro, que parecia ter ficado desnorteado com as minhas ações. Durante o mergulho da queda, usei minha espada, a criatura tentou me pegar com a mão direita no ar, porém, consegui me esquivar girando em espiral e desferi meu ataque.

-  Hayai katto ! Disse eu fazendo um corte veloz, cortando o Gargoyle feito de rochas ao meio, abrindo seu corpo da cabeça ao abdomên.

Arthur ficou pasmo por ver aquela cena, como se não conseguisse acreditar que aquilo poderia ser possível. Ele olhava impressionado com tal cena.

- Não pode ser ! Ele realmente conseguiu ? Pensava o garoto loiro com um olhar arregalado.

- O que achou dessa ? Eu não falei que eu ia acabar com ele ? Dizia eu fazendo um sorriso.

- Bem, parece que você realmente não estava brincando... Falava Arthur até um certo ponto que o fez se calar.

De repente, o Gargoyle que havia sido partido ao meio, começou a emanar uma energia púrpura de seu corpo em forma de fios, que de alguma forma, reunia os pedaços de rochas caídos no chão, reconstruindo todo o seu corpo rochoso. Muitas coisas naquele dia já não faziam mais sentindo para Arthur. Primeiros os monstros humanóides negros, depois o Beholder, e em seguida, o Gargoyle que se regenera. Era como se tudo fosse um enorme pesadelo sem fim, com tudo de mais absurdo que pudesse existir.

- Zé espadachim ! Desvie ! Gritou Arthur para mim, que estava de costas para aquela monstruosidade.

- O que ? Eu o parti ao meio ! Como ele conseguiu se recompor ? Pensava eu chocado ao me virar para trás.

O Gargoyle não esperou, ele de forma agíl usou seu braço direito, elevando-o até o ombro esquerdo e fez um ataque na horizontal, que não me deu tempo de desviar, me acertando e arremessando contra os escombros das pilastras. Depois disso, o monstro olhou para Arthur, e se preparou para atacar o garoto com um soco de sua mão esquerda.

- Sphere Barrier ! Gritou Arthur, tentando fazer o campo de força transparente antes do ataque atingí-lo.

Porém, mesmo tendo conseguido fazer a barreira a tempo, ela foi quebrada facilmente, fazendo ser lançado para longe com a força do golpe. Durante o momento em que o garoto mago estava sendo lançado pelos ares, ele começou a repensar várias coisas em sua mente.

- Droga ! Eu usei muita magia durante as lutas, por isso ela foi quebrada tão facilmente. No fim, parece que desta vez não vai ter jeito, eu acho que vou morrer aqui.

Quando eu tinha oito anos, eu morava em uma pequena vila chamada “ Bridges”. Meus pais já haviam falecido, e meu avô era a única pessoa na qual eu pude me apoiar. Ele era um mago poderoso e sábio, além de ser muito bondoso e humilde. Ele me ensinou sobre a magia e várias coisas da vida. Foram tantas coisas marcantes que fizemos juntos como levitar vários tocos de madeira a lenha, enfeitiçar os objetos para limparem a casa sozinhos, hipnotizar passáros em uma praça. Um dos seus maiores ensinamentos que ele me passou foi sobre as “ Energias Mágicas ”. Eu me lembro como se fosse ontem, estavam no bosque, onde ficava o nosso campo de treinamento.

- Vovô ! O que eu vou aprender hoje ? Perguntei bastante curioso.

- Vou te ensinar hoje sobre os tipos de energias mágicas ? Disse o senhor de barba branca enorme.

- Espera ! Mas eu já sei disso, esse é o conceito básico de magia.

- Sim... Existem três tipos de energias mágicas: A energia positiva, a negativa e a neutra. A energia positiva é a energia que nós magos mais utilizamos, a energia negativa é a energia maligna, usada pelos magos negros, e são perigosas demais pois as pessoas que as usam devem pagar um preço muito alto, e por último e não menos importante, a energia neutra, que é usada pelos sacerdotes e exorcistas, é a energia capaz de atingir o plano astral. Explicou o velho.

Eu pensei que ele tinha ficado louco e se esquecendo que havia me ensinado este conteúdo há algumas semanas. No entanto...

- Bem, me dê uma demonstração de uma magia, qualquer uma e lance naquele espantalho de madeira. Aponta o velho com sua bengala.

- Ok ! Energy Ball ! Gritei, lançando com precisão na cabeça do espantalho, o explodindo.

