História Give me your body. - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 19
Palavras 1.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - O Show.


Fanfic / Fanfiction Give me your body. - Capítulo 3 - O Show.

"Somos vizinhos, gato... Bem que você poderia me fazer umas visitas, né...?"

E ao pensar nisso, Allen percebeu.

Como faria para ter sua segunda vida, sem ser notado?

"Nem sonhe que irei te visitar, ninfeta." Louis revirou os olhos e continuou sua caminhada.

Allen andava ao seu lado, porém, ambos calados.

"Hmm... Louis você é da França...?" Allen tentava manter uma conversa.

"Sim."

Louis era seco, frio, indiferente.

Allen apenas sussurrou, apertou o passo até chegar em casa e dar de cara com seu chefe sentado no sofá, assistindo televisão.

Vênus se aproximou de Tony, que o encarou e perguntou.

"Chegou mais cedo, docinho? O que houve?"

O louro estava com os olhos marejados, magoado. Não estava acostumado com tanta frieza.

Claro que não estava acostumado com frieza, Tony o tratava como uma princesa o tempo todo.

Ao ver as lágrimas escapando do rosto de Vênus, Tony o chamou até o sofá e o colocou em seu colo, o abraçou e acariciou seu rosto.

"Oh, docinho... Diga o que houve..."

À essa altura, Allen já chorava, soluçava, não dizia nada com sentido.

"Alguém te magoou, bebê?"

Allen fez que sim, então Tony o abraçou com força, acariciou seu corpo e beijou-lhe a têmpora.

O menor pegou o rosto de Tony e o beijou.

Não era um beijo de amor, era um beijo de consolo.

Quando se separaram, Tony o encarou.

"Se sente melhor...?"

Allen não respondeu, então seu chefe se levantou, o pegou no colo e o deixou em cima da bancada da cozinha, acariciou sua cabeça e pegou uma mamadeira com leite quente com achocolatado, estendeu o bico de borracha até os lábios de Allen, que sugou todo o leite, o engolindo.

"Se sente melhor agora?" Tony acariciou o rosto do menor, que assentiu. "Ótimo, agora, vá arrumar sua bolsa para seu show de hoje, depois faça algo que queira. Volte para casa às oito, tudo bem?"

"Ok, obrigado..." Allen o abraçou e desceu do balcão, subindo ao seu quarto e colocando em uma bolsa rosa, alguns cosméticos, escova de cabelo, uma toalha e um roupão.

Seu cachorro dormia em sua cama.

"Bananinha..." Allen acariciou a cabeça do animal.

O cachorro despertou imediatamente, balançando o rabo e apoiando as patas da frente no garoto.

Vênus caminhou até seu guarda roupa, vestiu um moletom rosa pastel e uma calça da mesma cor, calçou tênis de corrida com o desenho de coelhos, que acendiam luzes quando pisava.

Amarrou o cabelo em um rabo de cavalo, vestiu óculos de sol e pegou uma coleira que estava num canto de seu quarto.

Vestiu-a em seu cachorro e ambos saíram de casa, andando pela rua.

Bananinha estava eufórico, corria e puxava Allen, até que passou à andar com calma.

E quando passaram por uma pequena praça, viu de soslaio, Louis e mais três caras com long-boards nas mãos. Estavam, mais exatamente, numa pista, com várias outras pessoas, com skates e patins.

Estavam sentados, bebendo latas de energéticos.

O cachorro correu para a direção do grupo, Allen aproveitou e sorriu, sacana, para Louis.

"Hmm, e aí, gato?" Allen riu.

Os amigos de Louis o olharam.

"O que quer, ninfeta?" O sorriso no rosto do francês se desfez quando viu o menor, e Louis se levantou enquanto perguntava.

"Não vai me apresentar seus amigos? Hmm ótima recepção, a sua..."

Louis suspirou.

"Dustin" Apontou para um garoto com a pele bronzeada, cabelos cacheados e castanhos, alto e meio magro, com um boné vermelho e branco, e olhos escuros.

Dustin sorriu e acenou para Allen.

