História Glass or Ice Heart? - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais
Exibições 89
Palavras 2.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEY PEOPLE!
Como vocês estão pessoas lindas do meu coração?
Demorei muito? Espero que não ♥
Vou deixar vocês com um capítulo novinho.
Boa leitura!

Capítulo 9 - Volta às Aulas. (Parte 2)


"O destino de uma pessoa pode magoar tanto quanto a pode abençoar." 

— Nicholas Sparks. 

Jace 

Dentro do carro pairava um silêncio desconfortável, Clary olhava para fora da janela pensativa, e eu tentava prestar atenção nas ruas, mas com tudo isso acontecendo era difícil fazer qualquer coisa. Em questão de horas eu havia visto Clarissa's diferentes: a mandona, a debochada, a frágil e a calada. Era difícil de acreditar que Clary tinha as suas fraquezas quando só se via ela debochando e toda cheia de si.  

Mas a verdade era que ela era como um animal ferido: Selvagem que precisa de ajuda, mas que não quer aceitá-la.  

E somente Deus sabia o porque de eu querer ajudá-la. 

Antes que eu pudesse pensar em começar com qualquer assunto ela falou: 

— Vai, pergunta o que você quiser. Eu prometo que vou responder com a maior sinceridade do mundo.  

Não acreditando no que ela havia me falado, assim tão de repente eu estacionei o carro na primeira vaga que vi. Clary ainda me olhava, curiosa. Não entendendo o que eu estava fazendo que ainda não havia lhe respondido.  

— Chegamos. Vamos? — Ela ainda me olhava.  

— Você não vai perguntar, Jace?  

— Depois, primeiro vamos na ponte, pode ser? — Acenou com a cabeça que sim, saiu do carro enquanto eu fazia o mesmo.  

Andamos em silêncio até chegarmos à ponte, ela estava com a cabeça baixa e com os cabelos ruivos dançando na frente de seu rosto, e as mãos dentro dos bolsos traseiros da calça. Ela andava devagar, como se estivesse com medo da ponte que ela mesma tinha pedido para ir. Continuamos em silêncio até ela parar pelo meio da ponte, mesmo não dando para ver a água a vista era simplesmente de tirar o folego.  

O vento batendo em meu rosto e balançado levemente meu cabelo me causava uma sensação de calmaria, que não durou muito.  

— Porque você não pergunta logo o que quer? — Embora a pergunta pudesse soar hostil ou agressiva Clary falou com a voz calma, embora ansiosa.  

— Ora, você deve me falar sobre o que você quer, não sobre o que eu quero saber. Pode falar sobre o que se sentir à vontade, Clary. 

— Você me intriga Jace, parece ser como os outros, mas não é. Tem esse jeito de bad boy, mas não age assim. E parece se importar comigo.  

— Bem, é bom saber que não sou o único. Você tem esse jeito de ser meio patricinha e revoltada, mas então tem uma língua bem afiada e é mal humorada pra cacete com quem é de fora do seu "Clube da Luluzinha", se mostra uma sem coração, "A coração de gelo", e então em outro momento a menina cheia de sentimentos. — Ela agora me olhava com interesse.  

— Bom saber que eu tenho esse jeito de "patricinha revoltada". Mas, eu prefiro só a revoltada mesmo. — Clary falou fazendo graça. 

— Hoje você está mais revoltada, não se preocupe. — Falei olhando pra ela.  

— 'Me fala sobre você. Eu não sei nada sobre você.  

— Tá fugindo, é? 

Ela se virou pra mim, com o cabelo ainda sendo levado pelo vento, sorrindo.  

— E tá funcionando? — Ela acabou rindo no final, ri também.  

— Não... Vai ter que ser melhor pra funcionar. Se é que você me entende. — Pisquei pra ela sorrindo, que apenas balançou a cabeça negativamente. 

— Você quer replay então, Herondale? Ora, ora se eu contasse será que alguém acreditaria? — Revirei os olhos, enquanto chegava mais perto dela.  

Bipolar, é isso que essa menina é. Uma hora está chorando, outra, flertando comigo e sorrindo. 'Me aproximei dela, os suficiente para ver com exatidão as suas sardas, aquela com tons abaixo do ruivo do seu cabelo. Ela fechou os olhos, esperando por algo que nós dois sabíamos o que era. 

Mas quando na vez de beijá-la eu apenas sussurrei com a boca grudada em seu ouvido: 

— Me parece que você quer replay. — Clary abriu os olhos de supetão, e me olhou com raiva.  

Ela era orgulhosa demais para mostrar que estava envergonhada. 

— Idiota. — Falou, como se ela não tivesse esperado um beijo meu. Riu também. E pareceu viajar para longe enquanto se virava para olhar para o horizonte e me deixou ali, olhando pra ela como um idiota. Exatamente como ela tinha me chamado.  

— 'Me empresta o seu celular?  

— Claro. — Respondi enquanto já pescava o aparelho no meu bolso. 

Ela pegou, mexeu e apontou a câmera para o horizonte e depois para as pessoas que transitavam pela ponte sem saber que a garota com o cabelo flamejante estava tirando fotos delas.  

