História Give Love A Try - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~somersquad

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber
Personagens Alfredo Flores, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Hailey Baldwin, Jailey, Justin Bieber
Visualizações 168
Palavras 2.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA QUEM ESTÁ DE VOLTAAAA. Gente por favor não me matem, de agora em diante vai ter atualizações frequentes.

Capítulo 11 - Talking with the past


11. Conversando com o passado.


          J U S T I N    B I E B E R


Eu estava prestes a transar com a porra da minha mulher, e nós fomos interrompidos. Mas que tipo de praga me jogaram? Ultimamente eu não estou tendo muita sorte com isso não, meu amigão lá embaixo chega fica cabisbaixo, com essa frustração. Ashley ainda aproveitou a brecha para ir  tomar  banho, pensei em ir atrás, mas com a empregada alí e do jeito que me encontro, ela poderia ouvir os gemidos altos, isso seria desconfortável depois. Já basta ela ter me visto de pau duro.

Que caralho.

Desço para saber se o almoço já estava pronto, e volto ao banheiro  com a resposta avisando Ashley que não demorasse muito.

-Rosemary, - digo voltando para o closet e me sento no sofá -  sabe me dizer se aquele meu blazer azul marinho que derrubaram vinho tinto, já está pronto?

-Ainda não me contataram nada,  senhor. - responde ainda arrumando as coisas de Ashley nos devidos lugares.

-Gostaria que providenciasse isso quanto antes, para mim. Quero usá-lo na quarta.

-Vou descer e ligar para a lavanderia agora mesmo, para avisá-los.

-Faça isso. Avise Emma, se houver algum imprevisto, por favor.

-Farei isso sim, senhor. Com licença.

Esse é meu blazer da sorte, não que eu precise de sorte em si, mas ele me traz coisas boas quando eu o visto. E eu preciso dessas coisas boas ao meu favor na reunião de quarta-feira.

Nisso, avisto umas lingerie de Ashley ainda na mala, que por sinal são novas. Seria ótimo se ela usasse uma dessas para mim hoje à noite. Pego uma das usadas, esse cheiro é enlouquecedor.

Percebo que deixo algo cair, miro o chão... é uma pulseira. Pulseira essa que eu reconheci assim que bati os olhos, pois tenho certeza que não tem igual. Diamante e prata, eu mesmo mandei fazer para dar de presente de aniversário ao Alfredo. Tem até seu nome marcado. Eu engulo seco, segurando a minha raiva indo ao banheiro. Ashley estava secando o cabelo e interrompo aquele barulho insuportável o tomando de sua mão.

-Você está louco? -  vira rapidamente para mim.

-Não. - digo secamente - Mas eu posso ficar.

-O que?

-O que isso está fazendo dentro de sua maldita mala? - pergunto  mostrando a jóia em minhas mãos.

-E-eu... - começa a gaguejar. - Essa é a pulseira do Alfredo.

-Sério? Eu pensei que era do Barack Obama.

-Justin calma. Eu sei o que você deve estar pensando.

-Estou mais calmo do que nunca. Eu só quero saber o que isso estava fazendo em sua mala. -  sou ríspido.  Percebi que ela ficou meio tensa e tentou transparecer calma. Ainda estamos frente à frente, ela está com os seios à mostra apenas com uma toalha enrolada na cintura.

-Você não deixou eu terminar de explicar, caramba. Apesar de não dever satisfações sobre. - diz saindo do banheiro eu a acompanho - Alfredo foi até Manhattan visitar a mamãe. Eu ainda não estava lá, mas você sabe que ele e minha mãe, ambos se adoram. Então houve algo que ele foi embora, e deixou lá. Lottie me entregou, eu só coloquei nas minhas coisas para trazer. Só isso Justin. Não entendi o que tem de errado. - explicou-se.

-Você sabe que se tratando de Alfredo Flores e Ashley Bieber, me deve satisfações sim e pode ter algo de errado. Liga para Charlotte, agora. E põe no viva voz.

-Você está sendo estúpido.

-Eu apenas fiz uma pergunta Ashley. Você respondeu, agora quero me certificar.

Estamos novamente no closet. Ashley pega o celular na bolsa e disca na minha frente me mostrando a tela. Estou sentado no sofá e ela está pelada em minha frente, mas longe de mim. Sei o que está fazendo. Tentando me desconcentrar.

