História Gods And Monsters - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Bolchevique, Colégio Interno, Darkfic, Drama, Dusclops, Horror, Internato, Long-fic, Mistério
Exibições 17
Palavras 2.979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


ola ola
eu deveria ter escrito esse capítulo de outra maneira, tipo, com outros acontecimentos, mas deixei ele mais pra frente pelo bem da história e pelo bem das mentes de vocês, porque se nem eu tava entendendo o rumo abrupto que a história tomaria com ele, imagina vocês...
então aqui está, um POV do querido Hector Waters, e ainda estou trabalhando num jornal pra ele, pra ficar bonitinho e coisa e tal.
coisas que podem ofender pessoas mais sensíveis:
— Excesso de palavrões no momento do diálogo dos personagens;
— Violência física.

se você se ofende com isso sendo retratado em histórias ou no que for, peço que entenda que não foi com a intenção, e que isso aqui não é uma apologia doente ao bullying ou a coisas do gênero, é apenas uma história — se quiser pular, fique à vontade, mas eu diria para viver perigosamente e ler mesmo assim.
bom dia e boa leitura

Capítulo 5 - V: Bitter Fruit Named Revenge


               Hector ainda sentia um pouco de dor ao se sentar, mesmo com os remédios, ainda ardiam-lhe as feridas quando se sentava sobre qualquer superfície que fosse. Mesmo que a cama da enfermaria fosse até que bem macia para um lugar como Burkhard, as dores despertavam.

               Estava na ala hospitalar para tomar os analgésicos que o doutor Grewell lhe passara — assim como fizera em todos os dias em que ficara de dispensa —, para só então ir para a aula, mas já havia engolido os dois comprimidos e passado uma pomada densa no lugar onde as pinhas lhe furaram e os chutes fincaram-nas em suas nádegas, estava só respirando para ir para mais um dia de aulas — o primeiro desde o infame incidente com Van e seu grupo.

               Hector pegara dispensas para todos os dias, a partir daquele em que fora agredido, totalizando cinco dias, e esse era o dia em que voltaria a olhar para a cara de cada um dos membros da Elite, para cada um de seus agressores ao transitar pelos corredores; era o dia em que voltaria a frequentar pátio e que tinha grandes chances de esbarrar em um membro da Elite por Burkhard. O tempo em que pudera ficar em seu dormitório o dia todo lendo acabaria naquele dia.

               Suspirou.

               Sua vida era um constante mar de desgraças, com uma onda de desapontamento maior do que a outra.

               A porta principal da grande ala hospitalar — um amplo espaço de mármore, com longas janelas translúcidas, iluminando a solidão de Hector na brancura de leitos e lençóis — abriu repentinamente com um estrondo. Seu som reverberou nas janelas e nas paredes, e até mesmo na boca do estômago de Hector, e entrando logo depois do barulho trovejante, estava Uziel Holzwarth, que se desculpou depressa pelo estrondo.

               — Ei, Hec — Ele cumprimentou, fechando as pesadas portas com cuidado, e olhou para Hector com um leve sorriso no rosto — Tá melhor, cara?

               Ele vinha visitá-lo quase todos os dias, afinal, eram melhores amigos; todos os dias, fazia as mesmas perguntas. Perguntava se tudo estava bem e se ele precisava de mais analgésicos; uma vez, até se oferecera para passar a noite com Hector. Mas havia recusado o convite, porque não queria ser um encosto na vida de Uziel Holzwarth, o garoto mais bonito e popular de Burkhard.

               Uziel era um garoto era dois anos mais velho do que Hector, tendo, assim, dezesseis anos. Contudo, ele parecia ser mais velho, não por conta da altura, uma vez que ele era menor do que Hector. Uziel tinha um porte físico mais forte, com os ombros largos e com certeza tinha músculos definidos, enquanto Hector era magro e de aparência frágil. Seus cabelos pretos eram rebeldes e cresciam para todos os lados, e Uziel devia ter problemas com eles, ao passo que Hector não tinha problemas com seus cabelos: eram encaracolados, porém não iam contra ele ou pareciam ter vontade própria como os de Uziel pareciam ter.

