História Glória ou Morte - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aliens, Extraterrestres, Ficção, Ficção Cientifica, Original, Sci-fi, Universo Alternativo, Yuri
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo.


   B'azyx é um planeta medíocre e com pouca população fixa, cerca de 100 habitantes em todo o seu território, com algumas visitas inesperadas de alguns viajantes que acabaram colidindo com algumas rochas que flutuavam na órbita do planeta, não ficavam mais que dois ciclos, mas já era o suficiente para movimentar a economia do planeta.

   Pam fazia a mesma coisa que a maioria do planeta fazia: roubava peças de naves paradas e vendia em um dos centros, trocando por poucas unidades de trocas aceitas nessa galáxia, as quais ela guardava em uma caixa debaixo na cama esperando ter o suficiente para poder termina a nave escondida perto da sua habitação. Achar um jeito de sair daquele lugar com o seu guardião virou o seu maior objetivo desde que entendeu o que aquele planetinha era na verdade.

   A origem da fumaça que deixara um rastro no céu não estava distante, a nave avermelhada cintilante se descava bastante entre o campo verde e a terra que foi levantava com a colisão, não havia sinal de vida embora a porta da nave estivesse jogada longe, Pam tinha observado a nave flechar o céu rapidamente depois de colidir a lateral esquerda contra uma rocha média, nunca correrá tão rápido para tentar salvar alguma peça como naquele momento, mas parara quando viu um grupo local se aproximando rapidamente da nave com grandes instrumentos na mão, houve uma luz e logo todos voaram metros longe pousando em sincronia em um tombo surdo. Os habitantes eram burros o suficiente para voltar em outro ataque, contudo a sua demora denunciara que a queda tinha tido um resultado bem pior do que ela imaginava.

   Ela levantou a cabeça de um buraco não muito distante da nave, sem sinal de vida e o campo ao redor já estava começando a falhar, sinal de que não estavam conseguindo arrumar a nave. Teve cuidado de se levantar do buraco e não ficar muito a vista enquanto chegava cada vez mais perto, pode ver a marca do campo de força que agora parecia piscar, se esperasse mais uma hora o problema seria resolvido com o desaparecimento por falha técnica, mas não tinha esse tempo a julgar pela situação do céu, então considerou o plano mais ousado possível enquanto se levantava e caminhava alguns passos para longe, poderia passar no momento da falha se pegasse velocidade o suficiente, isso fez com que todas as suas concentrações fossem em um ponto qualquer na lateral amassada enquanto corria o mais rápido possível, fechou os olhos passos antes enquanto se jogava no que esperava ser o momento perfeito, então houve a agonia de esperar para que fosse atirada a metros de distância e depois sentir os joelhos e as mãos na terra, ela esperou que alguma lesão aparecesse, somente o que veio foi uma forte dor na cabeça e seu corpo caindo ao lado.

 

   O lado direito da cabeça de Pam latejava tanto que a dor parecia passar por todo o seu corpo, se encolheu de dor e deixou que um gemido saísse da sua boca quando tentou abrir os olhos, demorou minutos até que conseguisse controlar a respiração e as batidas do coração. Seus sentidos voltaram a funcionar, sentia um chão duro e quente nas suas costas e mãos espalmadas, o cheiro de queimado e ferrugem misturado com o cheiro de nave nova também bateu nos seus sentidos, o gosto de sangue em sua boca era forte e logo depois conseguiu capitar uma conversa não muito longe.

   - Foi estupidez você ataca-la daquele jeito. – Era uma voz doce e delicada, saindo cantada parecendo que tinha o objetivo de fazer qualquer cair em seus encantos, com um tom de preocupação escondido entre as palavras.

   - Ela nos atacou primeiro. – A segunda voz era forte e aquele definitivamente não era o seu idioma oficial.

   - Com o que? Só carregava uma máquina de desparafusar, eu vou ver como ela estar, tente não acertar ninguém.

   Houve passos rápidos se aproximando e logo uma onda fria batendo do lado direito e ficando por lá, algo úmido foi passado por toda a extensão de sua testa, o que surgiu efeito, pois a dor na sua cabeça passou em segundos a deixando abrir os olhos, demorou um pouco para conseguir focar o que havia na sua frente, colado em um teto de metal havia o símbolo do planeta de segurança da galáxia (um círculo de traço fino com uma estrela cadente 3D gravada no centro, o rastro tinha duas cores verde escuro e preto que eram as cores da segurança). Pam arregalou os olhos enquanto se levantava ignorando a dor que passou por todos os lugares do seu corpo possíveis, pensava em todas as consequências que iria passar por tentar roupa a nave de uma segurança, lembrava-se de diversas histórias sobre as suas prisões pouco amistosas.

