História Give you heart a break - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, J-hope, Suga, V
Tags Baekyoongi, Crackshipp, Vhope, Yoonbaek
Visualizações 48
Palavras 2.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MEU DEEEEEUS
depois de quase um ano, uma fanfic nova, isso é, quando eu nem mesmo atualizei a anterior.
Sorry ;-; eu esqueci mesmo -q
Antes de mais nada queria dizer que essa história tem um shipp que provavelmente você sequer imaginou e se você não consegue gostar, apenas pare por aqui. Eu tive a idéia quando fui querer juntar meu utt e bias e deu nisso. Não vou mentir, adorei.
Mas dê uma chance a história, aposto que você vai gostar ♡

Capa por: @ Yooana
Betado por: raissa (meu bolinho)

Capítulo 1 - Cold Heart


Fanfic / Fanfiction Give you heart a break - Capítulo 1 - Cold Heart


 – Eu não quero essa criança! – Dizia a mulher aos gritos – Ela vai atrapalhar tudo.

   É uma lembrança um pouco triste, porém uma das mais fortes que tenho. Foi ai que entendi o motivo de estar assim ultimamente. Se minha mãe não me queria, quem em sã consciência iria querer?

  Eu nasci em um estabelecimento em que crianças não devem entrar, no entanto, aquela boate foi minha casa até os sete anos de idade. Sete anos pois foi nessa idade em que aquela prostituta, que eu chamava de mãe, resolveu me dar aos meus avós paternos.

    Repassando o problema.

   Não era lá o melhor lugar do mundo, nunca me senti em casa com meus avós. Eles me batiam, diziam que eu era um menino mal, mas nunca me ensinaram como deveria agir. Eu não gostava de comer e também não sabia usar o banheiro direito, tão pouco falava já que quando abria a boca eu mentia, pelo menos eles diziam que eu mentia.

– Não minta, seu garoto mal criado! – era isso o que diziam, eu não mentia, nunca aprendi a mentir.


       (...)


   Hoje em dia eu sequer penso em qualidade de vida. Sal, açucar e aromatizantes estavam de bom tamanho. Até essa noite. 

    Comi o último pedaço de pizza que me permiti comer, já estava enjoado de pizza, era só isso que eu pedia, já que eu não precisaria sair de casa para comprar. Eu nunca saio de casa.

    Mas hoje é um dia especial.

  Tranquei toda casa que podia chamar de minha, deixei meu celular. Não iria mais precisar dele. Olhei para pequena casa uma última vez. Ele a adorava, e agora ela não teria mais dono.

   Andei até uma das pontes que Paris tinha, o que mais se tem nesse lugar depois de restaurantes são pontes. Você lembra Lee? Foi aqui que nos vimos pela primeira vez. Olhei para os lados, quase ninguém passava, e os que passavam nem notavam minha presença, era melhor assim. Olhei para baixo naquela ponte e vi ali meu futuro, lembrei do rosto dele por uma ultima vez.

  Ah Lee, eu iria te encontrar agora? Mas suicidas não vão para o inferno? Você entende, não é?

    Quando ia começar a tirar os sapatos ouvi duas pessoas aos gritos no meio da rua, não pude deixar de olhar, os ruivos pareciam desesperados e falavam palavras desconhecidas por mim, era no mínimo cômico, até um deles olhar para mim. 

  "Oh não,apenas me ignore." Era o que eu queria dizer, mas palavra alguma saiu de minha boca, então apenas continuei com o que vim fazer. Tirei meus sapatos e subi na ponte, estava pronto para me jogar quando um corpo magro me puxou dali e me lançou ao chão de um jeito atrapalhado, não foi muito bonito.

– Meu deus, vocês estão bem? – Perguntou o ruivo que não me atacou, que tinha um ar levemente desesperado em suas palavras, assim como em seu rosto.

 – Bem? Bem?! Moço, tem um sujeito estranho e pesado jogado em cima de mim! – Falei nervoso, gritando sem perceber, apenas me deixando levar pela confusão em mim.

– Mas você ia se matar! – Ele gritou.

– E dai?!

– Você até olhou pr... – Ele disse, mas não o deixei terminar.

– Vocês estavam gritando! Até mesmo um surdo viraria e se perguntaria que porra era aquela! – Gritei, desta vez propositalmente.

Eu estava louco de raiva, era minha terceira tentativa e nada de conseguir. Se ainda não bastasse minha frustração o garoto me olhava estranho.

– Pare de olhar para minha cara e sai – O empurro, conseguindo tirar-lo de cima.

– Woozi? – Perguntou com a voz fraca.

– Me chamou de que? – Perguntei confuso.

– Não! Impossível! Você morreu! – Ele disse, elevando sua voz.

