História Gods and Monsters - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Impossivel, Desejo, Medos, Mentira, Sexo
Exibições 9
Palavras 2.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não preciso dizer que amei e super concordei com o comentário das minhas duas leitoras favoritas né?
Dillon foi um babaca mesmo e ate eu adoraria far na cara dele, mas ele não foi babaca atoa... Assim como esse capítulo particularmente depressivo e revoltante (pra mim foi revoltante escrever e muito triste tbm, mas foi necessário ;-;)
Espero que não me odeiem tanto e ate borboletinhas :

Capítulo 6 - Fazendo qualquer coisa que eu precisasse


Eu estava muito abalado com o ocorrido com Dillon para assistir aula no momento e ao invés de seguir a ordem carinhosa de Dillon simplesmente segui para a unidade deserta onde normalmente ficavam as quadras poliesportivas e a piscina olímpica que o alunos de educação física utilizavam nas aulas práticas ou apenas para relaxar.


Estava tudo relativamente calmo, como o esperado, na grande ala da piscina. Quando eu era pequeno adorava fingir que era uma linda sereia com uma cauda azul turquesa delicada e com padrões prateados... Era um sonho bobo de criança e meus pais ficavam irritados sempre que eu os verbalizava por manchar minha “reputação de homem” como se isso fosse mudar o que eu queria ser quando crescer.


Bufei irritado ao tirar os sapatos e a camisa polo rosa chiclete. Eu sempre fiz o que queria e o que me era conveniente e isso sempre pareceu ruim aos olhos de alguém, retirei a calça jeans ficando apenas com a cueca box branca cheia de caveiras com a sensação de que não importasse o que eu fizesse ou como fizesse, alguém sempre estaria insatisfeito comigo de alguma maneira.


Suspirei esticando o corpo tenso e passei as mãos nos cabelos ruivos cacheados que eu tentei domar durante anos a fio e simplesmente desistira em determinado ponto da adolescência por ser algo relativamente problemático e sem a menor possibilidade de acontecer. Meu cabelo se rebelavam contra mim de uma maneira que eu sempre quis me rebelar na vida, de tantas maneiras quanto me fossem possíveis, e nunca havia conseguido ou tido coragem suficiente de fazer, pelo menos não com outras pessoas que não fossem meus pais.


Pulei na agua gelada rompendo o silêncio absoluto como se ali estivessem todas as soluções para os meus problemas. Começando pelo amor destrutivo e insano que eu tinha por Dillon, seguido dos problemas que minha sexualidade parecia provocar a minha volta e fazia tudo explodir em pedaços como se fosse fogo em pólvora, depois o desejo estranho; descabido e completamente novo que insistia em brotar por Tristan Lancard McGregor e o fato de que isso parecia despertar um monstro terrível, até então desconhecido, em Dillon que parecia nublar seu bom senso e todo o resto que o tornava alguém tão admirado por todos.


Fechei os olhos me concentrando na água gelada entre um mergulho e outro. Estávamos a quase uma semana do final do outono e início do inverno, e o aquecedor não fazia muito para aplacar o frio que parecia vir de dentro de mim ao invés de fora.


Eu me sentia cansado.


Eu estava cansado.


Eu me sentia sem saída.


Eu queria um fim para tudo.


Eu queria, finalmente, a liberdade.


Parei de mergulhar subitamente e deixei a letargia da agua me guiar, virei de barriga para baixo na água ainda de olhos abertos, o cloro ardia em meus olhos e a falta de ar queimava meus pulmões fazendo um instinto de sobrevivência até então desconhecido aflorar em mim, instinto esse que ignorei firmemente. Continuei exatamente na mesma posição sentindo a calma e a lentidão de pensamentos me dominar, água entrava nos meus pulmões me deixando com a sensação de asfixia, meu subconsciente estava ficando cada vez mais distante e era uma sensação semelhante a quando você começava a pegar no sono na infância e tudo o que você viveu durante o dia passasse como um filme diante dos seus olhos, mas diferente de um dia comum, era sua vida que você via.