Ela tirava as fotos concentrada, e após um momento ela apontou o celular para mim, e sem perceber eu sorri.  

— O que você 'tá fazendo? — perguntei enquanto ela analisava as fotos recém tiradas.  

— Eu gosto de fotos, desenhos e pinturas. Tirei as fotos para pintar mais tarde, mas mesmo assim eu vou acabar imprimindo essas fotos. Elas ficaram lindas. Mesmo sendo tiradas em um celular. A iluminação...  

— Então a senhorita fotografa, desenha e pinta e eu não sabia disso? — Indaguei com falsa mágoa, enquanto ela apenas levantou a os olhos da tela do meu celular, me olhando com tédio.  

— Queria saber como? A bola de cristal anda falhando, hu?  

— HA HA, como você é engraçada, Morgenstern. 

— Mais que você. 

— Nem em sonho, eu sou M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! — Respondi brincando.  

— Anda sonhando alto demais, volta pra Terra, Herondale. —  Coloquei a mão no lugar do coração, fingindo ter sido atingido por um tiro.  

— Voltei a ser Herondale então? 

Revirando os olhos, ela começou a andar na direção que a gente veio. 

— Você que começou. Vamos, você tá me devendo um sorvete, Herondale. —  E com uma piscadela para mim e um sorriso de lado ela virou olhando para frente, e não olhou para trás para saber se eu estava ou não a seguindo.  

¥ 

Eu tinha rodado metade da cidade com Clary debochando da minha capacidade de achar uma maldita sorveteria. Ela havia entrado no carro com um sorriso que não deixava nenhuma dúvida de que ela queria o sorvete e se preciso eu teria que virar um pote do maldito sorvete só pra ela matar a maldita vontade.  

Enquanto eu pedia para a pessoa que estava ao meu lado pesquisar por alguma sorveteria próxima da onde estávamos, ela cantava uma música qualquer que estava no seu pen-drive. Cantando animada, enquanto reconfigurava o seu GPS.  

Música*

E enquanto eu prestava atenção no transito e nela cantando, na letra e na batida, eu nãos sabia que tempos depois aquela letra faria tanto sentido para nós. 

¥ 

Clarissa 

Estávamos chegando em uma sorveteria graças ao meu GPS que estava nos guiando pelas ruas movimentadas de Nova Iorque. Jace estava irritado com os meus comentários de como ele não conseguia ao menos achar uma sorveteria.  

Ele dirigia meu carro, como tivesse feito isso desde sempre, e eu secretamente gostava de ver ele manuseando o meu carro, parando, acelerando e mudando as marchas. Ele fazia tudo com maestria, mesmo que estivesse sendo a sua primeira vez dirigindo o meu carro.  

— Vai ficar me secando? — Jace me tirou dos meus pensamentos. 

— O que? Não, meu Anjo! Eu não 'tava te secando! — Falei um pouco atrapalhada.  

— Ah para! Claro que 'tava, "olha os músculos do Jace sob o tecido da camiseta, ai como ele é gostoso..." — Terminou fazendo uma voz idiota e olhando levemente para mim enquanto piscava os olhos muito rápido numa tentativa falha de me imitar.  

— Você, nossa.... Caralho, você é muito babaca! — Falei enquanto lhe dava um tapa em seu braço.  

— Aí oh, me dando até tapinha, quer sentir a minha pele, né? Tsc, tsc... 

— Não dá pra acreditar em você! — Falei me virando para ele no meu assento.  

E o maldito apenas recomeçou a cantarolar a música com um sorriso convencido.  

Olhei pra ele, com cara fechada, para ver se ele olhava para mim. Mas ele apenas me olhava de canto, e continuava com o seu sorriso pateticamente convencido. Quando vi que não iria adiantar nada, voltei a posição original e comecei a mexer no meu celular. Entrei no Twitter, vi que a minha mãe havia lançado algumas fotos de seus croquis, vi Jon reclamando do primeiro dia de aula. Revirei os olhos fechando o aplicativo e entrando no meu Tumblr e fiquei mexendo lá até que Jace me chamou. 

— O que? Chegamos? — Levantei os olhos da tela vendo que já estávamos na frente da sorveteria. — ALELUIA!  

— Tudo isso por causa de sorvete?  

Fuzilei Jace com o meu olhar e respondi. 

— É sorvete, tem poucas coisas melhores que um sorvete.  

— Eu sou uma delas.  

— Você se acha demais. — Saí do carro e entrei da sorveteria sem olhar para trás para saber se ele estava me seguindo.  

— Não dá pra entender você, sabe, uma hora tá me olhando e tals e outra 'ta toda brabinha... Tem certeza que você não é bipolar, Clary? 

— Eu nunca disse que não era. — Respondi desinteressada.  

— Touché. 

Entramos na fila que estava grande, e Jace continuou tentando me provocar enquanto esperávamos a nossa vez. Era estranho, estar sozinha com ele, me divertindo. 

