História Give me the Light - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Josephine Skriver, Justin Bieber, Tyler Blackburn
Personagens Josephine Skriver, Justin Bieber, Tyler Blackburn
Tags Aventura, Drama, Josephine Skriver, Justin Bieber, Romance, Tyler Blackburn
Exibições 19
Palavras 3.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ooi moresss, bom desculpem pela demora e desculpem também por não ter conseguido trazer mais que um capítulo dessa vez. Mas esse ficou bem grande e espero que gostem.

Boa leitura

Capítulo 13 - Once upon a dream


Justin's P.O.V.

Estacionei o carro bem na frente da casa da minha mãe e adentrei os grandes portões indo até a porta principal, quem me atendeu foi a própria Pattie me acolhendo com um confortável abraço. Entramos e fomos direto para o jardim, ela se sentou na grama e eu me deitei em seu colo deixando que ela mexesse no meu cabelo. Era como se Pattie soubesse que tudo o que eu mais precisava agora era um pouco de amor materno

-Aconteceu alguma coisa que queira me contar? 

-Mãe, como reagiria se eu te disse que tenho sentimentos completamente estranhos por um cara? –Ela riu levemente e apertou minha bochecha

-Justin, esse tipo de escolha não importa pra mim, eu amo você, independente disso e de qualquer outra coisa. Seria bobagem da minha parte simplesmente ficar brava com você por isso, meu amor –Era impressionante como aquela mulher conseguia me transmitir uma paz de outro mundo –Mas me diga, é Charlie não é? –Eu estava olhando para ela e então desviei o olhar a fazendo rir –Eu sabia que isso ia acabar acontecendo, Charlie é um garoto especial, sabia que acabaria gostando dele Justin

-A pior parte é que ele me odeia

-Ele não odeia meu amor, na verdade ele acha que você o odeia já que fez aquelas coisas a ele, Charlie só tem um certo medo de você –Saber daquilo de certa forma me deixou mais pra baixo do que eu já estava. Eu fiz coisas ruins àquele menino sem nem ao menos conhecê-lo e em tão pouco tempo

-Eu nem sei onde ele está agora, queria conversar a um tempo, mas ele não está mais na estação e o merda do Carter não sabe de nada –Ela revirou os olhos, eu sabia o quanto odiava que eu odiasse Carter 

-Na hora certa vocês vão se reencontrar e aí vai poder colocar as coisas no lugar, enquanto isso não fique se torturando pensando onde ele possa estar, deixe que as coisas aconteçam, está bem? –Assenti me levantando e beijando a bochecha de minha mãe 

-A senhora é a melhor no mundo todo, obrigado –Me levantei com ela fazendo o mesmo e nos abraçamos. Olhei para o interior da casa vendo meu pai encostado no batente da porta com seu terno bem passado,a barba bem feita e o cabelo penteado. Ele observava tudo atentamente com um olhar sério, jamais entenderia porque ele sempre é assim, sério demais, parece que não importa o que eu faça, ele nunca irá sorrir

Charlotte's P.O.V.

Deixei meu pai em casa já que ele me disse que queria arrumar algumas coisas e fui até a casa de Louise que era a quatro casas da minha, toquei a campainha e sua mãe me atendeu 

-Charlotte, querida –Me abraçou com carinho e em seguida me deu espaço para entrar –Louise está lá em cima em seu quarto, pode subir –Assenti sorrindo e subi as escadas apressadamente, abri a porta de seu quarto dando de cara com Louise escutando música.

-Adivinhe quem voltou para a vizinhança –Disse girando com as mãos na cintura, ela imediatamente arregalou os olhos e soltou um gritinho desligando a música, a seguir.

-Não acredito que você resolveu voltar, ah meu deus Lotte isso me deixa tão feliz! Vamos poder voltar a ir uma na casa da outra e você não vai mais precisar ter medo de nada porque agora está novamente em casa –Disse rápido e pulando na minha frente como se fosse uma criança 

-Ei, vamos com calma, eu nem sei se vou ficar pra sempre, preciso me acostumar com a ideia de voltar depois de tantos anos fora –Pude vê-la se entristecer –Mas não vim aqui para isso, preciso de sua ajuda –Ela logo se animou novamente –Preciso de roupas de meninas e preciso de uma carona até o centro, vou tentar arrumar um emprego 

-Pode deixar comigo –Abriu seu guarda-roupas e tirou de lá várias roupas diferentes –Quer algo sério ou não tão sério?