– Não?! Era pra eu estar morto,mas você impediu lembra? 

– Não, não, não...

   virei me para outro garoto.

– Olha, seu amigo parece estar em choque. Provavelmente está me confundindo com alguém.


  A partir daí minha vida mudou miseravelmente, ainda mais quando descobri que o garoto que me "salvou" se chamava Hoseok, e pediu para que ele e seu amigo Harry ficassem em minha casa por uns dias, pois não tinham nada. 

  Eu normalmente recusaria na hora, mas eu estava ansioso em dividir aquela casa com outras pessoas, Lee, você me entende não é? Eu estava tão sozinho que se eles fossem assassinos eu nem estaria ligando. 

  Se passou pelo menos algumas horas até que eu percebesse que Hoseok tinha um leve interesse em mim, e que Harry ficava irritado com isso. Era tudo tão obvio. A paixão que Harry sentia pelo amigo. Me fez lembrar dele, eu odiava admitir que amava você Lee, mas amava. 

  Naquela primeira noite eu me remoí, como sempre não conseguia dormir bem, e me cortei com uma das laminas que prometi jogar fora, mas fui fraco demais para fazer. 

  Aquela manhã com pessoas novas foi até divertido, Hoseok enchia o saco, mas era uma pessoa legal no fim das contas, pensei na possibilidade de nem precisar dos meus anti-depressivos, mas tomei mesmo assim. Transtorno depressivo maior é coisa séria, diz o meu piscologo. 

  Eles iam a uma festa naquela boate. Aquela maldita boate. Eu não queria ir mas acho que a vida deles dependia disso e a minha, bom, eu planejei: me mataria nela. Era tudo tão perfeito que não sabia nem que roupa vestir.

      Eu os guiei até a balada e Hoseok insistiu em dançar comigo, deixando Harry sozinho, isso me doeu um pouco e eu precisava colocar a cabeça de Hoseok no lugar. Aparentemente isso aconteceu quando eu falei que não gostava de dançar ou que não gostava de animais.

 

– Você deveria chamar o seu namorado para dançar – Eu resolvi dizer enquanto estávamos juntos ali, naquela pista de dança.

– Harry não é meu namorado – Ele disse.

– Eu também não sou – Precisei respirar fundo, ia ser sincero – Pare com isso Hoseok, você não quer a mim.

– Eu quero! Você não pode ficar sozinho! – Ele disse, quase pude sentir certeza em seu tom de voz, mas não poderia ser.

"Não se deixe enganar" Repeti para mim mesmo.

– Está vendo o que está dizendo? Você está com pena do cara depressivo que quer se matar mas é apenas isso. Escolha pelo certo e eu, eu sou muito errado. O certo é quem está ali sentado e você nem notou.

   Ele ficou em silencio e eu apenas disse que iria beber. E eu fui mesmo. Bebi uma, duas, três, quatro doses de Vodka e a voz ecoava na minha cabeça.

   É a sua hora.

  Peguei o frasco de remédios e fui ao banheiro daquele lugar, estava um tanto diferente do que me lembrava e não tinha ninguém cometendo algum ato ilícito, na verdade, o único a querer fazer algo ilícito era eu. Era perfeito, cometer suicidio por overdose num banheiro nojento. 

  Olhei para o espelho quebrado em minha frente e abri o frasco, no momento em que ia toma-los escutei um estrondo horrível e com o susto derramei tudo no chão.

– Merda, merda, merda!

  Comecei a juntar as pilulas naquele chão imundo e ia começar a chorar. Será que nem me matar eu consigo fazer?

– Ai meu deus,eu sinto muito! Deixa eu ajudar você!

- Não, não precisa, sai!

  Aquela pessoa. Por mais que eu pedisse ela continuava a juntar inultimente aquelas pilulas no chão, até minha mão entrar em contato com a dele, e eu olhar para cima o encarando pela primeira vez.

   Era tão bonito.

– Oi – Ele sorriu para mim ao dizer isso, e eu digo que ele poderia tossir penas do piu-piu toda vez que sorria assim – não fique ai! – ele me puxou, eu estava perto do ralo do banheiro – É perigoso.


  Que sujeito estranho. 


– Ta, ta, obrigado – levanto e coloco tudo que eu havia conseguido juntar no frasco novamente.


  Ele me encarou por um segundo, e tirou algo que estava em meu cabelo.

– O que? – Eu balancei a cabeça, e mexi no cabelo como se fosse um retardado.

 – Tinha uma mini aranha no seu cabelo.

– Agh, que nojo! – Me volto para espelho e verifico meu cabelo, que agora parecia sem nada.

– Realmente, as aranhas aqui devem ter mais bacterias que os copos.


