História God Killer - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~taemeetevil

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Rap Monster, Suga, V
Tags Deuses, God Killer, Greek Gods, Jungkook, Mitologia, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 913
Palavras 3.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


> Voltei no sábado como prometi. Parece que sábado demora mil anos pra chegar tava agoniada.
>> AAAAAAA OBRIGADA PELOS COMENTARIOS E OS 200 FAVORITOS, EU TO FELIZ PRA CARALHO VOCES SAO INCRIVEIS

Capítulo 5 - Capitulo Quatro - Apollo


Fanfic / Fanfiction God Killer - Capítulo 5 - Capitulo Quatro - Apollo

— E então, Hobi? O que ele é?

Depois que me livrei da espada - no caso, coloquei ela bem longe de mim, no canto mais distante do cômodo - os quatro deuses me rodearam. Hoseok apoiou uma mão em meu ombro e começou a discorrer todas as doenças que tive desde os 2 anos de idade, eu tinha lido sobre ele ser o deus da medicina. Ou dos médicos… meu trabalho de pesquisa não foi dos melhores. Balancei as pernas me sentindo uma criança, sentado na mesa muito alta, meus pés não alcançavam o chão.

— Biologicamente falando, é um humano. Saúde normal também. Mas pare de comer só lámen, vai morrer antes dos oitenta. Você é coreano, precisa de arroz — alertou — Mas não tem nada diferente nele, é um humano comum.

— Como ele poderia segurar a espada? Como a espada o escolheu? Um humano não poderia fazer isso. — Yoongi comentou, eles começaram a se inclinar em minha direção, recuei instintivamente — Já não bastava um assassinato, agora isso.

— Certeza que ele não é um deus? Talvez seja a encarnação de Perséfone — Taehyung lançou um olhar perverso para Yoongi.

— A minha dor é engraçada pra você?

— Qualquer desgraça que não seja a minha própria é engraçada. — Yoongi olhou-o com tamanho ódio que se Taehyung não fosse um deus, teria sido desintegrado — Por essas coisas que eu vivo sozinho.

— Você vive sozinho porque não gosta de ninguém. — era estranho justamente o deus dos mortos estar falando sobre isso.

— Isso é verdade.

— Podemos voltar ao assunto principal? — Jongin pediu, se colocando no meio deles — Nós temos um problema aqui — apontou pra mim.

— Não, não temos. Eu sou um humano, como o Hoseok disse. E eu não quero essa espada, nem vou usá-la, então não importa. Tenho coisas mais importantes pra me preocupar, tipo resolver esse caso e salvar minha alma de queimar no inferno.

— Talvez seja o melhor. Já tem confusão o bastante. — Taehyung disse — Mas não vai dar pra simplesmente ignorar. Nós só precisamos achar alguém que saiba dizer o que você é. — suspirou — Namjoon saberia.

— Podemos achar outro deus que saiba enquanto continuamos investigando. — sugeri.

Não conseguia identificar suas expressões. Hoseok ainda tinha a mão em meu ombro, talvez tentando achar algo que lhe passou despercebido, Jongin afastou-se, indo para mais perto da espada, parecia incomodado. Talvez comigo, ou por não saber uma resposta. Yoongi se manteve quieto desde do assunto de Perséfone, eu perguntaria a Taehyung depois sobre. Enquanto o último… o modo como olhava pra mim não era agradável.

— Acho que é o bastante por hoje — empurrou a mão de Hoseok para longe do meu ombro — vamos, Jungkook — ele me puxou pelo braço, me desequilibrei, mas cai de pé no chão — Eu te levo pra casa, até mais crianças. — seguiu me arrastando até sairmos do cômodo, ninguém se manifestou contra ou a favor ao que ele fazia.

— Qual é, eu sei o caminho — me ignorou — Me solta!

— Tchau, Holly! — ele disse ao cão que latiu em resposta, abriu a porta da frente e me empurrou para o corredor, finalmente me libertando.

— Qual o seu… — não tive tempo de finalizar antes de me pressionar contra a parede, suas mãos em meus ombros, o rosto a centímetros do meu.

