História Girl IN Luv (Jerrie) - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Little Mix
Tags Jerrie Thirlwards
Exibições 47
Palavras 1.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpe a demora amoras!!
Boa leitura!

Capítulo 16 - Garrafa de Vodca


 

Jade's POV

Eu encarava o relógio pendurado na parede como se fosse meu pior inimigo. A cama; meu único refúgio, onde ela esteve deitada comigo por míseros 5 minutos.
Minha meta para o dia era não pensar, manter minha mente em constante silêncio. Mas às vezes era inevitável não lembrar daqueles olhos ou de como era o toque das suas mãos, seus dedos gélidos incrivelmente ousados descendo devagar para o meio das minhas pernas. Me peguei mordendo o lábio inferior ao lembrar da última noite que estive na cama dela.

– Vamos levantar moça? – Jungkook puxou o edredom com força.

Acordei do meu devaneio, olhando pra ele assustada.

– Eu não quero.

– Quer sim, tá um dia lindo lá fora, cheio de passarinhos e flores.  – sorriu, enquanto bebia algo em uma caneca, provavelmente chá.

– Hoje tem a matéria dela né?! – o ignorei.

– Tem, e é por isso que nós vamos matar aula num barzinho que eu descobri, e claro, aproveitar a deixa e arrumar umas gatinhas pra passar a noite. – piscou pra mim, seu tom era de deboche.

Olhei abismada para ele. Jungkook falava umas coisas que eram absurdas, até mesmo pra ele, o sem noção.

– Meu Deus Kook, não. – falei horrorizada.

– Sim, você vai comigo, vai beber, vai dançar também e vai pegar muita mulher. – afirmou caminhando até o outro lado da cama.

– Não tenho vontade nenhuma, eu quero ir pra faculdade, quero ver ela de novo. – falei, concisa e ele revirou os olhos.

– Não, me diz o que essa mulher tem pelo amor de Deus! – arregalou os olhos me fazendo rir.

Parei por um instante, pensando no que ele tinha falado. Se eu fosse listar as qualidades dela acredito que ficaria por conta talvez o dia todo. Sim eu conseguia enxergar cada uma das suas qualidades, os gestos, olhares, palavras, atitudes que faziam dela uma pessoa boa; eu conseguia enxergar tudo.

– Ei – Kook estalou os dedos chamando minha atenção.

Ele me olhou pesaroso, como se sentisse pena. Senti sua mão envolver a minha, e pela primeira vez percebi que Jungkook estava sendo solidário e sincero comigo.

– Você tem que esquecer essa ideia maluca, ela não é pra você Jade.

– Não fala isso. – franzi o cenho assim que ouvi aquilo e puxei minha mão sem tirar os olhos dele como sinal de reprovação.

– Você é que sabe, se quer sofrer o problema é todo seu.

Kook caminhou até a porta bebendo o líquido que eu acreditava ser chá. Ele deixou uma interrogação bem grande na minha cabeça, algo como “será que vale a pena?”, sendo que na noite passada ela deixou bem claro o que queria, o que era relevante pra ela. Esse caso de traição era como uma brincadeira onde Perrie envolvia todos os brinquedos com os quais queria brincar e a diversão era exclusivamente dela. Ás vezes eu me pegava pensando em Jeremy, como ele reagiria ao ficar sabendo o que sua noiva faz? Ele merece isso? É justo com ele?

***

Passei pelo corredor principal, a iluminação era intensa e me deixava um pouco zonza. Alguns alunos passavam por mim, mas nem sequer notavam minha presença. Continuei meu trajeto minuciosamente até a porta branca com a placa prateada ao lado indicando que lugar era aquele. Coloquei a mão na maçaneta. Hesitei.
Eu deveria? Mesmo depois dela ter cuspido aquelas palavras horrendas em mim?
Girei a maçaneta e abri a porta, entrei cautelosamente e me virei para a mesma fechando-a devagar, tranquei com cuidado para que não fizesse muito barulho. Me virei depressa querendo logo encontrar os olhos que me traziam tanta paz quanto fogo, ao mesmo tempo.
Perrie estava sentada junto à mesa dos professores, lendo. Eu estava certa, estudei a agenda dela nas últimas semanas, eu sabia cada horário, intervalo, o que ela fazia e onde estava. Talvez eu estivesse um pouco obcecada!

Me aproximei devagar, meu corpo todo tremia, minhas mão estavam geladas e estar perto dela de novo me deixava com um frio incômodo na barriga. Respirei fundo, mesmo não tendo tanto ar assim fui encorajada e me coloquei a sua frente. Ela abaixou lentamente o livro me olhando de relance por cima das lentes do óculos. Gelei como aquele olhar.

– Você pensa que pode me tratar daquele jeito e simplesmente ir embora? – perguntei, com medo da resposta.

– Você devia estar na sala de aula. – ela voltou instantaneamente sua atenção para o livro.

– Para de falar como se eu fosse uma aluna qualquer. Eu devia estar exatamente aqui.

– Você tá matando aula. – virou a página calmamente enquanto ajeitava o óculos.

Fechei meus olhos assim que senti uma vontade estranha de chorar. Ela estava fazendo de propósito, sabia que aquela frieza ia me afetar e eu ia acabar indo embora. Mas eu insisti.

– Por que tá fazendo isso comigo? – perguntei, atônita.

– Eu vou te dar um conselho. Foca nos seus estudos, se forme e seja uma profissional excelente, e me apaga da sua vida, eu sou simplesmente sua professora.

– Não, não é só isso, você já sabe que eu te amo...

– Não repete isso, nunca mais. – ordenou.

Abaixei minha cabeça olhando para os meus dedos. Eu não queria chorar na sua frente, queria mostrar ao menos uma vez que eu poderia ser tão insensível quanto ela, mas foi inútil, senti em segundos meu rosto molhado.

– Não me procura mais, por favor, eu to falando sério Jade me deixa em paz, eu não quero ter que tomar medidas por causa dessa sua obsessão comigo. – olhou discretamente para os lados enquanto falava.

Eu estava boquiaberta, ouvindo cada palavra sem conseguir distinguir mais o porquê de estar tendo que ouvir aquilo. Meu coração batia cada vez mais devagar, eu me sentia um pouco tonta e minha enxaqueca dava indícios de uma longa noite de dor.

– Vai embora Jade. – apontou pra porta. – Por favor.

Me virei, e calada fui caminhando um pouco cambaleante. Não olhei para trás e não me preocupei em fechar a porta, simplesmente saí andando pelo corredor em direção ao estacionamento da faculdade, lotado de carros. Eu tinha uns trocados pra uma garrafa de vodca, eu ia precisar de álcool, e ia precisar de coragem pra fazer ela me ouvir e ela ia me ouvir.

 

Não tem nada pior do que orgulho ferido!

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ♥


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