Nesse momento de libertação acabei me vendo preso nas lembranças dolorosas e felizes que vivi como se acontecessem naquele momento.  Meu primeiro 10 em matemática e a alegria dos meus pais com isso,  a primeira vez que fiz um amigo na quinta série, meu primeiro beijo com um garoto mais velho ao qual cobiçara por dois anos na sétima série, minha primeira vez com o mesmo rapaz loirinho três ano depois do nosso primeiro beijo já no segundo ano do segundo grau, o dia que meus pais descobriram minha opção sexual no meu último ano no colegial, o nojo no rosto do meu pai e a decepção no olhar da minha mãe, a arrogância no olhar das pessoas que se diziam minhas amigas e me caluniaram sem remorso pelas costas, toda a dor e toda a alegria de anos passaram-se em minutos. Lágrimas de pesar por uma vida inteira sem propósito ou importância se misturaram a água sem meu consentimento e me permiti abraçar, finalmente, a doce escuridão do nada.


Ouvi ao longe o barulho de água, como se a água de um copo tivesse sido jogada no chão e braços me puxando para cima. Eu não tinha reparado que estava quase deitado no fundo da pinica até sentir a água acariciar meu rosto e a primeira lufada de ar entrar nos meus pulmões turvando meus olhos e pensamentos. Foi como ingerir uma água gelada demais e sentir meu sistema nervoso congelar lentamente, mas não era agua gelada que fazia isso neste momento e sim a súbita ingestão de ar que fez minhas narinas e todo o resto arder.


Tossi jatos nojentos de água e arquejei sento jogado de barriga para baixo na borda da piscina. Tapinhas reconfortantes na minha costa acompanhavam palavras desconexas de algo que imaginei ser consolo. Tentei virar o rosto e focar meu olhar no meu, infeliz, salvador.


Lágrimas de raiva inundaram minha visão recém estabelecida e a força que eu achei estar morta em mim surgiu queimando em minhas veias. Sentei bruscamente onde estava encarando o desconhecido com raiva e batendo em seu ombro violentamente, sem a menor necessidade.


- O que pensa que esta fazendo?! – Gritei irritado com sua interrupção indesejada. – Quem você acha que é?!
O rapaz me olhou atônito e claramente sem saber o que dizer. Sua boca abria e fechava sem parar, mas absolutamente nada era dito. Seus olhos azuis brilhavam meio sem foco e ele pegou um óculos de grau de algum lugar misterioso e me fitou incerto apóscoloca-lo. Seus cabelos loiros meio desgrenhados pareciam macios e estavam colados em sua cabeça e caiam de forma meiga em seus olhos. Ele estava com as roupas todas molhadas e tremia um pouco, vi suas feições mudarem de incredulidade para raiva em um piscar de olhos.


- Eu salvei sua vida! – Ele levantou irritado de onde estivera semtado e começou a andar de um lado a outro sem se importar em conter sua raiva. – Como você pode ficar com raiva de mim por salvar sua visa? Que tipo de pessoa fica com raiva disso?! E o que você esta fazendo aqui pra começo de conversa? Sua aula era de literatura agora e você nem devia estar aqui! E não importa quem eu sou! Mas graças a deus que eu estava aqui pra impedir você de cometer uma burrice dessa magnitude!


Ele me olhou com a face vermelha e ofegante como e esperasse por algo, mas eu estava surpreso demais para sequer me mexer. Ele suspirou uma ultima vez e se jogou do meu lado, no mesmo lugar que ele tinha me posto ao me tirar da água, e me olhou meio triste.


- Desculpe por isso... – Ele ficou vermelho outra vez e sorriu sem graça. – Eu não costumo ficar alterado dessa maneira, mas ver você semiafogado no fundo da piscina do pessoal de Educação Física não foi muito legal sabe? E sua explosão sobre eu o ter salvo você disse mais que qualquer coisa.. Disse até mais do que eu gostaria de saber sobre você.