— O que é você? — conseguia sentir o ódio em cada palavra —Você é uma armadilha? Porque comum você não é, tem algo de muito errado contigo, e aquela espada sabe. Então é melhor dizer agora antes que eu te dê de comida pros tubarões.  

— Não pro cachorro infernal? — desafiei, nem sabia porque disse isso.

— Dou preferência aos meus filhotes. — sua mão subiu para o meu pescoço, apertando levemente — Você é bonito demais pra ser devorado, então fale a verdade.

— Eu. Sou. Humano — disse pausadamente cada palavra — Eu não ligo para o seu mundo, nunca liguei e não faço parte dele. — seu rosto chegou mais perto, os olhos estreitaram enquanto olhava fixamente nos meus, tentando perceber uma mentira, possivelmente. Prendi a respiração por instinto, até ele parar e a expressão suavizou. Chegou um pouco mais perto. Por um momento achei que ele fosse me beijar.

— Não parece que está mentindo. — ele afastou, soltando-me — Desculpe por isso. Mas se eu descobrir que está armando alguma coisa…

— Vou virar comida pro Holly. Ou pros tubarões. — alisei o pescoço enquanto ele seguia na frente, não foi um aperto muito forte, mas não gostei da sensação. Se ele fosse um mortal eu socaria sua cara, mas sendo um deus eu teria sorte se no máximo quebrasse a mão na tentativa — Ou qualquer ser bizarro que vocês tenham escondido.

— Não duvide disso. — parou na frente das portas do elevador, de costas pra mim

— Claro, claro — as portas se abriram, Taehyung olhou para trás antes de sair do caminho para que eu entrasse primeiro — Ah, e nunca mais me toque daquela forma de novo.

Ele assentiu algumas vezes.

— Se é o que você quer.

 

(...)

 

— Preciso falar com Jimin e Yoongi, a sós. Também Calisto, Latona e Nix. Não posso excluir Seokjin e Taehyung…

Eu precisava de muita ajuda. Eu ainda não podia descartar a possibilidade de Hoseok e Jongin terem feito, afinal a mãe deles foi banida por Zeus, apesar de que o álibi deles foi confirmado pela emissora, eles até me enviaram o episódio gravado, que acabou não indo ao ar depois do anúncio do falecimento de Namjoon. Havia a vantagem - para mim, e desvantagem deles - das limitações humanas, tipo, não poder se teletransportar então até que algo novo surgisse eu tinha os cortado da minha lista.

— Jackson. — recitei o nome enquanto escrevia no quadro — Você tem de saber alguma coisa.

Taehyung e Seokjin não tinham um álibi muito convincente, pelo relato de Seokjin, ele estava dormindo quando Taehyung foi até ele avisar sobre a morte. O corpo estava no rio, o escritório de Taehyung fica no rio e a casa dele tem um acesso direto à margem. Ele conseguiria cometer o crime e voltar a tempo de parecer inocente. Seria esse o motivo dele estar me ajudando? Para desviar a atenção de si próprio enquanto caço um assassino que está ao meu lado o tempo todo?

Quão dissimulado Taehyung poderia ser? Eu tinha de entregar um culpado, e essa pessoa morreria… Ele mataria outro deus apenas para livrar a própria pele? Eu precisava de provas. Algum indício a respeito de alguém. Olhei de para minha sala vazia, fungando com o cheiro do mofo impregnado nas paredes. Nem o deus da água conseguiria tirar o mofo e infiltração daquela parede, aquilo permaneceria ali pelas próximas eras, o mundo se explodiria numa hecatombe nuclear e sobraria apenas as baratas e aquela parede manchada.

Manchas.

— Manchas...

Eu finalmente tinha algo para procurar.

+++

— Eu quero dar uma olhada na sua casa. — fazia uns três anos desde que liguei realmente para alguém. Odiava ligações. Preferia ir até Busan ver meus pais do que ligar pra eles, mas Kim Taehyung iria me obrigar a telefoná-lo já que ele não veio até mim em nenhum momento depois da visita a Yoongi.

— O eclipse é amanhã, Jungkook, em nome de Gaia, deixe isso pra depois.

— Se deixar pra depois vocês podem colocar um assassino no poder, preciso verificar algo.

