História Girls Like Girls - Capítulo 68


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Demiley, Fifth Harmony, Norminah, Saylor, Vercy
Exibições 105
Palavras 2.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 68 - Dem's


Demi Point of View

Eu tinha um milhão de coisas para fazer, 45 trabalhos pra entregar, 28 livros para ler, além de armar um novo contra ataque no time de vôlei.

E claro no meio disso tinha Naya, e sua filha mais fofa do mundo que me tomava grande parte da tarde até a noite.

Não que seja fácil lidar com o temperamento da latina, mas ela sempre me mostra seu lado explosivo e ciumento com relação a pequena, e também sempre consegue deixar claro que quer manter distancia de relacionamento sério, que sua carreira vem em primeiro lugar.

As vezes me sinto até babá, porque ela mesma sempre está longe, ou o pouco de tempo que tem em casa está dormindo ou de mau humor.

Não sei onde fui amarrar meu burro.

- Pai... O senhor sabe que tipo de leite comprar pra uma criança?

- ela tem mais de dois anos?

- sim...

- então compra um leite comum mesmo... Mas porque você quer saber?

- estou cuidando da filha de uma amiga...

- namolada... - Tina disse ao meu lado e eu suspirei.

-... Ér...Namorada.

- leite em pó, e compra achocolatado enriquecido... - ele desligou e eu fitei a garota no meu colo era terrivelmente fofa.

- ainda bem que você não usa mais fralda... - peguei uma lata de leite e achocolatado e caminhei até o caixa.

- quelo jujuba! - ela apontou para a prateleira onde tinha pacotes de preservativos, sorri com tamanha inocência dela.

- sua mãe não deixa... - Tina me fitou com um par de olhos pidões e eu suspirei - tá, mas só porque eu estou realmente odiando a sua mãe.

Peguei um pacote de jujubas de outra prateleira e entreguei a ela.

- são... - a atendente me fitou ainda segurando Valentina e continuou - 45 dólares e 65 centavos...

- OK... Isso vai pra conta da sua mãe também... - passei o meu cartão e corri dali antes que a mini devoradora de doces pedisse algo mais.

Para o meu infeliz azar eu não tinha noção nenhuma de como colocar aquela criança na sua cadeirinha.

1° que o negócio tinha um monte de botões.

2° que a pequena diabinha fofa ficava se mexendo a todo segundo.

Acabei por deixar ela no banco da frente mesmo, mas com o cinto de segurança.

E fiz o trajeto inteiro a menos de 30 kilometros por hora.

E é claro que para o meu asar divino, Naya estava nos esperando na habitual vaga do seu carro.

E mesmo não vendo que Valentina estava no banco errado, ela ainda assim me fuzilava com os olhos.

Droga

Eu tinha que enfrentar a fera, então me soltei do cinto de segurança, mesmo achando que não seria uma boa ideia.

- onde caralhos você estava?!

- fala baixo!

- porque eu falaria baixo? - ela abriu a porta do passageiro, mas Tina estava na frente. A menina de cabelos lisos lhe deu um sorriso enorme e disse:

- olha mama eu ganhei jujubas!

- no banco da frente? Sério mesmo Demétria? - ela abriu a porta e pegou a garotinha alegre no colo. - vem meu anjo... Vou te deixar longe dessa irresponsável.

Tina me lançou um olhar pidão, e eu só consegui dar um xauzinho pra bebê, antes de fechar a porta do carro.

- não precisa mais buscar ela na creche... Nós não precisamos mais de você.

- tudo bem... - dei de ombros - aqui está o leite... - entreguei a sacola a ela - eu tentei ser agradável com você, mas eu cansei de ser seu tapete, então arrume outra babá.

Porque a vida não poderia uma vez ser generosa comigo? Porque eu tinha que sofrer tanto?

Entreguei as chaves do carro também e sai dali antes que o meu sorriso hipócrita fosse desfeito pelas lagrimas.

Eu precisava de uma festa, a moda Lauren para colocar equilíbrio a minha desordem sentimental.

Já que a mesma não estava na cidade, eu tinha que resolver aquilo sozinha, mas sempre da mesma forma, uma chamada no grupo de whatssapp, Monsem comprava as bebidas, Gilles traria os equipamentos de som.

E eu arrumaria o último andar do triplex, as regras do condomínio era de não fazer barulho depois das 11h então a gente ainda teria muito tempo de diversão.

