História Glue - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias K.A.R.D
Personagens B.M, J.Seph, Jiwoo, Somin
Tags Bwoo, Dança, Jiwoo, Jseph, Matthew Kim, Mingyu, Minho, Romance, Sana, Somin, Wonwoo
Visualizações 170
Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Muito obrigada miga ~Goty pelo comentário divo ❤

Capítulo 12 - Os Jeon


 

Jiwoo:

Um mês e meio depois e eu estava quase morrendo de cansaço. Faltavam duas semanas para o festival e eu estava à beira de um ataque de nervos. 

Eu treinava o dia inteiro todos os dias. Estava no meu limite, prestes à desmaiar de exaustão. Yang Mi não me dava trégua utilizando o argumento de que eu precisava emagrecer tudo que havia engordado naquele tempo. 

Um ponto negativo daquilo era que eu estava meio que afastada de Matthew. Conversávamos em raras ocasiões e não saíamos mais. Mas, em compensação, Somin e BM se conheceram e aparentemente se tornaram bons amigos. 

Se eu estava com ciúmes? Hahaha. Estava quase morrendo, apenas. Enquanto eu treinava duro todos os dias Matthew e minha melhor amiga saíam para a gandaia, beber e fazer Deus sabe o quê quase todas as noites. 

Sim, eu estava errada por ficar enciumada com a amizade dos meus amigos. Todavia era inevitável sentir aquilo. Não era algo que eu escolhia se queria ou não. Só me restava o medo dos dois me abandonarem para ficarem juntos. Seria insuportável se eles tivessem algo. 

— Jiwoo — Matthew chamou assim que cheguei em casa naquela noite. Olhei para ele. — Seus pais nos convidaram para jantarmos com eles. 

— E você vai trocar uma noite com Somin para ir à casa dos meus pais? — ridícula. Nenhuma palavra me descrevia melhor do que essa. Eu estava ridícula.

— Está com ciúme? — Matthew arqueou as sobrancelhas. “Claro que estou, idiota” respondi mentalmente. Porém eu não era idiota à ponto de confessar algo assim.

— Oppa! Não se iluda! Claro que não estou com ciúmes — menti descaradamente usando todo o meu cinismo. — Só acho engraçado o boêmio Matthew Kim trocar uma noite de bebidas e sexo para ir à casa de um casal de pais — completei de forma ácida, forçando o outro ficar calado. 

Passei por ele sem tocá-lo ou ao menos olhá-lo. Tranquei-me no quarto. Eu estava fervendo de raiva sem saber ao certo o motivo para tanto estresse. 

 

Tirei um pingente velho de uma corrente fina de prata e coloquei o pingente de sapatilhas que Terp me deu. Ajeitei meu vestido preto no corpo estilo Wandinha Adams, com gola Peter Pan branca. Depois de passar uma maquiagem suave no rosto e um batom bem claro nos lábios eu borrifei um pouco de perfume no pescoço e me considerei pronta. 

Matthew me esperava sentado no sofá, olhando para o relógio prateado em seu pulso. Os dedos nervosos tamborilavam na tela de vidro enquanto os olhos estavam fixos nos ponteiros. Ele levantou-se assim que me viu. Sorriu cordial e me ofereceu o braço. 

Tentei negar para mim mesma que ele estava lindo com aquele blazer slim cor de chumbo e a calça preta rasgada no joelho. Lindo era pleonasmo, na verdade. Ele estava esplendoroso. Os cabelos penteados para o lado, o meio sorriso costumeiro torcendo os lábios. Matthew era o pecado em forma de homem. 

— Você dirige — avisou. Anuí e peguei as chaves do meu carro que estavam em seus dedos. Descemos de elevador até o subsolo onde ficava a garagem. Entramos no meu carro e eu arranquei, seguindo para a casa dos meus pais. 

Eles moravam atualmente em um condomínio luxuoso nos limites da cidade. Demorava alguns minutos para chegarmos ao lugar e, durante boa parte do trajeto, permanecemos calados enquanto eu dirigia. 

BM parecia contemplativo, encarando o asfalto e mordendo o lábio de forma sexy. Foi difícil manter a concentração enquanto aquela peça rara parecia mais bela que nunca ao meu lado. Meus olhos queriam encará-lo, vislumbrar seu maxilar travado ou seus dentes segurando o lábio inferior. 

