História Gods of the dimensions - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Deuses, Ficção Cientifica, Magia, Universo Alternativo
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Palavras 2.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, FemmeSlash, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei... Mais volteii... Eu estava meio sem ideia para o capítulo... Por isso demorei tanto. Boa leitura.

Capítulo 3 - Reflexões.


Fanfic / Fanfiction Gods of the dimensions - Capítulo 3 - Reflexões.

 Às vezes quando eu tenho muitas emoções ou reações ao mesmo tempo, eu travo, não sei o que pensar nem o que dizer. Apenas queria sumir ou nunca ter nascido.
 Ouço meu celular fazer um pequeno e baixo barulho e descarregar.

-Ótimo já comecei o dia bem- Falo um pouco irritada colocando o celular para carregar -Bom, meu celular despertou... São 07:30, melhor eu levantar e tomar café- Essa frase fez eu esquecer por alguns segundos o que estava à acontecer na minha vida... Só por um momento, eu tive um momento de esquecimento, enquanto ia ao banheiro tomar banho.
 Não... Pera... ela vai me ver tomar banho?. Penso sobre isso algum tempo e resolvo falar com ela.

-Você tá ai...?-  Longos segundos se passam, e ela responde -/Sim.\-  Acho que eu nunca vou me acostumar com isso... Essa voz ecoando junto aos meus pensamentos, é muito estranho. -V... Você... Vê tudo que eu vejo...? /Sim, pelos seus olhos.\- Resolvi falar logo o que eu queria dizer –Olha, não vou conseguir tomar banho sabendo disso.  /Eu criei você e todos os outros seres existentes, mas se você se sente mais confortável assim... Eu apenas me desligo de você por certo tempo.\- Concordei, mesmo sem saber o que ela queria dizer com “desligar”.

 Após o banho fui tomar café, depois iria escovar os dentes... Até porque não faz sentido escovar e depois comer... Minha opinião.

-Bom dia vô, bom dia vó.

-Bom dia- Os dois respondem, e logo minha vó fala- Esther querida, você pode ir ali no pé de manga pegar algumas pra fazer suco?- Normalmente, se fosse outra pessoa eu faria uma cara de  “Cachorro pidão.” E a pessoa falaria “Esquece” Mas era minha vó, ela e meu vô são as pessoas mais fofas que eu conhecia, ou conheço... E... Também eles são da minha família né...

-Claro.- Eu saio da cozinha e vou em direção a porta de saída da casa.
 
Caminhei por alguns minutos por uma trilha até chegar no pé de manga, percebi que havia um certo silêncio, e era perturbador e estranho, já que eu estava em uma roça e geralmente ouço pássaros, cavalos e outros animais, mas naquele momento eu não ouvia nem o vento.

-Como é possível que esteja tão silêncio nesse lugar?! /O lugar não está silencioso, você apenas não o ouve.\- Nossa, ela fez de novo isso. -Se você continuar me dando esses sustos vou morrer de infarto antes dos 17.- Ouço uma pequena risada dela. Não pera... Ela riu? Volto a ouvir novamente tudo ao meu redor. -O que você tinha feito, Karyan? /Sei que você se sente a maior parte do tempo como se ninguém lhe desse valor, como se todos fossem tão importantes que a sua existência fosse apena isso. Fiz você sentir o que acha que sente.\- Como assim “acha que sente?” - Achei que não fosse fuçar meus pensamentos! Você não faz ideia do que eu sinto! /Não preciso de “fuçar seus pensamentos” para saber como você se sente. Até porque estamos compartilhando o mesmo corpo, o que você sente eu sinto... A maior parte das vezes. Entendo seus sentimentos...- Ouço ela atentamente para saber onde ela queria chegar com aquilo –Você quer ter muitos amigos, e por isso você tenta mudar sua forma de agir... Mas... Não é assim, as poucas pessoas que gostam de você dão valor a sua presença, mesmo você se achando inútil, dizendo para si e para o mundo que você não faz nada direito, que é odiada e que não tem ninguém por você, as poucas pessoas que lhe conhecem gostam de você. Dê valor a eles...\

 Algumas lágrimas escorrem de meus olhos, e a ouço falar novamente.

-/Foi exatamente por isso que eu escolhi você, por mais triste e... Ignorada que você possa ser, você não odeia as pessoas que lhe desprezam e nem quer se vingar por isso, Esther... Você só quer que eles te aceitem. Bom...Esse e outros motivos.\

-Se você parar de me dar esses sustos, eu posso acostumar com você na minha cabeça- Eu falo indo mais para perto do pé de manga -/Espera...\- Ela fala, e eu apenas... Parei...  -O que foi? /...Estique seu braço...\ ...Porque?...- Ela não responde... Por curiosidade eu estico o braço, que quase encosta na árvore por causa da minha proximidade da mesma. De repente ouço um estalo vindo do alto da árvore, e olho direto para o local. Fico perplexa, tinha um galho crescendo e vindo na minha direção, e nele também cresciam algumas mangas, era como se fosse um vídeo acelerado... Era impressionante.

