História Give me love, please - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Katniss Everdeen, Peeta Mellark
Tags Amor, Drama, Ódio, Romance
Visualizações 241
Palavras 2.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello 😍

Obrigada pelo apoio e carinho de sempre amore ❤

Boa Leitura

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Give me love, please - Capítulo 2 - Capítulo 1

- Estamos em Los Angeles, besourinho. - falei, em falsa animação. 
Meu velho fusca deu duas engasgadas, antes de voltar a andar normalmente. 
- Você está com fome? - questionei, me referindo a gasolina dele, que já estava no fim. - Mamãe também. 
Estacionei meu fusca, com certa dificuldade, já que algum imbecil estava ocupando duas vagas com uma camionete. 
Eu mal havia chegado, e já podia perceber o quão diferentes as pessoas ali eram, das pessoas do Tennessee. 
- Vamos nos alimentar por aqui mesmo. - desliguei o motor, e quase pude ouvir meu fusca gritar de felicidade. - Eu sei, também estou exausta. - acariciei a direção, tentando acalentar meu velho amigo. 
- Bom dia. - um rapaz bonito veio até onde eu estava. - Em que posso ajudar? 
- Dê algum líquido ao meu amigo. - brinquei, dando dois tapinhas no meu bebê, e o rapaz sorriu. 
- Claro. Eu só preciso que você estacione ali. - ele apontou o lugar onde estava a camionete, e pareceu sem jeito, em seguida.
- Tudo bem. - suspirei, e desci do meu fusca. 
Olhei ao redor, e notei que a maioria das pessoas que estavam naquele posto, eram homens, e notei também, que as roupas que as poucas garotas que estavam ali, vestiam, não tinham nada a ver comigo. 
- Por gentileza, o dono dessa camionete poderia retira-la daqui, para que eu possa abastecer meu carro? - pedi, com toda a educação que eu havia ganhado do meu pai. 
- Olha ela. Acha que essa bosta, pode ser chamada de carro. - algum idiota falou alto, fazendo todos os outros idiotas, rirem. 
- Ei, bonitão. Faça esse favor a boa moça. - o primeiro garoto falou. 
Um garoto alto, e, aparentemente, forte levantou, e começou a caminhar até mim. Eu já sentia o meu sangue ferver, e a minha raiva era tão grande, que eu mal reparei na fisionomia daquele serzinho. Mas uma coisa eu podia dizer. Eu já o odiava com todas as minhas forças, e só estava esperando ele abrir a boca, para que eu pudesse enfiar a mão na sua cara.
- Quer que eu tire o meu carro, para você estacionar essa lata velha? - foi a pergunta dele, e eu assenti, empinando o nariz, já que ele era bem mais alto. 
- Sim, e não tem porque você ofender meu besourinho, eu pedi com educação. - falei, contendo a raiva.
- E eu te digo com a mesma educação: não. - ele sorriu, cruzando os braços. - Eu não vou tirar meu carro daqui. 
Eu abri a minha boca para reclamar, mas a ideia que eu tive a seguir me pareceu muito melhor do que discutir com aquele ser cretino. 
Me virei de costas para ele, e comecei a voltar para o meu fusca, mas não sem antes, deixar com que a minha chave fizesse um enorme risco na lataria preta do carro dele. 
Ele pareceu não notar a minha intenção no início, porém notou quando um barulho enjoado saiu, anunciando que eu havia finalizado o risco de maneira funda demais. 
- Você não fez isso. - ouvi seus passos, e corri até estar protegida dentro do meu fusca. - Você enlouqueceu, coisinha? - ele gritou, me encarando pelo vidro da janela. 
- Enlouqueci. Eu sempre enlouqueço, quando mexem com o meu bebê. - falei, girando a chave. 
- Você vai me pagar muito caro. - ele gritou, e socou o meu pobre fusca. - Você não sabe com quem se meteu. 
Notei que no pulso dele havia uma pequena tatuagem com duas iniciais. Eu já estava ferrada mesmo, qual o problema de me enterrar mais um pouco? 
- Essa tatuagem aí, imagino que sejam as iniciais do seu nome. - ele franziu o cenho. - Seria esse, Panaca de Merda? 
- Você está muito ferrada, estranha. - ele deu um último soco em meu fusca, e eu arranquei, quase passando por cima dos pés dele. 
Pelo pequeno espelho retrovisor pude vê-lo. Seus amigos rodearam, rapidamente, a camionete cara dele, para analisarem o risco enorme que eu havia feito. 