Ele ficou ainda mais vermelho, o que me fez sorrir de leve, e desviou o olhar. Ponderei suas palavras anteriores e franzi o celho confuso com todo o conhecimento que ele tinha sobre mim e onde eu deveria estar. Olhei-o intrigado antes de perguntar.


- Como sabe em que aula eu deveria estar agora? – Vi ele ficar da cor de um tomate maduro e engasgar com o ar antes de desviar os olhos arregalados e envergonhados para mim sem responder de imediato.


Foi muito engraçado e fofo de se ver, fui obrigado a conter o riso para não constrangê-lo ainda mais.


- N-não é-é n-n-na-da d-disso que v-você esta p-pensando! – Ele gaguejou em sua pressa de explicar-se, foi impossível não rir de seu constrangimento dessa vez. Era tão meigo e não combinava com seu porte de nerd galã extremamente sensual. Ele suspirou e ajeitou o óculos sobre o nariz sem me olhar. – Eu tenho um amigo na minha turma que esta meio obcecado por você.


Ele corou ainda mais que antes e pigarreou limpando a garganta enquanto eu assimilava isso.


Alguém? Obcecado por mim?


Impossível!


- Isso é... – Ponderei uma palavra que fosse condizente com o que estava se passando na minha mente de fato, mas nada parecia adequado. – Estranho.


Ele me olhou surpreso por um segundo e riu. Olhei confuso para ele e meio irritado com sus reação, cruzei os braços na defensiva. Eu sabia que era impossível alguém ter o menor tipo de interesse por mim, mas rir da minha ingenuidade em acreditar nesse disparate já era demais!


- Não ria! – Senti meu rosto corar e tirei os cabelos da cara muito envergonhado da minha própria burrice. Alguém interessado em mim? Rá! Que piada. – Você não devia brincar assim com as pessoas sabia? Elas podem acreditar.


Recolhi meus joelhos ao peito e os abracei na defensiva apoiando a cabeça nos joelhos, evitando qualquer tipo de contato visual ou físico com ele, que querendo ou não ainda era um desconhecido que tivera a péssima ideia de me salva de querer ser salvo.


- Desculpe. – Uma mão pálida e suave tocou meu joelho descoberto e mirei seus olhos. A sinceridade reluzia ali com pesar e vergonha. Sentimentos esses que eu conhecia muito bem. Sorri aceitando suas desculpas e recebendo um sorriso triste de volta. – E eu não estava mentindo parar rir da sua cara.. Eu realmente tenho um amigo que esta completamente obcecado por você. Ele sabe tudo o que se pode saber de você por meio de fofocas e convivo com alunos de classe. Suas manias, o que gosta de comer, aonde mora, o que faz no tempo livre, onde trabalha e o que faz em determinados fias da semana...


Suas palavras morreram e seu rosto corou como um tomate novamente enquanto ele desviava seus olhos para a parede do lado oposto a mim. Uma reação muito interessante e de certa maneira apavorante.


- Quem é você afinal? – Perguntei curioso e com medo ao mesmo tempo. Eu não sabia o que ele sabia e ate onde sabia, quem era esse “amigo” e menos ainda o que ele queria por seu silencio, mas eu iria descobrir. – E como sabe tantas coisas de mim?


Ele sorriu amável e corou delicadamente. Era impressionante como um rapaz tão desejável podia ser tão inseguro e tímido, acho que isso fazia parte do seu charme sem fim. Ser tão comestível aos olhos e ao coração.


- Eu sou Derek McGonagall, sou aluno do curso de psicologia. – Ele corou quando abri a boca para falar. – E sim, minha mãe é uma grã de fã de Harry Potter. Ela Achou que seria legal por o sobrenome da personagem favorita dela no filho... Mal sabe ela o bullying que eu sofro.


Ele tinha uma cara tão chorosa que mordi os labios para não rir e ferir seus sentimentos. Coloquei uma não em seu ombro e sorri solidário.


- Não fique assim Derek. – Ele me olhou triste, mas com atenção. – Todos temos algo na vida que detestamos e queremos mudar.


Pensei em todos os meus problemas e suspirei deprimido
Alguns tem até mesmo mais de uma coisa eu detesta em sua vida e adoraria mudar...