“O que diabos é isso?” indaguei para mim mesma. Eu estava ficando estranha. Sentia uma queimação na barriga sempre que estava perto de Matthew, principalmente em ocasiões como aquela. Talvez fosse refluxo ou algum problema gástrico. 

Por que é tão difícil mentir para si mesma? 

Eu sabia que ele me atraía. Como um ímã bem forte. Aquele deus grego era perigoso e extremamente irresistível. Tudo bem que sua personalidade não era tão encantadora. De boca fechada Matthew Kim era um poeta. Um poeta bem gostoso. 
Espera um pouquinho aí...

Eu chamei BM de gostoso mentalmente? 

— Um doce pelos seus pensamentos — disse de repente, me fazendo assustar. Nem todos os doces do mundo me faria contar meus pensamentos. — Você faz umas caretas legais enquanto dirige. 

— Só você acha isso — murmurei focando meu olhar na rua. 

— E a minha opinião é a única que importa — arrogância pingava de sua afirmação. Revirei os olhos. Continuei dirigindo em silêncio até chegarmos à casa dos meus pais. 

A construção era uma espécie de chalé bem grande com dois andares de madeira, telhas brancas e enormes janelas de vidro. Um jardim bem cuidado cercava a casa, dando um ar interiorano para o lar. Cortinas esvoaçavam-se pelo vento que entrava graças às janelas escancaradas. 

Descemos do carro e toquei a campainha. Esperei alguns instantes até que Wonwoo viesse abrir a porta. Ele estava lindo com uma T-shirt azul e uma bermuda jeans. Os óculos redondos davam um ar de inteligência para ele. 

— Boa noite hyung. Jiwoo — cumprimentou de modo cortês. Sorri e depositei um beijo casto em sua bochecha. Ele e Matthew trocaram um aperto cúmplice de mãos. 

Entramos no chalé, dando de cara com a decoração rústica do lugar. O piso laminado de madeira que combinava com as paredes, os móveis bastante antigos e as relíquias que minha mãe adorava colecionar, como tapeçarias gigantes e bibelôs. 

— Eles chegaram querido! — mamãe exclamou de maneira escandalosa. Revirei os olhos, mas a abracei apertado. Depois ela segurou meu rosto entre suas mãos delicadas e o encarou. — Suas bochechas estão mais gordinhas. 

— Jura? — indaguei preocupada. Yang Mi me mataria. O rosto magro da minha mãe continuava perto. 

— É o que parece. Pelo que percebo Matthew está cuidando muito bem de você — observou bastante maliciosa. Fiquei sem palavras diante minha mãe.

— Eu faço o possível senhora Jeon — Matthew exibiu-se. Revirei os olhos e fiz uma careta. Eram dois exibidos juntos na mesma casa. 

Meu pai me abraçou. Acariciei seus cabelos grisalhos e curtos, sentindo os fios fazerem cócegas nos meus dedos. Ele sorriu e pequenas rugas surgiram nos cantos dos seus olhos. Seu braço repousou sobre meus ombros para sussurrar em seguida:

— Você e ele não fizeram nada, não é? 

— Claro que não papai! — neguei um pouco incrédula com aquela pergunta. Pelo amor de Deus! Seria demais pedir pais que tenham ao menos um pingo de juízo? Ou um pouco de lógica?

Wonwoo me abraçou pelo o outro lado e andamos até a sala de jantar, deixando a sala ricamente decorada. O cômodo era amplo e contava com uma mesa de ébano quadrada que acomodava seis pessoas, um aparador prateado com uma garrafa de uísque, uma cristaleira e alguns quadros pintados por Wonwoo nas paredes. 

— Sentem-se — pediu meu pai. Seu braço deixou os meus ombros e o senhor sentou-se na ponta da mesa. Ele estava elegante com uma calça social slim, uma camisa de botões na cor lavanda e um pulôver cinza. 

Puxei a cadeira pesada do seu lado esquerdo. Wonwoo sentou-se do meu outro lado. Matthew acomodou-se à minha frente e mamãe na outra ponta da mesa. De entrada comemos uma salada com alface, pepino, tomate e cogumelos cozidos. 

