História Give me your body. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Reescrevendo uma Fanfic antiga <3 senti saudades <3

Capítulo 1 - Vênus ou Allen?


Anchorage - Alasca, 2016.

Nessa hora, o garoto loiro já estava em seu avião, observando pela janela todo o céu que lhe rodeava. Era seu primeiro vôo, e a sensação de medo, com o entusiasmo e a ansiedade lhe davam frio na barriga.

Ele era realmente bonito. Os cabelos loiros e lisos que escorriam até sua cintura, olhos escuros, pele alva. Era magro e não muito baixo. Era muito delicado, passaria facilmente por uma mulher. Vênus era andrógino.

Seu nome era Allen Kirkland. Mas preferia ser chamado de Vênus, seu nome de show, pois seu verdadeiro nome lhe trazia desgosto.

Era muito jovem, apenas dezesseis anos, e apesar da pouca idade, faturava muito. Mas nunca deixara de estudar. Seu chefe sempre fazia de tudo para mantê-lo anônimo fora dos palcos.

Seu chefe era um homem ganancioso, um pouco perverso, até mesmo mau.

Mas não com seu querido Vênus.

Tony Harper, foi o homem que transformou Allen em Vênus, e o garoto era extremamente grato.

Tony era um cara bonito, mas nada de especial. Era alto e cheio de músculos, cabelos pretos e curtos, olhos azuis vibrantes e uma cara amarrada com barba por fazer. Sua pele era alva e cheia de cicatrizes, devido às várias brigas que arrumava.

Vênus virou-se para encarar seu chefe, que lia atentamente um livro. O garoto puxou a manga do terno de Tony e este lhe encarou.

O menor abriu um sorriso enorme, até mesmo forçado, infantil, e curvou um pouco seu pescoço para trás.

O chefe não esboçou muitas emoções, apenas segurou o queixo de seu dançarino e selou-lhe os lábios.

"Uuhn... Tony, você tem que sorrir mais, qual é..." Allen abriu um sorriso simples e pedinte, levou os dedos finos até o rosto de Tony e puxou o canto de seus lábios delicadamente, formando um sorriso deformado.

"Vou sorrir quando chegarmos em casa, estou cansado, docinho, você sabe o quanto eu trabalho." Tony acariciou os cabelos de Allen e o beijou calmamente, rapidamente.

Eles não tinham um relacionamento, estavam longe disso. Eram apenas chefe e subordinado. Amigos. Tony era como o pai que Vênus perdera à muitos anos. Tony era sua família.

E logo estavam dentro do carro de Tony, que dirigia em direção à nova casa de Allen, estavam em uma cidade do interior chamada Pacific Falls.

A cidade não era muito grande, era estranha. Era nublada e fria.

Não que Vênus não estivesse acostumado com o clima frio, afinal, vivera no Alasca por toda sua vida.

Mas gostaria de experimentar um pouco de sol e calor.

Muitas pessoas nas ruas andavam em patins, carros modernos e bicicletas antigas, essas pessoas eram bem vestidas, apesar de usarem roupas vintage.

Era até que legal, havia visto um mercado de produtores, uma loja de confecção de chapéus, uma clínica de tratamento com maconha, lojas de cobertores feitos na cidade, restaurantes comunais e de bebidas artesanais. Muitos food trucks e tecelãs que faziam meias enormes e coloridas, no meio da praça, perto de crianças que assistiam atentamente à um teatro de sombras.

Então finalmente chegaram em casa, era relativamente simples, porém grande. Allen se debruçou para frente, dentro do carro, para ver a casa.

Era de uma arquitetura moderna, como todas as outras casas. Tinha algumas paredes de vidro, que era possível ver a sala, e na porta enorme, era uma parede de pedras claras.

O segundo andar havia uma varanda enorme com uma piscina e do outro lado, em cima da parede de pedras claras, estava o que Vênus chamou mentalmente de casinha, deveriam ser os quartos.

Allen saiu do carro ao ver o grande portão verde escuro fechar automaticamente atrás de si.

A casa era segura, com muros altos e arame farpado e elétrico no alto dos muros.

Então estava no jardim.

Era simples, com um gramado grande, uma mesa de picnic e outra mesa, redonda e pequena, com um guarda sol no meio e cadeiras de madeira.

O garoto sorriu e correu ao ver um cachorro, um pastor alemão enorme e sorridente, correndo e cheirando Allen.

Esse com certeza foi seu melhor presente.

"É para mim?" Perguntou para Tony, com um enorme sorriso no rosto.

"E para quem mais seria, docinho?"

Allen soltou um pequeno grito fino de felicidade, abraçando e acariciando o cachorro enorme.

