História Girls Like Girls - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 53
Palavras 3.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Orange, Poesias, Romance e Novela, Slash, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoas! Antes de me matarem, eu quero pedir desculpas pela demora, sei que fiquei um bom tempinho longe mas eu precisava desse tempo e ainda preciso, então eu espero que vocês possam entender.
O capítulo é narrado pela Sarah.

*LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR!

Ouçam a música <3

Capítulo 23 - XXIII. Exorcism


Fanfic / Fanfiction Girls Like Girls - Capítulo 23 - XXIII. Exorcism

“Então vou repetir meu corpo e minha alma

Banir o quebrado de meus ossos

Você não é mais minha religião

Então eu pego uma energia nova

Manisfesto a melhor parte de mim

Vou te tirar do meu sistema

É hora de um exorcismo”

Exorcism, Clairity.

 

— Pronto você já pode falar agora — comuniquei à Harley pelo telefone enquanto buscava uma mesa vazia na cafeteria. Joguei minha bolsa no banco junto ao casaco e me sentei suspirando aliviada, já puxando os palitos para mim e começando a brincar com eles. — Harley?

— Oi, estou aqui! — ela disse, parecia apressada. — Desculpa te ligar assim tão de repente mãe, mas eu estava morrendo de saudades de você. Como está a Beatrice? Faz um tempo que nós não nos falamos.

— Sua prima está maravilhosamente bem. Está namorando agora, você acredita?! — exclamei. A garçonete colocou a xícara na mesa junto com um brownie, meu pedido de sempre. — Bom, elas estão saindo, mas está tão na cara que se gostam que é uma surpresa que eu ainda não tenha encontrado as duas nuas.

— Uma garota? Uau! Perdi muita coisa mesmo — falou.

— E como estão as coisas na Flórida? Seu avô ficou muito furioso depois que você voltou? — perguntei nervosa. Meu relacionamento com o meu pai não era um dos melhores e doía muito o fato dele ter tomado Harley de mim. Era minha filha e ele havia tirado ela de mim sem dó, achando que ela estaria melhor longe de mim. — E a escola, hum? Já arrumou algum namorado?

— Ele não ficou raiva e está tudo bem por aqui, sabe, continua a ensolarada e velha Flórida — comentou rindo. — Quanto aos garotos, tenho quase certeza de que eles estão fugindo de mim — Nós rimos, mesmo que não fosse algo realmente engraçado. Harley era a coisa mais importante de toda minha vida e pensar nela fazia as palavras de Louise valer nada, porque eu tinha tudo enquanto Harley fosse minha filha. Porque mães são assim simplesmente. Porque Harley valeu cada sacrifício que eu fiz, cada proposta que eu recusei, cada desfile que não participei. — E então ele disse que eu imatura demais, dá para acreditar mamãe? Argh, garotos são tão estúpidos!

— Acostume-se, depois que você ficar mais velha eles só ficam piores — respondi. — E como está sua tia Mary? Ela está bem?

— Já tentou convencer o vovô a tirá-la da clinica umas cinco vezes — contou em um tom conspiratório. — O velhote quase caiu, o que é óbvio já que a tia Mary é a filha perfeita dele, mas eu não deixei... Você já contou para eles que a internou em uma clinica de reabilitação na Flórida? Sabe, o Scott pode não gostar muito, do jeito que ele é cabeça dura.

— Seu primo vai ter que aceitar. O que eu fiz foi para o bem dele e do Liam, além disso, foi o Emmet que internou ela, não eu. Aquele velho babão finalmente fez alguma coisa boa para minha irmã — declarei.

Harley riu por um segundo.

— Certo, está certo — resmungou alegre. — O papai tentou falar comigo esses dias, ele está tentando mesmo se reconciliar.

— Maldito dia em que aquele velho descobriu sobre o Jackson — choraminguei. — Argh, o que o idiota do seu pai disse agora? Ele falou algo sobre sua guarda, pretende visitar você? É sério, ele é tão idiota e egocêntrico!

— Na verdade, ele perguntou sobre você — comentou Harley risonha. — Perguntou se você tinha casado novamente e se continuava morando em Nova Iorque. Comentou o quanto queria que vocês se encontrassem para pôr as coisas à limpo. Eu disse que você morava em São Francisco agora e olha que surpresa, ele está aí.

— Steve Jackson Marshall está em São Francisco?! — exclamei. — O que ele veio fazer aqui?!

