História Girls Like Girls - Capítulo 28


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Palavras 1.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Orange, Poesias, Romance e Novela, Slash, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem <3

Capítulo 28 - XXVIII. Let Me Love You


Fanfic / Fanfiction Girls Like Girls - Capítulo 28 - XXVIII. Let Me Love You

Eu acreditava

Que estávamos pegando fogo à beira de algo lindo

De algo lindo

Vendendo um sonho

A fumaça e os espelhos

Nos deixaram esperando por um milagre

Por um milagre

 

Diga, passe pelos dias mais obscuros

O céu é uma decepção

Nunca vou te deixar, nunca vou te decepcionar

Oh tem sido uma viagem e tanto

Dirigindo na ponta da faca

Nunca vou te deixar, nunca vou te decepcionar

[...]

Deixa eu te amar

[...]

Não durma

No volante, temos milhões de quilômetros a nossa frente

Quilômetros a nossa frente

Tudo o que precisamos

É de um despertar bruto

Para saber que somos bons o suficiente

Para saber que somos bons o suficiente

 

Diga, passe pelos dias mais obscuros

O céu é uma decepção

Nunca vou te deixar, nunca vou te decepcionar

Oh tem sido uma viagem e tanto

Dirigindo na ponta da faca

Nunca vou te deixar, nunca vou te decepcionar

Let Me Love You, DJ Snake Feat. Justin Bieber

 

Mas eu achei que sua prima morasse na Flórida com o seu avô — falou Maia ao telefone quando eu terminei de contar o meu dilema sobre toda a confusão da minha vida nos últimos dias. — Como ela se livrou da escola antes do fim do ano?

O jantar começaria em pouco tempo e a busca pelo vestido perfeito havia acabado de começar, com a voz de Maia como trilha sonora da minha “aventura”.

— Argh, eu não sei Maia — Terminei de fechar o sutiã e voltei para a cama, encarando o celular com raiva como se estivesse encarando Maia. Ela bufou quase como se sentisse meu olhar. — Ela fez uma espécie de prova e conseguiu vir antes do feriado e... O problema não é esse, mas sim que tudo na vida da minha tia está dando errado e consequentemente na minha vida também, quanto mais eu tento ajudar, tudo piora e...!

Okay, respira — pediu risonha. Revirei os olhos, indo ao armário em caça à um vestido digno de ir para o jantar da minha futura namorada. Ouvi um som agudo do outro lado da linha, algo muito frágil se quebrando. — Só um segundo amoré... Kevin! Se você não consegue carregar os pratos sem quebrar nenhum deixe que o James faça isso!... Desculpa amor, do que você estava falando?

Sorri ao ouvir ela me chamar de amor, mesmo que não parecesse ter sido intencional. As melhores coisas aconteciam espontaneamente.

— Eu falei com a Louise hoje e ela me contou sobre as duas. Pelo que eu entendi tia Sarah desistiu dela por causa de uma ameaça do meu avô — Olhei para o vestido verde que estava segurando, chateada por ele ser tão bonito e ter um rasgo tão grande na lateral. Choraminguei e continuei procurando, aumentando o volume da minha voz para que ela ouvisse. — Não gosto nem de imaginar o que ele e minha mãe vão fazer quando eu contar que estou namorando uma garota. Ele vai surtar!

Oh, então quer dizer que estamos namorando, huh? Bom saber disso, Philips.

— Você entendeu o que eu quis dizer Maia — falei a repreendendo, mesmo que ela talvez não entendesse o tom através do telefone, mas Maia parecia entender qualquer coisa que eu falasse.

Entendi, entendi. Não precisa ficar envergonhada dulzura, eu sei que sou irresistível — Ao fundo, outro prato havia quebrado. Me perguntei se o primo dela tinha algum tipo de problema de visão. — É difícil resistir ao meu charme, eu sei disso.

— Tão humilde — cantarolei enquanto ajeitava um vestido vermelho sobre a cama. Odiava laços e aquele estava fora de questão. — Mas isso é sério Maia, eu sinto que elas nunca vão ser felizes com outra pessoa.

Você está se envolvendo demais em problemas que não são seus — disse Maia, meio que me dando uma bronca. — Sua tia tem quarenta anos Beatrice, ela sabe o que fazer da vida dela e mesmo que não soubesse, nenhum de nós tem o direito de privar ela das próprias experiências. É como quando a minha mãe disse que eu podia ficar correndo pela casa desde que eu arcasse com a consequência. Eu quebrei um vaso, me cortei e nunca mais corri pela casa.

— O que vasos quebrados têm a ver com a minha tia? — perguntei confusa. Parei em frente ao espelho e ajeitei o sutiã, com raiva ao percebe que, mesmo usando o sutiã com a melhor sustentação do mundo, meus seios continuam pequenos e vesgos. — É uma analogia bem confusa.

Metáfora — corrigiu Maia. — A questão é: pare de se envolver nos problemas da sua tia. Ela consegue decide e enxergar sozinha o que é melhor para ela, então não se meta antes que ela pela sua ajuda. Todos nós erramos Maia, faz parte da grande experiência de merda que é a vida. Tipo no filme O Rei Leão. Cara, eu ainda não superei a morte do Mufasa.