   Seu guardião lhe contou uma vez que um ser de um planeta pequeno tinha roubado um cesto com comida para a sua espécie e acabou sendo preso no interior do planeta de segurança, a cem metros de profundidade com agentes armados batendo em sua porta de duas horas durante cinquenta anos, quando saiu descobriu que sua espécie tinha sido aniquilada e a única coisa que sobrava do seu planeta de origem era a destruição feita por naves ainda não identificada, como o seu arquivo estava sujo pela prisão ninguém lhe ajudou e o restante de sua vida foi passado tentando achar o culpado.

   - Tente se acalmar. – A voz doce de antes a fez parar de se debater para se levantar.

   Seus olhos foram para aquela direção, um ser azul escuro e grande estava ao seu lado, os grandes olhos brancos por completo olhando na sua direção esperando alguma resposta, um triângulo preto em relevo de cabeça para baixo em sua cabeça se sobressaia na imensidão azul como se a encarassem do mesmo jeito.

   - Eu estou te assustando, não estou? – Perguntou o ser de forma preocupada, ela levantou o gigante dedo em sua direção o que fez Pam se esquiva mais ainda para trás. – Não fuja, por favor, eu posso me adaptar, acho que consiga algo próximo a você.

   - O que é você? – A voz saiu como sussurro, mas era o máximo que ela conseguia naquele momento.

   - Oh, querida, você está sangrando. – o ser se aproximou mais a encurralando contra a lateral danificada da nave, o pano úmido que estava na sua testa limpou o sangue que escorria da sua boca. – Eu não queria te assustar, eu não conheço a sua espécie, mas posso me transformar em algo que você esteja mais acostumada.

   - Humana, - O ser parou o que estava fazendo e a olhou. – do planeta Terra.

   - Não está muito longe do seu planeta? – A outra voz de antes surgiu no mesmo ressinto.

   Ela olhou o máximo que conseguia por cima do ombro do ser azul, apoiado no arco da porta estava outro ser enorme, seu corpo parecia uma rocha e tudo o que existia em seu rosto parecia mais pontos na imensidão marrom que era a sua pele, seu coração acelerou ao ver a roupa verde escuro e preto que ele vestia.

   - Não a assuste, Darium. – Disse o ser azul novamente. – Vá ver o que está acontecendo do lado de fora e me deixe lidar com a nativa.

   Ele bufou e saiu de lá logo depois. As batidas depois foram altas e raivosas, mas estavam distantes demais para causar algum efeito.

   O ser na sua frente lhe olhou como se desse um sorriso, mexeu com a cabeça devagar enquanto se transformava, tinha perdido altura de modo a não ficar muito diferente de Pam, o olho branco tomando dimensões mais familiares com pupilas e íris pretas aparecendo, cabelo loiro curto quase branco crescendo de forma geométrica e reta, a franja curta cobria quase todo o triângulo em sua testa, mas a sua ponta – agora branca – ainda era visível, o azul escuro se tornando azul claro enquanto ela tentava sorrir da forma mais branda possível. Os dedos largos se tornaram se tornaram pequenos enquanto ela tocava a bochecha de Pam delicadamente.

   - o que são essas manchinhas em seu rosto? Eu tentei limpar, mas não obtive sucesso.

   - São sardas, elas não limpáveis, não precisa bancar a boazinha comigo, eu já vi o símbolo de segurança da sua nave. – Disse Pam enquanto se levantava com um pouco de dificuldade, se segurando com força em uma barra de ferro ao lado.

   O efeito das palavras não foram o esperado, o ser só se levantou com um sorriso no rosto parecendo estar disposta a segura-la quando ela precisar.

   - Eu sou Conaya, e preciso que me leve ao seu líder.

   - Eu sou Pam, e isso não vai ser possível.

   - É uma questão de segurança da galáxia. – O tom de voz da Conaya mudou drasticamente, o tom delicado e educado mudou para um tom sério e apontador.

   - Deveria se preocupar com a sua própria segurança antes, uma chuva de pedra vai bater assim que anoitecer, - Disse Pam recebendo um olhar confuso enquanto passava as mãos pela roupa tentando limpar o máximo possível. – por que você acha que não existem casas pela superfície e o solo é coberto por crateras e depressão? Já que você e seu amigo me fizeram o favor de me tirar metade da vida eu gostaria muito de proteger o resto.

