História Girls Like Girls - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Bissexualidade, Garotas, Girls Like Girls, Lesbics, Romance
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Palavras 1.840
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capitulo 1


Caroline Steves

18:00

Casa da Avó, Segunda-feira

 

Quando você é a princesinha dos seus pais, dos seus amigos, parente, professores e até mesmo pessoas que você não conhece, não tens muitas escolhas em uma sociedade onde vivemos de aparências, então, é isso que eu sou a princesinha, a amiga, a romântica, a organizada, a certinha... Vamos lá quem eu quero enganar!

- Querida – disse minha avó ao abrir a porta e me olhar com aquele sorriso falso de carisma, que eu logo retribuo – Fiz um lanchinho, você está tão magrinha, precisa se alimentar antes de seus pais lhe levarem para sua casa novamente

- Ah vó... eu estou sem fome nenhuma – disse enquanto voltava minha atenção para um livro fechado, a capa era preta e dura, velha e desgastada, era um diário, mais especificamente o diário de minha melhor amiga de infância, Lívia Muller, eu havia o pegado escondido na última vez que fui a sua casa

Sem nem perceber e viajando em pensamentos minha avó saiu sem protestar, revirei os olhos e me levantei indo à frente do banheiro, usava um vestido que ia até o joelho era branco com detalhes rosa, meus cabelos estavam um pouco ondulados e soltos, o visual perfeito de uma bela jovem comportada... Sorri de canto com um olhar superior, se tinha uma coisa que eu não era... uma bela jovem comportada, vadias sabem fingir tão bem...

- Velha irritante – disse, porém ao ouvir o som da fechadura se abrindo tomei um susto e me virei para porta, lá estava meu irmão mais velho, Lucas... dei meu melhor sorriso animado e corri até o mesmo o abraçando com aquela voz “doce” – Irmãozinho! Que saudades!

- Também morri de saudades Carolzinha! – disse aquilo com a mesma animação, o soltei devagar e encarei bem seu rosto, pele branca, olhos pretos e cabelos castanhos... éramos tão parecidos, a diferença é que eu sabia ser uma atriz melhor, na verdade, ele nem escondia o quão galinha era, tinha vinte e dois anos, e estava cursando faculdade de medicina, apesar dele odiar tudo isso... ele levava jeito mesmo era para artista, fazia quadros que mais pareciam fotografias, mas claro, minha família perfeita não aceitava artistas sem futuro, apenas eu sabia desse seu talento escondido, e usaria isso contra o mesmo quando chegasse a hora

Isso mesmo, eu me faço de boa garota, depois tiro proveito das fraquezas das pessoas para minha própria vontade, as vezes para me ajudar, e as vezes apenas por prazer... mas havia uma pessoa a qual eu não conseguia ameaçar, Lívia... Aquela garota tinha algo que me influenciava mais que satisfação, e eu precisava descobri o que era, ou seria destruída...

- O pai está nos esperando lá em baixo, vamos? – perguntou indo a minha cama e pegando a mochila e a mala

- Mas... e a mãe? – perguntei realmente surpresa, quer dizer... não que fosse novidade ela não ser presente, mas... ela havia prometido que viria daquela vez, meu irmão transpareceu seu desanimo

- Ela não veio, se enrolou no trabalho, mandou eu pedir desculpas por ela, mas... – ele não conseguiu terminar a frase

Que mulher mais incompetente, para que queria filhos se não podia lhes dar atenção necessária! ... desde que eu me reconheça como pessoa ela nunca esteve na nossa vida, sempre faltou a reunião de pais, jantares em família, e viagens, algumas vezes chegava até ir, mas sempre ficava ocupada com a merda do seu trabalho, já o pai, é ele é mais presente, mas ele sai toda noite, volta bêbado e com no mínimo duas mulheres, ainda me obriga a guarda esse segredo, ele já trai  minha mãe a dois anos, claro eu não conto nada, ele já está em meu domínio, todo dinheiro que eu querer, e alguns bônus... ele aproveita bem minha boca fechada, ah como aproveita, a noite toda escuto gemidos falsos e de manhã sempre vejo uma perambulando pelos corredores com uma expressão de superioridade, ESTUPIDAS!

- Eu imaginei que isso fosse acontecer... – forcei um sorriso e passei pela porta descendo as escadas devagar, no fim da mesma estava meu pai que abriu os braços e um sorriso enorme, corri aos seus braços e lhe abracei apertado – PAPAI! Que saudades! Como foram as férias sem mim? Deve ter sido um saco

- ah... sim foi muito entediante – disse totalmente superficial, por fora eu apenas sorria, mas por dentro eu gargalhava alto e exageradamente, ele definitivamente não serve para fazer novela

- Bom, então vamos? – perguntei aparentemente animada, me despedi de minha avó e sai de sua casa, indo ao carro no banco do passageiro, passei toda a viagem com os fones e pensando no que fazer em relação a Livia

 

Livia Muller

07:00

Casa Steves’ Terça-feira

 

Toquei a campainha, uma, duas, três vezes e nada da dorminhoca da Caroline aparecer, então me viro, finalmente alguém abre a porta, ao voltar o olhar para a mesma vejo Lucas, sem camisa, apenas com uma cueca samba canção, e bocejado, com um bafo horrível

- Ow, é assim que você atende as pessoas? – perguntei irônica enquanto entrava em sua casa devagar

- Nhaam... eu já sabia que era você – respondeu enquanto ia a cozinha – oh pai, o que fez para o café?

