História Give Me Novacaine - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Mukeway

Postado
Categorias Green Day
Personagens Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt, Tré Cool
Tags Billie Joe, Green Day, Tré Cool, Trillie
Exibições 21
Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá :)
Obrigada por acompanharem esta fanfic, comentarem e favoritarem <3
Eu serei responsável pelos capítulos com P.O.V. do Tré :)
Espero que gostem do cap, e qlqr coisa é só comentar !
Beijos <3

Capítulo 2 - Nada mais importa


P.O.V. Tré

Acordei sem muita vontade de sair da cama. O sol entrava pela janela já que havia me esquecido de fechar as cortinas na noite anterior. Fiquei um tempo parado, abraçado ao travesseiro e lembrando dos tempos que já se passaram. Da época em que comecei a tocar bateria na banda, e da minha aproximação com Billie.

 Era engraçado como em pouco tempo estávamos tão próximos. Aos poucos, e inevitavelmente, me apaixonei por ele. Não consigo prestar atenção em outra coisa quando estou perto dele. Os olhos dele me prendem, a voz dele me tira do mundo. Perdi as contas de quantas vezes sonhei acordado com ele sussurrando meu nome. Sei que pode parecer horrível, mas sou completamente louco por Billie. 

Me levanto e sigo para o banheiro. Desvio das inúmeras garrafas de cerveja espalhadas pelo chão e já sinto minha cabeça latejar. Ligo o chuveiro e deixo que a água fria caía sobre mim, realmente nada importa. Nenhuma dor, nenhum incomodo, nada é maior do que a tristeza que sinto hoje. 

Sem muita vontade desligo o chuveiro e faço a barba. Minha cara está horrível, meus olhos estão inchados devido ao choro ou talvez seja a ressaca, ou então os dois juntos. Tanto faz.

Nada mais importa. 

Enfim passo um desodorante e o perfume que Billie me deu no meu último aniversário. Ainda lembro perfeitamente de quando experimentei e ele disse que havia combinado perfeitamente comigo, e me cheirou praticamente a festa inteira. 

Sentirei falta dos momentos com Billie. Ainda com a toalha enrolada sigo até a janela, e observo os carros passando na rua, lá embaixo. Sinto vontade de me jogar daqui. Vontade de acabar com tudo. Ouvi dizer uma vez que devemos tomar cuidado para não tirar a esperança de alguém porque pode ser a última coisa que a mantém vivo. Acho que tiraram a minha. 

E agora nada mais importa. 

Meu celular toca me despertando de todas as ideias malucas. Vou até a cama e atendo. 

- Oi Mike. 

- Você já está pronto? 

- Quase pronto. - falei olhando para a roupa separada numa poltrona no canto do quarto. 

- Ótimo, não demore.- ele disse desligando. 

Queria sim me atrasar e chegar no final quando não tivesse mais ninguém. Aí poderia me sentar em qualquer banco e chorar mais um pouco. 

Vesti a porcaria da roupa social, ajeitei a gravata e o terno. Passei gel no cabelo ajeitando meu topete, e usei lápis preto nos olhos, ajudaria a disfarçar minha cara de morto-vivo. 

- Vamos treinar esse sorriso, Frank. - disse para mim mesmo enquanto me olhava no espelho. - Mas que porra estou fazendo ? - me apoiei na pia. Respirei fundo e tomei coragem para pegar o que precisava e sair. 

O trânsito infelizmente fluía bem e eu chegaria antes do que esperava. O som do rádio em meu carro estava alto o suficiente para não ouvir as buzinas atrás de mim por estar andando mais devagar que o indicado para aquela via. 

Para minha tristeza cheguei no local. Haviam alguns convidados que reconheci e outros os quais nunca havia visto antes. Corri os olhos pelo local mas não encontrava Mike, e não queria ficar ali sozinho. Vi Billie correr para dentro de sua casa e fui atrás. 

Meu coração estava acelerado demais, eu pensei que não fosse conseguir falar já que minha respiração estava ofegante. 

- Billie eu estava te procurando. – Percebi que ele estava chorando e perguntei o que havia acontecido. 

Ele falava sobre não ser a coisa certa, mas minha mente não conseguia trabalhar. Eu queria abraçá-lo mais do que nunca. Queria implorar para que ele não se casasse e que fugíssemos dali enquanto havia tempo. 

Tomei coragem para fazer a pergunta mais difícil naquele instante. 

- Billie você a ama ? 

Ele ficou em silêncio por um tempo. O suficiente para eu achar que infartaria a qualquer instante. E então ele respondeu de maneira positiva, destroçando meu coração por completo. 

- Então Billie, se você a ama por que ainda tem dúvidas. – o interrompi já que não aguentava mais ouvir tudo aquilo. 

Fiz um discurso enorme sobre amor e casamento. Algo que saia do meu coração sem que eu pudesse controlar. Eu falei sobre meus próprios sentimentos, sobre o que eu queria para minha vida e que pudesse viver com ele. Foi o que eu consegui fazer para ajudá-lo naquele momento. 

Billie limpou o rosto e perguntou sobre Mike. Peguei em sua mão e levei-o até o altar. Eu estava tão destruído que talvez quisesse que tudo aquilo terminasse logo. Era uma tortura que eu não suportava mais. 

O casamento começou. Adrienne estava linda, eu não tinha motivos para não gostar dela. Espero que ela faça pelo Billie tudo que eu faria. Ele disse sim, e chorou novamente. Precisei me recompor novamente para abraçá-lo uma vez mais. Billie me apertou e o parabenizei. Ele ainda chorava. Eu gostaria de poder fazer aquilo passar, mas acho que talvez seja apenas emoção. E então ele seguiu com ela. E eu sem perder tempo entrei no meu carro, e dessa vez dirigi o mais rápido que consegui. 

Passei no mercado e abasteci o carrinho com todo tipo de bebidas que haviam e levei as compras para meu apartamento. Quando cheguei abri a primeira garrafa e me livrei dos sapatos e de toda aquela maldita roupa. Bebi o litro inteiro em menos de cinco minutos. Desliguei meu telefone para não ter perigo de atender qualquer ligação quando estivesse bêbado e falar algo que não deveria, embora agora nada mais importasse. 

Peguei uma outra garrafa e virei sem pensar duas vezes. Olhei para janela com as mesmas ideias que tive mais cedo. Resolvi que fosse mais seguro trancá-la. Liguei novamente meu telefone e enviei uma mensagem para Mike. 

O que acha de nos divertimos hoje ? Tem bebida suficiente aqui. 
 

Não demorou para que ele respondesse. 

Eu estava te procurando seu idiota. Já estou a caminho. 
 

Com Mike por perto as coisas ficariam mais seguras. Abri outra garrafa e comecei a bebe-la enquanto o esperava. Não queria pensar como seria o dia seguinte ou os próximos anos sem a esperança de ter os beijos de Billie ou seu abraço. Apenas bebi implorando para o álcool me fazer esquecer. 

Agora nada mais importa.



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