E o celular chama, chama e chama Charlotte não atende.

-Você está vendo, eu estou ligando.

-Sem problemas. - dou de ombros.

Lembro que ela havia perguntado sobre as botas de Candice, ou eu dou um fim nessa conversa, ou ela iria insistir depois aquela história. Na verdade eu não deveria nem ter iniciado, deveria ficar calado na minha, apenas observando.

-Não vamos brigar por causa disso, certo? - diz ela se aproximando de mim e selando nossos lábios em um beijo delicado. - Eu já lhe expliquei o que aconteceu. - envolve seus braços em meu pescoço -  Além do mais, eu não me encontro com ele sem ser com você, sairia em algum site de fofoca por aí, não acha?

Faz sentido.

-Ok, amor. Desculpa por isso, certo? Vamos almoçar.

-Não estou com fome, estou cansada. Vou ficar aqui e tentar dormir o dia todo.

-Tudo bem.

Isso foi super desagradável, porque eu estava desconfiado de algo que eu nem sei ao certo. Mas não é desconfiança, é receio. Eu posso gostar de Ashley e Flores, mas eu não gosto mais da amizade deles dois depois do ocorrido de um tempo atrás.

Bom, vocês claramente não devem saber mas, em um réveillon nós fomos para casa de praia da minha família, chamei uns amigos, e junto a eles o Alfredo e sua antiga namorada. Já era um momento da noite, que alguns já estavam um pouco alcoolizados e principalmente o Alfredo, tal que o mesmo, nesse estado gerou um incômodo e tanto por conta disso.

Pela versão da Ashley, ela estava na cozinha e do nada o Alfredo apareceu dando em cima dela e a arrancou um beijo. Pela versão da minha mãe que capturou o momento e interrompeu o mesmo, os dois estavam se beijando. Eu fiquei sabendo disso no outro dia e não sabia em quem acreditar. Ashley sempre foi verdadeira comigo, e minha mãe nunca gostou dela. Foi bastante duro ficar dividido entre Pattie e Ashley, e por fim  acabei brigando com minha mãe e com Alfredo.

Ficamos afastados, mas depois de um mês mais ou menos, ele tomou as rédeas da situação, conversamos e nos desculpamos. De qualquer maneira, mesmo ele flertando com minha mulher ele não estava em seu estado de sanidade, eu também não iria afetar a sede e meus negócios na empresa trocando de advogado, por causa disso. Eu só pedi para que Ashley ficasse longe dele, mesmo eu sabendo que não tinha acontecido "nada demais".

Só foi um terremoto para mim ver a pulseira dele nas coisas dela depois de tudo. A única coisa que veio na minha cabeça foi "Eles voltaram a ser amigos íntimos", e de certa forma isso me chateou bastante. Vocês devem estar pensando "Ah, mas você e a Candice se beijaram". Digamos que eu também não estava em um momento de sanidade, e por via das dúvidas... Não aconteceu nada demais.


           C A N D I C E   J A M E S


Fazia algumas horas que Justin havia ido embora, e desde então, eu não consigo parar de pensar no que aconteceu. Na realidade, eu dormir e acordei pensando no beijo que ele me deu, principalmente na imaginação tão real e excitante que eu tive. Aquilo foi o cúmulo, do cúmulo. Tenho até vergonha de mim mesma por tal coisa, como eu Candice James, pude pensar naquilo.

Não me orgulho nada disso, mas agradeço a Deus por ter sido só um beijo. E claramente eu vou fazer de tudo para que não aconteça novamente. Pelo menos tentarei ficar longe o bastante de sua boca mandona compromissada.

E Bieber apenas saiu de fininho dessa gafe, com sua gentileza e humor hilário, que me deixaram bastante confusa. Minha cabeça pulsava, se encontrando em colapso de pensamentos e questionamentos diversos. Mas por fora eu estava plena, e também com meu ótimo humor, entrei em seu jogo, onde  nenhum dos dois saiu perdendo.

Saio do banho quando ouço interfone chamar e visto um robe rapidamente, correndo feito um saci até a cozinha para atender, é o entregador.  Graças a deus a minha bomba calórica chegou. Se a Beth estivesse aqui, ela iria me matar, porque ultimamente tenho comido muito fastfood, o preocupante é que eu não tenho tempo para fazer exercícios.

Baleia futura à vista.