               — Ainda dói pra sentar — Disse Hector com um leve sorriso no rosto, causando risadas em Uziel.

               Ele se aproximou da cama e parou na frente de Hector, com as mãos nos bolsos da calça social do uniforme, casualmente. O uniforme masculino consistia simplesmente em calças sociais de um azul profundo e camisas sociais branquíssimas, sem falar dos obrigatórios sapatos sociais pretos de engraxar. Os sapatos, porém, eram uma parte controversa e não tinham tanta importância, uma vez que Hector não respeitava essa parte do uniforme e não levava algumas chibatadas por isso, assim como outros estudantes também o faziam.

               — Você precisava ver o Van semana passada — Uziel riu verdadeiramente — Ele não conseguia sentar ainda, e nem o Joseph. O Clyde conseguia, o Elliot também, pelo menos aparentemente.

               Hector acompanhou Uziel na gargalhada, porém a sua durou pouco. Calou-se rapidamente, e mordeu a parte interna do lábio com força. Com a punição que os garotos que o agrediram ganharam, poderia vir algo pior; pior do que pinhas na cueca. Não queria nem pensar no quê aquilo poderia acarretar para seu lado; conhecendo Van, tinha quase total convicção de que ele tentaria se vingar por ter tomado um castigo da Irmã Astrid, as famosas chibatadas na bunda dadas por um de seus muitos chicotes escondidos num armário marrom situado ao lado da porta de sua sala.

               Uziel percebeu a mudança repentina na expressão de Hector.

               — Que foi, cara?

               — Ah, nada.

               — Não precisa se sentir mal. Eles mereceram.

               — Não é isso. Eu... Ainda dói. Só isso. — Mentiu, deixando escapar um pequeno sorriso; seus olhos castanhos encontraram os verdes de Uziel por um segundo, mas Hector logo desviou o olhar — Já tá na hora da aula?

               — Faltam quinze minutos. Melhor a gente ir andando — Ele respondeu após uma rápida olhada em seu relógio preto de pulso — Vai precisar do uniforme.

               Uziel estendeu-lhe o conjunto do uniforme, a calça e a camisa, conjunto o qual Hector havia ignorado por completo, e que provavelmente estava nas mãos do garoto o tempo todo. Devia tê-lo conseguido há pouco tempo, e era certeza que viera direto da lavanderia por cheirar a limpeza e estar inteiramente passado. Agradeceu e pegou o conjunto, puxando a cortina de outro leito para que pudesse se trocar com mais privacidade, porque, apesar de melhores amigos, Hector se sentia mais à vontade trocando de roupa sozinho.       

 

               Os sapatos que usara no dia em que fora agredido estavam repousando ao lado da cama, dois tênis vermelhos All Star de cano baixo, juntamente de seu cinto, que também estava no criado-mudo quadrado ao lado de sua cama. Só sentia falta de seus óculos.

               Caminhavam pelo corredor que levava à ala leste, a ala das salas de aula, que emendava com a ala norte, a ala da biblioteca e do auditório, este último tomava toda a ala norte por seu espaço avantajado. Não era um corredor muito movimentado, os alunos não transitavam por ele a menos que fossem para a ala hospitalar ou estivessem completamente perdidos.

               — E aí eu ganhei. Ganhei do Drake, cara. Ele é muito bom no pôquer. — Contava a Uziel da vez em que ganhou de Drake McAllister numa partida de pôquer — Você sabe jogar pôquer, não sabe?

               — Sei. Quer dizer, mais ou menos — Riu fracamente — Eu nem sei o que eu tô fazendo às vezes; aí eu vou lá e ganho, sei lá como.

               Hector soltou uma sonora gargalhada. Caminhavam a passos decididos e firmes pelo corredor, a fim de chegar depressa à sala deles, onde teriam aula de religião. Faltava pouco tempo para que o sinal da primeira aula tocasse, talvez cinco minutos, e precisavam se apressar se quisessem chegar a tempo e evitar uma bronca da professora.