— Negócios — contou Harley. — Vai encontrar uns amigos e sócios da sua empresa de comunicações. Mamãe, você devia falar com ele sabe? Não pode se esconder para sempre e, além disso, uma hora vai ter que contar para a Bea que já foi casada e que eu não sou filha de uma transa qualquer. O cara tá tentando ser um bom pai e eu quero muito dá uma chance para ele, mas não posso fazer isso se minha prima não sabe de nada sobre mim!

— Beatrice já sabe que eu fui casada, apenas não sabe os detalhes — E nem você, acrescentei mentalmente. Estava fora de cogitação Harley saber alguma coisa sobre Louise. — O seu pai é um idiota, então não, eu não quero falar com ele... Eu tenho que ir agora Harley, mais tarde eu ligo para você.

— Tchau mamãe, até depois — Eu joguei meu celular na bolsa assim que encerrou a chamada e puxei minha xícara de café vazia, cutucando o pozinho que havia acumulado no fundo com a colher enquanto minha cabeça se enchia de minhas próprias memórias. Aquela tinha sido uma manhã agitada e muito dolorida.

As palavras de Louise ainda ecoavam na minha cabeça, muito mais distantes agora já que Harley tomava conta de quase toda minha cabeça, praticamente. Minha filha, que nada parecia comigo além de características básicas — o que não dizia nada, já que o pai idiota dela era tão loiro quanto eu e de olhos tão claros quanto os de Harley.

O passado era uma droga, a vida em si era uma droga. Eu havia tomados todas as decisões erradas em minha vida em prol dos outros, sempre buscando agradar os lados certos e eliminar os errados, acreditando no que as pessoas idealizavam e aceitando essa ideia com facilidade. Louise, na época, foi como uma tempestade, trazendo-me para a realidade, não exigindo de mim nada além de amor e amizade. E era tão fácil se apaixonar por ela e pelos olhos cinza que me tiravam o chão.

Louise era minha segunda chance. A minha melhor chance.

E eu havia estragado tudo, não só pela minha covardia, mas pelo meu pai e Steve Jackson, ciumento. Ele havia praticamente arranjado uma forma horrível de me manter presa à ele — usando uma criança inocente que ainda nem havia sido feita — para depois não arcar com as consequências disso, me deixando grávida e sozinha aos vinte e cinco anos, no meio da minha carreira e permitindo que Emmet Parker tirasse de mim a coisa mais importante de que eu já havia sentido — o amor que eu sentia por Harley.

Precisava de alguém para desabafar, alguém em que eu confiava.  E, como sempre, eu escolhi a única pessoa tão ferrada de vida quanto eu: minha sobrinha.

 

***

 

— Você vindo me buscar na escola? Ou alguém morreu ou está tendo uma super liquidação no shopping — disse ela quando se aproximou de mim no estacionamento. Estava com Maia, que olhou para mim meio nervosa, e Lindsay, que estava muito focada no celular.  — Por favor, diga que é a segunda opção.

— Nenhuma nem outra — descartei sorrindo. — Eu vim aqui porque é sexta-feira, você foi dispensada do trabalho por um dia e eu estou morrendo de saudades da minha sobrinha favorita.

Ela sorriu, lançando-se sobre mim num abraço desajeitado. Não éramos boas em demonstração de carinho — talvez fosse genética, talvez fosse coisa de aquarianas — então era incomum que ficássemos toda de abraços. Éramos mais do tipo “Vou socar sua cara, mas isso significa que eu te amo tá?”

— Vai ter chocolate, não é? — Era uma questão essencial e eu a entendia. Não havia como nos divertimos juntas sem chocolate, era algo meio sagrado entre nós. — Eu vou me despedir da Maia e da Lindsay e nós vamos okay?

— Claro, é claro querida — respondi.

A Maia corou fortemente e se afastou, murmurando um “Tchau senhora Parker”, enquanto Lindsay apenas acenou. Observei minha sobrinha se despedir da Maia de forma acanhada e rápida, logo depois conversando rapidamente com Chad e uma garota asiática.

— Vamos?

 

 

***

 

 

— Então o nome dele era Steve, não Jackson — disse Beatrice, repetindo lentamente cada coisa que eu havia desabafado com ela enquanto eu prestava atenção em seus atos, comendo meu terceiro pedaço de torta de chocolate. — E a Harley é filha dele, o que eu meio que já suspeitava por causa dos cálculos. Terminou com a Louise por causa da Harley?