Não demora muito e a campainha toca. Saí do quarto em direção a porta de entrada, com um cartão de crédito em mãos para atender o entregador.

Entregador?

-Que porra tá acontecendo? Que porra você está fazendo aqui? - digi com um tom de voz elevado após abrir a porta.

Eu não consigo acreditar no que eu estou vendo.

Que inferno de vida.

-Calma, Candice...

-Não me pede pra ficar calma caralho. - digo mais alto. Dessa vez acho que todos os vizinhos do andar ouviu. Estou muito abalada. - Me dá isso aqui. - tomo em minhas mãos o pacote do lanche e tento fechar a porta mas ele coloca o pé.

Pago uma fortuna de condomínio para isso?

-Candice, nós precisamos conversar. - empurra a porta esvaindo minha força.

Ele é mais forte do que eu.

-Não temos nada para conversa Beadles.

-Claro que temos, Candice.

-Vá embora antes que eu chame a segurança! - meu tom diminui, mas ainda mantenho minha rispidez.

-Você acha que eu não sei o porquê do seu estado ontem? Ou o porquê disso aqui? - aponta para o machucado pós o soco em sua boca.

-Como você me achou?

-Jade.

Jade, filha da puta, você me paga! Ela não tem o direito de ficar passando meu endereço para qualquer um. Ainda mais para esse infeliz do Christian.

Eu estava morrendo de raiva, mas eu sabia que ele não sairia dalí tão cedo. Chamar a segurança era uma opção, mas não estou atrás de escândalos com meu nome, porque nunca fui disso. Já basta meus gritos que vão ser comentados.

-Entra e não se acostuma. - digo dando passagem para ele adentrar.

-O que houve com o seu pé?

-Não é de sua conta, Beadles. - digo me indo para a cozinha.

Pego um prato no armário, para colocar o hambúrguer e as batatas  e o refrigerante em um copo. Eu ainda não acredito que o Christian está na minha sala, sentado no meu sofá e ainda iríamos conversar. Onde eu estou com a cabeça esses dias? Meus atos estão o tempo todo contradizendo minhas palavras.

-É conversar o que você quer? Então vamos lá Beadles.

Estou sentada em uma das poltronas, estamos relativamente perto, mas não muito.!

-Você se tornou uma mulher tão linda. -  seu tom é macio.

Eu não mereço isso.

-Eu não era bonita antes, não é? -  abre a boca para falar algo mas o interrompo rindo. - Claro que não era, eu sei Christian. Se eu fosse uma garota bonita, tenho certeza que você não faria o que fez comigo, certo?

-Candy...

-Não me chame de Candy. Senhorita James, para os não íntimos. - ele suspira e solta uma lufada de ar. Está nervoso ou irritado?

-Senhorita James, tem certeza que vai persistir nisso? Vai continuar a guardar mágoas do passado? Eu me arrependo eternamente do que eu fiz, sou um cara melhor agora.

Começo a rir novamente.

Definitivamente a única coisa melhor mesmo, é a sua aparência. Ele está um gato.

Mas isso não vem ao caso.

-Você um cara melhor? É mais fácil Donald Trump se tornar nosso presidente.

-Candice, para. Eu sei que eu te magoei muito...

-Senhorita James, já lhe disse. E você me magoou muito? Oh Beadles, nós já tivemos esse diálogo e não acabou muito bem.

-Nós tivemos essa conversa quando? Há sete anos atrás? - debocha.

-Não importa quantos anos se passaram, não importa o que você diga. Eu sempre vou carregar esse peso nas minhas costas, os comentários que sofri, as risadinhas, problemas psicológicos. Eu...

-Para com isso caralho! - ele me corta com sua fúria, levando  sua mão a cabeça e puxando seus cabelos. Eu apenas o olho assustada.

Eu realmente levei um susto.

-Como ousa elevar seu tom de voz comigo? E na minha casa? Não é o suficiente o que você já me fez e agora quer coloc...

-Pelo amor de Deus. - suas mãos estão em meus braços como se quisesse me sacudir, penetrando seu olhar nos meus. - Me escuta,  Candice. Só me escuta. A gente nunca vai encerrar esse assunto na nossa vida se ambos não se escutarem. Eu sei todos esses seus argumentos decorados em mente. Agora por favor senhorita James, escuta o que eu vou falar? Só essa vez. Eu prometo que vou embora logo após.