               Eram da mesma turma por uma razão que nem mesmo Hector sabia explicar. Sabia que era avançado e que saltara dois anos escolares — estava, portanto, no segundo ano. Sua falecida mãe não poderia esclarecer o porquê de tê-lo feito, porém ele não reclamava; era legal estudar com Uziel e os garotos maiores eram muito mais legais do que os da sua idade. Em sua turma, muitos, contudo, haviam repetido de ano, algo comum no Instituto.

               Ao final daquele corredor largo, extenso, o fluxo de alunos aumentara de forma absurda. Chegaram ao corredor principal, que não tinha os longos vitrais dos corredores da ala hospitalar, mas com janelas que as substituíam igualmente.

               Hector continuou cainhando ao lado de Uziel, não só porque ele era seu amigo, mas porque temia a aparição de qualquer membro da Elite disposto a lhe agredir em vingança.

               — Ih! Você tá sem óculos, né? Só notei agora, Hec — Exclamou, olhando para Hector e estudando seu rosto sem os óculos; ele raramente os tirava por seu astigmatismo ser relativamente alto e incômodo, então as pessoas, até mesmo Uziel, pouco o viam sem eles — O que houve?

               — Pisaram neles — Respondeu, encolhendo os ombros, sentindo certa tristeza na voz. A mão do amigo pousou em seu ombro.

               — Fica muito ruim sem eles, eu imagino.

               Uziel suspirou pesadamente, olhando uma última vez para Hector antes de ter sua atenção roubada pelo chamado de um garoto conhecido como Albert Madison — garoto o qual era tanto amigo de Uziel quanto de Hector.

               Viu a figura de Albert acenar para eles do fim do corredor, saindo de uma rodinha de amigos e pondo-se a caminhar na direção deles, com as mãos nos bolsos e casaco sobre seu pescoço, com as mangas em volta dele, atadas num nó simples e frouxo.

               — Holz! — Exclamou ao parar diante deles, batendo as mãos com Uziel e voltando-se para Hector, com um sorriso largo no rosto; apertou sua mão com força e acertou um tapa brincalhão em seu ombro: — Caralho, Hector! Onde é que você tava?

               — Dispensa — Respondeu brevemente, fazendo Albert esticar o olhar para dentro da sala em frente a qual estavam parados, certamente tirando um tempo para observar alguém da Elite.

               — O Uziel me falou que você teve uns problemas — Contou Albert, passando a trajar um olhar mais sério — Tá se sentindo, tipo, melhor?

               — Acho que sim — Encolheu os ombros, constatando mentalmente que Albert seria a segunda e a última pessoa, das únicas, que lhe perguntariam se estava se sentindo melhor. Era terrível pensar daquela maneira, Hector sabia, mas era pior ainda alimentar uma expectativa irreal.

               Uziel pousou uma mão sobre um dos ombros de Albert, e a outra, sobre o de Hector; encarou-o com seus profundos olhos verdes.

               — Tá na minha hora — Anunciou, afagando o ombro de Albert — Vou na minha missão de monitor.

               — Você podia tocar um foda-se bem lindo pra novata e vir ter aula com a gente — Sugeriu Albert em tom recheado de ironia; Uziel gargalhou, embora Hector tivesse notado que ele não tinha achado tão engraçado.

               — Tadinha, cara — Hector riu pelo nariz, e Uziel pareceu considerar seu comentário com leve meneio de cabeça; Albert bufou audivelmente, mas ficou calado.

               — Calma, eu volto — Tranquilizou Uziel, e, ao bater uma continência com dois dedos, distanciou-se da dupla, virando-se uma última vez para gritar com as mãos, numa forma de concha, em volta da boca, amplificando o som: — Amo você, Alby!

               Albert ergueu o dedo do meio e mostrou-o para Uziel, quase na curva do corredor, e ele se virou instintivamente; Hector ouviu sua gargalhada antes que sumisse na esquina.

