História Gladiadora - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gladiador, Grécia Antiga
Exibições 12
Palavras 2.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Super Power, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tenha uma boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Não acredito!


Ela sentia-se em movimento, algumas partes de seu corpo ainda sentirá dores horríveis. Mais nada se comparava aquele ser humano que lhe havia ajudado. Suas pernas balançavam um pouco e seu braço estava caído, novamente tentou voltar a consciência, porém em vão.

Mexendo-se um pouco entre o aperto dos braços dele.

-Acalme-se. – Pediu com firmeza e Átala congelou. Seria outro mau feitor? – Durma um pouco, irei levar você para minha esposa vê-la e tratar de suas feridas. Estão horríveis. – Disse e por fim colocando calma no corpo e mente de Átala, que novamente desmaiou de cansaço.

 

-X-

 

Ele havia adentrado sua casa, aberto à porta com dificuldade. Sua esposa logo vendo seu marido melado de sangue e a segurar uma garota ferida e desmaiada entrou em pânico.

-O que ouve? Por que estão assim? – Perguntou a tremer e chegou perto dele.

Colocando sua mão sob o ombro nu de sua esposa, sorriu.

-Acalme-se também. Encontrei está jovem no chão, quase a sofrer um estrupo duplo. Além de está toda machucada está viva. – Revelou e sua esposa colocou a mão sob a boca.

-Filipa! Filipa! Venha rápido, Filipa! – Gritou sua esposa e pós em sua frente. – Siga-me, coloque à na cama que eu e Filipa trataremos dela. – Disse e subiu as escada correndo.

Filipa seguiu sua mestra logo em seguida. Ajudando-a a colocar tudo que precisaria para fora dos armários. Seu marido chegou logo em seguida e depositou o corpo quase sem vida de Átala na cama.

Filipa foi para o outro lado da cama e começou os preparativos.

-Saia por favor Leandro. – Pediu sua mulher e logo ele saiu caminhando até a porta e fechando-a.

-Mestra.. Essa garota.. – Tentava dizer algo, mas Filipa estava assustada depois que tirou as roupas da mesma.

-Ela era uma escrava. – Completou a esposa olhando a mesma. – Trataremos de seus ferimentos o mais rápido possível, ela perdeu muito sangue. – Começaram a tratar dela.

Leandro tinha descido as escadas e sentado em seu sofá. Estava pensando muito. Estava um silêncio incomodante naquele local até ouvir os passos de sua mulher a descer as escadas limpando suas mãos que continha bastante sangue, assim como o lenço que estava a segurar e limpa elas.

-Aviso-lhe para joga-la no mesmo local que à encontrou. – Disse ríspida. E Leandro colocou-se de pé e olhou indignado para sua esposa.

-Como assim Layla?! – Berrou.

-Ela é uma escrava. Não quero manchar a reputação nem o nome de minha família. – Disse um tanto irritada. – Já curei suas feridas. Trate de leva-la ao mesmo local que à encontrou! – Falou em alto e bom som.

Leandro aproximou-se da mesma e lhe olhou nos olhos.

-Não. Átala não voltará a seu mestre. Ela permanecerá aqui, até quando quiser. Se viu seus ferimentos deveria saber que ela sofria com ele. Então pare de se preocupar com a reputação de nossa família e se o nome sujará na praça e pense em Átala. Ela também é uma humana como nós. Filipa é tratada bem, por que Átala não pode? – Falou rígido e com sua voz rouca. Dando ar de superioridade sob sua mulher.

-Não compare Filipa a esta garota! E já está tão intimo para chama-la pelo nome? Saiba que Filipa e sua família é escravos de minha família à anos! Já está escrava deve ser levada ao seu dono! A reputação de minha família não ficará manchada por causa desta escrava! – Gritou irritada. Layla tinha orgulho próprio e queria manter seu nome limpo na praça e na boca dos gregos. Ela queria ser reconhecida como à mulher mais linda da Grécia, além de que sua família era bastante conhecida pelo comercialização legalizada de escravos.

 

-X-

 

Algumas horas se passaram e Átala acordou, sem dores e cheia de curativos. Olhou para os lado e viu um chiton limpo e novo com um papel em cima dizendo para vesti-lo. Vestiu a roupa e saiu do cômodo vagarosamente. Tentava se lembrar onde estava e o que aconteceu. Desceu as escadas e encontrou duas pessoas discutindo.

-Desculpe-me a intromissão. Onde estou..? – Perguntou perdida e logo os dois se viram.