- Certo ! Muito bem ! Você usou sua magia que reside em você, correto ? Perguntou o velho com um sorriso.

- Mas é claro ! A magia está apenas dentro dos corpos ! Respondi com total afirmação.

- Isso é totalmente... errado ! A energia mágica positiva, a que nós usamos, não está apenas no nosso corpo, mas sim em tudo ao nosso redor. A energia que usamos dentro de nós é a energia vital, e a energia exterior é chamada de energia natural. Além disso, você também pode fazer uso da energia natural. Dizia o velho andando até o espantalho.

Após alguns segundos, meu avô se virou para mim novamente e levantou sua mão direita e levantou seu dedo indicador para o céu.

- Hoje eu vou te ensinar um tipo de magia que faz uso da energia natural. Ela é uma magia muito poderosa.

- Sério ? Isso é incrível ! Beleza, manda brasa ! Falava eu bastante ansioso para aprender, mas fui interrompido pelo meu avô.

- Sim, ela é muito poderosa, porém... Você só poderá usá-la uma única vez durante o dia. Disse ele olhando seriamente para mim.

- Uma vez ? Mas por quê Vovô ? Perguntava eu sem entender.

- Escute Arthur ! Existem dois enormes riscos dessa magia, que é caso você tente usá-la mais de uma vez, seu corpo não aguentará usar tamanho poder, e assim, você ficará completamente imóvel, não conseguirá se mexer por várias horas. E mais uma coisa, essa magia consiste em absorver parte da energia mágica natural do ambiente para o seu corpo e depois você deverá fazer a energia se misturar com a magia dentro de si, para descarregá-la em seu inimigo, mas...

- Mas o quê ? Me diga Vovô ! Pediu Arthur que completasse a explicação.

- Se você absorver magia natural mais do que seu corpo pode aguentar, seu corpo será completamente dilacerado pela sobrecarga de magia. Resumindo em poucas palavras, você morrerá.

Na madrugada, por volta das duas da manhã, eu acordei da casa onde ficávamos, era uma casa simples de dois andares. Eu ouvi alguns barulhos no andar de cima, então fui andando devido a curiosidade, mas me arrependendo até hoje por isso. Quando fui ao quarto do meu avô, seu corpo estava no chão, com uma grande poça de sangue. Ele estava morto.

- Vô ! Ei vô ! Acorde ! Vamos, essa brincadeira já perdeu a graça ! Vovô ! Vovô !!! Gritava eu entrando em pânico.

No outro dia, vasculhei a casa a fim de encontrar alguma pista sobre o ocorrido, mas a única coisa que encontrei foi um pergaminho que meu avô havia deixado para mim antes de morrer, que falava sobre a herança que ele havia deixado para seu neto. Depois de algum tempo, peguei as poucas roupas e objetos que tinha e fui para a Cidade Heróica, e encontrei a mansão antiga, descrita no pergaminho. Com o tempo, conheci o professor Edward, que me matriculou na Academia de Heróis, lá eu fiz amizades de diversos tipos. Eu tinha prometido a mim mesmo que iria me tornar o melhor mago de todos, para um dia achar a pessoa que fez aquilo om meu avô e dar-lhe a punição mais severa possível, porém, acho que isso não vai ser possível.

- No fim, eu sou muito fraco !

- Oi mago ! Uma luz aparecia em sua mente preenchida pela escuridão.

- Sou fraco e também muito medroso !

- Acorde cara ! A escuridão tentava engoli-lo no entanto, o brilho resplandecente não cessavam, mas ficava cada vez mais forte.

- De quem é essa voz ?

- Acorde logo broto de feijão ! E assim, a luz brilhou com tamanha intensidade, que fez toda a escuridão desaparecer.

- Quem você tá chamando de broto de feijão ? Acordou Arthur, que havia ficado inconsciente por um tempo.

O garoto mago loiro acordou furioso, mas quando olhou direito, viu um garoto de armadura cheio de feridas. Ele parecia estar bastante exausto, e estava bloqueando um soco do Gargoyle com apenas a sua espada, mas mesmo com tamanha força de vontade, não foram o suficiente, e mais uma vez, o garoto foi atingido pelo ataque, caindo no chão. Então, o Gargoyle, estava se preparando para dar o golpe final nos dois. Arthur, após ver a situação, começa a pensar em como se defender.

- Droga ! Se eu tentar fazer a barreira, ele a destruirá novamente, tenho que pensar em outra coisa, um outro feitiço. Hum... espera ! Já sei ! Pensou Arthur em uma suposta solução.