Derek parecia ler minha mente e suspirou comigo. A resignação do inevitável nos encheu de melancolia.


- Porquê você estava querendo se afogar nesta piscina? – A pergunta repentina de Derek me deixou um pouco receoso e sem graça. Meus problemas eram só meus, mas ele me passava confiança e um aluno de Psicóloga poderia ser útil para entender minha situação... Não seria? – Você não parece do tipo que simplesmente tenta suicídio por nada... Divida esse fardo que carrega comigo. Talvez eu ajude você a se entender ou a entender seja lá o que te aflige..


Olhei seus olhos azuis com intensidade ponderando todos os prós e os contras.. No fim os prós ganharam e me vi contando toda minha historia de vida para um completo estranho que me salvara de morrer afogado.


Não sei quanto tempo havia se passado ou que horas eu deveria supostamente ir trabalhar, mas Derek estava silencioso e atento a cada palavra que eu dizia coml se fosse algo importantíssimo para dua própria vida.


- E foi isso que aconteceu e vem acontecendo. – Me calei pensando em toda minha situação com Dillon, meus pais e agora Tristan e conclui que minha vida, que já era horrível, estava a ponto de entrar em um colapso nervoso. Um curto circuito. Pane total. – Desde que Tristan McGregor entrou na minha vida eu me sinto entre a cruz e a espada e não sei o que escolher já que os dois pode me matar. Dillon odeia a simples menção ao nome do irmão e não me quer perto dele de maneira nenhuma, mas temos três aulas juntos e nem fazemos o mesmo curso!


Eu sentia todo o desespero querendo aflorar em meu corpo e sentia a crise que eu deveria ter senido horas atrás finalmente dar as caras. Eu estava ficando histérico com tudo.
- E o que você quer Nathanniel? – Derek me olhava com um brilho de eu-sei-tudo-o-que-você-precisa-saber e uma calma exuberante que parecia fazer parte de mim. Todas as duvias sumiram e todas as incertezas foram preenchidas por respostas distorcidas e caóticas, mas ainda assim respostas. – Qual sua vontade nisso tudo? O que você quer?


Ponderei por aluguns segundos sua pergunta e suspirei. Eu queria paz.


Não ter de lidar com um amor mais que ignorado por Dillon, queria me jogar nos braços e na intensade impregnadas em cada detalhe do corpo forte de Tristan tendo a certeza de que sejia apenas isso... Uma mera aventura para mim e para ele, queria ter uma vida significativa, Eu apenas queria querer coisas.


Ter vontade própria e uma opinião importante para alguém.
Queria existir.


Queria viver.


Queria ser...


Tudo e nada.


Olhei Derek sorrindo tristemente sabendo que por mais que eu quisesse tudo isso nada mudaria o que estava diante de mim, aqui e agira, no presente. Saber disso me deixava imensamente triste e dividido entre chorar até morrer e simplesmente acabar de uma vez com tudo sem uma única lagrima sequer.


Dillon jamais me deixaria ir, ter Tristan estaa fora de questão, ter uma vida que valesse a pena seria impossível sem ser dobl de mim mesmo e no momento Dillon fazia questão de er dono de mim, querer estava fora de questão ou de opção de escolha.


Eu estava preso.


Na minha obcessão, nos meus medos e na minha própria insatisfação com tudo.


Eu estava preso em me permitir ser assim.


- Eu queria estar fazendo qualquer coisa que eu precisasse... – Sorri ao me levantar e recolher todas as minhas coisas. Eu não estava bem e não queria companhia no momento, mas sabia que depois de tudo que compartilhamos Derek não me deixaria fugir de sua vida.


Tínhamos um trato silencioso de amizade que foi selado no momento que ele me impediu de me matar afogado... E eu cumpriria esse trato.


Ele querendo ou não.
 


Notas Finais


Foi isso amores, ja estou escrevendo o próximo capítulo e para quem gosta de My Monster, vou começar a postar de novo hoje :3
So que maia tarde :3
Bjs e bom dia 💙


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