Chegando a nossa vez fiz meu pedido; uma bola de cada, Brigadeiro, Chocomenta, Leite Condensado com calda de chocolate, M&M e granulado. Enquanto fazia meu pedido Jace me olhava de queixo caído.  

Enquanto ele estava com o seu pedido nas mãos eu já estava caminhando entre as mesas pegando a ultima que dava vista livre para a rua.  

— Meu Deus, como você magra desse jeito? — Me olhava embasbacado. 

— Genética acho, toda a minha família é "magra". 

Parei de falar por um tempo enquanto comia, pensando por onde começar. 

— Nasci um ano e meio depois de Jon, meu pai estava tentando se estabelecer financeiramente. Minha mãe não trabalhava e agora ainda tinha eu na jogada, e a minha mãe não me aceitava muito bem. Ela não queria cuidar muito de mim, depressão pós parto. Quem ajudava muito eram os meus avós.  

Eu fui crescendo, Jon era muito agarrado em mim, já com aquela idade ele já tinha todo esse instinto protetor. Fui crescendo e as brigas foram aumentando, eu dormia com Jon, com medo dos gritos. Com dois meses para fazer cinco anos minha mãe foi embora, "em busca da minha vida. Não sou feliz aqui Valentim. Você vai cuidar bem das crianças, você já o faz." Eu e Jon estávamos ouvindo atrás da porta, depois que ela foi, só fui ter contato com ela no meu aniversário de doze anos. Quando ela apareceu no meio da minha festa, e Jon a mandou embora. Nunca vi ele tão disposto a me proteger. Ele falou tanta coisa pra ela, gritou até meu pai e Tia Marise aparecer e falarem pra ela voltar depois. 

Ela tinha criado nome, estava na seu segundo grande trabalho para lojas grandes. E isso é uma das coisas que mais importa para ela.  

Respirei fundo antes de continuar. 

Quando eu tinha entre meus treze e quatorze anos tinha um garoto que eu gostava, mas eu me vestia de forma "pouco feminina" para os padrões ditos como normais. E eu tinha um livro, que eu tinha ganhado da Jocelyn, minha mãe. E eu usava ele como diário, e levava ele para a escola. E tinha uma galera, essa mesma galera que andava com esse garoto. Eles pegaram meu diário e leram na frente de todo mundo, enquanto dois meninos me seguravam e meus amigos estavam sendo segurados também, a vadia desse garota gravou tudo, até quando jogaram o macarrão em mim. Jon não sabia da história, fiz ele não saber.  

Bloqueei os links dos vídeos do celular dele, ele estranhava um pouco, mas nada fora do "normal". Meus amigos não contavam nada pra gente, e eu fui levando a situação, até um dia dos guris do bando virem atrás de mim, eu já sabia lutar, apanhei mas deixei eles piores, foi quando chamaram o meu pai, ele processou as famílias de quem havia participado e me mandou pra morar com a minha mãe. 'Me afastar de tudo aquilo, e a primeira coisa que fiz quando pisei em Los Angeles foi pedir para ela fazer uma repaginada.  

A única coisa que ela iria me deixar em paz era em relação as lutas, meus vídeo-games e meus HQ's. Minhas roupas foram todas botadas foras, e em uma semana ela tinha me mudado totalmente. Roupas, modos, então entrei numa nova escola e conheci os Blacktorn, Aline e mais uma galera. Virei popular rápido, e as meninas começaram a andar atrás de mim para serem vistas, e eu comecei a me rebelar. 

Saía final de semana, ia em festas. Aprendi a beber e a fumar, fiz coisas que deixaram a minha mãe maluca, e eu fazia exatamente por isso. Ela não me queria, ela não havia me renegado, eu iria causar uma dor de cabeça nela infernal. E eu causei, as vezes eu nem saia, ia para os Blcktorn e voltava pra casa me fingindo de bêbada.  

Passou o tempo, eu fiz algumas coisas erradas. Todo mundo enlouqueceu e me mandaram de volta pra cá. Foi estranho voltar, querer voltar e não querer. Mas Magnus me ajudou, todos me ajudaram.  

'Mas ainda é estranho, tudo se chocando. É uma batalha." 

Terminei e vi que meu sorvete estava quase todo derretido e olhei pra cima, vendo olhos dourados me olharem intensos. 

— Sinto muito, por tudo.  

Sorri para ele.  

— Não tem porque sentir, já passou. Está tudo bem agora. — Sorri. 

Mas ele sabia que era mentira, e ele não sabia que eu não tinha contado tudo. Não ainda. 

Continuamos a comer em silêncio, sorrindo um para o outro.

LEIAM AS NOTAS FINAIS.


Notas Finais


Então sobre a música no Nyah! Eu botei o link ali.
Como eu não vi essa opção aqui no Spirit eu vou colocar o link do vídeo aqui mesmo.
It's Time — Imagine Dragons (https://www.youtube.com/watch?v=sENM2wA_FTg)
E aqui está a tradução: (https://www.letras.mus.br/imagine-dragons/1972810/traducao.html)
Então é isso gente linda <3
Fico por aqui, mas logo logo eu volto.
Beijus <3


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