História Glory And Gore - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama
Exibições 4
Palavras 2.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Já me desculpo pelo os erros, e se virem algo me avisem. Realmente espero que gostem e se não entenderem alguma coisa, estou aqui para esclarecer.

Capítulo 5 - DOLLHOUSE part.ii


Fanfic / Fanfiction Glory And Gore - Capítulo 5 - DOLLHOUSE part.ii

P.O.V Ahren S.

Alan Grint estava ajudando o governo, arriscando sua vida e da Amy por uma questão, qual eu não sabia. Eu o julguei e me sinto como o Dave e todas as pessoas da SOYO, quando botei meus pés lá. Tio Alan é um traidor e eu também.

Ele parecia desconfortável ali. No rosto as olheiras se destacavam, os cabelos negros e oleosos caindo sobre os olhos, e um sorriso de “não estou bem aqui, apenas fazendo minha obrigação”.

Alan e o senhor B matinha a conversa e nem notaram quando Karla e eu chegamos à mesa.

- Oi tio. – pronuncie tendo os olhares de todas da mesa.

- Ahren! Estávamos te esperando.

-Se é assim vamos começar.

Atenção foi dirigida ao senhor B, que logo começou o monólogo do por que estamos ali. No meio de tudo ocorreu uma apresentação de cada um, quando foi à vez de Karla os olhos negros de Alan se apressaram em questionar-me, se aquela era a Estrabão. Meneei a cabeça confirmando.

Todos da McS tinham um respeito ou um pouco de pavor da Estrabão, pelo que ela adquiriu levando a falência grandes facções e máfias do EUA. O fato, de eles considerarem ela sangue frio em matar o próprio pai, fazia com que os mafiosos da McS terem o prazer de conhecê-la.

- Mas depois de todo esse monólogo de reunião. – Chloe interrompeu. – Queremos saber qual vai ser o primeiro passo?

- Isso vai ser comigo! – Alan abriu um sorriso. – No último domingo do mês, Robyn faz uma faz uma festa, quase sempre é de gala, para comemorar o sucesso da empresa.

- Isso não resolve nossos problemas. – resmungou Karla.

- Oh, por favor, deixe-me terminar. – implorou vendo que Ben abrindo a boca. – Essa festa vai fazer na sua casa aqui em Nova York.

- Seu plano é colocar-nos lá dentro? – indagou Ben.

- Não todos, dois de vocês. Um terá que ser o Ahren, pois ele sabe ir e vim dentro daquela casa.

- Então a outra vai ser a Karla. – informou Chloe, recendo olhares de interrogação. – O quê? Ahren é pau mandado da Valdéz.

- Certo... – os olhos castanhos da latina fitaram Alan. – Ahren e eu entramos lá, e fazemos exatamente o quê? Porque até onde sei, Nova York é só uma pequena parte da máfia.

- A SOYO tem como função apenas de recolher provas, correndo risco e ficar frente a frente com a morte. – falou Alan ríspido. – Ahren sabe que máfia McS é ambiciosa, geniosa e pouco racionalista.

- Ele quis dizer que os lugares menos prováveis, têm provas mais que necessárias. – resumi. – Mas como a Karla falou Nova York é só uma pequena parte.

- Máfia McS é como um corpo humano, e você sabe, muito bemdisso Ahren. As cidades-sedes da empresa são onde vai haver mais corrupção, contrabando, fraudes, tráfico e violência que seja relacionado à máfia. – Alan explicou, Ben logo se apressou em pegar o iPad na bolsa.

- Nova York, Pittsburgh, El Paso, Chicago e Atlanta. – sussurrou concentrado.

- Você disse que estão interligadas como um corpo, como assim? – sr.B que até agora se mantinha calado se pronunciou.

- Nova York é seus braços, pois são daqui os encarregados pelos trabalhos mais pesados, onde tem mais indicio de morte, eles realmente sujam as mãos. Atlanta é suas pernas, a mantém de pé. Chicago é seu tecido, cobre todo indício da máfia sair como vilã em algum caso. El Paso é seu cérebro, tem as pessoas mais racionais e por ela que ainda máfia existe. E tem Pittsburgh que é...

- Seu coração. – interrompi. – Foi aonde começou tudo.

- Não seria mais fácil acabar apenas com seu coração e cérebro? – a voz de Jacob foi ouvida.

- Diferente de um corpo humano, quando o coração e cérebro para de funcionar eles consegue rapidamente repor um no lugar. – falou senhor B, ninguém questionou ele. Só o silêncio foi permanecido, cada um com seu ponto de interrogação, o medo, a aflição e coragem de entrar numa missão tão perigosa.

- Golias! – o silêncio foi quebrado um pequeno ser que vinha correndo em minha direção. – Vamos brincar, por favor. Por favor.