— Hã?

Concentre-se em ficar linda e maravilhosa para mim — Ela pareceu pensar um pouco. — Ou seja, não faça nada. Você já é linda e maravilhosa.

— Idiota — resmunguei corada. Ela sabia me envergonhar muito bem, estava virando especialista nisso. Suspirei, voltando ao nosso assunto sobre minha tia e sua vida amorosa de cinema. — Eu só acho que ela encontrou o que procurava, entende? Quando você encontra alguém que faz seu coração bater mais forte e... E... Você mal pode esperar para encontrar com essa pessoa e vê-la sorrir no dia seguinte. Você quer passar todo o seu tempo com ela, por que se sente sem chão quando ela não está por perto. Aquele frio na barriga Sabe do que estou falando?

De gases? — Soltei um gritinho ofendido e Maia riu rouco. — Brincadeira! Brincadeira!... — Mais alguns risos — Claro que eu sei do que você está falando Bea. Para mim isso se chama... Bem, você.

Nós duas ficamos em silêncio, apenas ouvindo a respiração uma da outra. Maia estava muito tranquila, o telefeno fazendo um som de estática bem baixinho toda vez que ela respirava, quanto a mim eu não tinha certeza se meus pulmões estavam funcionando e então ofegava baixinho em surpresa, tentando me manter controlada para não soltar uma série de gritinhos afinados de animação. Talvez Maia mudasse de opinião se me ouvisse gritar. Eu não queria que isso acontecesse.

Foi com um estalo que eu percebi que já estávamos envolvidas demais para que isso, nosso relacionamento ou sei-lá-o-quê, retrocedesse. Estávamos ali, as duas apenas ouvindo a respiração da outra por uma chamada telefônica, apenas pelo prazer de saber que estávamos juntas e sem se importar que o que ela havia dito era para se constrangedor ou não.

Havíamos avançado tão rápido que assustava. Estávamos virando um casal adolescente com capacidades mentais abaladas por uma química diferente. Eu, que sempre era muito prudente se tratando de meus relacionamentos (meus pobres ex-namorados que o digam) havia me entregado de cabeça para aquela nova descoberta excitante. Eu bissexual e no meu primeiro relacionamento com uma garota eu havia cedido de joelhos.

Era um sentimento de derrota vergonhosa e alegria plena.

CONFUSÃO!

De qualquer forma, quando meu cérebro finalmente entendeu as palavras de Maia e meus pulmões voltaram a funcionar, eu abri um sorriso. Eu acho que Maia conseguiu sentir isso, por que ela riu fraco enquanto eu apertava o vestido que ainda segurava contra o peito, tentando não desmaiar com aquele sentimento confortável e assustador que percorria pelas minhas veias até o meu coração, fazendo ela bater em disparada.

Ficamos em silêncio por outros dois longos minutos, onde eu pensava em algo coerente para dizer e Maia continuava a sua tarefa de pregar enfeitas de cristais pela casa.

Diga que gosta dela sua idiota!, Reclamou meu cérebro. Por algum motivo, minha mente tinha a voz muito parecida com a da Jennifer Lawrence. Ela vai achar que você não corresponde e aí nunca mais vai olhar na sua cara! Beatrice acorda sua otária loira, não estrague nossas chances!

Eu tenho que desligar agora — Suspirou pesadamente. Ela parecia chateada. — Terminei de pendurar os enfeites e agora vou ter que me arrumar. Meu pai contratou uma equipe de maquiagem e cabeleireiros, acredita? Ian tem cada ideia maluca. Vemos-nos no jantar, okay?

— Okay — Apesar de achar o momento muito literário, eu não consegui pensar em outra coisa para dizer. Milhares de frases surgiram na minha cabeça, desde uma declaração poética à uma resposta curta como ‘eu também sinto o mesmo’, porém eu fiquei calada e parada feito uma estátua idiota enquanto Maia estalava um beijo no telefone e se despedia com sua língua cheia de erres (r’s). Só muito tempo de estado catatônico depois eu percebi o que eu realmente tinha feito: deixado ela sem resposta para uma declaração de amor cheia de significados e ansiosa. — Sua grande burra! Você merece o prêmio de insensível do ano Beatrice Philips.

Eu chutei meu celular para o outro lado da cama, caindo sobre o colchão macio e amassando os vestidos, sentindo as molas me fazerem quicar de leve umas duas vezes. Mas não importava, eu queria mesmo encarar o teto e me castigar pelo resto da eternidade, pensando em todos os problemas que minha vida estava entregando em minhas mãos.

Ah, havia surgido uma rachadura nova no meu teto também.

Valeu vida. Muito obrigada mesmo!

 


Notas Finais


COMENTÁRIOS! Por favorzinho.
Sei que não venho respondendo os comentários ultimamente, isso está me deixando muito chateada e eu prometo que vou me esforçar mais.
Beijos, J.L <3


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