Então, o garoto mago que estava caído, pegou o seu cajado e o levantou um pouco para cima. O monstro então, usou suas garras da mão direita para atacar os heróis, no entanto, Arthur conseguiu ser mais rápido e aplicou sua magia.

- Feitiço nº 28: Great glare ! Gritou Arthur, que fez seu cajado lançar uma pequena bolinha de luz.

Rapidamente, Arthur cobriu seus olhos com sua mão direita, e em seguida, a bolinha explodiu com um imenso clarão de luz, que cegou o Gargoyle, fazendo o ataque atingir em outra direção, escapando do ataque. Aproveitando a oportunidade, o pequeno mago se levantou com rapidez e correu até onde estava Yudi, que estava tentando se levantar com bastante dificuldade.

- Vamos ! Temos que ir para longe dele ! Falou Arthur, com uma voz desesperada.

- Está nos dizendo para... fugir ? Perguntei eu, com um tom de voz fraco mas ainda sim um pouco irritado.

- Bem que eu queria, mas na verdade é para apenas nos esconder atrás dos escombros por enquanto. Pelo menos para recuperarmos nossas forças e pensarmos em um plano. Por favor, confie em mim. E também... aquele feitiço só vai durar um minuto e meio. Disse Arthur, de forma séria, mas de alguma forma, um pouco diferente do normal.

Arthur então apontou para o Gargoyle, que estava com as garras em sua face, sentindo uma dor agonizante nos olhos. Depois disso, eu acabei concordando, afinal, não tínhamos escolha. Nos escondemos atrás dos escombros sem perder muito tempo, Arthur então puxou da sacola as duas últimas poções de cura, e nós bebemos. Ele então perguntou para mim.

- Por quê você me salvou ? Você não disse que não gostava de pessoas como eu. Questionou-me o garoto mago loiro.

- Olha... eu não gosto de você. Mas eu não quero deixar ninguém morrer na minha frente sem fazer nada. Eu não quero deixar que o sacrifício das garotas seja em vão.

- Aff... você é como todos os outros, mas tem razão. Eu também não quero deixar os esforços delas serem jogados no lixo. Então vamos deixar claro, eu também não gosto de você, mas devido as circunstâncias, não temos outra escolha a não ser lutar em equipe contra aquela coisa.

- Nisso você tem razão. Disse eu de uma forma mais calma.

- Olha, vamos fazer um trato: Vamos deixar esses problemas para resolvermos depois que acabarmos com aquela aberração em pessoa, ok ? Falou ao olhar por cima dos escombros.

- Ok mas... como vamos derrotar esse monstro ? Nem mesmo eu cortando ele no meio, ele simplesmente se regenerou. Como diabos vamos derrotar uma coisa absurda como aquela ? Questionava eu, sem ter quaisquer ideia de como vencer o Gargoyle.

- Na verdade, eu pensei em um plano. Durante a batalha contra ele, eu tive tempo suficiente para pensar em algumas hipóteses de como vencê-lo. E eu cheguei a uma conclusão de que derrotar esse monstro será mais fácil do que parece. Quando ouvi isso, eu fiquei espantado, pois apesar de vê-lo como um covarde, percebi que durante o tempo que estive com ele, vi como ele era inteligente.

- Então... qual é o plano ? Perguntei a Arthur, que fez um sorriso para mim.

Um minuto e meio se passou, e o Gargoyle voltou a enxergar novamente, e desta vez, ele estava bem mais furioso. Eu e Arthur então ficamos a alguns passos da criatura, que também ficou de frente para nós.

- Você entendeu o plano ? Perguntou Arthur, olhando para o lado direito.

- Entendi ! Deixa comigo ! Falei com um tom de confiança empunhando a espada.

- Então... vamos começar ! Falou Arthur com um tom alto, pegando seu cajado e fazendo uma expressão séria.

Depois das palavras ditas, corri na direção do Gargoyle sem qualquer hesitação enquanto Arthur permanecia no mesmo local. O monstro vendo a minha aproximação, suga o ar para sua boca, o absorvendo por alguns segundos, como se estivesse prestes a fazer algo.

- Droga ! Ele vai usar o Demonic Roar ! Gritou Arthur para me alertar.

- Não se preocupe ! Eu não vou... cair nessa duas vezes ! Pensava eu, serrando os dentes.

A criatura rochosa então solta o seu rugido alto e agudo novamente, destruindo e arrastando pedaços de terra no chão, porém, antes do ataque me atingir, rapidamente do meio da corrida, utilizei minha técnica.