               A voz da professora, que parecia estar dentro da sala há muito tempo, chamou-os para dentro. Adentraram a ampla sala do segundo ano, e Albert escolheu dois lugres próximos à parede da esquerda, longe da Elite, que se sentava, normalmente, no canto direito, muito ao fundo da sala — quando não estavam com vontade de ocupar os lugares à frente apenas para prejudicar os alunos que tinham vontade de estudar.

               — Muito bem — Entonou a professora Donnel, por cima do burburinho que jamais se calaria a qualquer decreto seu; prosseguiu: — Vou distribuir as Bíblias e quero que encontrem os versículos que eu mandar. Então, vamos ler em voz alta e terá uma dissertação avaliativa que tem como tema “A bondade de Deus”.

               Alguns alunos resmungaram em desaprovação, outros apenas soltaram sonoros pedidos para que a mulher calasse a boca e os deixasse ter aula livre; a professora, no entanto, já lidava com aquilo há muito tempo, e Hector sabia que não estava nem um pouco assustada com a conduta.

               Suspirou, recostando o corpo à parede ao seu lado, acompanhando, com os olhos, a professora Donnel distribuir as Bíblias e retornar para buscar mais severas vezes, uma vez que eram pesadas e era possível levar no máximo quatro em mãos a cada viagem.

               De repente, sentiu um cutucão nas costas; virou-se para trás rapidamente, e Albert parecia preocupado com alguma coisa.

               — Cara, — Começou, sussurrando por cima da falação e da desordem na sala de aula — o Van não para de encarar.

               Deu uma rápida olhada para o outro lado da sala, onde Van se sentava junto à parede; suas feições travadas indicavam ira, e seu corpo se mexia para cima e para baixo com a respiração pesada e dura. Ouvia um amigo qualquer falando enquanto olhava, com o canto do olho, para Hector e Albert, sem dizer uma palavra. Observou Hector que os nós dos dedos do garoto estavam brancos e que sua perna se balançava rápida e nervosamente, como se estivesse prestes a explodir de repente.

               — A Irmã Astrid deu um limite de proximidade pra ele — Afirmou, embora não estivesse tão convicto de que Van o respeitaria.

               — Ele deve estar louco pra quebrar a sua cara, se eu fosse você, iria falar com ela, sei lá — Alertou Albert, passando a mão pelos cabelos nervosamente.

               — Você acha? — Perguntou hesitante, vendo Albert assentir de maneira vivaz com a cabeça, fazendo suas grandes bochechas tremerem.

               Não tinha certeza se deveria, mas o olhar de Van lhe dava medo. Levantou-se da cadeira e seu olhar encontrou o da professora; tossiu secamente e pediu:

               — Professora, posso ir até a Irmã Astrid, por favor?

               — Vá, Waters — Permitiu Donnel, e Hector sentiu seus pés caminharem para fora da sala, com toda a velocidade que o medo lhe proporcionara, rumo à sala da Irmã.

                

               Havia corrido severas vezes durante o longo trajeto, mas se cansava rapidamente; caminhava sozinho pelos corredores do prédio principal, ao som de seus próprios passos leves e apressados, assustados e amedrontados. Nem uma única freira ele havia enxergado por ali, o que não era estranho, já que a missa acontecia logo pela manhã, e as freiras de Burkhard gostavam de frequentá-la naquela hora.

               Imaginava o que falaria à Irmã quando escutou um som de tênis de borracha contra o piso; não estava muito distante. Olhou para trás e nada viu, apenas o vazio do corredor estava lá com ele.

               Suspirou, voltando a caminhar. Coisa da minha cabeça, retrucou os pensamentos de que seria alguém junto com ele, mas então ouviu de novo. Uma corrida. Uma corrida na direção dele.

               Virou-se depressa, e no momento em que pôs os olhos em seu espião, sentiu-o voando para cima de seu peito. Agarrou-lhe pelo colarinho da blusa e o atirou com força contra a parede, prendendo-lhe com o peso do corpo e com sua própria força — absurda para um rapaz tão baixinho e aparentemente frágil como Van.

               — Você nos denunciou, Waters — Rosnou Van num sussurro áspero; mesmo contra a luz, seus olhos claros brilhavam com fervor, marejando ódio profundo de Hector — A princesinha não sabe brincar? É?