"Ele pode se chamar Bananinha?" Vênus perguntou com os olhos brilhando.

Tony riu e assentiu, e logo o levou para dentro, com o cachorro os seguindo.

Passaram pelo pequeno corredor de entrada, deixaram seus sapatos perto da porta e subiram um pequeno degrau. Em frente, havia uma escada, e à esquerda havia a sala.

Tinha dois sofás brancos enormes, duas poltronas, uma preta de couro e outra cor de rosa. Em frente os sofás, havia uma pequena mesa de centro e a televisão enorme, fixada na parede, um aparelho de DVD e caixas de som finas e altas, elegantes, vermelhas e brancas.

Também havia um tapete felpudo marrom, enorme, cobrindo toda a sala.

Caminharam mais um pouco, até a sala de jantar, simples, com uma mesa realmente grande e cadeiras de madeira clara, e um vaso vazio no meio da mesa, e no canto do local, uma pequena adega de vinhos.

E já na cozinha, haviam duas geladeiras grandes, um armário que percorria todas as paredes na parte de cima, e mais perto do chão, um balcão com portas.

Havia também um fogão e ao seu lado uma pia, com uma janela.

E em um pequeno espaço, uma mesa em formato de canto alemão.

Todas as paredes até o momento eram brancas, assim como o piso, o que deixava Allen um pouco entediado.

Então correu para o balcão, atacando um pote de doces e pegando três tiras de alcaçuz.

"Vá com calma, docinho, não coma demais, se não terá dor de barriga." Tony o advertia.

Allen se aproximou e fez um bico, como uma criança mimada.

O maior riu, e laçou-lhe a cintura.

"Eu vou morder esse seu biquinho atrevido..."

Então Tony selou os lábios de Vênus rapidamente, e logo subiram às escadas.

No andar de cima, havia um espaço vazio, que à direita, levava até uma porta de correr, de vidro, que mostrava a grande piscina, e logo após ao espaço vazio, um corredor largo com cinco portas.

Tony levou o menor até uma porta de madeira clara, com uma pequena placa escrita "Princess Room" em um glitter rosa, com uma coroa de madeira entalhada em cima.

Allen abriu a porta com entusiasmo.

Seu quarto era incrível.

Havia uma cama de casal, com cobertores brancos e fofos.

O chão era um carpete felpudo e rosa, nas paredes haviam várias luzinhas de led, que cruzavam-se, indo de uma parede à outra, formando linhas no ar.

Havia também um guarda roupa enorme, uma suíte e uma penteadeira, com todas suas maquiagens e produtos.

Uma escrivaninha com seu notebook.

Uma televisão de plasma, fixada na parede, um frigobar, vários abajures e muitos bichinhos de pelúcia.

Quando olhou para o teto, viu pequenas figurinhas de estrelas que brilhavam no escuro, formando várias constelações.

Vênus sorriu e abraçou Tony com força.

Este o carregou no colo e deixou-o deitado na cama macia.

Beijou-lhe os lábios com carinho.

"Tudo para minha princesa..." O chefe havia dito, sorrindo.

"Você sorriu..." Allen selou os lábios do mais velho.

~∆~

Já estava entardecendo, Tony estava preparando o jantar, enquanto Venus estava encolhido, jogado em sua cama.

A televisão passava alguma série idiota sobre pessoas que bebiam sem parar, e em sua mão, estava seu IPhone cor de rosa, Allen olhava seu Feed no Facebook.

Apesar de ter contato com muitas pessoas, Allen não tinha amigos. Isso porque fazia parte do seu plano de ser discreto.

Não que isso lhe fizesse falta, muito menos agora, que tinha um cachorro.

E pensando em Bananinha, este apareceu, correndo até a cama de Vênus e o lambendo.

O garoto riu, se divertindo, então brincava com o cachorro, correndo atrás dele e vice e versa, por toda a casa.

Logo, Allen se sentou no canto alemão da cozinha, derrotado, cansado.

Tony colocara ração para o cachorro, e serviu Allen com o jantar, purê de batatas, milho e frango teryaki.

O pequeno comeu lentamente, quase desmaiando de cansaço bem em cima do seu prato de comida.

Mas logo terminou, lavou seu prato e sentou ao lado de Tony, que o abraçou.

"Tony... Obrigado, por tudo... Sério. Você é incrível."

O maior o abraçou, e apenas o mandou ir ao banho.

Allen o obedecia sem pestanejar, subiu para seu quarto e se banhou e escovou seus dentes, logo, vestindo uma boxer branca, se jogando na cama e se enrolando entre os cobertores.

A televisão permanecia ligada, e isso lhe protegeria de seus medos do escuro.

E logo caiu no sono.

Teria um grande dia, e estava ansioso.



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