-Não tão sério –Ela continuou procurando por entre os cabides até que achou um suéter listrado preto e branco, pegou uma calça jeans preta na pilha de roupas antes tirada do guarda-roupas e trancou a porta para que eu me vestisse em paz, depois que coloquei ela me entregou um par de tênis brancos que pareciam ser incrivelmente caros –Não posso usar isso, você deve ter pago uma nota –Louise arqueou a sobrancelha e me entregou os tênis a força, os calcei ficando em pé na frente de seu espelho. Apenas aquela roupa já havia mudado muita coisa, eu me sentia uma menina novamente, o que chegava a ser desconfortável.

-Agora senta aqui que eu vou dar um jeito no seu rosto e cabelo –Disse deixando a cadeira de sua penteadeira virada em direção contrária ao espelho.

[...]

Assim que Lou terminou meu cabelo e virou a cadeira eu tive uma incrível surpresa, eu definitivamente não parecia a mesma pessoa. A maquiagem não estava forte, porém chamava a atenção de certa forma, meu cabelo estava tão arrumado apesar de seu pequeno comprimento e ela havia colocado brincos e pulseiras em mim

-Levante-se e ande –A obedeci e desfilei por seu quarto –Lotte você está linda, parece uma modelo –Sorri sentindo minhas bochechas corarem, eu nunca me senti tão linda como hoje, tive que me olhar umas mil vezes pelo menos antes de sairmos para que eu pudesse cair na realidade e perceber que aquela a minha frente era eu mesma

[...]

Louise estacionou o carro em um estabelecimento próximo ao centro e fomos caminhando calmamente pelas ruas, eu olhava tudo admirada, jamais andei por esses lados, era diferente.

Dobramos a esquina e chegamos à avenida principal, no próximo quarteirão começariam a aparecer as lojas

-Vai falar com aquela mulher? Amiga dos seus pais, sempre me esqueço seu nome

-A senhora Amelie... É, vou. Preciso trabalhar e só ela pode me ajudar –Chegamos a rua de nosso destino e procurei por entre as lojas e restaurantes o café de Amelie. Avistei a grande placa com o nome do restaurante e a abri calmamente sentindo o revigorante cheiro de café fresco.

-Sei porque gosta tanto daqui, parece a casa dos meus avós, é fofo –Ri de sua comparação e caminhamos até o balcão, quem estava lá hoje era a irmã da senhora Amelie, Lucia. Uma senhora com belos olhos azuis e algumas sardas em seu rosto

-Boa tarde Lucia –Ela me encarou por um tempo teve certa dificuldade para me reconhecer, mas quando finalmente conseguiu soltou um grito de felicidade e me abraçou 

-aaah Charlotte! –Ela apertou minhas bochechas como sempre fizera e me encarou espantada –Você está maravilhosa minha querida, sua mãe ficaria tão orgulhosa em ver a bela mulher que se tornou. Aliás, a cada vez que lhe vejo é como se estivesse mais parecida com ela –Sorri em agradecimento –Mas imagino que não tenha vindo aqui jogar conversinha fora, Amelie está lá em cima, no escritório, é só subir as escadas –Assim o fiz com Louise bem atrás de mim.

Chegamos ao segundo andar e caminhamos até a sala de Amelie que estava com a porta aberta, dei duas batidinhas a fazendo notar minha presença, a mulher baixinha tirou seus óculos e ficou me admirando por um longo intervalo de tempo sem dizer uma sequer palavra, até que finalmente destrancou sua garganta.