BM e meus pais engajaram uma conversa animada. O assunto era eu, obviamente. E mais óbvio ainda que eles não falavam coisas boas e sim explanavam sobre meus defeitos. Matthew explicava sobre o meu “pulsante mau-humor matinal” e suas “artimanhas” para driblá-lo. 

Bufei ficando estressada com aquele assunto. Só Wonwoo notou meu desconforto. Meu irmão levou uma folha de alface à boca e mastigou-a com cuidado. Depois de engoli-la ele me olhou. 

— Você parece ser uma pessoa horrível — brincou. Bom ouvinte ele havia prestado atenção em todo o assunto dos mais velhos. 

— Você não viu nada ainda — respondi. Wonwoo soltou uma risada discreta e não desgrudou os olhos do prato. 

— E aqueles boatos sobre vocês dois? — indagou como quem não quer nada. Estava demorando. Aquela pergunta apareceria hora ou outra. 

— Todos mentirosos. Matthew e eu nem sequer cogitamos um relacionamento mais... íntimo — respondi esperando que aquilo bastasse. 

— Vocês dois vestiam roupas iguais na festa da revista — argumentou Wonwoo. Encarei-o de maneira ameaçadora e aquilo bastou para que ele ficasse quieto por dois segundos, aproximadamente. — Os planos de papai e mamãe não funcionaram. 

— Quais planos? — indaguei um pouco alto. Meu irmão me dirigiu um olhar repreensivo. 

— Eles queriam jogar Matthew encima de você — sussurrou bem próximo ao meu ouvido. Meu queixo caiu. Como aqueles velhos ousavam...? — Depois que o senhor Kim o deserdou Matthew ficou sem rumo. Nossas famílias são muito amigas e nossos pais acharam que seria uma boa ideia convidá-lo para morar com você. Desse modo eles ganhariam ainda mais afeição do velho Kim e de quebra desencalhariam a filha. 

— Por que isso? — indaguei um pouco atônita. Wonwoo deu de ombros. No fim tudo era uma jogada dos meus pais para fortalecerem laços e unirem a filha com Matthew Kim. A raiva inflamou no meu peito e a vontade de brigar era forte demais. 

— Mamãe quer ser avó — sussurrou bem baixo. — Não pense que você é o único alvo de tentativas de casamento arranjado. 

— Quando estivermos sozinhos eu vou tirar tudo isso a limpo — ameacei, encarando meus pais que conversavam alegremente. 

Enquanto os mais velhos conversavam, Wonwoo e eu jogávamos conversa fora. Ele ficou impressionado quando contei sobre Terp e o presente que me deu enquanto exibia o pingente de maneira orgulhosa. 

 

Quando imaginei que iríamos embora meu pai convidou Matthew para tomar uma taça de vinho e jogarem conversa fora. Revirei os olhos e segui meu irmão para a sala onde assistiríamos TV. 

Mamãe veio junto. Ela abraçou os seus filhos e beijou nossos rostos com carinho, deixando seu batom rosa tatuado em nossas bochechas. 

— Matthew vai à sua apresentação de balé? — ela questionou. 

— Não. Em certa ocasião ele me disse que não gosta muito de dança por isso achei melhor não convidá-lo — respondi. Eu não me recordava muito bem a data, mas me lembrava que um dia Matthew me buscou nas aulas de balé e, conversa vai e conversa vem o modelo me confidenciou que não sabia dançar nem mesmo músicas infantis e também não possuía vontade de aprender.

— E foi essa a educação que eu te dei? — revirei os olhos. — Façamos assim; quando vocês forem embora você inicia uma conversa  com ele — sua voz adquiriu um tom sexy que começou a me assustar. — Você convida ele com jeitinho para ir assistir à sua apresentação. Como Matthew bebeu além da conta com seu pai ele aceitará no mesmo instante!

— Pare de me jogar para cima de Matthew mamãe! Quantas vezes eu preciso repetir que não estou pronta para encabeçar outro relacionamento? Hein? Estou cansada disso! — soltei um suspiro pesado. Mamãe parecia assustada. Eu geralmente não me impunha assim para eles. 

— Por que tanta rebeldia? — mamãe parecia estar estupefata com aquela atitude vinda de mim, mas eu não me importei. Não aceitaria as coisas assim tão facilmente. 