   Ela caminhou com dificuldade pelo caminho até o arco da porta, mas antes que pudesse sair pelo corredor virou para Conaya, ela ainda continuava na mesma posição, não resistiu ao revirar de olhos enquanto abria a boca.

   - Venha comigo, vocês podem ficar na minha casa durante a chuva, mas temos que ir agora.

 

   Mesmo que Darium não quisesse sair dali não teve muito escolha depois de uma grande rocha cair a dez metros deles, então resolveu caminhar sozinha e esperar que os outros dois a seguissem. Não demorou muito para que ouvisse os dois a seguindo por entre as arvores caídas da floresta morta do planeta, a sua casa ficava na outra ponta da floresta, mas se seguissem aquele caminho não demorariam a chegar nela.

   Na metade do caminho Pam acabou escorregando no rastro de um animal, mas antes que pudesse cair sentiu um braço envolvendo a sua cintura ela voltando a ficar em pé.

   - Cuidado. – Sussurrou Conaya dando um pequeno empurro para ela voltar a andar.

   Assim que viu o seu guardião recolhendo uma bandeira correu em sua direção, o velho senhor que sempre usava uma manta escondendo o seu rosto ficou surpreso quando a historia que foi contada, mas apenas balançou a cabeça e disse que não esperassem a sua companhia. A entrada da casa era um chapa de ferro protegendo o buraco no chão, ao passar pela escada de terra você se veria em um lugar escuro iluminado com pequenas velas aqui e ali, apenas o suficiente para que não tropeçasse nas diversas peças mecânicas em todos os lugares, a porta da cozinha estava fechada e ela levou em consideração que o seu guardião talvez estivesse lá.

   - Fiquem à vontade, a chuva não demora muito a passar, acho que o seu campo não vai deixar que a sua nave esteja destruída quando vocês voltarem, mas não vejo como sair daqui com aquilo, a lateral estar furada vocês seriam passados pelo buraco assim que passassem pelas pedras. – Disse Pam passando a mão pelo recém-machucado na cabeça enquanto ia para o seu quarto.

   Ela acendeu as três velas na cabeceira da cama, seu corpo caiu como uma bomba na cama, não havia água para limpar o seu machucado e muito menos sabia como usar os remédios que o seu guardião guardava embaixo da sua cama, então deixou que o cansaço lhe tomasse fechando os olhos.

   Foi acordada horas depois com alguém sacudindo os seus ombros, esperava que foi o guardião gritando com ela por deixar que dois estranhos roubassem tudo o que tinham, contudo deparou com os olhos que recentemente tinham ganhado íris pretas.

    - Precisamos ir agora, você pode-nos mostra um modo de concertar a nave? - Perguntou Conaya

   Ela não respondeu, apenas deixou seus pés caírem para o lado enquanto caminhava pelo caminho já decorado. A porta da cozinha ainda fechada. Darium esperava do lado de fora, os olhos focados em naves que passavam não muito distante deles, a única forma de iluminação que tinham durante o dia, as naves e estrelas cadentes – até pelo menos um deles se chocarem com uma rocha ou saírem de perto ao perceberem onde eles estavam. As grandes pedras se quebravam durante a decida o que gerava os pedaços que incomodavam os seus pés.

   - Existe um mecânico não muito longe, mas se eu fosse vocês esconderia os símbolos de segurança antes deles virem, não são os mais queridos por aqui. – Disse Pam tentando limpar o sangue seco incrustado no seu cabelo. – Vocês estão sentindo esse cheiro?

   O ser azul olhou confusa de um para o outro enquanto o cheiro de queimado lhe atingia o nariz. Então souberam de onde vinha, a porta aberta da casa foi fechada por uma labareda de fogo, durante a corrida de Pam em direção a casa e seus gritos pelo seu guardião tudo foi pelos ares.

   Primeiro veio o barulho de explosão; segundo veio o solo sendo levantado e as coisas jogadas para todos os lados; em terceiro foi a Pam sendo jogada a metros de distância. Teve poucos segundos de lucides depois de ser jogada para longe e cair de costa em um tronco derrubado pela chuva horas atrás, os mesmos passos pouco bem-vindos de antes foram escutados, a última que viu antes de ser deixar tomar pela dor foi o azul.



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