História Gladiadora - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gladiador, Grécia Antiga
Exibições 9
Palavras 2.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Super Power, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem vindo e Boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo 3 - Treinamento


Já estava bastante tarde para mais conversas. O passado de Átala havia tomado muito tempo do que esperado, além de que eles estavam conversando sobre os novos jogos.

-Amanhã teremos um grande dia então vão pra casa seus preguiçosos! – Falou Leandro de modo brincalhão e todos sorriram concordando. – Amanhã os treinos ficaram pesados como de costume. – Lembrou e abriu a porte de sua casa e de um por um todos saíram.

Dando um aceno de tchau à todos, Átala se despediu de seus novos colegas.

-Tudo bem? – Perguntou Átala ao vê-lo fechar a porta e seu rosto entristecer novamente.

-Sim. Esqueceremos de Layla, certo? – Perguntou Leandro a suspirar pesadamente. Ele havia amado muito Layla, correção, ainda lhe amava. Porém o que ela fez era imperdoável. Uma mulher invejada por todos, dona de uma luxuosa casa, com um marido atencioso e de bom potencial físico. Só uma questão que mudava tudo, Layla jamais poderia ter filhos. Infelizmente um sonho desejado por Leandro jamais se realizaria, mais nem por isso desprezou sua amada mulher, continuava-lhe amando cada dia mais. Porém, só amor e dinheiro não bastava pra ela, gostava de se arriscar nas espreitadas da noite à trair seu marido às escondidas.

Átala entendeu o pedido como uma ordem. Acenou sua cabeça positivamente e calada estava, calada ficou. Andou até seus aposentos, abrindo sua porta e fechando. Jogando seu corpo na confortável cama tentou lembrar-se quando foi a primeira vez que deitaria numa cama assim? Nunca, jamais. Era a primeira. Tratou de tomar um banho, logo após dormiu calmamente.

Leandro por outro lado não sabia o que fazer, como reagir à tudo isso. Só pensava em seguir em frente e deixar tudo nas mãos dos deuses. Tomando um banho, adormeceu também. Na verdade caiu como pedra na cama de tão cansado que estava!

 

 

-X-

 

 

Um novo dia começou, o sol já tinha saído. Acordando, se espreguiçou firmemente espantando toda a preguiça de seu corpo, Leandro tomou banho e trocou de roupa. Fez o café de manhã e começou a comer.

Átala por sua vez levantou também cedo, seu costume de acordar antes de seus mestres não a deixava em paz. Naquela noite, mal conseguiu dormir direito, estava sonambula. Já arrumada, desceu as escadas e encontrou Leandro à comer.

-Bom dia. – Disse e coçou seus olhos. Estava insegura de dormir a noite. Um lugar tão calmo e tão seguro ainda lhe dava medo e insegurança.

-Bom dia. Hoje irás trabalhar um pouco na academia pra poder ter ideia de como é lá! – Leandro. Olhou para a mesma e sorriu vendo o seu jeito criança de coçar os olhos e bocejar. – Algo aconteceu? Dormiu bem? – Perguntou vendo o rosto mal dormido da garota.

-Sim. Certo. Dormi tranquila. – Respondeu baixo, Átala não queria deixa-lhe triste por ter desconfiança dele.

 

-X-

 

Leandro cuidou de abrir a academia. Os alunos chegaram algum tempo depois e logo exigiam espadas, escudos, correntes com pesos no final, lanças e muitas outras armas. Átala corria de um lado para o outro, um pouco suja no rosto e um tanto suada da correria. Mesmo assim, fazia tudo com certeza e confiança. 

Leandro ficava gritando: “Ataque ali!” ou “Defesa aqui!” para os seus alunos. Em meio as gritarias, Átala estava animada e até um pouco feliz. Estaria recomeçando sua vida de uma maneira que jamais pensou. Já estava familiarizada com todos ali, que ficaram muito ansiosos para vela em ação. Pelo jeito dela mesma trabalhar, via-se que estava gostando do local e do trabalho. Sua aparência não deixava de fazer todos ali lhe olhar, pelo menos que seja minimamente, e se perguntar se era mesmo uma garota normal.

Logo ouvia-se passos pesados vindo da porta, adentrando o local um homem alto, de músculos grandes, cabelos cacheados curtos e de coloração castanha, olhos roxos, vestia uma túnica. Sua feição era dura e amarga. Leandro logo se aproximou do tal homem e os dois trocavam risadas e algumas palavras.