-Charlotte Evans, é você mesma ou eu estou tendo algum tipo de alucinação e enxergando Linda Evans? –Ri fraco indo até ela e lhe abraçando 

-É a própria Charlotte Evans –Ela sorriu abertamente e seus olhos criaram um brilho admirável –Preciso de ajuda Amelie –Louise e eu nos sentamos em duas cadeiras a frente de Amelie que já se encontrava sentada na sua –Não sei se ficou sabendo, mas meu pai está muito doente e precisa de um tratamento caro, então resolvi voltar para casa e ajudá-lo, mas para isso preciso de um emprego e eu vim até aqui lhe pedir isso

-Fico feliz que tenha voltado a sua casa, seu pai está realmente passando por grandes dificuldades –Ela mexeu em algumas coisas em seu computador, mas depois voltou seu olhar sobre mim –Bom, por hora a equipe de garçonetes está completa e como você sabe para te colocar na cozinha, você deveria ter no mínimo sua escolaridade completa –Assenti atenta –O que posso fazer por você é lhe colocar na parte de limpeza

-É perfeito!

-Ótimo, é só vir até aqui amanhã para assinar o contrato e saber sobre o salário e todos seus benefícios –A cumprimentei uma última vez e saí com Louise me carregando sabe-se la para onde. Cruzamos a porta de vidro do restaurante indo em direção ao estacionamento em que ela deixara o carro

-Ei, ei! Para onde vai? Que pressa toda é essa Lou?

-Combinei com as colegas da faculdade que nos encontraríamos lá para fazer um trabalho e eu estou um pouco atrasada

-Se importa se eu ficar por aqui? Gostaria de ir a uma biblioteca aqui perto

-De forma alguma, só fique com isso –Me entregou seu celular e fiquei sem entender –É o meu antigo, qualquer coisa que precisar, meu atual número é o único salvo –Sorri em forma de agradecimento e cruzei o portão andando pelas largas calçadas sentindo o vento bater em minhas mechas curtas. Atravessei a rua rapidamente e segui por uma praça cheia de senhoras alimentando pombos, era impressionante que aquilo realmente acontecia, que não era apenas uma coisa dos filmes. 

Senti algo bater em meu braço e quando olhei para o chão havia um disco, daqueles que geralmente jogam para cachorros, parado bem ali, o peguei e procurei pelo possível cachorro próximo. Logo um lindo Golden Retriever veio até mim com a língua de fora, pulou em meu colo e acabou me derrubando, eu só sabia rir, era a coisinha mais fofa que eu já vira.

-Boomer, saia de cima da moça –Uma voz masculina disse ao nosso lado e o cachorro imediatamente obedeceu –Ah meu Deus! Me perdoe, deixe-me ajudá-la –Estendeu sua mão, eu a segurei ficando com os pés firmes no chão e limpei minha calça que continha uma leve poeira vinda do chão –Perdão senhorita, ele jamais fez isso, não sei o que deu nesse cachorro

-Não tem problema –Lhe entreguei o disco e assim que nos encaramos o reconheci imediatamente, era um dos amigos de Louise, Chaz –Ele é uma gracinha e me parece bem esperto –Sorri acariciando a cabeça de Boomer

-De qualquer forma eu peço desculpas pelo ocorrido, mas me parece que ele gostou de você –O cachorrinho estava abanando o rabo, me abaixei ficando a sua altura podendo, assim, acariciá-lo

-Também gostei de você Boomer, espero que possamos nos ver mais vezes, apesar da cidade ser bem grande –Recebi uma lambida no rosto e sorri o acariciando mais –Mas agora eu preciso ir, até mais Boomer –Me levantei começando a andar

-Espere! –Me virei encarando o rapaz –Qual seu nome? –Sorri levemente e gritei de volta

-Charlotte, e o seu?

-Charles... foi um prazer Charlotte!

-O prazer foi completamente meu, Charles –Sorrimos um para o outro e me virei seguindo caminho até a biblioteca. 

Chegando ao grande prédio antigo entrei pela porta principal, respeirei fundo podendo sentir o maravilhoso cheiro das milhares histórias diferentes ali contidas, tantas aventuras que eu pretendia desvendar, algum dia, uma a uma.

-Boa tarde senhorita –Olhei para o lado vendo uma senhora atrás de um balcão em formato de meio círculo

-Boa tarde! Para ter acesso aos livros é necessário algum tipo de cartão ou algo assim?