-/Pode pegar.\- Estico os dois braços e pego cinco mangas. -Obrigada... Pelo conselho, e pelas mangas... /De nada.\

 Volto para casa com as mangas e sorrindo meio de canto involuntariamente... Sei lá porque eu tava felizinha, isso foi meio contagiante. Cheguei com as mangas e ajudei minha vó a fazer o suco. Tomei café e fui escovar os dentes.
 Ouço meu celular fazer um barulho, avisando que já estava carregado. Saio do banheiro e, como sempre, vejo minhas mensagens do meu WhatsApp.
Havia três mensagens, uma de minha mãe, outra de Vivian e Joe.  Abri a mensagem da minha mãe, que dizia o seguinte:

-Filha, fiquei sabendo pela escola que as aulas já vão começar semana que vem. Você quer que eu te busque sábado ou domingo?

-Domingo a tarde- Respondi, e ela visualizou.

-Mãe, como que eles terminaram as obras tão rápido?

-Bom, fiquei sabendo que o prefeito estadual investiu muito dinheiro em pedreiros para que a obra terminasse o mais rápido possível. Acho que ele não suporta ver crianças sem estudar muito tempo.

-kkkkkkk. Tá né...

 Logo após a conversa com minha mãe fui ver as mensagens de Vivian e de Joe, que diziam a mesma coisa que minha mãe tinha me falado, respondi apenas com “Ok”. Fiquei deitada por alguns minutos fazendo absolutamente nada... Pensando, talvez... Olhei as horas, e eram 08:44.

-Ai que tédio, nada pra fazer... Já li todos os livros que eu trouxe... E ainda é sexta-feira...- Pensei por mais alguns minutos e decidi que iria passar o resto da manhã na cachoeira. Peguei uma bolsa de lado que eu tinha e coloquei meu celular uma garrafa de água e um paninho que eu levava pra quase todo lugar. Meus avós sabiam que sempre quando eu saia e não falava nada eu ia para a cachoeira, então eles só acenavam para mim.
 Quando eu vou para a cachoeira eu geralmente não levo comida porque lá tem muitas árvores frutíferas e eu prefiro comer frutas... E essas coisas.
 Passei por uma trilha que dava no lado baixo da cachoeira, onde eu mais ficava, era a parte em que a água da cachoeira formava um lago e as águas eram mais calmas. Perto da margem há uma árvore de carvalho imensa, onde eu gosto de ficar em baixo, assim não pega sol na minha pessoa...

-Adoro esse lugar... Ele me faz sentir uma paz interior... /Esse lugar é muito lindo.\- Houve uma breve pausa, resolvi perguntar algo a Karyan -Por que você só fala na minha cabeça?... /Para ninguém ouvir... E... Você não acha estranho fazer uma pergunta e responde-la com uma voz diferente?\ Tem razão...- Falei meio rindo. Passei alguns minutos olhando para o nada, aproveitando a paisagem... Pensando em como seria minha vida dali pra frente... Não que eu ache que  iria mudar tanto assim...
 Me perco em alguns pensamentos até que ouço um barulho estranho e procuro de onde vem o som... Olho de um lado para o outro, um pouco desesperada e não vejo nada. O som era como se fosse um suspiro bem fundo, como quando alguém esta com muita raiva. Esse suspiro foi um tanto alto, ou nem tanto... Mas eu estava “sozinha” então deu para ouvir nitidamente, além disso, foi um suspiro um tanto profundo, como se fosse ódio misturado com decepção... Não sei... Era... Carregado... Isso fez com que o clima agradável do lugar ficasse pesado, e isso me deixava mais tensa ainda. Alguns segundos se passaram, eu desesperadamente procurando de onde veio o som, não saia do lugar por medo de achar de onde veio o tal som... Ironia... Parecia que eu estava procurando a horas... Mas no fundo não queria achar...
 Ouvi uma pequena risada sarcástica vindo da minha frente, especificamente na frente em cima de mim... Eu gelei... Não queria olhar... Mas queria, ao mesmo tempo... Maldito som, maldito dia, maldita hora... Maldita vida.
 Resolvi olhar. Virei lentamente meu rosto para o lugar de onde veio a risada. Havia uma coisa lá... Uma pessoa... Uma garota..? Ela estava flutuando entre mim onde começa os galhos da árvore... Era... Deveras... Longe... Mas queria que fosse mais. Ela usava um vestido preto enorme que não me deixava ver seus pés, a sua roupa e cabelo se mexiam de uma forma que... Era como se ela estivesse em baixo d’água. Seu cabelo ia um pouco abaixo do ombro, não chegando aos cotovelos, eram negros que nem seu vestido, e ondulados, mas as pontas eram um vermelho fogo intenso. Seus olhos eram um azul muito escuro mas mesmo assim conseguia ver sua pupila (ao contrario dos meus olhos, só via minhas pupilas se uma luz forte batesse nos meus olhos. Que nem o sol ), era estranho pois parecia que por trás de sua íris havia uma luz meio avermelhada... Ou alaranjada... Como se ela usasse uma lente para esconder seus olhos... Isso chamou muito minha atenção. Sua pele era um bege meio acinzentado, suas unhas eram grandes, negras e afiadas. Sua boca tinha um tom vermelho sangue muito vivo. Ela era apavorante. Usava algo na cabeça, mas não prestei atenção se era uma tiara, um gorro, ou sei lá... Fiquei tão impressionada que ignorei qualquer outro detalho marcante. Ela parecia ter a mesma idade que eu... Talvez mais velha... Talvez mais nova... As aparências enganam.
 Logo após eu me virar e fazer contato visual com aquela “pessoa”, ela virou levemente a cabeça de lado, em direção ao ombro, como se estivesse me estranhando ou algo assim. Após isso ela sorriu... Um sorriso macabro e aterrador com dentes pontiagudos que nem de tubarão. Ela não piscava e nem quebrava o contato visual que tínhamos. Logo percebi que seus dentes estavam voltando ao “normal”, bom... Normal que eu conheço, ela também virava sua cabeça para o lugar de antes, mas muito devagar. Sentia como se ela fosse me desintegrar com o olhar.