-Acordou Átala. Que bom! – Comemorou Leandro. – Meu nome é Leandro, está é minha esposa, Layla. – Disse apontando para a mulher ao seu lado.

Leandro era um homem alto, musculoso, um tanto barbudo, usando um exomis. Layla era uma mulher linda, com certas voltas recheadas de volumes, cabelos loiros cacheados presos em um coque alto deixando cair alguns fios, trajando uma chiton elegante.

-Desculpe, mais o que houve ontem. Onde estou? – Perguntou novamente confusa e logo recebeu um choque de seu corpo com memórias do ocorrido. Ela estava forçando sua mente a lembrar-se de algo terrível, acabando por cambalear e tremer.

Leandro percebendo que a mesma estava confusa pegou em seu braço.

-Está tudo bem, sente-se. – Disse apontando pro sofá e Átala sentou-se. Leandro explicou o que houve desde momento que à encontrou. Átala ficava perdida em algumas partes, mas continuava à ouvi-lo.

Depois de horas lhe explicando detalhado o que houve a menina aceitou sua proposta: ficar em sua casa por tempo indeterminado. Layla não gostou nada da proposta e pós se contrariar.

-Eu não vou permitir que essa escrava viva aqui como uma dama! Ela não tem classe. – E novamente se inicia uma discursão fazendo Átala se sentir uma intrusa. Quando iria protestar Leandro colocou a mão na frente de seu rosto.

-Chega Layla! – Gritou furioso fazendo Layla e assustar. – Eu não sou ingênuo, sei que me trai pelas costas e estou farto disso! Se Átala não ficar, então você vai embora! – Revelou sua ultima carta deixando Layla paralisada de medo.

A mesma concordou e logo preparou o jantar silenciosa.

 

-X-

Uma das noites, Leandro havia chegado tarde de seu trabalho. Átala estava em seu quarto como de costume, só saia apenas para comer algo ou tomar banho. Era proibida de vagar pela casa já que Layla concordou com aquilo mais com certas regras absurdas. Enquanto Leandro a disse para ela parar de trai-lo, ou iria expô-la na sociedade, o que era bastante infeliz para ela, ser acusada de adultério teria morte na hora.

Leandro chegou e bateu na porta de Átala e mostrando sua face ao abrir a porta.

-Boa noite senhor Leandro. – Disse e deixou seu livro de lado e dando atenção ao mesmo.

- Boa noite Átala. Sai um pouco deste quarto, vá para sala e converse um pouco com Filipa, ela é uma boa garota. – Disse sorrindo e saiu adentrando a fundo o corredor.

Átala foi para à sala conversar com Filipa que estava lhe ignorando por ordens de sua mestra. Então novamente ficou quieta em seu lugar.

Leandro por outro lado abriu a porta de seu quarto e deu de cara com duas pessoas em sua cama. Layla estava aos agarrou com um outro homem. Musculoso, alto, cabelo um pouco curto preto e olhos verdes claros.

-Promessa quebrada. Novamente, mesmo sendo sob ameaça você não irá se quietar? – Falou raivoso e arrancou o outro homem de sua cama pelos cabelos e jogando ele contra a parede. Layla gritou assustada com o movimento brusco. O outro tentou socar Leandro, desviando do soco acertou um na barriga do mesmo que cuspiu sangue.

Filipa e Átala ouvindo os berros de Layla correram em resposta e viram, Leandro socando outro homem firmemente enquanto Layla estava coberta pelos lenções de sua cama e berrava em alto e bom som.

Filipa se intrometeu e levou um tapa de Leandro a jogando para o lado oposto de Átala. Leandro pegou Layla pelos cabelos e a arrastou pela casa. Saiu porta à fora e jogou Layla no chão.

-Eu fui paciente. Porém está mulher cometeu adultério. Achas que sou idiota? – Berrou e todos na rua observavam o cenário. Alguém jogou-lhe uma pedra que bateu em sua cabeça.

De todos ali, todos jogavam-lhe pedras fortes. Leandro saiu do local irradiando ódio. Tirou o home  desacordado de sua casa e jogou na rua.

Arrumando seu quarto, respirava fundo. Filipa estava com medo e assustada.

-Senhor Leandro, o que acontecerá com Filipa? – Perguntou Átala à adentrar o cômodo. Leandro olhou para traz vendo a pequena garota e sorriu minimamente.

-Ela voltará pra casa da família de sua mestra. Filipa não á minha escrava, e sim de Layla e sua família. – Disse calmo e paciente, levantou-se de sua cama e olhou para Átala. – O que você fará? Ficará aqui depois de tudo, ou irá fugir daqui? – Perguntou grosseiro e Átala lhe olhou, olho à olho.