— Primeiro, o nome dele é Jackson, só que é o segundo nome. Quando nos conhecemos todo mundo o chamava de Steve, Stevie ou qualquer coisa do tipo, queria me sentir mais especial e então chamava ele de Jackson.  Sua mãe também o chamava assim, mas era porque não gostava dele — comentei. Inconscientemente eu pensei no quanto eu devia ter ouvido minha irmã. — E eu não desisti das coisas por causa da Harley, mas sim porque seu avô é um idiota.

— É, os homens da nossa família são insensíveis e idiotas, já sabemos — replicou. — O que ele fez?

Olhei para ela, questionando-me se valia mesmo destruir todo o relacionamento que eles tinham, mesmo que não fosse dos melhores. Eu já estava acostumada desde criança o quanto meu pai podia ser cruel e controlador, especialmente comigo, a filha que nunca correspondeu aos seus desejos.

— Você está hesitando — reparou Beatrice. — Tia Sarah, você pode me contar qualquer coisa, sabe disso. Somos família, lembra?

Eu suspirei, tentando conter as lágrimas finas. Já havia superado aquilo, mas a dor ainda era forte e intensa, como se fosse nova.  Por fim, decidi que era melhor manter aquilo entre mim e eles. Não precisava da minha sobrinha odiando meu pai e ganhando ainda mais resmungos do velho Emmet Parker.

— O que seu avô e o Jackson fizeram foi imperdoável para mim — falei piscando os olhos apressadamente. — Mas eu não quero que você pense algo errado do seu avô porque, mesmo sendo um idiota, ele te ama muito.

— Tomara mesmo porque eu não faço ideia de como vou contar para sobre Maia e tudo mais — Olhei para ela, deixando meus problemas de lado um pouco para focar nos problemas dela.  Era um suporte mútuo.

— Então, você está se descobrindo? Como você está indo com essa coisa toda, hum?

Ela suspirou, largando a colher sobre o prato e puxando uma trufa de morango para mordiscar enquanto falava, gesticulando devagar.  Beatrice estava pirando por dentro.

— Eu não sei exatamente ainda o que eu quero — falou. — Gosto da Maia, muito mesmo, tipo para caramba. Mas eu ainda não sei se eu gosto de garotas em geral, se continuo gostando de meninos ou se os repudio totalmente. Talvez eu só goste de Maia, entende? Preciso descobrir o que eu gosto, mas eu não sei como.

— Você só vai descobrir o que gosta se tentar — disse fingindo um pose sábia. A verdade é que se descobrir era uma droga e eu não sabia como exemplificar aquilo sem assustá-la.  — Tente falar com outras garotas e garotos, saia com eles. Tenho certeza de que a Maia não vai se importar caso você tente fazer isso de modo totalmente descompromissado. É bom para você e para ela — conclui. Sorri animadamente, tentando passar um pouco de coragem para minha sobrinha. — Vamos tentar agora, o que acha?

— Hã?

Olhei de leve sobre o ombro, capturando de esguelha o olhar da garçonete sobre nós, mais precisamente sobre Bea. Eu estava sentindo o olhar dela queimando desde o momento em que viera nos atender. Aquilo era engraçado, porque ela corava toda vez que passava pelo nossa mesa.

Aquela geração era mesmo muito ingênua e pudica. Doce inocência!

— Aquela garçonete não para de olhar para você desde que chegamos aqui — falei empolgada — Vá falar com ela!

— Tia Sarah eu não acho que seja certo, além disso, o que eu vou falar para ela? “Oi! Meu nome é Beatrice e eu sou sexualmente confusa?”

— Sim! Vai logo! — Revirei os olhos, incentivando-a com um sorriso. Beatrice olhou para mim, exasperada por alguns segundos, e então se levantou trêmula e hesitante. Ela passou por mim, murmurando um “Não coma minha torta”. Esperei até que ela passasse por mim completamente e puxei o seu prato, pegando uma boa colher de recheio e cobertura.

Eu podia ver minha sobrinha de esguelha. Beatrice conversava tensamente com a garota morena, que estava ruborizada. De repente, a garçonete riu e as duas relaxaram, começando a conversar como duas adolescentes normais e, obviamente, com várias investidas por parte da menina.

— Você é um gênio Sarah — cantarolei para mim mesma, comendo mais um pedaço de torta. Permiti-me relaxar contra a cadeira, finalmente mais tranquila em relação à minha manhã terrível.

Eu estava prestes a roubar os mini waffles de Beatrice quando alguém parou na minha frente e, tragicamente, chamou o meu nome com um timbre surpresa e familiar que me fez tremer as pernas.