— Eu estou cansada. Não suporto mais esse assanhamento para que eu arranje alguém — desabafei. Pela minha visão periférica pude perceber a expressão de curiosidade de Wonwoo, esse que observava tudo com os braços cruzados sobre o peito. — Mãe, eu não tenho planos para me relacionar com alguém por agora — confessei. Estava cansada. Estupefata. 

Sentei-me no sofá de couro sintético e suspirei pesado. Minha mãe não disse mais nada, felizmente. Um silêncio desconfortável se instaurou entre nós, mas por mim, ele era mais desejado que o falatório infindável da mulher sobre como eu e Wonwoo éramos dois encalhados. 

Minutos se passaram e apareceu Matthew junto do meu pai. O rapaz possuía um sorriso caloroso e as bochechas coradas graças ao álcool em seu organismo. Quando BM bebia além da conta ele ficava mais alegre ainda, escandaloso e engraçadinho. 

— Eu estou indo embora — avisei. Matthew fez biquinho como uma criança mimada. Dei um abraço na minha mãe e depositei um beijo no rosto do meu pai e outro na de Wonwoo. 

— Eu não quero ir — Matthew disse, porém ao ver minha expressão de irritação ele não discutiu mais. Também se despediu da minha família, só que de maneira mais simpática. 

Não o esperei. Saí andando de casa a passos pesados. Entrei no carro com pressa já enfiando a chave na ignição e ligando o motor. Afobado Matthew tomou seu lugar e passou o cinto de segurança sobre seu corpo. 

Dei partida e arranquei com o carro. Segurava o volante como se fosse o pescoço de MinHo; com uma força descomunal. O modelo ao meu lado parecia um pouco surpreso com minha atitude.

— Sua família é ótima — elogiou. Aparentemente Matthew adorou os Jeon. — Acho que sua mãe quer que a gente se case — comentou com uma descontração quase impossível. 

— Deus me livre! — ralhei, o que arrancou uma risada do moço. Ele abaixou as costas do banco do passageiro até quase virar uma cama. Pensei em brigar com ele, mas repensei bastante. Ele estava embriagado. Não adiantaria brigar. 

— Ah Jiwoo! Imagine; você me tem todas as noites para fazer o que quiser comigo — argumentou como se aquilo fosse o paraíso. Queria lançar minha expressão de incredulidade para ele, porém eu estava ocupada dirigindo. — Nós teríamos três filhos e eles teriam o meu bom-humor. Também teríamos um cachorro e uma enorme casa, com um jardim gigantesco.

— Deveria ser proibido oferecer bebida alcoólica para você — comentei. Matthew soltou uma gargalhada divertida.

— Pare de fugir do assunto. Você adoraria ter um homem como eu na sua cama — argumentou como se aquilo fosse bastante óbvio. Matthew estava tão bêbado que não percebeu o que aquelas palavras causaram em mim. 

Os pelos do meu corpo se eriçaram com a menção de ter aquele homem na minha cama. Minhas bochechas se aqueceram e a respiração descoordenou. Mantive minha expressão de frieza e tentei acalmar meus hormônios nervosos. Respirei fundo e tomei coragem para dizer:

— Por que você está dizendo essas asneiras? — ele riu outra vez. Matthew Kim parecia estar se divertindo com a situação. 

— Fala que é mentira. Olhe para os meus olhos e diga que não gostaria de passar uma noite ao meu lado — pediu, a voz adquirindo um tom sexy. Ele soltou o cinto de segurança e aproximou-se do meu corpo. Aproximou-se muito. 

Eu estava nervosa. Aquele idiota conseguia me deixar assim; suada, trêmula e com palpitações cardíacas graves. Por que ele estava dizendo aquelas coisas justo quando eu estava dirigindo? Não conseguia mais me concentrar na rua pois toda a minha atenção estava dirigida ao homem do meu lado, na sua respiração tranquila e seu perfume forte. 

— Quer que eu bata com o  carro? — indaguei quando finalmente encontrei a minha voz. Eu só esperava que o pulsar do meu coração não pudesse ser ouvido por Matthew. — Serei obrigada a encostar o carro para bater em você? 

— Violência é apenas uma maneira de enrustir a atração — provocou. 

— Diga isso depois que minha mão acertar seus dentes. 



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