Silencio.

— Ok. Pode vir.

E desligou.

(...)

— Estão os outros quatro aqui. — Taehyung me esperava do lado de fora do casarão, a recepção fora bem amistosa, ele praticamente me puxou para fora do taxi e pagou a corrida para mim — Todos estão nervosos, faltam poucas horas para a convergencia então não pergunte nada, só olhe o que tem que olhar e se manda.

— Dá pra me soltar? Será que você não consegue falar comigo sem ficar me tocando? — ele só me soltou quando me jogou para dentro da casa, me fazendo cair e escorregar pelo chão de mármore até sua estátua gigante no meio da sala.

— Foi mal. — me levantei, esperava que aquele artigo sobre contato com deuses mudarem humanos estivesse certo e em breve eu chutaria a cara dele — Comece por onde quiser. Yoongi, Hobi e Seokjin estão na biblioteca, Jimin está na sala. Não o incomode. — disse especificamente sobre Jimin — Nem os faça ficar no mesmo recinto.

— Acontece algo sobrenatural se ficarem todos no mesmo lugar?

— Acontece algo explosivo se Yoongi e Jimin ficarem no mesmo lugar. Literalmente. Na dúvida entre ver minha casa destruída ou uma cena de porno explicito, é melhor deixar eles bem longe um do outro. — ele tinha um bom argumento.

— É… onde fica a cozinha?

— Por aqui. — indicou as portas duplas, perto da escada, à direita. Ele seguiu na frente e fui junto.

— O que aconteceu com Perséfone. — emendei — Min Yoongi parecia incomodado quando você comentou sobre o assunto.

— Ela nunca encarnou. Deixou de existir… Enfim, isso é algo muito complicado, mas a função que ela tinha agora pertence a outro deus e ela se foi. — meus olhos começaram a vasculhar o chão da cozinha, meu apartamento inteiro cabia no local. E estava decididamente apaixonado pela geladeira prateada de duas portas que era maior que eu.

— E qual o problema dele com Jimin? — ainda vasculhava o local enquanto Taehyung apoiou as costas no balcão junto à entrada.

— É uma longa história. Você sabe a história de Hades ter sequestrado Perséfone, certo? — assenti — Então, ele não fez isso porque a amava, só tinha muito medo de passar a eternidade sozinho.Yoongi pediu a Jimin para que fizesse ele e Perséfone se apaixonarem, mas Jimin recusou. Como vingança, Yoongi pediu aos deuses que Psiquê não encarnasse. Quando Perséfone também não encarnou, ele achou que Jimin tinha se vingado. Faz mais de 60 anos que ele brigam, isso só nessa encarnação. E ainda assim, eles são deuses opostos, é como ter uma bomba de hidrogênio dentro de casa, eles podem ficar no máximo 6 horas no mesmo recinto.

— Porque seis horas?

— Numerologia.

“Porra, que baita explicação”

— E a parte do pornô explícito? — parei minha busca só para continuar ouvindo, eu me sentia mal por ser tão curioso, principalmente pelo assunto não ter nada haver com a investigação, mas não conseguia ignorar a história.

— Eu não sei quando ou como começou, mas houve um dia que eles estavam querendo se matar, as brigas estavam cada dia piores, Namjoon tinha certeza que teríamos de fazer uma assembleia dos deuses para substituir o deus da morte e do amor depois que eles se matassem ou no mínimo teríamos que intervir. Mas no fim da história os dois estavam gemendo tão alto que provavelmente metade de Seul ouviu. Você tem quantos anos mesmo?

— 23.

— Já viu uma tempestade de trovões, certo? — sim, eu já tinha visto, nem uma gota d'água caia, mas os trovões abalavam a cidade inteira — Namjoon fazia isso pra não escutar eles fodendo.

— Isso é impossível, não pode ser tão alto. — mas ainda assim, comecei a rir.

— Não duvide da capacidade vocal de Park Jimin, nunca. — riu — E eles sempre faziam a casa de Namjoon de motel, não podem ir na zona um do outro.

Ele percebeu minha expressão confusa ante a nova informação.