"Mike" Louis mostrou um garoto pálido, de cabelos pretos e lisos, que caíam pelo rosto, olhos pretos e algumas sardas no rosto.

Mike se limitou à dizer um oi e jogar um chiclete à Allen.

"E Will" o francês apontou com a cabeça um garoto branco, de cabelo castanho, liso, olhos escuros e um sorriso enorme.

Allen sorriu.

"Hmm... Sou Allen Kirkland, é meu primeiro dia na cidade, me mudei ontem... Prazer em conhecê-los..." Vênus enrolava uma mecha de cabelo em seu dedo indicador.

Louis revirou os olhos.

"Já pode ir embora, Allen."

"Hmm, sempre me expulsa, gatinho... Eu não vou desistir fácil..."

Allen sorriu e saiu do local.

Andou por mais alguns minutos e depois voltou para casa.

Reabasteceu o pote de água e ração de seu cachorro, subindo para o banheiro, encontrando um Tony debaixo do chuveiro.

Allen riu.

"Que bela visão..." O loiro dizia, divertido.

"Entre aqui, docinho." Tony o convidava, sem vergonha.

Allen se despiu e entrou no box junto de seu chefe.

O mais velho colocou Allen de forma delicada debaixo da água, lavando sua pele e seus cabelos.

"Está pronto para o show de hoje...?" Tony beijou a omoplata de Vênus.

"Não se preocupe, Tony. Quando que eu te decepcionei? Eu irei dançar e estarei perfeito. Como todas as noites..." Allen suspirou, sorrindo.

Apesar de fazer isso quase todas as noites, a única coisa que lhe dava prazer nisso era o dinheiro caindo em sua conta.

Afinal, odiava ter essa vida dupla.

Logo, Allen saiu do banho e foi para seu quarto, secando-se e vestindo um jeans apertado, salto scarpin preto verniz e uma regata rosa, largada, com uma blusa aberta, com estampas geométricas tribais, em diversos tons de rosa.

Suspirou e se largou em cima da cama, fechando os olhos.

Se tudo tivesse dado certo naquela noite, ainda estaria no Alasca, estaria com sua família em casa, vestindo um suéter de flocos de neve, estaria vendo televisão ou brincando...

Mas aquela noite decidiu tudo.

Allen jamais conheceu a mãe, que tinha morrido durante seu parto, seu irmão mais velho era um empresário amargurado, que nem sequer mantinha contato.

E seu pai... Era um alcoólatra, drogado, com sérios problemas mentais.

E naquela noite, Allen fora enviado à um leilão, um leilão de garotos e garotas.

Ele tinha apenas doze anos.

Claro, seu pai era cheio de dívidas de bancos, empréstimos e dívidas pendentes de bebidas e drogas.

E quando estava na cabine, sendo tratado como um boi para o abate, seus olhos encontraram os olhos de Tony.

Tony foi como uma luz.

E o comprou por dois milhões e meio de dólares.

Allen Kirkland nunca pensou que valia tanto assim.

Mas para Tony, valia isso e muito mais.

E quando estavam frente à frente pela primeira vez, Allen parecia um rato assustado, de tanto tremer. Mas Tony o abraçou com fervor, e disse que ficaria tudo bem.

Até seus catorze anos, Allen apenas estudava, era mimado, tratava-lhe como um príncipe.

E o garoto sempre fazia questão de retribuir todo seu amor. Quando fez catorze anos, começou à dançar.

E fazia isso de bom grado, até precisar fazer os programas.

Mas Tony sabia que Allen era virgem.

Então ele mesmo tirou a virgindade do garoto, para que não fosse algo traumático ou ruim.

E sinceramente, a primeira transa de Vênus foi a melhor noite da sua vida, ele ainda não podia explicar o tanto de prazer que sentira naquela noite, mas foi tudo maravilhoso.

Porém os programas eram violentos, fúteis.

Teria que se acostumar, afinal, tinha que fazer isso.

Mas dançar lhe fazia esquecer do mundo.

E foi tirado de seus devaneios com Tony o chamando.

"Docinho, está tudo bem?" Acariciou os cabelos de Vênus.

