História Girl meet Girl - Capítulo 24


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Categorias Originais
Tags Amizade, Amizade Colorida, Colegial, Duda, Girl Meet Girl, Lesbicas, Romance, Três Marias
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Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oiii genten! Voltei rapidinho e nesse cap quero muito a opinião de vocês!

Espero que gostemmm

Capítulo 24 - Ciúmes(?)


Já era noite quando cheguei em casa naquela sexta-feira. Estava um pouco boba pelos últimos acontecimentos. Vamos recapitular juntos: Maju me ajudou depois de tudo que fiz com ela e eu sequer havia pedido desculpas até então. De repente, transamos (?). Ok, isso era algo que eu jamais iria esperar. E, estranhamente, eu estava me sentindo mais amiga dela do que nunca, estou louca ou o quê? Terminamos a noite falando sobre outras garotas e comendo salgadinho, isso era o que eu costumava fazer com a Rafa antigamente. Falando nela...

Encontrei minha melhor amiga sentada na cama com a mesma cara de quando a deixei no ônibus, ou seja, fuck 3! Ela sequer me olhou quando fechei a porta e dei uma risadinha (sou assim, dou risada quando não sei outro jeito de descontrair). 

- Quem morreu? - Típica pergunta de tia irritante. Rafa me ignorou, aquela ousada. - Ih, o gato comeu sua língua? - É, gente, só me falta um sobrinho mesmo. 

Subi na cama e puxei o celular que minha melhor amiga segurava, ela nem teve tempo de reagir.

- Você não me ignora, fofa. - Provoquei na intenção de fazê-la falar, nem que fosse para me dar uns xingos, foda-se.

- Quer o quê? Um abraço? Um beijo? Uma festa de boas-vindas? - Falou irônica, cruzando os braços ao perceber que eu não devolveria o celular.

- Dispenso formalidades, é só me responder.

- Cai na real, Eduarda! Você insiste pra eu sair com você e depois me larga pra comer aquela mina? - Riu pelo nariz. - Não fode!

- Oxe, não fode você! Ainda dá tempo de sair. - Meio injusta a raivinha dela, já que ela fazia o mesmo comigo sempre. Definitivamente não entendo as mulheres, primeiro a Bife e agora a Rafa. O que eu fiz de tão ruim?

- Eu não queria sair desde o começo, acha que agora vou querer? - É, acho que não... - Não é essa a questão. 

- Então qual é a questão, Rafa? - Eu realmente queria entender.

- Você nem tava falando com a menina até ontem e do nada foi dar pra ela! - Disse como se fosse óbvio. 

Ok, foi bem do nada mesmo, mas ela só está brava assim porque não ligou os fatos. Foi a  Maju que nos ajudou com o lance do vídeo!

- Quem disse que eu dei pra ela? - Ri, eu queria um confetezinho nessa hora, desculpa.

- A porra desse chupão no seu pescoço. - Rafa apontou de primeira. 

Tinha até me esquecido daquilo. Levantei o celular para ver meu reflexo, a marca estava enorme. Soltei um "ops" acompanhado de um sorrisinho de canto. 

- "Ops"?! Só isso que você tem a dizer? - Fiquei quieta. Ela queria que eu dissesse mais o que? - Tá bom então. - Rafa se levantou com tudo, indo em direção a porta. Em um reflexo rápido, agarrei seu braço, fazendo com que ela se virasse pra mim novamente.

- O que tá acontecendo, Rafaela? - Perdi a calma, sim. - O que eu fiz de tão ruim, mano? Me explica, porque não tô te entendendo mais.

- Pesquisa no Google. - A garota puxou o braço com força, fazendo com que eu tivesse que usar a outra mão para que ela não escapasse. Segurei-a de frente para mim pelos ombros e não precisei usar nada além do olhar para fazê-la falar. - Você me deixou lá sem dizer nada, me senti uma idiota. Sem contar que passei a tarde sem saber quando você ia voltar. O que custa me dar uma notícia?!

- A Maju que mandou o...

- O bilhete, eu sei. - Interrompeu. - Ouvi vocês conversando, aliás, todo mundo naquela porra de ônibus ouviu. E quer saber? Foda-se! Não gosto dela, você sabe disso desde o começo. - Nisso ela tem razão, mas ela sequer se deu ao trabalho de tentar conhecer a Maju. - Agora é só ela fazer uma boa ação que você já vai atrás igual uma cachorrinha no cio? 

- Eu pediria desculpas de qualquer jeito, Rafa. Você mesma disse que eu deveria pedir! 

- Entre se desculpar e transar, tem muita diferença, não sei se percebeu isso. 

- Ah, meu Deus... - Não pude impedir que uma risadinha escapasse. - Você tá com ciúmes de mim.

- Quê?! - Rafa desviou o olhar. - Não mesmo! 

- Olha pra mim e admite. - Falei tentando fazer contato visual.

- Eu? Com ciúmes? - Esse jeito irônico dela me irrita um pouco. - Só porque você quer, né? - Eu até acreditaria na risada que ela deu, se não a conhecesse tão bem. Foi forçada. - Acho ridículo o que você tá fazendo, mais nada. 

- Cada hora uma descul... - Eu mesma me interrompi ao perceber o que ela disse. - Espera. O que eu tô fazendo, Rafaela? - Fiquei verdadeiramente confusa.