-Sim, mas se quiser podemos lhe providenciar isso agora

-Seria ótimo!

[...]

Depois de ter providenciado um cartão da biblioteca adentrei passeando por entre as prateleiras cheias de livros, eu não sabia qual escolher, eram tantos. Encontrei, em uma das ultimas peateleiras O Diário de Anne Frank, seu acabamento era impecável, que livro maravilhoso. 

Me sentei em uma grande mesa de madeira, próxima a uma grande janela que possibilitava uma visão perfeita da praça onde eu me encontrava mais cedo, abri meu livro e iniciei a leitura.

[...]

Eu já estava no meio do livro quando olhei pela janela e pude ver que o dia já estava acabando, o céu ficava escuro e a rua cada vez mais vazia, as lojas fechavam, as pessoas entravam nos ônibus, provavelmente indo para suas casas. Fechei o livro me dirigindo a saída da biblioteca.

-Será que posso levá-lo para terminar? 

-Claro, apenas deixe-me registrar –Entreguei o livro e o cartão a senhora que depois de alguns segundos me devolveu, sorri para ela em agradecimento saindo do local em seguida. Parei na calçada esperando um carro passar para que eu pudesse atravessar, nesse meio tempo senti uma mão pesada me puxar pela cintura e virar meu corpo, ótimo... Não posso mais nem sair por um dia como menina que ja vem um tarado me agarrando.

-Ei me solta seu... –Quando ia estapear o indivíduo encarei seus olhos escuros, desci o olhar até sua boca vendo um cigarro cujo fora aceso a pouco tempo. Eu não o via a pouquíssimo tempo, porém, era como se fosse uma eternidade.

-Olha só quem eu achei andando sozinha pelas ruas de Toronto –Me lançou um sorriso tão galanteador que me derreti imediamente –Você está linda Charlie –Senti as maçãs de meu rosto queimarem com seu elogio

-O-obrigada... Carter –Sua mão na minha cintura me prendia, bem como seu olhar, eu não desviaria nem que quisesse –Po-posso fazer uma loucura?

-A vontade, você sempre faz loucuras –Antes mesmo de pensar por uma segunda vez se aquilo era certo, colei meus lábios nos dele, a mão que não segurava o livro foi parar em seu rosto o segurando e sua mão em minha cintura juntava mais e mais nossos corpos. O beijo estava quente, eu precisava daquilo mais que qualquer coisa, precisava de Carter, porque mesmo que ele tenha feito várias coisas das quais não me orgulho, eu gostava muito dele, não sabia de que forma, eu apenas gostava. Paramos nos encarando, seus olhos brilhavam profundamente, o que me fez suspirar pesadamente –É... Você sempre faz loucuras. Espero que nunca pare –Sorri sem graça e pude sentir meu corpo se desprender de suas mãos –Vamos dar uma volta? Conversar sobre algumas coisas que, creio eu, ficaram mal entendidas –Assenti iniciando uma caminhada com ele pelas calçadas naquela bela noite

-Como vai a faculdade? 

-O curso é ótimo, estou adorando e ao que parece meu pai está orgulhoso de mim –Sorriu alegremente o que me deixou feliz também, já que eu sabia dos problemas entre Carter e seu pai

-Fico feliz por você, mas e amigos, já arrumou algum na faculdade?

-Alguns colegas apenas –Assenti enquanto admirava a rua iluminada –E você? Voltou para casa?

-Voltei –Disse após um suspiro leve –Percebi o quão tola fui por ter deixado meu pai todos esses anos, agora eu só quero reconcertar as coisas, colocar minha vida nos eixos novamente. Até consegui um emprego para ajudar com os remédios dele

-Pretende voltar a estudar, terminar a escola, fazer faculdade e tudo isso?