- Haijannpu ! Disse eu baixinho, fazendo um imenso bem alto para a direita, desviando do ataque.

Arthur conseguiu rolar para o lado e escapou do ataque do monstro, e se levantou rapidamente voltando a mesma posição.

- Conto com você, zé espadachim ! Segure-o por enquanto. Pensou Arthur, olhando para a luta a sua frente.

Enquanto Arthur e Yudi planejavam um plano...

- Escute ! Antes do Gargoyle aparecer, lembra daquela esfera negra que quase caiu como chumbo em nossas cabeças ?

- Sim ! Eu lembro ! Por quê ? Perguntava eu sem entender.

- Quando você partiu aquele monstro ao meio, eu pude ver a parte de dentro dele, e lá dentro, eu pude ver algo que parecia ser redondo e escuro, assim como uma energia maligna. Se isso que eu vi for verdade, então aquela esfera é o seu núcleo, e se o destruirmos, a criatura morre. Explicou Arthur calmamente.

- Incrível ! Você pensou bastante hein. Falei impressionado.

- Mas acertar o seu núcleo não será fácil, pois seu corpo coberto de rochas atrapalha. Então eu pensei em algo que podemos fazer. Existe uma magia que aprendi que poderia destruí-lo totalmente. Mas, para fazê-la acontecer, eu precisarei de um tempo. É aí que você entra. Falava Arthur e por fim aponta pra mim.

- Então você quer que eu distraia o monstro até que você termine o feitiço, certo ? Perguntei de forma séria.

- Ahã ! Eu sei que é algo humilhante para pedir, já que você terá que arriscar a sua vida nisso. Se você não conseguir segurá-lo ou eu não conseguir fazer o feitiço funcionar... ambos seremos mortos. Falou Arthur de forma séria.

Voltando para a situação atual...

Arthur retornará a mesma posição, no entanto desta vez, Arthur colocou seu cajado em sua frente, segurando com ambas as mãos. Ele começou a concentrar de tal forma, que uma aura brilhante azul começou a brilhar de forma fraca em torno de si.

- Primeiro, você precisa se concentrar e focar em tentar sentir a energia mágica ao seu redor. Eram as palavras de seu avô, que Arthur recordava em sua mente naquele dia.

Enquanto isso, eu lutava freneticamente contra o Gargoyle, que tentou me esmagar com uma palmada dupla, mas consegui ser mais rápido e saltei antes do ataque me acertar, e me aproveitando disso, desferi o meu contra-ataque.

- Receba ! Kaiten Setsudan ! Gritei eu ao girar meu corpo no ar na horizontal, e fiz um corte giratório, que cortou as duas mãos da criatura, e após isso, corri por baixo das pernas da criatura.

Eu sabia que o monstro se regeneraria em breve, mas eu pensei muito em derrota-lo, mas distraí-lo o máximo de tempo possível. Passei por baixo da criatura, que tentou me acertar com sua calda em forma de ponta de lança, mas desviava sem descanso para esquerda, direita e por fim um salto pra trás.

- Segundo, você terá que usar sua energia mágica interior para atrair a energia exterior, é uma parte um tanto complicada, pois deve-se estar muito concentrado, e caso se distrair um pouco que seja, a magia irá falhar e terá que recomeçar o processo novamente.

- Sim, Vovô ! Falava Arthur, com seu avô em sua mente, enquanto mantinha sua concentração.

Já havia se passado quatro minutos, e eu estava ficando exausto, pelo menos as feridas que eu havia sofrido anteriormente, já haviam começado a curar graças a poção. Mas a situação não estava tão boa, pois o Gargoyle estava cada vez mais irado. Então, o monstro, que havia regenerado suas mãos, olhou para Arthur, e resolveu atacá-lo.

- O QUÊ ? Disse eu surpreso ao ver aquela coisa indo em direção ao garoto mago.

Corri desesperado, pois se ele atingisse Arthur, todo o plano iria pra vala. Parti pra cima da criatura rochosa, e saltei para as costas do monstro.

- Não vou deixar, sua aberração ambulante ! Hayai tosshin ! Gritei, fazendo uma estocada nas costas do Gargoyle.

O monstro percebendo minha ação, voltou a focar em mim, em seguida, tentou me agarrar com suas garras. Tentei retirar a espada, mas ela parecia ter ficado presa nas costas. Tentei puxá-la com toda a minha força, mas quando estava prestes a retirá-la, o Gargoyle me pegou com sua mão esquerda. Ele me levantou no alto e me jogou contra o chão.