Há alguns meses, na verdade desde a festa de Réveillon eu tinha prometido ao meu pai que não daria mais festas ali. Mas que se foda, eu estava destruída por dentro.

E era certeza que eu ficaria uns dias sem meu cartão de crédito.

Mandei mensagem pra geral, por sorte Emma e Ariana estavam perto, ambas vieram me ajudar com o gelo e os aperitivos.

Agora era só escolher uma roupa, meu baixo astral me fez usar apenas shorts jeans curtos, uma blusa regata na cor branca e um casaco xadrez e pra completar o modelito caminhoneira coloquei um par de all star.

Quando subi até a cobertura Gilles já tinha conectado o som e o ritmo eletrônico começava a contagiar.

Meu pai chegaria as 2 da manhã o que ainda me daria tempo pra arrumar a bagunça que já começava a se formar.

Dinah estava com Mani em um dos sofás, Camila estava junto a duas garotas novatas, Emma e Monsem discutiam algo enquanto a Loira bebia alguma coisa.

Ariana e Gilles estavam nas picapes de som enquanto ora ou outra se beijavam, Shawn estava com a turma de jogadores de futebol da escola discutindo algo, e do outro lado Bieber abarcava Selena.

Suspirei pesadamente enquanto pegava mais uma bebida no balcão, estranhei ao ver uma criatura que eu conhecia a algum tempo.

A morena servia as bebidas pra geral enquanto jogava seu charme nas garotas. Ruby Rose não mudava.

- então minha gata, o que irá querer?

- muito sexo e orgasmos múltiplos.

- no...noss... É.... A gente tem Margherita... Ou Rum com coca...

- certo... Quero tequila... Só tequila...

- dose dupla?

- tripla!

Ela encheu um copo e me deu, curvei o nariz e tomei um grande gole.

- o que aconteceu pra você ficar assim?

- levei um pé na bunda...

- você deveria ter me escutado, atacar ao invés de ficar na defesa, deixar os sentimentos guardados... Não teria se fodido tanto.

- eu deixei meus sentimentos guardados, olha onde estou! - engoli mais um gole daquela bebida ruim, a segunda vez não era tão ruim - vou transar com duas daqui a pouco - apontei para Nina e Karma que conversavam amigavelmente enquanto eu juntava coragem para levá-las para o meu quarto.

- aqui... - Ruby cortou o limão e me entregou, fiz uma careta enquanto salivava por conta da eminente acidez da fruta.

- obrigada - peguei uma parte do limão o mordendo e sugando o sumo até que aliviasse a queimação na minha garganta.

- você nunca consegue demizinha - revirei os olhos. - sempre vai amar e se ferrar no final... Quanto tempo essa durou?

- 5 dias?

- é...aposto que com a Sel foi mais demorado.

- quinze anos de amizade, três meses de namoro, e agora ela nem olha na minha cara.

- putzzz - ela gargalhou se servindo uma dose de tequila e tomou tudo de uma só vez - pra isso existe a birita não é mesmo? Pra afogar as borboletas que existem na nossa barriga.

- e você?

- ué...o que tem eu?

- borboletas?

- ela não me correspondeu... Preferiu continuar casada com uma megera...

- Nome?

- Piper...

- nossa... Eu to viva pra ver você ser trouxa por outra garota...

- na verdade ela já é mulher... - revirei os olhos aquela filha da mãe não se interessava assim tão fácil. - e bem casada...

- com a tal megera... É Ruby acho que é essa a maldição que carregamos por gostar de garotas.

- ao invés de lésbica, deveríamos nos chamar de "sofredoras"

- sem sofrencia hoje, na verdade eu quero realmente naquela dose de orgasmos.

Puxei a morena pela mão ainda com ela pelo outro lado do balcão. A gente ia se fazer gozar.

Gemeriamos outros nomes mesmo que a combinação não desse certo a satisfação é garantida.

Meu quarto ficava logo abaixo daquele monte de barulho e falatório, ninguém escutou os gemidos que dávamos enquanto insensatamente nos fodiamos ao mesmo tempo.

As imagens vinham em flashes seus olhos claros, a boca carnuda, seus seios sôfregos, o abdômen definido. Tudo o que Ruby fazia me trazia uma porção de prazer.

Mas um prazer vazio.

