História Gingerbread Man - Capítulo 4


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Exibições 13
Palavras 1.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mesmo o índice de popularidade não estando muito "ativo" eu fico feliz que tenham pelo menos algumas pessoas que param pra ler o que eu escrevo :3
Fontes (não aquelas de shopping rkjj) me disseram que tem umas pessoas que estão lendo anonimamente (i see you) e nem dão questão de colocar na biblioteca.
Bem, nem falo das que não tem conta. Quando você não tem conta, nem o número de exibições sobe. Isso é triste.
Eu resolvi postar em horários mais "regulares". Como maioria das pessoas do spirit são adolescentes (assim como eu), e estudam em período vespertino ou integral, resolvi postar na faixa das 17:00/20:00.
"Ah, mas por popularidade?" Yes. Todo artista quer que sua arte seja reconhecida e apreciada. Se você puder divulgar, que assim seja também.
Obrigada aos que estão acompanhando ♥ Eu os considero muito.
Boa Leitura! ♥

Capítulo 4 - Parte I


Fanfic / Fanfiction Gingerbread Man - Capítulo 4 - Parte I

“Bem, o amor deles era forte pra ela. Quase que era sua maneira de viver. Mas parece que o relacionamento deles só sabia girar, por culpa dele, que dizia que estava ‘indeciso’ sobre seus sentimentos:

— Somos muito jovens, temos que respirar – Ele dizia todas as vezes  em que era questionado pela menina Cry Baby. “

 

— Essa narração em terceira pessoa me cansa – Ele reclamou.

— Tá. Agora cala a boca.

 

“‘Eu sempre vou te esperar, mas eu preciso saber que está me esperando’ Resmungava quase todos os dias para o nada. Eu sabia que ele iria esperar, mas não pelo meu amor, ele queria alguém que o venerasse todo santo dia, alguém para quem possa ser completamente mesquinho e exibido.

— Posso te fazer uma pergunta? – Disse um dia, me debruçando sobre a toalha de piquenique, as nossas cabeças se tocavam pela lateral.

— Já fez, mas tem permissão pra mais uma – Ele respondeu, seus traços iluminados pelos raios de sol fulminantes daquela tarde de terça-feira.

— Você me ama?

Houve um silêncio seguido de vários suspiros de minha parte, ele não parecia movido pela minha pergunta, mas estava tentando formular uma resposta. Não que me agrade, uma resposta boa que fizesse minha pergunta parecer idiota.

— Você só sabe fazer perguntas, vamos mudar de assunto  - Desviou o olhar enquanto corava, porque não conseguiu arranjar uma resposta melhor que aquela.

— Não foi uma pergunta, foi uma dúvida – Esclareci.

— Não tem diferença! – Gritou como se eu tivesse falado algo de muita baixa calamidade e se sentou de pernas cruzadas, gesticulando com as mãos. – Continua sendo fruto de sua infantilidade! Você sabe muito bem a resposta!

— E isso é um sim? – Perguntei com os olhos brilhando. Ele praticamente disse que me ama, na minha frente, do jeito dele, que não era o mais generoso.

— Não tire palavras da minha boca – Disse irritado. – Mesmo assim, não faz diferença.

— Mas para mim faz... – Resmunguei em voz baixa, segurando o choro.

— Ah, não – Ele cobriu os olhos com as mãos. – Não faça isso, é irritante!

— Fazer o quê? – Enxuguei os olhos com a manga do vestido.

— Chantagem emocional! Você só sabe fazer isso pra me fazer sentir mal. Mas saiba que: eu não me importo, nem um pouquinho com esse seu choro repetitivo.

— Desculpe...

Eu senti o ar de culpa no ar, quando eu vi, já estava envolvida nos braços dele.

— Olhe, não fique assim ok? – Eu não pude ver seu rosto, estava com a cabeça encostada em seu peito. Eu deveria estar amando isso, mas eu sei que ele só pede desculpas pra não perder alguém em que pode pisar em cima. – Não gosto de quando você chora. Fica mais bonita sorrindo.

— Você me acha bonita? – Gaguejei por um segundo, ele ignorou e me estendeu algo da cesta de piquenique.

— Tome essa maçã, comer sempre faz as pessoas se sentirem melhor – Ele deu um sorriso forçado, meus deuses, ele era tão falso. Como eu pude ser burra assim? Aceitar até mesmo uma maçã como pedido de desculpas?

 

Bem, nós íamos apenas girando e girando, indo apenas para lugar nenhum. Aquilo não tinha previsão nenhuma de futuro. Toda hora era um “eu te amo” “eu te odeio” “não te conheço” “quem sou eu?”. Estava uma bagunça, pelo menos pra mim. Ele estava tranquilo. Com a consciência limpa, me deixou cheia de esperança e não as esclareceu, me deixando perdida e cheia de dúvidas.