- Aaaaah ! Gritei como alguém que acaba de levar um tremendo soco no estômago e ficando completamente sem ar.

Eu cuspia sangue, enquanto o Gargoyle olhava para mim, e se preparava para dar o último golpe. Naquele momento, eu não estava conseguindo me levantar, mesmo usando todas as minhas forças para ficar de pé.

- Droga ! Ainda não está pronto ? Anda logo ! Ou senão... pensava eu olhando para aquele monstro fechando o punho direito, e prestes a dar o golpe.

- E terceiro... concentre toda a energia armazenada em um único ponto e em seguida descarregue-a. Relembrou a Arthur a última parte do processo que seu avô ensinou sobre a magia.

- É agora ! Eu sinto que agora é o momento ! Falou Arthur, ao abrir os olhos brilhavam em um azul claro, como a energia ao seu redor.

Naquele momento, o Gargoyle iria me atingir com tudo, e eu achei que tudo acabaria ali, então fechei meus olhos e virei meu rosto. Porém, Arthur concentro toda a energia na ponta de seu cajado e disse, lembrando das palavras de seu avô.

- O nome dessa magia é...

- Burst of stellar dust ! Aaaaaa ! Gritou Arthur, disparando a energia em uma poderosa rajada de energia de cores azul com um tom esverdeado, com pequenas faíscas que brilhavam como as estrelas.

A rajada atingiu o Gargoyle em cheio, o lançando para trás e destruindo o corpo coberto de rochas da criatura. Antes que o punho do monstro pudesse me atingir, ele foi totalmente destruído e deixando apenas pequenos pedaços de rocha para trás, e por fim, o monstro explodiu. Quando abri meus olhos, Arthur estava exausto, ajoelhado no chão e bastante ofegante.

- Nossa ! Eu nunca pensei que... quase toda a minha magia... fosse esvaziada de mim tão rapidamente. Eu... estou completamente exausto, mas pelo menos... nós conseguimos abatê-lo. Dizia Arthur, que mal aguentava falar direito.

- Ufa ! Que alívio. Ainda bem que tudo deu certo ! Disse eu, soltando um ar de alívio.

- Vovô, professor Edward, pessoal... nós vencemos este obstáculo. Ainda há esperança para vencermos essa batalha. Pensava Arthur fazendo um pequeno sorriso.

Yudi e Arthur pareciam não serem capazes de derrotarem a criatura, mas apesar das enormes diferenças entre eles, conseguiram demonstrar que são capazes de agir em equipe, e essa união foi o que decidiu esta batalha e que também os trouxeram a vitória. Pelo menos eram o que eles pensaram. De repente, algo muito desapontador ocorreu. O Gargoyle, que supostamente havia sido destruído se levanta. Toda a parte de cima foi destruída, sobrando apenas o braço esquerdo, a perna direita e seu núcleo que estava danificado, mas que ainda persistia.

- Não acredito ! Ele não morreu mesmo com aquele ataque ! E o pior, estou em péssimo estado e sem minha espada. Pensava eu, que consegui me levantar e ficar de pé, segurando meu ombro esquerdo, arregalando os olhos e pavor.

- Não pode ser ! Eu coloquei toda a minha energia e mesmo assim... A menos que... o resto de magia que eu tinha não fora suficiente ?! Dizia Arthur, com tremenda desilusão.

O monstro começava lentamente a se regenerar dos estragos causados, e com sua garra esquerda, lança um ataque sobre mim.

- Zé espadachim ! Gritou Arthur, ajoelhado, sem forças e esperando pelo pior que poderia acontecer.

- EU NÃO POSSO PERDER AQUI ! Gritei eu, em descrença de que aquilo fosse real, de que eu realmente iria morrer, enquanto me lembrava do rosto de meu mestre, Sara e de todas as outras pessoas que encontrei durante minha vida, como se ela passasse diante de meus olhos.

E no fim, eu pude ver, um imenso relâmpago dourado cairá do céu, exatamente em cima da esfera negra do Gargoyle, ou que sobrará dele, deixando nada para trás, apenas um imenso clarão e um barulho estrondoso. As portas do Grande Templo estavam abertas.


Notas Finais


Então pessoal, gostaram ? As coisas estão esquentando bastante. Muito obrigado por lerem, por favor se gostou, comentem, quero saber a opinião de vocês, se estou escrevendo errado ou algum erro mais grave, para que eu melhore mais. Brigadão e até o próximo capítulo, falous.


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