Átala estava um tanto longe dos dois, mais logo teve que se aproximar à trazer um pedido dos gladiadores. O homem olhou para Átala de cima à baixo, reconhecendo a pequena figura a sua frente. Os que estavam atrás de si, escravos dele, deram uma risada seca e irritante.

-Você agora tem uma escrava? Não sabia que gostava de uma impura. – Indagou o homem, franzindo suas sobrancelhas e olhando para Átala de maneira sínica.

-Como? Não entendi à vossa pergunta. – Perguntou Leandro e logo olhou para trás de si. Onde estava Átala à emanar uma doce e odiosa aura negra. Seus olhos albinos não deixavam de enfrentar arduamente os do homem. Segurando duas espadas sem fio ela transbordava raiva.

-Ciríaco. – Cuspiu o nome do homem de modo baixo. Átala entregou as espadas sem fio à Heitor que lhe olhou de canto e seguiu o olhar da mesma.

-Está tudo bem? – Perguntou o mesmo e Átala acenou positiva com a cabeça.

-Ei Átala! Admirar a beleza de nosso senhor é um crime pra você!– Exclamou um dos escravos de Ciríaco, os dois riram e Átala aproximou-se deles e deu seu sorriso mais perverso.

-Desculpe-me, mais carcaça velha e acabada não causa diferença em minha visão. – Debochou e todos no local pararam e observaram a cena, Ciríaco transbordava raiva em sua face, apertando seus punhos conteve-se em bate-la.

-Ensine a sua escrava à tratar bem suas visitas e contribuidor. – Reclamou e Leandro que ficou confuso. Estreitando os olhos e franzindo as sobrancelhas.

-Ela é a mais nova gladiadora, minha filha adotiva. – Respondeu Leandro autoritário. Átala sorriu debochada, dando as costas para os mesmos foi atender outro pedido, um dos escravos foi rápido o bastantes para chuta-lhe, em suas costas a levando pra frente.

-Tenha mais bom gosto senhor Leandro, essa garota é do lixo! – Falou o que lhe havia chutado. Levantando a poeira, depois abaixando-a. Átala estava de pé, estava um pouco longe do lugar de origem. A marca da sandália dele estava marcado em sua roupa branca e azul claro.

-Como ousa?! – Exclamou Leandro irritado.

- Acalme-se, veremos do que ela será capaz de fazer, caso contrario, devolva-a pro lixo ou perderá meu patrocínio nessa bagunça falida que chama de academia de gladiadores. – Revidou Ciríaco. – Prove da força de Semiano. – Disse rindo e Átala olhou para trás. Seu olhar era como uma avalanche congelada até a mesma correr e dando uma rasteira em Semiano que pulou rindo.

-Até que seu chute foi forte, Semiano. – Disse Átala ao se levantar, tirando a sujeira de sua roupa. Olhou pra Semiano que sentiu um choque de risos em seu corpo. – Porém, não contará mais historias sobre ele. - Correndo em direção a Semiano, pulou na altura do homem disferiu um chute em sua cabeça. Semiano apenas foi para trás, uns quatro passos. Sua cabeça estava escorrendo um pequeno filete de sangue.

-Seu estrago não é tão grande. – Debochou Semiano. Todos no local ficaram em silencio extremo, apenas observando a garota que ficou cabisbaixa. Fechando seus punhos Átala desferiu socos múltiplos na face do mesmo que defendia perfeitamente.

Um chute em sua perna direita foi o suficiente para seu osso quebrar, ainda ficando de pé. Átala iria desferir um chute em seu abdômen, foi parada pela grande mão do homem que segurou sua perna, girando seu corpo desferiu um chute no rosto do que lhe segurou, ele defendeu. Fazendo o corpo da mesma colidir contra à parede. Uma pequena cratera fez presença na parede deixando assim todos ali espantados, a poeira novamente se abaixa e Átala estava de pé. Correu, pulou em seguida pisou na parede dando-lhe impulso e socou o mais forte possível o rosto do outro.

O corpo dele fez uma rotação enquanto voava baixo pelo chão. Colocou a mão no chão e virou seu corpo, parando de voar com seus pés. Mexeu o pescoço e pode-se ouvir estalos.

- Parem. – Ordenou Leandro visivelmente irritado. – Aqui é minha academia, minhas ordens! – Gritou e Semiano desferiu um chute nas costas de Átala que teve todo seu corpo para trás e depois para frente. Rolando pelo chão.