— Então. A zona de um deus, é onde ele pertence. Minha zona é a água, meu lugar é no oceano, não aqui. Deuses mais poderosos que eu não podem ir até minha zona tão facilmente, é uma questão de respeito. A casa de Yoongi e a de Jimin são as zonas deles, Yoongi poderia vê-lo, mas além da questão de respeito e a limitação das seis horas, ele odeia aquele lugar. E Jimin é mais poderoso que Yoongi, não poderia simplesmente…

— Como? Yoongi é um deus primordial, como Jimin pode ser mais poderoso que ele?

— Você já leu a bíblia? — ele riu e afastou os cabelos da testa — O amor é mais forte que a morte. — engoli em seco, a frase sozinha já tinha seu impacto, mas qualquer coisa que ele falasse com aquela voz parecia ainda mais… forte? Eu não conseguia achar uma palavra boa o bastante pra descrever — Não vai continuar?

— O que?

— Você estava olhando o chão da minha cozinha pra nada? — finalmente acordei pra realidade.

— Sim, quer dizer, não. Ou… Enfim, eu tô procurando por sangue.

— Sangue?

— Quando eu cortei seu dedo e pingou no chão, Yoongi reclamou que...

— Nunca mais ia sair — Taehyung completou, pegando meu raciocínio — Lugares com manchas de sangue podem indicar o assassino, Jungkook, você é genial. Por que eu não pensei nisso?

“Talvez porque você seja o assassino”

— Então, posso continuar olhando?

— Claro. A vontade. Mas porque minha casa primeiro?

— Eu não tinha o número de Min Yoongi para sugerir uma visita — “E você me parece muito suspeito, também”.

Continuei vasculhando o chão da cozinha, olhando cada pequena mancha, mas não havia nada. Seguimos para a sala, onde Jimin dormia no sofá. Era um dos homens mais lindos que já vi na minha vida. “Eu sou hetero. Gosto de mulheres. Hétero. Hétero…”. Meu deus, era quase injusto demais alguém ser tão bonito assim.

— Ei, hetero. — Taehyung sussurrou no meu ouvido — Acorda.

Eu devia estar parado ali admirando Jimin por pelo menos uns cinco minutos.

— Dessa água — acenou para Jimin — Não bebereis. Até porque “water is my jam” e isso é algo que Jimin não tem. — ele riu e senti como se tivesse perdido uma piada interna. — E o Yoongi vai querer sua cabeça se tentar alguma coisa.

— E-Eu não quero água nenhuma. E eu gosto de ter minha cabeça ligada ao meu corpo, obrigado. Eu não… eu — ele se colocou na minha frente, seu rosto bem perto, recuei um passo — Ah… — olhar para ele não ajudava em coisa alguma, ele era tão bonito quanto Jimin. “Hetero, eu sou hetero” — Eu não tô interessado.

— Tudo bem, hetero. Acho que já olhamos na sala o suficiente. Próximo cômodo.

Na biblioteca fui brutalmente ignorado enquanto eles discutiam em uma língua diferente. Depois segui para o quarto que Yoongi usava quando estava ali, o de Jimin, Hobi, Namjoon e Seokjin…. Nada. Só havia mais um cômodo no andar de cima que ele não me deixou entrar com a desculpa de ser “pessoal demais”. Nem toda insistência - e minha falha tentativa de ameaça - o convenceu.

— Tenho um comodo melhor pra você.

— Qual?

— Meu quarto.

“Ah, não.” Ele começou a descer as escadas. “Ah, não.” o segui, vendo-o entrar no corredor. “Ah, não!”

— Tem que passar por esse corredor?

— Algum problema? Oh, nudez te incomoda. — seu deboche me enchia de raiva — É só arte, Jungkook. Ou eu, o que é quase a mesma coisa.

“Diabo narcisista!”

O segui, olhando decidido pra frente. Eu não iria dar-lhe a satisfação de me ver olhando-o nu numa pintura. “Ridículo! Idiota narcisista! Peixe-palhaço! Baiacu!” Vindo de longe eu ouvi a gargalhada de Yoongi. Tinha esquecido que ele lia pensamentos.

— Eu nunca trago ninguém ao meu quarto — parou diante das portas duplas — Considere-se honrado.