  Abri um sorrisinho fraco. Uau,não foi dessa vez,tentaremos de novo mais tarde.

– Bem, com licença. 

  Caminho pra saída do banheiro, ele me deu passagem para que saísse, mas antes que eu chegasse na porta alguém bateu na mesma, e pode se ouvir alguns barulhos bem sugestivos.

– Droga. – Praguejei.

 – Era só o que faltava, aliás, por que estou surpreso mesmo? – Ele suspirou e voltou a fazer o que quer que estivesse fazendo, provavelmente ele trabalha aqui pois possuia um balde e esponja.

  Eu apenas suspirei e encostei na parede com os braços cruzados.


– Daqui a pouco eles param, eu acho. – Ele disse.

– Se eles não pararem,eu abro essa porta na marra. – Respondi.

– Ou a gente joga esse balde de água neles.

– É uma outra opção, devemos levar em conta.

– Então tá.

 Ele riu, uma risada linda, fiquei feliz e puto.

  Peguei o frasco e fiquei o olhando, eu certamente não poderia fazer isso aqui, e também não quero ficar aqui escutando essas coisas. Mas que outras opções eu tenho? 

  Os minutos se passaram e as criaturas não saiam da porta.

– Esses daí vão virar a noite.

 A esse ponto eu ja tinha tapado os ouvidos.

– Vamos precisar do seu balde.

– Certo! – Ele encheu o balde e o levou pra perto da porta, mas antes tentou de uma maneira mais amigável – Será que podemos sair? – Só o que ouvi foram risadas e deboches – Tudo bem.

– Eu jogo,ou você? – Perguntei, gritando mentalmente para que ele me deixasse o fazer.

– hm, vou lhe conceder a honra.

– Encantado.

  Me aproximei e segurei o balde com um sorriso maldoso nos lábios.

  Ele contou até três e abriu a porta à força, rapidamente joguei o conteúdo do balde naquelas criaturas que agora estavam encharcadas, os dois vieram furiosos pra cima de nós dois, mas antes que os mesmos nos pegassem, o garoto saiu do banheiro e me puxou junto para fora, os fechando lá dentro. Infelizmente logo conseguiram abrir a porta e só nos restou que o garoto jogasse as coisas de limpeza neles.


– Corre!


 Comecei a correr, mas sempre olhando para trás, eles estavam claramente muito putos. 

  Eu e o garoto estamos a ponto de ser espancados e ambos estavámos rindo iguais crianças .

– Por aqui! – ele virou em um corredor e parou em uma parte que estava mais escura e eu fui junto, ele me puxou, ficamos ali calados, só esperando eles passarem, e quando o fizeram esperamos um pouco. Talvez apenas eu tenha ficado perturbado com nossa aproximação.

– Acho que podemos sair. – Ele nos afastou – Foi divertido.

- Foi sim – Eu havia parado de rir mas ainda estava com um sorriso nos lábios.

– É, eu tenho que ir. – Ele disse após nos afastarmos completamente.

– É, eu também. – Respondi.

– A propósito, eu não perguntei seu nome.

– Yoongi – pela segunda vez na vida... –hm, Min Yoongi – ...eu desejei viver só mais um pouquinho... – e o seu?

– Byun Baekhyun. – Ele respondeu.

– Foi um prazer Byun Baekhyun. – Suspirei e me despedi. - Tchau.

– Igualmente. Até mais, Yoongi.

  Me viro pra ir em uma direção contrária a dele, e enquanto ando, tiro o frasco praticamente vazio dos comprimidos – Foda-se! – Me viro e caminho rapidamente para alcança-lo.


– Ei baekhyun!

– Hm? -ele se virou, confuso.

– Não teremos um "até mais" bem sucedido se não trocarmos os números. – Disse, usando toda a coragem que tinha, para que não houvesse arrependimentos mais tarde.

– Ah, certo então! Está com seu celular?

– Sim! – O pego no bolso e ele me passa seu número – Eu vou salvar como Baek por que é mais fácil.

– Tudo bem.

– Então, até mais – Aceno e me viro pra ir embora novamente. 

– Até mais, cuidado pra não encontrar aqueles malucos outra vez.

  Me limito a levantar a mão num sinal de "não se preoucupe ".

  E a noite se resumiu em um Hoseok me enchendo para que eu chamasse o garoto para sair no dia seguinte, e assim eu fiz, mesmo achando que ele não iria aparecer, apenas de uma coisa eu tinha certeza.

    

   Eu não iria morrer hoje.




Notas Finais


Serão poucos capítulos então o próximo não irá demorar.
Flw ♡
Obs: eu sei que parece tudo muito confuso ou com falta de detalhes, mas não pare por aí! Muitas coisas irão acontecer, não desistam da fanfic!


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