-Pretendo, mas agora eu só quero ajudar meu pai

-Precisa estudar Charlie, você já está a muito tempo parada nisso, se quiser eu pago, não me importaria em lhe pagar um professor particular, basta me pedir

-Eu não acho certo fazer isso com você, somos amigos e tudo, mas não quero que cuide das coisas pra mim

-Impressionante como você jamais irá mudar... A mesma Charlotte desobediente que eu conheci a uns anos atrás –Ri fraco –Vejo que não irei convencê-la, caso precise de qualquer ajuda sabe que estou aqui –Assenti sorrindo levemente –Está tarde, quer que eu te leve pra casa? 

-Seria uma boa, não faço ideia de como chegar em casa –Rimos enquanto caminhávamos até seu carro.

[...]

Agradeci Carter pela carona com um leve beijo em sua bochecha e ele beijou minha testa, assim que pisei na calçada o carro se distanciou indo embora. Caminhei para o interior de minha casa, quando abri a porta vi meu pai assistindo algum filme qualquer.

-Olá, querida –Disse doce como sempre

Eu estava exausta, então larguei o livro sobre uma mesinha, tirei meus tênis e me deitei com meu pai no sofá —Como sempre fazíamos quando eu era criança. Ele passou a acariciar meus cabelos o que me fez quase pegar no sono

-Conseguiu o emprego –Assenti levemente e sorrindo –Fico feliz por isso... Quem te trouxe em casa?

-Carter

-Ele é um bom rapaz, a família também é ótima –Assenti sentindo meu corpo relaxar cada vez mais até que pegasse no sono.

3 Dias depois...

Justin's P.O.V.

Saí da universidade de mãos dadas com Ashley enquanto conversava com os caras sobre uma festa que estávamos organizando a umas semanas, seria a última do ano, já que daqui um mês entrariamos em férias de natal

-Precisa ser a melhor festa que essa cidade já teve –Louise dizia empolgada e nós concordavamos com ela

-Justin, nós vamos àquele café que você prometeu hoje? –Ashley perguntou tirando minha atenção dos rapazes

-Ainda bem que lembrou Ash, por um momento eu me esqueci completamente. Desculpe amor, mas vamos sim –Beijei o topo de sua cabeça –Pessoal, vou sair com Ashley, depois continuamos o assunto –Eles asentiram e nos dois seguimos até meu carro para que pudéssemos ir até o tal café que Ashley tanto me pedia para irmos.

[...]

Entramos no local e notei que estava levemente vazio. Era bem aconchegante é bonito.

Nos sentamos a uma mesa que ficava próxima a janela que nos dava uma vista perfeita das pessoas passando na rua. Logo uma garçonete veio até nós e fizemos nossos pedidos.

Enquanto Ash tagarelava sobre alguma coisa que eu não queria dar a mínima importância, meus olhos passearam pelo restaurante porque algo... ou melhor, alguém me chamou a atenção. Ela estava varrendo o chão enquanto parecia viajar em seus pensamentos, uma mulher lhe disse algo e ela sorriu... nossa que sorriso lindo, mesmo de longe pude ver que seus olhos eram muito bonitos e ela parecia ter algumas poucas sardas em seu rosto.

Eu já vi aquela garota, tenho certeza que já vi.

-O que acha Justin? –Ashley disse me despertando de meus pensamentos sobre aquela garota da limpeza. Dei um gole em meu café e o engoli rápido

-Desculpe amor, o que disse? 

-Ah, você não sabe? Pois vou lhe dizer. Eu estava aqui falando sobre um evento importante que meus pais irão dar, estava lhe pedindo uma opinião para uma roupa e você não estava me dando a mínima porque sua atenção estava presa naquela garota da limpeza ridícula bem atrás de mim

-Você nem a conhece, como pode ofendê-la desse jeito?