Leandro mostrava-lhe um olhar obscuro, cheio de rancor e ódio. Átala tinha seu olhar opaco e sem vida. Ela não tremia nem demonstrava nenhuma insegurança.

-Eu ficarei. – Respondeu com segurança e Leandro pós sua mão sob o ombro esquerdo de Átala.

-Se ficará comigo, será bem vinda e tratamento de uma filha que gostaria de ter. Porém, quero treina-la. Se conheço bem esses olhos albinos e esse tom de preto em seu cabelo. Você é de uma linhagem forte de escravos. – Falou frio e ao mesmo tempo cuidadoso. Os olhos de Átala pareciam duas avalanches de fúrias. Aquele branco que lembrava a delicada e fina neve, estava em fúria ao lembrar de seu passado. – Se conviver comigo terá regalias, porém, quero que se esforce. Minhas expectativas com você para a nova era de gladiador não sairá barato, quero trabalho duro! Entendido Átala? – Falou firme e grosso. Leandro queria colocar força de vontade no espirito guerreiro desta jovem, despertar a garra de uma guerreira e a coragem de uma garota sofrida revoltada.

-Entendido, Leandro. – Disse firme levantando a cabeça e olhando para frente.

-Bom começo seria me chamar de papai ao invés de Leandro. Venha, esqueceremos o que houve. Já chegará visitas. – Disse acariciando a cabeça de Átala e deixando-a no quarto, partiu para a cozinha preparando todo o jantar.

 

-X-

 

A porta soou um som de batida. Leandro foi atende-la e deu de cara com os jovens de sua academia. Mesmo o jantar saindo demasiadamente tarde, aquilo era um jantar formal. Iria fazer uma reuniam sobre os jogos que estavam a vir.

-Apresento à você, Átala, sua nova companheira de treinamento e minha filha adotiva. – Disse Leandro em pé, ao seu lado Átala. Estavam todos sentados em seus respectivos lugares na mesa.

-Ela gladiadora? – Debochou um dos jovens. – Mestre, só deve está brincando! – Falou um loiro à gargalhar alto. Todos ali olhavam confusos, como uma menina tão delicada poderia derrotar um brutamontes ou leões duas vezes seu tamanho. – Se ela chegar na arena irá ser estraçalhada. – Disse o loiro e colocou seu cotovelo sob a mesa e sorriu ameaçador para Átala que não movimentou um musculo.

-Desculpe-me, mais deve está falando de você mesmo, certo? – Indagou Átala com uma expressão nada amistosa.

-Lugar de mulher é na cozinha, garotinha. – Revidou o loiro. –Saiba seu lugar, mulher. – Disse o loiro visivelmente irritado.

-Fazemos assim, nos jogos quero uma luta contra você. Caso um dos dois vença, o perdedor será o escravo do vencedor até os próximos jogos. O que achas? – Perguntou cínica a lhe olhar de cima para baixo. Com certa autoridade.

-Certo. Apostado. – Respondeu contente e logo alargou seu sorriso malvado. – Prepare-se para experiências, acho que ainda não vividas por você. – Comentou maldoso.

-Deixa-vos as ameaças de lado. E apresentem-se garotos. – Disse Leandro e sorriu sentando logo em seguida.

-Meu nome é Saulo. – Disse um rapaz de aparentar dentre 16 a 17 anos, cabelos avermelhados no ombro, olhos acinzentados, trajando uma linda exomis. Seus músculos dos braços estavam amostras e seus cabelos soltos.

-Filipe. – Disse um rapaz de aparência de 21 anos, cabelos curtos pretos, olhos pretos, usava apenas um exomis, vestido antigo usado por homens, com um pouco de seu peitoral e braços musculosos a aparecer.

-Nicolas! – Exclamou um moreno aparentava ter entre 24 anos a 26, careca, olhos cor mel, musculoso, trajando um exomis de tecido sofisticado.

-Oi! Me chamo de Heitor. – Disse um rapaz de pele branca meio bronzeada, entre 17 a 19 anos, cabelos até os ombros castanhos claro, olhos verdes acinzentados, músculos a exibir.

-Sebastião. – Disse o mais calado, cabelos longos até a cintura loiro, olhos mel, não tão musculoso quanto os outros, usava um túnica que não deixava aparecer seu peitoral apenas os braços. Dentre 19 a 21 anos.