Eu não me importava com as consequências dos meus atos. Eu sempre agia primeiro, fazendo tudo o que estava em minha mente. E qual é? Eu estava em Los Angeles. As chances de eu ver aquele garoto novamente, eram quase nulas. 
Estacionei com certa brutalidade, o que acabou fazendo com que eu batesse minha testa, de leve, na direção. 
A culpa não era minha, e muito menos do meu bebê. Talvez fosse culpa da idade dele, e o fato de estarmos andando há mais de trinta horas. Acabei tendo que parar em outro posto, já que no primeiro não pude alimentar meu bebê.
Encarei a enorme mansão, e puxei o papel, onde eu havia anotado o endereço, do bolso da minha calça jeans. Eu estava certa. O meu lar seria aquela casa de gente fresca, por um bom tempo. 
Amassei o papel, e o joguei no bolso novamente. 
- Me parece que é aqui mesmo. - dei de ombros, e me virei para meu bebê. 
Com cuidado, dei dois socos no pequeno porta-malas, e puxei de lá, a minha mala. Eu a segurei com firmeza, entre meus dedos, e comecei a caminhar em direção a minha nova casa. 
Eu ainda estava com raiva do garoto grosseiro. Eu ainda sentia a dor da perda. Eu ainda tinha mágoas de Effie, e essa magoa ganhou vida, quando ela mesma abriu a porta para mim. 
Eu não sabia dizer ao certo, quanto tempo durou a nossa troca de olhares. Eu encarava a minha mãe, como se ela fosse uma pessoa estranha na minha vida, o que não deixava de ser uma verdade. Eu tinha apenas oito anos de idade, quando ela me deixou juntamente com o meu pai, e eu não sei se algum dia eu a perdoaria por isso. 
- Filha. - foi ela a dizer a primeira palavra. - Eu senti tanto a sua...
- Não. - toquei seu ombro, interrompendo sua fala, quando ela fez menção de me abraçar. - Sem falsidade, Effie. - pude notar seu rosto ficar vermelho. - Você sabe que eu não estou aqui por vontade própria. 
- Katniss. Nós temos muito o que conversar, querida. - pude notar uma ponta de emoção em sua voz.
- Temos. São nove anos de papo para pormos em dia, mas não agora. - sorri sem vontade. - Onde fica o meu quarto?
Effie estava sem reação. Eu podia notar isso na sua respiração alta. Eu tinha certeza que ela não esperava que eu a perdoasse tão fácil, mas talvez ela também não esperasse, que eu fosse uma pessoa tão difícil de lidar. 
A culpa não era minha. A culpa era dela. Totalmente dela. Foi por causa de Effie, que eu havia me transformado na pessoa sem amor que eu era. A falta de amor e afeto dela, haviam feito com que meu coração virasse algo frio e duro, onde ninguém jamais entraria. 
- Era um dos quartos de hóspedes. O maior deles, na verdade. - Effie falou ao abrir a porta do meu novo quarto. - Eu redecorei ele para você. 
Encarei as paredes daquele quarto, que parecia ser maior do que a pequena casa onde eu morei com o meu pai, durante os meus dezessete anos. Eu não sabia o que se passava na cabeça de Effie ao pintar as paredes daquela cor, ou porquê ela havia enchido a cama de casal, de ursos de pelúcia. Talvez ela tivesse parado no tempo, e imaginado que eu ainda seria uma garotinha de oito anos. 
O fato é que, eu não poderia usar outra frase para definir aquele quarto, a não ser:
- Que merda é essa? - questionei, a encarando, e ela arregalou os olhos. 
- Você não gostou? - sua voz continha uma pontada de decepção. - Podemos mudar algumas coisas. Comprar algo do seu agrado. 
- Não estou falando do quarto em si. - me corrigi, fazendo-a me encarar. - Ele é maior do que a minha antiga casa. - seus olhos azuis estavam atentos em mim. - Mas disso você bem sabe. O problema é essa cor. - fiz um movimento com os braços, mostrando ao nosso redor. - Rosa? 
- Você sempre gostou de rosa. 
- Sim. Quando eu tinha uns cinco anos. - a corrigi, e notei ela murchar. 
- Tem razão, me perdoe. - ela encarou os pés. - Pode escolher outra cor, e eu mandarei pintar novamente. - ela já estava na porta, quando virou para me encarar. - Fique à vontade para descansar, e quando quiser se juntar a nós na sala, será bem-vinda. Você ainda precisa conhecer a outra metade da família. 