- Ei Amy, vou falar com o Ahren e depois ele é todo seu. Que tal? – seu rostinho tinha caído, peguei em meus braços e lotei de beijos o seu rosto sendo contemplado com sua gargalhada. – Eu acho que já acabou aqui, né?! – Confirmou senhor B.

- Você quer conversar comigo, Alan? – ele assentiu e deixei Amy sair do meu colo olhando-a correr de volta ao playgrand.

- Então acho que deveria ir com vocês. – Karla interveio, se aproximando.

- Como já acabou nós já estamos indo. – Ben, Chloe e Jacob já estavam de pé e Senhor B falava aos sussurros com Alan.

Após todos ter saindo, meu tio e eu sentamos de novo, Karla continuou ali até Alan implorar pelo um pouco de espaço, e só assim ela deu um espaço nos observando nem tão de longe. Eu queria que Alan dissesse logo, não agüentava mais o olhar de Karla perfurando minhas costas.

- Seria mais rápido se falasse alguma coisa. – pronunciei-me.

- Certo...hum, como posso começar. – declarou coçando a nuca. – Todos querem uma explicação, mas somente a você que devo satisfação.

- Isso é desnecessário. – revirei os olhos. – Mas você sabe se nos trair, eu mesmo encomendo sua morte.

- É por esse “se” minhas justificativas, acha mesmo que arriscaria a vida de Amy.

- Eu sei como é esse sentimento, já senti algumas vezes. – sussurro. – Algo que estou em duvida, é o porquê trocar o seguro pelo duvidoso.

- Pela sua mãe. – falou Alan, encarei curioso. – Quando você foi dado como morto, muitas pessoas ficaram com pé atrás, já que ninguém imaginava Robyn fazendo algo tão cruel. Mas cá entre-nos, Robyn faria coisa muito pior. – respirou fundo e continuou. – Você provavelmente não sabe, mas sua mãe e eu éramos grandes amigos, e Robyn não aceitava isso muito bem, sua mãe algumas vezes mencionava as ameaças dele, mas eu não acreditava que meu irmão iria tirar a vida da própria esposa.

- Um momento! – o parei, mama morreu quando eu tinha quinze anos, estava começando minha idade de libertação e sua morte foi como uma válvula. Sempre de manhã eu ia dar um beijo, e naquele dia ela encontrava-se gelada e seus olhos mel abertos e vidrados. – Você está querendo dizer que ele... a matou...?

- Há três dias, eu achei uma carta. – falou retirando um pedaço de papel desgastado do paletó. – Eu estou aqui para me vingar. Outra coisa, sua mãe antes de morrer estava grávida de sete meses e seu pai sabia.

Eram muita coisa passando pela minha cabeça, o fato de saber quem e o porquê da mama ser morta me enfureciam ao mesmo tempo em que me deixa triste. Eu tentava miseravelmente sustentar as lágrimas e a raiva do meu peito.

- A criança que mama esperava, morreu? – negando apontou para Amy, ela estava com um sorriso tão belo no rosto. – Está brincando, não é? – perguntei incrédulo arregalando os olhos.

- Robyn pediu-me para acompanhá-la no hospital, ela quase não sobreviveu. Não sei como ele conseguiu esse feito.

- Eu preciso... – não concluí, pois estou perturbado com tudo. Presenciava de perto minha pequenina correr até mim, Alan ainda estático no banco e Karla atrás de mim, como uma bela guarda-costas, que era.

- Golias! Vamos brincar! – gritou animada, puxando-me para o escorregador.

- Pequena, esse brinquedo não vai dar. – digo, e vejo se encolher. – Que tal, você se esconder. Vou contar até dez.

Ficamos um bom tempo brincando, Karla chamou falando que ultrapassamos o horário. Amy tinha grudado em meu pescoço e não queria soltar, ela chorava e eu também, entregando ela para Alan prometi vê-la o mais rápido possível, sai do playground não querendo olhar para trás.

Karla me seguia, e com cara de que mataria quem passasse no caminho, quer dizer ela não estava contente desde quando chegou aqui e depois de agindo normal com quem ela achava inimigo, sua carranca aumentou.

- Ahren. Antes de partimos posso falar algo contigo? – pediu Karla, concentrei-me nos seus olhos castanhos intensos. – Pouco antes de entrar aqui eu realmente pensei que tínhamos um combinado, mas você parece que não gosta de seguir o...

-  Espera, está dizendo que fiz algo errado? – questionei incrédulo.

- Me diga o que não fez de errado? – riu sem humor. – Você sabe ele é traidor, não devemos confiar, e você estava “oh, meu tio blá blá blá blá”. Só me mostrou que realmente não devo confiar em ti, por que...