- Você sabe. - Ergui as sobrancelhas esperando ela continuar. - Estava toda apaixonadinha pela Maria Clara até ontem e agora já tá a fim de outra. Já falei: tem que se decidir. Vai acabar ficando sem ninguém. - Juro, gargalhei.

- Apaixonadinha? A Maria Clara nem olha mais na minha cara, Rafa. 

- Não importa. Você tá sendo uma idiota! Ela tava no ônibus, sabia?

- Óbvio que sabia, mas o que posso fazer? - Revirei os olhos. Infelizmente eu sabia. - E eu não tenho nada com a Maju, só pra esclarecer.

- Não é o que parece. - Murmurou, abaixando um pouco a guarda, então finalmente a soltei. Que briga mais idiota era aquela? Um sorriso bobo surgiu em meu rosto e eu sequer entendi o motivo.

- Quando diz que Maria Clara estava no ônibus... Está mesmo falando sobre ela? - Rafa franziu o cenho. - Ou tá falando de você mesma? - Pela primeira vez a garota não teve uma resposta pronta. Visualizei sua boca abrir para depois fechar e, ainda, abrir novamente.

- N-não sei o que tá querendo dizer. - Rafa deu um passo para trás. - Somos amigas.

- Sim! Não vamos estragar isso, por favor.

- Acha que eu tô estragando?! - O tom de voz da garota voltou a se alterar. - Eduarda, para de se achar. Eu não tô com ciúmes. - Oi?! Eu só estava falando da briga. 

- Acho que você entendeu errado... - Eu explicaria se ela deixasse...

- Não, você que entendeu errado! Eu só tô tentando ajudar. - Interrompeu.

- Você pode ajudar, só não vem se meter onde não deve. Você não manda na minha vida. - Agora percebo quão pesada foi essa frase.

- Beleza. Então corre lá trepar com qualquer uma que te faz um favorzinho. - Dei uma risadinha debochada. Que bobagem, meu Deus!

- Já trepei por muito menos. - Ri. Eu estava só tentando descontrair, mas pareceu que era para ela. Porra, pareceu MUITO.

- Não acredito que falou isso. - A garota em minha frente levantou as mãos como quem se rende, sua cabeça balançou negativamente. Aquela frase não soou como eu queria. Fuck 4! É meu recorde em um dia só. - Quer saber? Tenho uma promessa a cumprir. - Não consegui impedir que Rafa saísse do quarto dessa vez. Eu estava sem reação. Porra, Duda, porque você sempre tem que estragar tudo? 

Essa tal promessa da qual a minha melhor amiga havia me contado no primeiro dia de aula, estava indo de mal a pior. Era algo sobre se divertir e ir às festas. Bom... Pelo menos não era de todo perdida, já que também incluía um lance de "não se apegar" e disso estamos livres, né?

Devo ter passado umas boas horas pensando. Lembrei do dia da promessa, o mesmo dia em que eu disse à Maju que eu era nova na escola e Rafa quase estragou tudo. Me peguei rindo sozinha, parecia fazer tanto tempo... E pensar que foi isso que nos trouxe onde estamos agora. Uma promessa, que gerou uma aposta, que se transformou em um beijo. São poucos instantes para a nossa história mudar totalmente. O vídeo do Matheus, foi o mesmo que fez Rafa ser expulsa de casa e a fez chorar em meu colo incontáveis vezes. E pensar que até ano passado ela estava chorando por um otário do time da escola... De repente, eu estava me sentindo tão otária quanto ele. 

Não acredito que brigamos. Quem liga se eu ficar sem a Bife ou sem a Maju? O que eu não posso é ficar sem a Rafa! 

Peguei meu celular e digitei o número de minha melhor amiga (é o único que sei de cabeça).

- Por favor, atende. - Sussurrei, esperando que ela sentisse meu pedido. 

Senti o colchão em que eu estava sentada vibrar. Droga! Fiquei com o celular dela. Arrisquei mandar mensagem para alguns conhecidos, mas, estranhamente, ninguém sabia do paradeiro de Rafa. Aí que a porra ficou séria. Não sei vocês, mas as vezes sou meio paranóica, já estava a ponto de surtar quando Santiago me ligou. 

- Duda, meu, você precisa falar com a Rafa. - Sua voz estava misturada com alguma batida de funk muito alta.

- Oi?! Você tá com ela? - Nem pensei em ligar para ele, já que nunca vi os dois juntos.

- Não. Quer dizer... Olha, eu tava. Ela saiu daqui falando umas coisas estranhas.

- Como estranhas, Sant? Desembucha de uma vez. - Não tenho paciência com o jeito inseguro dele.

- Ela bebeu bastante, Duda. Não consegui impedir ela de sair daqui. 

- Só me fala onde ela tá.

- Ela disse algo sobre voltar pra casa.

- Ué, ela ainda não chegou. Quanto tempo faz isso? - Estava a ponto de chorar, pensando no que poderia ter acontecido.

- Não acho que ela estava falando sobre essa casa... - Nesse momento minha ficha caiu. Se ela fosse conversar com os pais dela bêbada como eu achava que estava, teríamos um grande. GRANDE. ENORME problema. 

Não consegui pensar em outra coisa a não ser ligar para Maju. Eu não sabia quão longe era o lugar em que Rafa estava e nem quando havia saído. Eu precisava de alguém com um carro.


Notas Finais


Vai dar merda, vaaaaaai... haushsus

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