O outro escravo pegou a cabeça da mesma e levantou mostrando sua face arranhada. Isso foi surreal, a mesma segurou firmemente a mão do escravo e apertava com toda sua força. Ele grunhia de dor e logo a soltou. Ainda segurando sua mão, ela virou seu corpo e chutou-lhe.

-Átala! – Reclamou Leandro e antes que o chute se completa-se a mesma travou. Abaixou a perna.

-Sorte sua. – Reclamou e soltou a mão dele o deixando cair no chão. Todos alunos começaram a gritar loucamente e Ciríaco saiu bufando e gritando “Vamos embora Semianos!”. Ele deveria está envergonhado naquele momento, debochou tanto da força da garota que os fracotes ali eram seus escravos.

 

-X-

 

Os treinamentos eram intensos, Leandro pegava pesado com a mesma. Sempre colocando três dos seus melhores gladiadores contra a mesma. As espadas eram afiadas, ele queria vê-la em ação mais ao mesmo tempo não. Sabia os riscos que corria por ter protegido a mesma, mais nã recuaria. Ela era descendente pura dos almpíno, uma raça de longos cabelos negros, olhos de cor branca, pele branca, força sobre humana. Ela poderia ser a ultima deles.

Ele queria faze-la enfrentar seu passado, mais ao mesmo tempo protege-la e faze-la desistir desta loucura. Coloca-la na arena seria arriscado para  mesma! Enfrentaria homens duas ou três vezes seu tamanho, animais duas vezes seu tamanho, armamento pesado e inúmeros inimigos.

Mais a mesma não desistiria fácil. Cada dia ficava cada vez melhor com as adagas que ganhou do mesmo, cada dia ficava mais habilidosa com seus chutes, pulava mais alto que o necessário, sua força aumentava de acordo com as lutas. Com o tempo o número de gladiadores contra ela aumentava constantemente, e todos derrotados. Os garotos tinham seu orgulho ferido, porém estavam feliz por ajuda-la.

Mais ferimentos em seu corpo.

-Eu já disse para tomar cuidado. Você não obedece seu próprio pai, é nisso que dá! – Disse serio. Leandro estava cuidando dos ferimentos da mesma em seus braços e pernas. – Se isso continuar você vai acabar sendo eliminada mesmo antes de participar direito das lutas! – Reclamou inconformado com o quanto ela poderia ser desajeitada em sua defesa.

A garota começou a rir e ele lhe olhou confuso.

-Do que está rindo sua anã? – Perguntou e lhe fez cocegas. – Acha divertido ficar se machucando e preocupar o grande papai aqui? – Cada vez aumentava as cocegas nela enquanto ela ria intensamente.

Parando de fazer-lhe cocegas, sorriu finalmente e suspirou.

-Pai, obrigada. – Disse e sorriu.

Leandro colocou sua mão sob a cabeça de Átala e bagunçou seus fios pretos. Sorrindo.

-Você sorriu.. – Disse e saiu da sala deixando Átala abobalhada.

Pela primeira vez que chegara ali tinha sorrido de forma alegre e verdadeira, ouviu o barulho do lado de fora da sala por um janela, os vendedores gritavam felizes a comercializar o que amam. Ela estava em casa, estava se sentindo livre. Mesmo que seja por pouco tempo antes que alguém descubra a verdade, ela estava gostando e aproveitando. Mostrando que não importa o que vencerá por aqueles que ajudaram-lhe.

-Você vai ver. Eu serei aquela que as adagas obedecem. – Riu com a própria frase e saiu caminhando normalmente da sala.

 

-X-

 

A academia estava pegando fogo, todos via a linda troca de cores perigosas na academia.

Átala tentou entrar, porém foi impedida por Leandro.

-Eles querem nos causar medo. Vamos achar outro local para  treinar até as lutas. Descontaremos toda nossa raiva neles. – Ordenou Leandro e todos observaram o fogo levar todo o sonho de Leandro embora, junto com o suor do trabalho de todos.

Fechando seus punhos, todos juraram: o começo de uma nova era para eles começaria. Transformaria toda a raiva deles em força e tacaria na cara daqueles filhos da mãe.

As chamas dançavam nos olhos albinos de Átala, seu corpo tremia pouco, porém o suficiente para vê-la com seus nervos à flor da pele. Ela balbuciou palavras ao vento, mexeu os lábios confiantes.

Olharam para a mesma e sorriram.

-Eles mexeram com os gladiadores errado. – Disse Leandro com os braços cruzados de frente ao seu corpo e riu alto.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...