—Uau — falei em deboche, Taehyung abriu as portas — Uau... — ri um pouco. Uma vez eu tinha ido ao aquário da cidade, era escuro, o reflexo da água iluminava o chão e as paredes. Era como estar no fundo do mar. A lembrança não era muito boa, meu medo agua me fez ter uma crise de pânico dentro do local e minha mãe me tirou de lá às pressas. E o quarto dele era justamente assim. Além da cama e de uma mesa de cabeceira, não havia outros móveis, mas quem ligaria com um aquário gigantesco no próprio quarto? — É incrível. — “E um pouco assustador, mas tudo bem, eu não vou morrer.” — Ah! — exclamei quando vi algo passar pela água — Você tem mesmo tubarões.

— Sim — ele riu — Eles quiseram vir comigo pra cá. Sinto menos falta do mar com eles aqui. — peixes menores passaram projetando mais sombras no chão e na parede. Me perguntei como eles conseguiam coexistir. Meu olhar não sustentou por muito tempo, aquilo era muita água. “Tudo bem, Jungkook. Ele é o deus da água e isso é um aquário resistente. Nada vai acontecer”  — Pode começar.

— O que? Oh, sim. Verdade. — tirei a pequena lanterna que guardei no bolso e passei a vasculhar, mesmo nas sombras, por qualquer pequena mancha no chão.

— Como acabou como policial, Jungkook? Você não é bom, desculpe. — “Contra fatos não há argumentos.”

— Meu pai era, me fez ser. Eu gostava de desenhar, mas arte não paga as contas.

— Namjoon e Hobi tinham um programa de apoio à arte. — eu sabia disso, mas nunca pude participar graças as negativas de meu pai.

— Eu não era tão bom. — tentei vasculhar mais rápido, só queria sair dali o mais rápido possível.

Nada de mancha alguma.

— Tá limpo. — suspirei, ainda não tinha esquecido do quarto que ele recusou, mas se ele fosse matar o próprio irmão, talvez não o fizesse ali. — Você quer mesmo pegar o assassino?

— Claro que sim.

— Então porque eu sinto que ninguém está se importando com isso como deveria? — a água refletiu em seu rosto, dando-lhe uma imagem tanto bela quanto sombria. — Se eu não tivesse feito a promessa divina, alguém procuraria?

Silencio.

— Jungkook, eu sei que você espera choro e luto e acredite estamos tristes com o que houve. Mas nós não somos como vocês. A dor. Ela é diferente conosco… — ele parou, como se fosse dizer algo, mas não pudesse. — Eu amava Namjoon. E eu vou vingá-lo. É só isso que importa e só com o que você tem de se importar.

O chão estremeceu um segundo depois, vibrando como num terremoto, o aquário emitiu o som de vidro sendo trincado e recuei para a porta instintivamente.

— O que foi isso? — os peixes dentro do aquário pareciam agitados.

— A convergência. O universo se preparando para uma assembléia divina. Não costuma ser tão cedo. Tudo parece tão estranho desde que você apareceu… — ele falou tão baixo que quase não pude ouvir — Você tem que ir.

— Mas eu…

— Vá pra casa, não saia de lá até amanhã de manhã. — abriu a porta do quarto e praticamente me empurrou pra fora — Você sabe a saída. — e fechou a porta na minha cara.

— Taehyung!

— Vá embora, garoto. — uma luz forte começou a vazar por baixo da porta — Aqui não é mais lugar pra você.

Recuei um passo de cada vez até me adiantar em direção a saída. Deuses são loucos. Meu pai com certeza estava certo em não gostar de nenhum deles. Nunca explicam nada, apenas nos deixam no vazio esperando que os mortais entendam o que estão tentando fazer. Eu mal podia esperar pra essa merda de investigação ter um fim.


Notas Finais


>> Duvida: O que ces acham de capítulos maiores? eu fechei esse em 3 mil pq já tava achando muito.
>> Até próximo sábado. Ou próxima sexta talvez?
>>> Comentem o que acharam do capitulo, no próximo tem o eclipse e vai entrar mais personagens/suspeitos nessa confusão
ate o próximo, amo vcs, é nois
xx


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