— Sarah Parker, é você? — exclamou a moça surpresa. Por um momento eu pensei ser Houston, porque as duas eram extremamente parecidas, mas logo eu a reconheci. Aquele definitivamente era o dia das Claire me encontrarem.

— Gemma — falei, expressando toda minha surpresa com meu rosto. A irmã caçula de Louise soltou um guincho animado, me dando um abraço bem apertado e se lançando sobre a cadeira que antes de se encontrava minha sobrinha.

— Oh meu Deus! Eu nem acredito que é você que está aqui na minha frente! Não nos vemos faz o quê? Dezessete anos? — ela jogou sua bolsa supercara em cima da mesa e continuou, soltando vinte palavras por minuto. — O que aconteceu com você? Quando fomos ver Louise estava se casando com Anthony e você tinha sumido de nossas vidas. Minha mãe quase teve um treco!

— Nós não demos certo juntas — falei desconfortável. — Mas o que está fazendo aqui Gemma? Achei que morava em Nova Iorque, você dizia que nunca ia sair de lá.

— Bom, eu vim para cá para trabalhar — falou animada. — Dá para acreditar que sou editora-chefe de uma revista de moda?!

Lembrei-me daquela menina que odiava moda e criticara minha decisão de ser modelo quase que constantemente em toda minha visita secreta à sua família.

— E eu devo tudo a você Sarah — ela disse, apertando minha mão de leve sobre a mesa. — Depois que a Louise nos apresentou eu fiquei impressionada por sua paixão pelo mundo da moda, pelo seu sonho de ser modelo e... Nossa! Você foi uma inspiração para mim, Sarah, eu nem acredito que nos encontramos de novo.

— Uau, nossa, eu nem sei o que disse Gem — falei surpresa. Eu nem sabia que ela tinha me escutado. Nas únicas duas vezes que eu fugi do meu noivo para ficar com Louise e sua família, Gemma ficara calada. — Estou muito orgulhosa de você.

Ela sorriu animada e meio aliviada. Era quase como se ela estivesse esperando minha aprovação.

— E você? Achei que você iria viajar o mundo desfilando por todas as passarelas que encontrasse — brincou. Ela olhou para Beatrice por cima do meu ombro. — Aquela é sua filha?

— Minha sobrinha — corrigi apressada. Quase podia sentir o suor frio escorrendo pela minha coluna — Beatrice. Ela é a mais nova, nasceu pouco tempo depois de Louise e eu terminarmos.

— Ela se parece com você — comentou Gemm, alternando entre mim e Bea, olhando carinhosamente para nós — Está trabalhando com o quê agora?

Hesitei em contar à Gemma porque eu não queria ver o olhar de decepção no olhar dela, que parecia tanto com o de Louise, apesar das cores diferentes. O castanho escuro de Gemma não era tão bonito quanto o cinzento, mas era quase. E tinha tanto carinho e admiração que seria como passar uma escavadeira por cima de mim e do meu coração.

Mas Gemma parecia alguém melhor do que a pessoa que Louise tinha se tornado agora e parecia alguém que não se importaria com a verdade da minha vida agora.

— Na verdade eu não trabalho mais como modelo... Hoje eu trabalho para os poderosos procurando por modelos, atores, editores, o que eles precisarem. Principalmente no ramo da moda. Trabalho com um fotógrafo chamado James Hudson. Você conhece?

— Claro — ela disse sorrindo, não parecendo nem um pouco decepcionada. — Eu entendo você completamente. Eu soube da sua sobrinha, o caso ficou nas revistas de fofocas pouco conhecidas. O que você fez por ela foi admirável, o que não é nenhuma surpresa. Eu sempre gostei mais de você do que do Anthony.

— Você tem filhos? Casou? — perguntei tentando desviar o foco de mim para ela. Seria muito melhor.

— Casei, oh meu Deus! Ah! Ele é perfeito, estamos casados já vai fazer dois anos e, você está sabendo primeiro, então é segredo absoluto... Daqui a alguns meses a família ganhará um novo membro! — Ela espalmou as mãos na barriga, os olhos um pouco lacrimejantes e o sorriso mais maternal que eu já tinha vista estampado no rosto redondo.

Sorri com sua animação.

— Isso é maravilhoso Gem — falei, bebendo um gole do meu chá gelado. Ela pareceu hesitar e então puxou algo da bolsa. Era um cartão rosa com letras douradas metalizadas. Peguei o cartão, curiosa.