-Qualquer vagabunda que prenda a atenção do meu namorado será ofendida –Revirei os olhos e apenas encarei o exterior do restaurante, enquanto fazia isso ouvi algo caindo no chão e quando vi minha xícara de café estava no chão

-O que você fez? –Disse furioso encarando Ashley que tinha um sorriso falso em seu rosto

-Eu? Não fiz nada amor... minha mão acabou batendo –Fechei a mão em punho sentindo a raiva me consumir

-Com licença –Escutei uma voz doce e calma ao nosso lado, quando olhei pra cima a tal garota estava lá com uma vassoura e uma pá

-Desculpe pelo ocorrido, querida –Ashley disse sendo extremamente cínica com a menina, porém não sabia se ela havia notado

-Não tem problema, acontece... –Dissevarrendo os cacos de porcelana

-Deve ser duro pra você ter que aturar esses clientes tão desastrados –Disse virando sua xícara de café na roupa da garota –Opa... –Pude vê-la se indignar, mas não era para menos, Ashley agia como uma idiota

-Ashley pare –Disse segurando seu braço

-Mas eu não estou fazendo nada meu bem –Dessa vez meu suco de laranja se juntou ao café no uniforme dela e o copo foi parar no chão –Nossa, como estou desastrada hoje, não sei o que está havendo, talvez sejam os remédios que estou tomando 

-Remedios pra loucura eu diria –Ela, que se encontrava calada até agora resmungou um pouco audível, o que me fez rir e Ashley ficar com mais raiva ainda 

-Sim... Remédios para loucura –Ela se levantou e eu já sabia o que viria a seguir, mas antes que eu pudesse impedir a morena ja havia feito –Antes louca que uma limpadeira com a cabeça cheia de bolo –Sorriu orgulhosa de seu ato repudiavel e saiu batendo o salto no chão. O restaurante todo estava calado e encarando a cena, algumas pessoas riam, outras comentavam. Tudo o que a menina fez naquele momento foi começar a chorar e largar sua vassoura saindo as pressas de lá.

-Ei espere! –Disse correndo atrás dela, mas não consegui alcançá-la. Ela entrou por uma porta e eu fui barrado por uma mulher um tanto quanto alta 

-Você fica aqui. Vamos acertar depois o prejuízo que sua companheira nos deu –Bufei e chutei o ar me sentando no balcão 

Charlotte's P.O.V.

Eu nunca fui tão humilhada em toda a minha vida. Tudo o que eu queria era acabar com a raça daquela vadia. Não era possível que Justin a namorasse, eu não conseguia acreditar que ele podia namorar alguém tão ruim.

Tirei minha touquinha e o avental, ambos sujos, eu tinha lágrimas nos olhos e me encontrava desesperada. Me sentei abraçando minhas pernas enquanto chorava no chão do banheiro, eu estava com raiva muita raiva

-Charlotte? –Gisele bateu na porta duas vezes e eu a destranquei permitindo sua entrada –Ah querida –Se sentou ao meu lado me acolhendo em seus braços –Não fique assim, sabe que ela fez de propósito, não sabe? –Assenti secando as lágrimas –Pelo menos o namorado dela parece ser um bom rapaz, ele está lá fora bem preocupado com você –A encarei confusa, porém me levantei e lavei o rosto –Vou indo, preciso acertar o prejuízo com ele. Fique calma, você não será prejudicada Charlotte –Sorri e a segui até a área das mesas novamente. Quando cheguei lá Justin estava sentado ds frente ao balcão encarando seus pés, respirei fundo e voltei para o local onde tudo ocorrera e limpei toda aquela sujeira. Ainda haviam pessoas comentando, o que me irritava profundamente

[...]

Senti alguém me cutucando e me virei dando de cara com um mar caramelado, ele parecia preocupado e sem graça

-Eu... E-eu sinto muito pelo ocorrido –Disse desviando seu olhar e encarando tudo menos meus olhos

-Não sinta, você não teve culpa de nada –Disse enquanto aspirava seu forte perfume anestesiante. Passei por ele voltando para o interior do restaurante, mas fui puxada ficando praticamente colada a Justin –Ei... Eu estou no meio do trabalho 

-Sei disso, só quero ter certeza de uma coisa 

Justin's P.O.V.

Eu estava quase convencido de que era a garota de meus sonhos bem a minha frente, mas não era possível que seria fácil assim encontrá-la e além do mais, a dos meus sonhos tinha grandes cabelos longos

-Quer ter certeza de que?

-De que dessa vez eu pulei o prédio  


Notas Finais


bom pessoal é isso e logo menos vai ter give me the light no wattpad

meu twitter: @hitherouth


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