Escutei alguém batendo na porta do quarto e me sentei ainda sentindo minhas pernas bambas e minha cabeça pesada. Peguei meus shorts e vesti a blusa enquando Ruby ascendia um cigarro, ela me fitava com um olhar vago.

Eu sabia que eu não quem ela queria, porque ela também não era quem eu queria.

- Já vai!

Gritei quando a pessoa do outro lado se mostrava bem insistente em me fazer levantar.

- meu... Que saco...não poderia espera...

Eu parei de falar quando fitei uma Naya furiosa, meu coração começou a bater num ritmo doloroso e eu respirei fundo algumas vezes para não parecer tão bêbada.

- o que quer?

- quero que abaixe esse caralho desse som!

- tah, reclama com o síndico, posso fazer nada por você.

- olha... A minha filha está com febre, eu não sei de onde saiu essa febre, aposto que foi você quem lhe deu alguma coisa... Ela quer dormir mas não consegue, então ou você coopera ou eu volto aqui e jogo você pela janela!

- heey! Quem é você pra falar assim com a Demétria?!

Escutei Ruby, a garota já tinha se vestido em tempo record e estava plantada atrás de mim.

Isso não vai prestar.

- eu sou vizinha dessa cabeça oca! E pensar que eu ia me desculpar com você! Agora que não quero mesmo, você e seu harém.

- eu abaixo o som... - minha voz não passava de um sussurro - só quero que suma da minha vida.

Depois dessa discussão, Ruby me levou para beber mais ainda, trocamos alguns beijos e amassos, depois vieram as brincadeiras.

E mais shot's de tequila, no final estava quase todo mundo pelado e se pegando, no meu quarto já estava Monsem e Emma, na sala Camila beijava uma garota, Jane e Mani se comiam na minha banheira.

E o resto do mundo se apagou quando eu ainda sentia os meus pés flutuarem, tomei um banho rápido no quarto do meu pai e me troquei.

Eu precisava dela, como um viciado precisa de uma droga.

Vesti alguma coisa que não estivesse cheirando a álcool e corri para o andar de baixo.

Toquei sua campainha algumas vezes antes de ela vir abrir para mim. Eu não ser fácil, iria transformar sua vida num caos, nossos beijos seriam sempre famintos enquanto eu sentir toda aquela pressão no meu peito.

- eu cuidei da sua filha... Não a machuquei, nem machucaria se pudesse. Eu gosto dela, mesmo você me odiando, e eu não vou parar de te enxer até você melhor... E. ESSE. SEU. COMPORT...COMPORTAMENTO!

- já acabou senhora?

- não, você também é uma descarada que se acha a perfeição que habita a terra e... - eu perei de falar quando a deusa grega me beijou.

Não foi um beijinho não, ela me fez calar, sua boca parecia afiada em querer me punir, seus olhos estavam abertos e ela me fitava zangada.

Ela era uma puta maldita que fazia o meu sangue ferver, eu queria ela, porque nem se Ruby tentasse ela ia me dar plena satisfação quanto Naya.

- você veio até a minha casa para conseguir o que sua ficante não conseguiu?!

- não, eu vim pra esclarecer alguns pontos.

- nooh, que peninha da Demizinha... - ela me puxou pra dentro me prensando contra a parede.

- eu odeio você...

- me odeia mas me quer... Cada parte de mim junta a sua.

Nova mente ela me beijou, e que se fodesse tudo eu precisava daquela megera, precisava de sua ilusão de seu mau humor.

- Val me contou que você é desajeitada com o cinto... E que foi ela quem pediu pelos doces.... E ela ficou desejando seu achocolatado... - ela beijou a minha testa - e eu fiquei um pouco zangada quando tive que ir até sua festinha... - beijou a minha bochecha - e vi que você estava com alguém...

- a culpa é sua!

- tudo bem eu assumo o meu equívoco!

- equívocos?! Eu....você é uma... - ela não me deixou terminar e me beijou de novo.

- eh... Eu sei q sou gostosa... Mas você vir até a minha casa vestida assim é bem interessante...

 

Tá, não foi boa ideia ter ido fantasiada. Mas aquela era a minha única roupa usável que eu tinha no momento.

- você não é a melhor pessoa pra falar de tendência...

 

Naya revirou os olhos sorrindo de canto.

- vamos pro meu quarto ou você ainda quer discutir nossa performance no fashion week?

 



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