-Patético!! Não importa o que aconteça, dessa vez será diferente...- Riso sarcástico -Tão tolos... Querem proteger todos mas esquecem de si mesmos... Isso um dia vai te matar... Aliás... Eu irei te matar...- Risada macabra.

 Ela fala comigo e depois some que nem fumaça. Eu estava muito ofegante, não conseguia pensar... Nem respirar muito bem. Tentei me levantar mas minhas pernas estavam bambas, cai de joelhos no chão, minhas vistas ficaram turvas... Desmaiei...


 ~~**~~


 Acordei... Acho que desmaiei de medo... Pavor... Eu nunca fui de desmaiar, mas nesses últimos dias...
 Eu ainda estava deitada no chão ao lado da árvore, minha primeira reação foi pegar meu telefone e ver as horas, eram 11:15. Eu fiquei desmaiada por horas!!

-Karyan!! O que aconteceu!! Por que não me acordou!! Quem era ela?! Diz alguma coisa!!! /Esther, fica calma...\ Eu tô calma... Super calma... Se estivesse mais calma estaria dormindo!! /O que aconteceu... Bem... Não posso te explicar agora, você tem muito o que aprender ainda. Juro que eu vou te explicar tudo aos poucos, mas não agora, nem hoje. Esqueça isso por hora...\ Sério?!  Você só pode tá brincando comigo!! Eu poderia ter morrido... Sei lá o que aquilo poderia fazer comigo!! /CHEGA!! PARA DE DRAMA!! JÁ DISSE QUE VOU TE EXPLICAR. TUDO HÁ SEU TEMPO! VOCÊ NÃO MORREU!! PARE DE AGIR COMO UMA CRIANÇA MIMADA.\- Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça... Gritos... Me calei. -/Confie em mim... É melhor pra você... E pra mim. Volte para casa, seus avós estão preocupados.\- Me ajeitei, peguei minhas coisas e fui em direção a casa dos meus avós. Não falei nenhuma palavra, fiquei de cabeça baixa o tempo todo... Mas sentia as lágrimas escorrendo... Eu não queria chorar, que raiva... Tanto faz...

 Quando cheguei meus avós estavam realmente preocupados comigo, falei que adormeci perto da árvore, eles não questionaram. Falei que não estava com muita fome, então comi um pouco de comida... Nem lembrei do suco.
 Depois do almoço fui para meu quarto, sentei na minha cama encostando-me na cabeceira e abraçando meus joelhos. Comecei a chorar... Por... Medo, raiva, tristeza... Eram tantos sentimentos misturados, eu que nunca fui muito certa de nada, essa bomba de sentimentos me confundia mais ainda.

-Esther?... Por que chora?

 Que susto... Era meu avô. Merda esqueci de fechar a porta.

-Nada vô... Eh... Eu gosto de chorar às vezes... É bom que lava a alma...

-Ei... Essa frase é minha... Você tá bem mesmo fia?

-Sim! Eu vou sobreviver- Digo sorrindo, assim também arrancando-lhe um sorriso

-Tudo bem... Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, pode falar comigo e com sua vó

-Tá, eu falo...- Ele sai e encosta a porta. Meus avós sempre dormiam após o almoço.

 Passei o resto do dia sentada/deitada na cama, chorava às vezes, mexia no celular... Não conversei mais com ela, e tentei não ficar pensando no que aconteceu.


Notas Finais


Obrigado por lerem minha história... Espero que tenham gostado desse capítulo... Até logo XD


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