Não. Eu não senti pena dela, em momento nenhum. 
Qual é? Eu odeio rosa, e ela pintou o quarto que seria a minha prisão, daquela cor “adorável”. Eu estava muito mais do que puta. E outra. Eu não faria com ela o pintasse novamente, porque não havia necessidade de gastar com aquilo. Eu seria capaz de suportar olhar para aquelas paredes, durante muitos dias, mesmo que meus olhos sangrassem, toda a vez que eu o fizesse. 
Sem ter outra saída, acabei perdendo horas dentro daquele quarto, colocando as minhas coisas no lugar. Pendurei todos os folders de banda, que eu havia trazido, tentando esconder o máximo aquela parede    horrenda. A parte mais fácil foi guardar a minhas roupas. O roupeiro era embutido na parede, e era tão grande, que eu poderia viver dentro dele, sem esforço nenhum. Nem preciso dizer, que eu não ocupei nem metade do espaço, que havia ali. 
Eu não queria depender de Effie e do seu marido cheio da grana, para nada, e esse era um dos motivos pelo qual eu acabei decidindo procurar sozinha, um banheiro, assim que o chuveiro do meu novo quarto queimou. 
Segurei a toalha contra meu corpo, com força. Meus pés ainda estavam molhados, assim como os meus cabelos, que ainda continha shampoo, e meu corpo sabão. 
Eu tinha uma sorte admirável. 
- Merda. - soltei, quando meus pés escorregaram no piso frio. - Eu odeio essa casa. Eu odeio o chuveiro daqui. Odeio o meu quarto rosa. E odeio estar andando pelada e molhada. 
De frente para o meu quarto havia uma porta. Coloquei a cabeça para fora, apenas para me certificar de que não havia ninguém no corredor, e só depois, atravessei correndo, até estar de frente para a porta. 
Eu a abri devagar, e encontrei uma cama de casal, coberta por um edredom azul marinho, que era da mesma cor das cortinas. Tinha computador, notebook, e mais um monte de tranqueiras. Era o quarto de um adolescente, só podia. Mas isso não importava. O que importava era que nele havia um banheiro. Eu sabia disso, porque notei a porta no canto esquerdo, fechada. Então sem pensar em nada, praticamente, corri até ela. E ainda sem pensar em nada, a abri, sem nem mesmo bater. 
- Cacete. - foi só o que eu consegui dizer. 
Diante dos meus olhos estava ele. O mesmo cretino que havia humilhado meu bebê. O dono do carro que eu havia riscado com a chave do meu fusca. 
Assim como eu, ele tinha uma toalha enrolada em seu corpo. Na verdade ela estava presa em seu quadril, deixando à mostra todo o seu tronco... E merda. 
Meu primeiro impulso deveria ser sair correndo dali, ou, quem sabe, abrir um buraco no chão, por onde eu pudesse sumir, e nunca mais voltar. Eu havia acabado de chegar, e já odiava Los Angeles mais do que qualquer outra coisa. 
Os olhos azuis como turquesas, me analisaram devagar, o que me deixou constrangida por alguns segundos, mas logo passou, quando eu senti seu olhar sobre mim, se tornar furioso. 
- O que você está fazendo aqui? - ele questionou, com raiva. 
- Eu ia perguntar a mesma coisa. - respondi, empinando o nariz. - O que você faz aqui? 
- Essa aqui, é a minha casa. - sorte, eu tinha muita sorte. - E você? O que você faz aqui, coisinha? - ele pronunciou o apelido tosco, com desdém. 
Eu já havia ligado os pontos, desde o momento em que o encontrei quase pelado na minha frente, mas confesso que só quando ele pronunciou a frase, que a minha ficha realmente caiu. 
E eu acredito que a dele também havia caído, porém, não custava nada, eu provocar a fera. E se a gente iria dividir o mesmo teto, eu me dedicaria em fazer da vida dele, um inferno, até ele aprender, que havia se metido com a garota errada. 
- Ligue os pontos. - respondi, sorrindo falsamente, enquanto segurava a toalha, com firmeza. 
- Não. - a careta de compreensão que ele fez, quase me fez rir. - Você? 
- Olá, irmãozinho. - soltei com sarcasmo.


Notas Finais


Voltei rápido porque precisava apresentar o Peeta a vocês e o cenário onde vai acontecer as Tretas.
Esses dois morando juntos não vai prestar e eu adorooooo ahsuuss
Um beijo ❤


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