— O que é isso?

— Uma das minhas jornalistas acabou de se demitir — falou com simplicidade e uma voz cuidadosa — Eu sei que você não está acostumada, mas ela cobria todos os grandes desfiles e falava muito sobre as tendências. Haverá um desfile aqui em São Francisco na semana que vem e eu estou sem alguém para cobrir, você poderia ir e escrever um artigo. Sabe uma chance de ganhar um pouco mais.  

— Está me oferecendo um emprego?

— Uma chance — apressou-se para corrigir, temendo que eu brigasse com ela. Mas eu estava sentindo vontade de apertá-la. — Mas eu tenho certeza de que você se sairá bem.

Olhei para emocionada. Gemma parecia fantasticamente gentil, exatamente como há dezessete anos e a melhor parte, ela parecia realmente disposta a me ajudar.

— Obrigada — falei sorrindo, compartilhando com ela minha gratidão. Aquela mulher que ainda parecia uma garota.

— Não é nada, além disso, eu vou adorar trabalhar com você — Ela olhou para o celular e se levantou apressada. — Tenho uma reunião agora! Estou superatrasada, eu te mando os detalhes por e-mail. James Hudson, certo? Tchau! —Ela saiu apressada, sem me deixar responder nenhuma de suas questões.

Beatrice se aproximou de mim novamente, curiosa com aquela figura. Parou de pé, para então questionar:

— Quem era?

— Ninguém importante — falei. Minha sobrinha se sentou na minha frente com um semblante desconfiado, um número de telefone anotado no pulso pálido e fino. Sorri novamente. — Só uma velha amiga. Mas... Telefone, hum?

Beatrice deu de ombros e eu puxei meu celular da bolsa para salvar o número e o e-mail de Gemma do cartão. Era uma segunda chance para mim de seguir em frente e tirar de vez aquelas palavras cruéis de Louise, desacredita-las. Não por causa de Louise, de Gemma ou até mesmo de Harley. Mas por mim, porque eu queria, porque eu precisava.

Esquecer meu passado e começar minha nova vida. 

*Leiam as notas iniciais e finais por favor. ACREDITE, É MUITO IMPORTANTE!!!


Notas Finais


Para começar, eu sinto muito. Demorei muito para postar o capítulo e me sinto péssima por não ter postado antes, ter atrasado por tanto tempo. Infelizmente eu estou passando para um longo período de falta de inspiração e os por isso é possível que os outros capítulos saiam ruins, mas eu juro que estou me esforçando muito.
Na semana retrasada eu pretendia postar os capítulos, mas teve um pequeno probleminha que não posso contar, não se refere à mim.
Este capítulo está introduzindo o que eu planejo para Sarah e Louise, e eu espero realmente que vocês tenham gostado dele. Bom, vamos falar sobre outra coisa queridos??
Eu pretendo excluir a outra fanfiction que eu tenho no site e me concentrar apenas em GLG, mas em breve começarei a escrever uma outra que ainda estou planejando. Mas o foco é em 'Girls Like Girls' agora e eu tenho uma questão muito importante para perguntar para vocês. Sobre... sexo.
Haverá cenas picantes e inclusive uma já está sendo escrita, será postada hoje, mas ela foi escrita de uma forma certinha. Eu quero saber se vocês tem problemas com palavras do tipo 'buceta' ou 'pau', coisas do tipo. É muito difícil achar palavras formais para nomear vagina e pênis, sério. Outra questão, vocês preferem sexo narrado em 1ª ou 3ª pessoa? Eu pessoalmente acho em terceira pessoa muito mais excitante e fácil da escrita, se vocês estiverem dispostos podemos fazer um teste. A próxima será em 1ª, mas da próxima vez eu posso escrever em terceira.
Bom, sobre a foto, eu estou pensando em fazer assim para personagens sem grandes destaques porque eu realmente queria pôr todos os personagens possíveis, cada um que eu colocasse na história. Sou muito apegada à um dreamcast.
Por último e não menos importante, eu estou explodindo de felicidade! Eu recebi a primeira recomendação da história no Nyah!Fanfiction e eu fiquei muito feliz, tão orgulhosa e satisfeita com meu trabalho que chorei. Sério, eu chorei. Obrigada pelo carinho de vocês, de verdade. São os melhores leitores do mundo ♥♥♥♥♥
Comentários, críticas e sugestões! Lembrem-se que eu adoro vocês
Beijos, J.L.<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...