— Você tem que aprender que ás vezes—

—...o amor dói, eu sei disso, não preciso aprender, obrigada – Tive vontade de falar “mas e se o amor não foi esclarecido, ainda dói?”. Bem, eu convivi com vários exemplos de que o amor dói, como por exemplo, minha mãe. O que ela faria nessa situação? Manteria a calma e fingia que tudo está bem. Conto com você, mamãe...

— Você precisa aprender muitas coisas! Nunca vi um ser humano mais burro que você!

— Eu não preciso de você me lembrando disso! – Eu não resisti, comecei á desengatar tudo que estava na minha garganta. – Você só sabe ser mesquinho, metido, chato, idiota, sério, vai se foder.

— Mas isso tudo do nada? – Ele fez uma expressão surpresa, mas logo depois  endireitou-se e tomou a postura de dominador. – Tenha mais respeito por si mesma, garota não fala palavrão!

— Garota fala o que ela quiser, faz o que ela quiser e não é obrigada á seguir ordem de “homem” que não sabe nem onde enfiar a porra do X – Disse fazendo um x com os dedos, eu estava falando tudo o que não podia ou não queria falar por medo, mesmo não se adequando á situação. Eu não conseguia controlar, e não estava chorando. – Pega o X e—

 — Já chega! Já chega Cry Baby – Ele gritou segurando meus pulsos, enquanto eu me debatia no seu colo, como um, digamos, bebê chorão. – Você está descontrolada!

 —  Nunca estive mais sóbria!

 — Parece uma bêbada! Você sabe o quanto isto é ridículo? – Johnny mantinha sua feição irreverente, isso me irritava. Se eu falasse um monte ele não iria ouvir, mas agora ele estava me ouvindo. Eu tive que gritar pra isso. Temo dizer que ele estava com medo.

Eu apenas recuei balançando a cabeça em negativa, eu queria xingá-lo até ficar rouca. Mas eu sinto alguma coisa prender meu pescoço, como se fossem mãos invisíveis.

— Olhe, eu sei que deve estar cansada de algo que nunca fez – Ele estava com o ar de “eu já fiz mais do que você” que me irritava – Mas não desconte em mim.

— Não estou descontando em você, o problema É VOCÊ. Preciso soletrar? - Zombei - Acho que isso eu sei fazer.

— Vá para casa, está bem?

— Não.

Ele pasmou. Era a primeira vez que eu negava algo que ele mandava, ainda mais com frieza. Seu queixo relutou em cair, e não caiu. Mas ele disse, se fazendo se cínico:

— O que?

— Eu disse não. Com todas as consoantes e vogais que constituem a palavra: Não.

— Existe um assento também.

— Não me importo com os assentos. Que se foda.

— Olhe a boca! Já disse que é feio menina falar palavrão.

Me segurei pra não voar na cara dele. Por um lado, eu sabia que ele estava tentando amenizar o que estava sentindo no momento: vergonha. Ele estava refletindo por dentro, dava pra perceber pela maneira que ele pensava antes de falar, deixando um vago silêncio entre nossos diálogos violentos. Todas as vezes que me dava uma ordem nessa conversa, abaixava a cabeça, como quando mandou eu ir para casa. Isso me deu pena, fiquei arrependida por um segundo. E se amanhã ele levasse nossa briga á sério demais e me abandonasse? Apesar de tudo, ele era MEU garotinho alfabeto, que no fundo precisava de proteção.

Suspirei antes de dar a última resposta:

— Estou saindo – Ele não disse nada, apenas ficou mexendo nos dedos da mão esquerda e olhando pro horizonte enquanto eu pegava minha bolsa felpuda do enorme sofá. 

Fiquei esperando ele dizer algo, mas sabia que não iria sair nada de suas cordas vocais. Coloquei a mão na maçaneta e ele olhou para frente, como se esperasse que eu dissesse algo, e foi o que fiz, pra me arrepender depois.

— Tchau – Abri a porta e coloquei uma perna para fora. – Pergunte ao diabo se está tudo bem no inferno -- Disse e bati a porta com toda a força que eu tinha, que não era muita naquela altura.


Notas Finais


UOOOOOOOOOO
devo avisar que 99,99% dessa história vão ser brigas existenciais.
Vocês conseguem adivinhar que músicas estão aí? Comentem :)
Até o próximo capítulo! ;D

*CONFIRA OUTRAS FANFICS MINHAS!
Cry Baby: https://spiritfanfics.com/historia/cry-baby-5666879
50 Tons de Corações Cinzentos (Original): https://spiritfanfics.com/historia/50-tons-de-coracoes-cinzentos-6149664


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