Me sentei no sofá enquanto aguardava Carol, já fazia duas semanas que não nos comunicávamos, a casa da avó dela era tipo o fim do mundo, sem internet, televisão, nem RADIO, imagino o quão entediante foi. Perdida em pensamentos nem percebi quando Carol desceu as escadas saltitando com seu jeitinho de menininha

- Bom dia família! – disse bem alto, e logo que me viu abriu um sorriso enorme, veio até mim e me deu um abraço apertado – AWHN QUE SAUDADES DE VOCÊ

- Eu também morri de saudades... bochechuda – ela estava me apertando muito, quase não consegui falar

- Vai mata-la assim irmãzinha – Disse Lucas na porta da cozinha com uma caneca de café e um pedaço de bolo, a mesma apenas lhe mostrou a língua, o que me fez rir, tão fofa

- É bolo de que? – perguntou depois de me soltar e ir a cozinha, a acompanhei e dei bom dia ao Senhor Steves, ou apenas Paulo, que me recebeu gentilmente

- De fubá, trouxe da casa da vovó – Respondeu o mesmo

- Awhn, serio? Eu quero tudo! – os olhos de Carol brilhavam, seu pai lhe deu o pedaço de bolo para mim e para ela, me sentei e comecei a comer devagar, assim como Carol, além de bonita, fofa, era educada, digamos que eu a admirava muito

- Bom... acho melhor irmos, ou iremos nos atrasar – disse olhando a hora em meu relógio de pulso 

- Sim, sim – respondeu minha amiga se levantando e pegando a mochila, indo ao seu pai em seguida e depositando um beijo em sua bochecha, e passando direto pelo seu irmão, que fez questão de puxa-la e dando-lhe um beijo molhado e demorado na bochecha

- Boa aula meninas – escutei a voz de Paulo assim que passei pela porta, durante o caminho Caroline falava animadamente sobre suas férias, e sobre como havia sido divertido, eu achei surpreendente tudo, disse que montou em cavalo, cuidou de coelhos e até foi em uma espécie de labirinto de roseiras onde demorou a sair

Eu adorava o seu jeito tão meigo de ver o mundo e quase nunca se estressar com nada, e como era bondosa, e muito, muito popular, praticamente todos naquela escola no mínimo já ouviram falar de seu nome, Caroline era certamente marcante, porém eu era apenas um encosto para todos, tipo aquela sobra que ninguém vê, não que isso me incomoda-se, eu gostava de estar sozinha e ter pouco amigos, mas se eu quisesse ter uma conversa tranquila com a garota tínhamos que estar sozinhas, acabei me perdendo em pensamentos como sempre olhando meus all star sujos, quando escuto a voz que mais amo

- Bom dia Livia... – era meu professor de sociologia – como está o trabalho?

- Bom dia professor – respondi toda sorridente, até de mais, e logo senti um olhar repreensivo sobre mim – ah meu trabalho está em andamento, com aquela nossa conversa de ontem eu já consegui montar um esboço, estará pronto antes do fim de semana

- Se possível, me entregue na sexta, estou ansioso – disse alto ao se afastar, e logo se virou para o caminho onde passara, mordi o lábio inferior com força

- Ok, oque eu perdi? – perguntou Carol ao se pôr a minha frente, seu olhar de confusa e sua expressão de estranheza

- Ah... – sorri de canto e logo pareceu que a mesma havia entendido tudo

- Eu não acredito Lívia! Você está afim do nosso professor? Serio? Um cara de vinte e não sei quantos anos?! – ela foi aumentando seu tom de voz aos poucos, o que me fez olhar para os lados morrendo de vergonha

- Fala baixo! Quer que todos saibam? – revirei os olhos – vem

A puxei até nossa salinha, ou seja, a sala de música abandonada do segundo andar, íamos lá para ficarmos sozinhas durante o intervalo ou matando aula, era tranquila, e ninguém ia lá a anos, ou seja, ninguém nos pegaria ou perturbaria, após a mesma entrar fechei a porta e me sentei no chão escorando na mesma

- Lívia ele é muito velho! – ainda estava abalada com tudo, eu nunca havia a visto daquela forma, durante oito anos de amizade, nunca, nunca a vi daquela forma, encolhi os ombros e suspirei

- Gosto não se discute – disse baixinho tentando me defender

- Sim, mas isso não é gosto, é pedofilia – naquele instante, em que ela pronunciou aquela palavra a interrompi grossa

- Você não sabe o que é pedofilia ok?! – estava nervosa, e havia ficado um pouco tremula, o que aconteceu é que quando eu tinha sete anos, o meu padrasto havia abusado sexualmente de mim, tocando em meu corpo e fazendo-me... tocar no dele, e eu não gosto de lembrar disso até hoje, já que esse foi o motivo para eu ter ficado tantos anos indo numa psicóloga babaca que contava tudo que eu lhe falava para suas amigas, e logo se espalhou pela cidade toda... felizmente mudei de cidade, conheci Carol, e com o tempo fui esquecendo, não totalmente, mas ja consigo conviver com isso – É diferente... eu quero, e já sou quase maior de idade

- Olha desculpa... mas, não, não é diferente, você tem dezessete e ele vinte e seis, são quase dez anos de diferença, amiga me escuta, isso é para seu bem – virei o rosto para o outro lado, discordava totalmente da mesma, então o sinal tocou, ela parecia ter se dado por vencida – Vamos logo para a sala, a primeira aula é da Grace e eu não quero ir a diretoria de novo por ter me atrasado cinco segundos

Rimos um pouco e eu me levantei abraçando a garota a minha frente, eu sabia que ela não tocaria naquele assunto novamente contra a minha vontade, ela não era esse tipo de pessoa e eu amava isso!



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