-Tudo bem, Christian.

Suas palavras e olhar suplicantes fazem com que eu abaixe a guarda e aceite ouvir suas explicações. Ou eu me dou por vencida ou ele nunca irá embora.

-Candice, senta aqui. - diz me pegando pela mão para que eu  sente ao seu lado.

Seus olhos estão nos meus novamente e meu coração está acelerado. Por que?

-Eu sei bem que palavras não servirão. Mas eu reconheço que eu errei, que fui inconsequente, que de certa forma destruí sua vida, que isso te trouxe problemas mais graves, que parti seu coração... O coração da garota mais doce que eu já conheci na vida, e não merecia tamanha atrocidade. Por tudo isso que lhe fiz, eu sofri as consequências. Após tudo que aconteceu, eu me encontrei perdido. - pega a minha mão.

O teatro de Christian até que estava ficando comovente.

-Não sei se foi tanto quanto você. Mas eu estava. E fui atrás várias vezes, com esperança de consertar as coisas e você não soube me escutar. - ri balançando a cabeça em negação. - Só me negava, sentia repulsa de minha pessoa, e isso me fez com que eu sentisse raiva de mim próprio. Então você foi embora, a poeira abaixou, e eu me encontrava amando. De modo que eu me coloquei em seu lugar, quando parei para pensar o quando era ruim ser rejeitado pela pessoa que você ama. Nós somos tão irracionais, que precisamos cometer os piores erros, se arriscar a perder algo, para entender como que as coisas funcionam.

O vocabulário dele mudou tanto. Nunca pensei que esse ser humano usaria na vida, palavras como atrocidade, de modo e irracionais. Sempre tirou nota baixa em gramática.

-E aqui estou eu mais uma vez me redimindo, talvez me humilhando em súplica, para lhe dizer que eu me arrependo de tudo, Candice.

Seu olhar não se desconecta do meu o que se torna realmente suplicante. Isso está quase me deixando desestabilizada sentimentalmente.

-Não sou mais o adolescente rebelde e cabeça oca de mais de sete anos atrás. A não ser o amor. Esse sei que ainda pode ser o mesmo. -  abaixa a cabeça. - Eu pensei que estava livre disso há muito tempo, mas eu coloquei meus olhos em você, e tudo veio à tona. Tudo tão de repente, como uma chuvarada em um dia lindo ensolarado. Não quero que...

-Christian Beadles, amando? - tiro minhas mãos da sua - E o mais incrível. Amando uma pessoa que não vê ou mantém contato há séculos? Por que será que eu não consigo acreditar?

-Você disse que não iria me interromper. Candice, sei que é difícil acreditar em mim, eu mesmo duvidaria. Pelo menos na parte de eu ainda gostar de você depois de anos, mas não é isso que quero lhe convencer. Quero que saiba que eu estou arrependido e gostaria de ter o seu perdão, Candice. Por favor, me perdoe. - ele se agacha em minhas pernas.

Aquilo estava ridículo, mas as palavras eram lindas, que de certa maneira, talvez poderiam ser sinceras. Mas eu não sei se  é um truque para tentar me ter novamente, achando que eu ainda sou aquela adolescente super idiota que ele conheceu que se ilude com pouco, ou se ele está falando mesmo a verdade.

Não conheço mais o Christian. Na verdade nunca o conheci, pois ele só me deu opção de ver a personalidade que ele inventou para mim. Como vou saber se ele realmente mudou?

Estou me sentindo tão burra.

Se eu perdoá-lo ou não qual será a influência de qualquer das opções na minha vida?

Eu olho para Christian ajoelhado entre as minhas pernas, junto a um flashback da nossa adolescência que passava pela minha cabeça, sinto meus olhos quererem arder. Eu consegui me fazer de indiferente por um bom tempo, mas não estava mais conseguindo segurar a pose.

Confesso que uma ponta do meu coração se confortou com seu discurso. O que é uma droga. Odeio me sentir vulnerável a ponto de chorar feito uma menininha desolada, me acho fraca e odeio  clichês. Porém sempre acabo cuspindo para cima quando se trata desse assunto.

Calma, Candice. Calma.

Tento segurar mais um pouco, pois não iria dar esse gostinho a ele.

-Christian, eu...

Foi a única coisa que eu consegui falar. Pelo menos ele me deu esse tempo para respirar, antes de me roubar um beijo fodido.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...