"Sim, estava apenas distraído..." Allen soltou um risinho e ambos foram para o carro, em direção à boate.

E quando chegaram, o menor viu que era bem mais discreta que a outra, era um prédio marrom com janelas escuras.

Entrou e foi guiado diretamente para seu camarim.

Suspirou e largou sua bolsa num canto, sentando-se em um pequeno sofá, encarando o chão.

Viu uma figura estranha à sua frente.

Levantou o rosto e viu um garoto, um pouco mais velho, meio magro e com os cabelos cheios de cachos.

"Dustin...?" Era o amigo de Louis, que vira mais cedo.

Ele sorriu, mostrando vários dentes com as pontas quebradas, isso lhe dava um ar extremamente fofo.

"Aqui eu sou Pudding." Dustin riu, junto de Allen. "E você?".

"Aqui... Bom, eu era Vênus, eu não sei... Conheço as regras do Tony, ele não deixaria eu continuar com o mesmo nome de show."

"Vênus, não se preocupe." Dustin sorriu.

"O que...?" Allen não deixou de ficar um pouco confuso com a afirmação de Dustin.

"Tony me mandou te dizer, você é o Vênus e irá se apresentar em trinta minutos." Ele deu um sorriso divertido.

Dustin, ou Pudding, atravessou o camarim, passando por um pano estendido do teto ao chão, que servia como divisória.

Allen sorriu diante à falta de criatividade de seu chefe.

Olhou ao redor, viu uma roupa em um canto, com um bilhete em cima.

"Sua roupa de hoje, meu querido Vênus, faça seu melhor.

Com amor, Tony. XoXo."

Tony beirava o ótimo é o horrível.

A roupa era fofa, um short de couro, em formato de abóbora de Halloween, botas de cano baixo, uma capa de bruxa em cor roxa e um chapéu de bruxa da mesma cor, porém, com um rostinho fofo desenhando.

Allen se vestiu, sentou-se em sua penteadeira, fazendo cachos nas pontas de seu cabelo com um baby liss, passou glitter cinza e um delineador grosso nos olhos e batom preto.

Finalmente, vestiu seu chapéu, que ficava com a ponta caída para o lado e as abas enormes pendendo para baixo.

Vênus atravessou a divisória de pano, olhando um Dustin tirando sua maquiagem, com os cabelos bagunçados e ouvindo Should i stay or Should i go?, E que sorriu divertido ao ver Allen.

"Hmm... Vai me lançar um feitiço?" Dustin riu.

"Vou transformá-lo em um sapo" Allen sorriu e seguiu para a porta, vendo Tony o esperando.

"Ah, já está pronto, ótimo, docinho."

Tony o levou até atrás do palco.

Após alguns minutos de silêncio, Tony subiu sozinho no palco, sorridente e com um microfone na mão.

"Senhores, temos uma novidade essa noite. Então, preparem suas carteiras para vossa nova atração, que vocês irão amar. Por favor, recebam Vênus!" Ele tinha um entusiasmo único na voz.

A cortina se abriu, Allen suspirou fundo e abriu um sorriso sacana.

Agora era a hora de se tornar Vênus, um dançarino vazio e sensual.

Subiu ao palco, dançava de forma sensual, rebolava, caía de quatro, fazia passos difíceis como virar estrelas.

Se despia de seu chapéu e sua capa, sorrindo de forma convincente.

Se jogou de quatro e agarrava várias notas de dinheiro, pegava todas que lhe jogavam e guardava dentro de seu short.

Após um segundo, viu em um canto, uma figura que o encarava.

Não podia ser.

Era impossível.

Louis estava lá.

Não...

Estava tudo acabado, Louis não parava de encará-lo.

Allen começou a ofegar, nervoso, parado, encarando Louis.

Caiu de joelhos, encarando o chão.

Não sabia o que fazer.

A música alta se isolava porque na sua cabeça só havia um chiado.

Sua visão ia escurecendo, seu corpo ia enfraquecendo.

E várias pessoas já o cercavam no palco.

Até o arrastarem para o camarim.



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