               — Dá pra você me soltar? — Fraquejou com a voz; Hector tinha o coração palpitando, o medo que tinha de Van se tornava algo como pavor, horror, e após tê-lo delatado, os pesadelos se tornaram constantes.

               Van soltou um risinho pelo nariz. Pressionou Hector com mais força contra a parede, agarrando a blusa com mais vontade; Hector engoliu seco.

               — Sabe o que acontece, viadinho? É que eu e o meu pessoal fomos mostrar o que acontece com gente que nem você e acabamos apanhando. Mas a surra que a gente levou não vai ser nada comparado a essa que eu vou dar em você agora.

               — Me larga, cara! — Desferiu um forte empurrão no peito de Van, fazendo-o se afastar para trás, quase cambaleando. Ergueu os olhos que queimavam, e Hector achou tê-lo ouvido silvar — A Irmã... A Irmã Astrid disse pra você se afastar! Senão... S-senão vai tomar uma bela surra de novo, e...

               — Pau no cu daquela velha! — Avançou para cima de Hector, puxando a manga do casaco até o cotovelo antes de agarrá-lo pelo colarinho.

               Van o virou com violência, enganchando seu pescoço com uma chave-de-braço. Atirou-o contra a parede enquanto apertava o braço em seu pescoço; Hector tentava puxar-lhe o antebraço e se contorcer, mas Van parecia estar fincado no chão. Desferiu chutes para trás, em desespero, e sentiu a perna de Van entrar entre as suas, com o joelho no lugar onde fora chutado. Não conseguia mais se mover.

               — Sabe o que eu vou fazer com você? — Perguntou Van, sussurrando com aspereza e amargor na voz; logo no pé de seu ouvido, fazendo os lábios roçarem em sua orelha. — Eu tive um gato uma vez. O vagabundo me arranhou; e sabe o que eu fiz? Quebrei a cabeça dele na parede.

               Hector era incapaz de se contorcer mais; precisava respirar, e Van não deixava. Sugava o ar, mas ele não vinha; lançava cotoveladas para trás, mas Van ignorava quando lhe acertavam. Ele riu.

               — Vou quebrar a sua também, viado — A mão dele foi até sua cabeça e os dedos afundaram por entre os cabelos — Usa L’Óreal Paris pra ficar com esse cabelo? Aposto que usa. Arrombado.

               Forçou sua cabeça na direção da parede. Hector travou o pescoço, e Van persistiu com a força. Lançou o joelho para cima, forçando-o contra seus testículos, apertando-os numa cruel joelhada, espalhando uma dor aguda, lancinante sobre toda a extensão de seu corpo; sentiu uma lágrima ardida escorrer em desespero sobre seu rosto, enquanto lutava para manter o pescoço travado e quase imune à força de Van.

               — Você é tão inútil que nem pra facilitar a sua morte você serve — Rugiu Van numa explosão de fúria que imprimiu toda a foça na cabeça de Hector, fazendo-a acertar a parede pela primeira vez.

               Sentiu-se atordoado com a pancada, enquanto a dor estendia-se por todo seu pescoço; foi lançada contra a parede mais uma vez, e um grito explodiu de seus lábios, ecoando em todo o corredor.

               — Não grita, vagabunda! — Jogou o joelho entre suas pernas mais uma vez, e lançou sua cabeça contra a parede de novo; e de novo e de novo, e mais uma única vez antes de Hector tossir uma saliva sangrenta, e sentir-se livre, de repente, das violentas investidas de Van.

               Sentia-se caindo no chão duro depois de escorregar contra a parede, como uma gosma sem vida, e prostrou-se deitado no chão; vultos dançavam um estranho tango sem som, e poucos gritos chegavam aos seus ouvidos, que se afastavam do corredor escuro. Achou ter ouvido alguém clamar seu nome antes de cair num escuro poço sem som.


Notas Finais


caso tenham achado algum erro tosco, desculpa, eu não percebi na hora de revisar


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