História Girl Meets Greek Gods - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World), Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Dionísio, Frank Zhang, Grover Underwood, Hazel Levesque, Jason Grace, Katie Gardner, Leo Valdez, Maya Hart, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Quíron, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Riley Matthews, Will Solace
Tags Frazel, Girlmeetsworld, Jasiper, Lucaya, Percabeth, Percyjackson, Riarkle, Solangelo
Visualizações 16
Palavras 1.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Tenho um ataque e mortos me deixam presentes


Nico on

Estava na arena, lutando esgrima contra Amber. Amber não lembrava muito o pai, em aparência física, exceto pelos cabelos extremamente pretos. Ela era alta, esguia e com a forma perfeita. Se eu fosse hétero, já teria dado em cima dela. Mas é claro que não funcionaria, ela era namorada do Charlie. Ela dava em cima de todos os garotos , mas não aceitava se eles dessem em cima dela.
Em termos de personalidade, ela era menos irritante que o pai. Claro, sempre parecia entediada e esquecia nossos nomes, mas não era de todo ruim. Era uma esgrimista de carteirinha, então, frequentemente, nos encontrávamos na arena.
- Imagino que Charlie já tenha te contado sobre a missão. - Disse, bloqueando seu ataque e lhe dando uma rasteira, da qual ela desviou.
- Já. - Ela respondeu.
- E... - Esperei por um discurso.
- "E..." nada. - Ela respondeu - Eu também vou sair em missão.
- Vai? - Ela assentiu - Com quem?
- Sozinha. - Franzi a testa enquanto ela tirava a espada de minha mão e apontava a dela para meu pescoço - Vou analisar as plantações destruídas. Ver se consigo alguma pista. Talvez quem tenha roubado também mande alguma coisa, pra terminar o serviço mais rápido.
- Você não pode sair em missão sozinha. - Eu observei.
- Quem disse que não? Clarisse saiu. 
O argumento era válido.
- E você vai liderar sua missão? - Ela perguntou.
Pensei um pouco. Quíron não havia dito nada sobre quem iria ser o líder da missão.
- Não faço ideia. - Admiti.
- Deveria perguntar a eles. - Ela sugeriu.
Segui sua sugestão e fui procurar meus companheiros de missão.

***

Charlie não foi difícil de achar. Ele estava perto das plantações, ajudando alguns filhos de Atena a computar as perdas. Fiz a mesma pergunta ao filho de Deméter e ele respondeu que também não sabia.
Interrompemos a aula de canoagem de Maya, que respondeu a mesma coisa. 
- Ei, a aula não acabou! - Percy gritou para nós, enquanto caminhávamos até a Casa Grande.
Percy havia sido contratado como instrutor de canoagem, somente pelo verão. Como na maioria das vezes, estava dando aula em cima de um redemoinho de água. Maya o ignorou e nos seguiu.

***

Diferentemente das outras vezes, Quíron não estava jogando. Na verdade, estava preenchendo alguns documentos em uma escrivaninha que eu nunca havia reparado. Sr. D. trocava os canais de uma televisão flutuante, enquanto mordiscava distraidamente alguns Doritos. Quíron abaixou seus óculos e nos encarou. 
- Sr. Di Angelo, - Nos cumprimentou com um aceno de cabeça - Srta. Hart, Sr. Gardner.
- Quem vai liderar a missão? - Maya foi direto ao ponto.
- Dã, - Disse Charlie - É claro que vou ser eu.
- Não, é claro que vou ser eu. - Rebati.
- Mas eu estou a mais tempo no acampamento.
- E eu tenho mais experiência.
- Bom, se experiência contasse como treinamento, mandariam todos pro mundo exterior.
- Talvez devessem.
- "Talvez devessem"? - Ele começou a gritar - Você não passa de um maluco insensível!
- E você não passa de um caipira mimado - Gritei - Nunca saiu daqui e já quer liderar uma missão!
Depois disso, nossas vozes se tornaram um burburinho indistinguível. Não sei porque, mas empurrei Charlie. Ele me empurrou de volta, e fomos fazendo isso com cada vez mais força, até ele me dar um tapa. Respondi com um soco, que o deixou com o nariz sangrando, e ele retribuiu. Senti gosto de sangue. Passei a mão pelos lábios e vi que tinha um corte no inferior. 
Minha raiva aumentou, e quando levantei a mão para dar mais um soco, Quíron me parou. Maya, cooperando, segurou Charlie pelos braços e o afastou de mim. Senti algo se mexendo atrás de mim e me virei, a tempo de ver um vulto indo embora. De repente, minha raiva desapareceu. Olhei para Charlie, estupefato.
Não sei o que aconteceu, eu nunca havia ficado tão nervoso, tão rápido. Era mesmo ridículo, nós simplesmente explodimos. Era como se algo estivesse me forçando a ter raiva dele. Não tinha controle sobre minhas próprias ações.
- Quíron, eu não sei o que houve... - Charlie tentou começar. Aparentemente, ele sabia tanto sobre aquilo quanto eu.
O Centauro levantou a mão, e o filho de Deméter se calou. Sr. D. agora estava virado para nós, como que assistindo a uma novela.
Quíron andou até sua escrivaninha e se sentou de novo na cadeira de rodas. Passou a mão pela barba, preocupado.
- Francamente...
- Senhor, por favor... - Tentei argumentar. Ele levantou a mão novamente.
- Preciso pensar... O que vocês fizeram foi uma prova de imaturidade... - Ele disse, pensativo - Estão dispensados, por hora. Aviso quando tiver uma decisão.
Nós três saímos, confusos.
- O que deu em vocês? - Ralhou Maya.
- Eu não queria fazer aquilo... - Começou Charlie.
- Nem eu! - Disse - Era como se algo estivesse me forçando! - Charlie assentiu.
- Ótimo! Agora ele pode me nomear a líder! - Ela disse.
- Ele pode? - Perguntou Charlie.
- Eu não sei! Ele não parecia querer escolher um de vocês!
Estávamos quase chegando aos nossos chalés, quando Riley saiu do chalé 13, um pouco assustada.
- Ei, venham ver isso.
Nós três a seguimos para dentro do chalé. Em sua mesa de cabeceira, havia um gorro verde. O gorro verde de Bianca. Em cima desse, havia um bilhete.
Com cautela, peguei o acessório e o virei. Lá estava a prova de que era de Bianca. Na etiqueta, seu nome estava escrito, de caneta hidrográfica. 
Ela havia feito aquilo quando estávamos no internato, e uma garota roubou suas luvas. A garota alegou que seu pai a havia enviado, e, como ninguém conseguiu provar o contrário, acabou ficando com elas. "Não tem seu nome nelas", a garota ficava dizendo. A partir daquele dia, Bianca passara a escrever seu nome em tudo que tinha.
Charlie pegou o bilhete e leu-o em voz alta:
 Caros irmãos,
 Sinto muito por ter ido embora tão cedo. Queria ter tido mais tempo, mas infelizmente, as Parcas quiseram assim. 
Nico, Mio Soldatino, tenho orgulho de você, e sempre terei. 
E, Riley, gostaria de ter te conhecido melhor. Tenho certeza de que seriamos ótimas amigas.
Lhes deixo, então, essa lembrança, para que nunca se esqueçam de mim.

Ass: Alguém que se foi.
Apertei o gorro com força e caí em prantos, a lembrança de sua morte mais vívida do que nunca. 

Aquilo não podia ser verdade. Simplesmente não podia.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...