 – Sabe, eu cansei, ontem conversei com Chloe e ela não foi a primeira a me dizer que você a abre a boca só pra falar ofensas sobre mim. Desculpa, viu, ainda aprendi a ser como você. – suspirei e entrei no carro, ela entrou em seguida partindo dali.

Eu nunca havia rebatido ela, todos diziam que Karla me tinha em suas mãos, nos últimas semanas junto á ela, eu não falava e recebia suas ofensas e palavrões, calado. Algum dia ela iria me tratar de forma diferente até porque seriamos parceiros na missão, estava enganado. Vivia tão feliz por estar em lugar onde finalmente teria apoio para fazer o que mais queria em minha vida, e nem percebi as opressões sofridas pela pessoa que dizia para não me deixar abalar por ninguém.

- Vo- você pode... Hum... Droga. – Karla praguejou sem graça. – Eu ficaria muito agradecida se me ajudasse em algo. Ahren, por favor... – levantei meu olhar a ela, recebendo pela primeira vez, aqueles olhos pidões. – Preciso achar minha irmã, mas o provável dela não querer me ver. Pode me ajudar a encontrá-la?

Eu havia me perdido nos meus pensamentos, e nem notei o carro parado em um estacionamento de um internato chamado Young Minds, voltei a encará-la.

- Como ela é? – perguntei, era impressão minha ou ouvir um suspiro de alivio.

-  Alessia é um pouco mais baixa que eu, tem cabelo castanho escuros. Ela provavelmente vai estar com um moletom largo e touca...

- Já é suficiente. – sair apressadamente do carro.

Entrei no internato com Karla ao meu encalço, fomos à recepção se apresentando, fui a procurada da garota e ela teve que ir a direção. O internato era bem rústico, não era nada parecido com os dos filmes, tinha bastantes árvores e corredor gigantesco que dava a uma área de lazer.

Sentada em um banco solitário, uma garota que aparentava ter seus doze anos, vestia moletom surrado e touca por cima do cabelo extremamente bagunçado. Seu rosto banhado de lágrimas e a todo custo tentava enxugar com as mangas do moletom.

- Hum... Posso te fazer companhia? – solicitei me aproximando, ela fungou nada respondendo. Tomei a liberdade de sentar, e não sabia o que falar, ela olhava uma família conversando animadamente e as lágrimas caiam livremente, ele voltou sua atenção para mim e fez um rápido check-in.

- Seus desenhos são bem legais. – a garota quebrou o silencio. Como eu vestia moletom, calça e tênis, só era visto a libélula do meu pescoço, a image de Zeus da minha mão esquerda, a rosa na mão direita e Live Wire formando em meus dedos.

- Serio? – assentiu dando um sorriso de canto. – Muito obrigado, então. Me chamo Ahren. – digo estendo a minha mão.

- Alessia. – disse apertando firme.

- Valdéz? – ela assentiu franzindo o cenho. – Irmã da Karla?

-Você me conhece?

- Karla pediu que te levasse até ela...

- Eu não quero vê-la. – resmungou desviando o olhar.

- Não querendo ser invasivo, já sendo, a Karla é a razão de suas lágrimas? – sondei-a depois de um tempo que o silêncio dominou. – Não precisa responder...

- Ela é uma das razões. – se pronunciou baixinho.

- Karla não gosta muito de mim, e pediu para te procurar. Não sei por que te falar isso, mas, ela tem um amor tão grande por você, e olha que ela nunca falou de você para mim, eu só via de longe e seus olhos e sorriso parecia diamantes de orgulho quando mencionava seu nome.

Alessia que tinha olhos brilhando por causa das lágrimas, abrir os abraços por instinto e recebi aproximação rapidamente.

- E-ela mentiu pra mim. Não era para doer tanto já que não foi à primeira vez.

- Eu sei que está doendo, mas a gente faz coisas estranhas por quem amamos. Mentimos para elas e por elas. Saiba que ela nunca parou de querer o melhor para você. – falei reconfortante, levando-a para o carro. – Que tal você dar uma chance para ela?

Esperamos no estacionamento, Alessia não chorava mais, e eu tentava animá-la arrancando ás vezes seu sorriso, tão parecido com o da irmã. Karla saiu do internado minutos depois, olhando para os lados, Alessia não via a irmã, pois se encontrava de costas.

Quando pedi para se virar, a Valdéz menor encarou a irmã, imóvel, sem ter coragem de chegar perto. Acredito, eu, com medo de ser rejeitada. Com passos tímidos Alessia se aproximou, prontamente Karla trouxe para perto a enchendo de beijos, elas falava baixinho em espanhol e eu não entendia coisa alguma, mas não podia negar o quão adorável foi o momento.

E pior é encontrar-me terrivelmente bobo por mais uma Valdéz.  


Notas Finais


eaí?


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