- Daros, lembre de meu nome pirralha. – Falou rude um loiro, olhos azuis, musculoso.

- ‘O loiro de antes.’ – Pensou Átala a prestar bastante atenção nos rapazes.

- Prazer Átala, me chamo Isaac! – Disse um rapaz animado, dentre 15 a 16 anos, cabelos curtinhos castanhos claros, olhos castanhos claros, pouco musculoso, trajava uma túnica e sandálias gregas.

- Prazer em conhece-los! – Disse Átala e deu um sútil sorriso pra todos. Os rapazes, alguns sorriram outros trocaram olhares alegres e motivadores.

- Vamos jantar certo? – Perguntou Leandro irônico.

Todos estavam se conhecendo melhor, Átala conhecendo os rapazes e seu novo pai. A única duvida era por que Átala sempre conseguia fugir das perguntas sobre seu passado.

-Já contamos nosso passado, presente e futuro. Por que não conta o seu? Está com medo de algo? – Perguntou Sebastião um pouco desconfiado. O copo que Átala segurava acabou por escorregar de seus finos dedos e cair na mesa, o líquido vermelho espalhava-se diante a madeira lisa.

-Não tive um passado que possa se alegrar. – Balbuciou as palavras. – Aos três anos participei do primeiro leilão de escravas. – Átala acabou por abaixar a cabeça. – Ainda querem saber mais?

- E por que não? – Perguntou Saulo se referindo à todos naquela mesa. Átala suspirou pesadamente e prosseguiu.

-No primeiro leilão que participei obrigatoriamente, chorava mais que tudo. Aquelas pessoas a me olhar com perversão, insanidade. Estava realmente assustada. Trabalhei, não posso chamar aquilo de trabalho, servi. Servi a homens imundos e insanos. Um dos que trabalhei tentou abusar de mim, mas- - Interrompeu-se, viu suas memórias voltar átona. As palavras ditas, as dores sentidas.

-Se não quiser continuar, não precisa. – Disse Leandro à colocar a mão em seu ombro. Átala relaxou um pouco após o suave toque de confiança.

-Aquele dia realmente foi horrível pra ele, eu o matei. – Disse e levantou o rosto e viu todos ali estáticos e a olhar espantados pra ela. – Bem, quando descobriram que eu havia feito, me trancaram em um porão por semanas, como eles dizem era pra me domesticar,  torturas também fazia parte da domesticação. – Parou e percebeu o olhar de todos. – Façam o favor, não me olhem assim. – Resmungou. – Não quero olhar de pena para mim.

-Não sabia que seu passado era assim. – Falou Leandro. – Quando a encontrei na rua, pensei que era uma garota normal, estava os farrapos. Layla tinha me avisado que eras uma escrava. Porém nada mudaria o que eu fiz.

- Quando você me encontrou, eu fugia do meu antigo “dono”. – Disse e abaixou a cabeça e começou a escorrer lagrimas. – Eu prometi pra ela que não mataria mais ninguém, prometi que ira aceitar meu destino. Mas... Mas.... – Átala não aguentava começou a relembrar as cenas e a tremer. – Eu matei ele, ele disse que ira me domesticar se eu não pedisse desculpas.. Mas eu não pedi, não tinha feito nada demais. Eu não sou um cãozinho de estimação.  – Colocou as mãos tremulas nos olhos tentando se esconder de alguma coisa.

-Acalme-se Átala. – Pediu Leandro ao sentir-se incomodado com as lagrimas da pequena.

-Ele disse que abusaria da minha pureza se eu não pedisse desculpas. Eu sou horrível! – Leandro logo entendeu o que se passava e não conseguia acreditar que aquela menina, aquela Átala que estava na sua frente poderia ter sido abusada.

-Isso é horrível. – Comentou Heitor. Os rapazes não sabiam muito o que pensar ou fazer, vendo uma garota chorando a sua frente, eles observavam detalhadamente seu rosto e expressões faciais.

-Não recordo de meus pais. – Disse Átala se acalmando. Seus olhos permaneciam fechados, suas mãos seguravam firme sua roupa. – Mas mim lembro de uma mulher que também era escrava. Ela mim fez prometer que não mataria mais ninguém. Eu não queria ter matado ele, estava com ódio dele, estava cega. – Levantou o olhar albino, antes era como uma neve que cairá sumindo no meio das outras, agora uma eterna avalanche perigosa. – Não me importo com promessas, eu matarei que ousar está em minha frente e atrapalhar as minhas lutas. – Seus cabelos chegaram a se mover pouco em meio as palavras rancorosas de Átala. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...