História Gogman - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Camren
Exibições 11
Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


I hope you enjoy!

twitter: @amocabellooke5h

Capítulo 2 - Terra dos Comerciantes


Capítulo 2

If I go to jail tonight

Promise you’ll pay my bail

See, they want to buy my pride

But that just ain’t up for sale

See, all of my kindness, hmm, is taken for weakness

FourFiveSeconds, Rihanna, Paul McCartney, Kanye West

 

Lauren andara por toda a estrada de terra que levava ao único lugar que sabia o nome no mundo, além de sua terra natal, claro. Não houve nenhum momento em que tenha ficado com dúvida sobre qual caminho seguir, a estrada só levava a um lugar: a Terra dos Comerciantes. Os comerciantes das outras cidades-estados existentes no Velho Mundo se encontravam aqui, cada um trazendo um tipo de matéria fabricado em sua terra. Por isso Lauren sabia da existência dos outros lugares, mas desconhecia o nome deles.

Depois de três dias caminhando em uma estrada suja, aberta no meio de uma floresta, Lauren estava exausta. Tinha achado no meio do caminho um riacho, mas estava faminta e precisava urgentemente de um banho de verdade.

Havia chegado antes do anoitecer na cidade e estava encantada com tudo que via. E ao mesmo tempo assustada. Havia tantas pessoas desconhecidas (morando em um lugar pequeno, ela conhecia absolutamente todo mundo) e tantos animais que nunca tinha visto antes, além de em figuras nos seus livros de Biologia. Ela olhava para tudo que conseguia e a cada segundo se desesperava mais. Ela não tinha lugar para ir, onde dormir, tomar banho e não tinha nenhuma moeda para comprar comida ou algum pertence para que pudesse fazer uma troca. Já tinha pensando seriamente em vender o colar que ganhara do irmão alguns dias atrás, talvez por isso ele tenha dado a ela.

“É para você nunca esquecer de onde veio”. Não, não venderia. Conseguiria pensar em outra alternativa, sabia que era uma garota esperta.

Andou por muitas ruas, viu pessoas de todos os tipos. Reparou que não existiam casas de verdade, só algumas construções precárias de madeira, alguns hotéis, para os comerciantes que tinham que passar a noite lá e santuários, como se todas as crenças se encontrassem em uma única cidade. Reparou também em uma grande quantidade de pessoas largadas na rua, marginais, pedintes, provavelmente pessoas que tiveram o mesmo destino que o dela, pessoas que foram expulsas de sua cidade. Isso a assustou. Em Gogman, ela foi a primeira pessoa em gerações a ser expulsa. Ou existiam mais cidades do que ela imaginava ou as pessoas eram expulsas com mais frequência do que em sua terra. Ou as duas coisas.

Já tinha escurecido quando ela encontrou um grupo de pessoas que pareciam mais amigáveis do que as anteriores. Estavam em volta de uma fogueira e estavam assando algum tipo de comida (ela foi guiada pelo cheiro). Algumas horas atrás ela não teria tido coragem de se aproximar de ninguém para pedir comida, mas a cada segundo que passava ela sentia mais fome que o anterior. E ao notar o fogo, percebeu também que estava ficando muito frio.

Ela precisou chegar bem perto paras as pessoas notarem a presença dela. Eles a encararam, mas não pareciam incomodados. Alguns desviaram o olhar, e por alguns rápidos segundos, Lauren achou que eles pareciam assustados com a presença dela. Uma mulher, que continuou a olhar pra ela, sorriu amigavelmente.

- Querida, você está perdida? – perguntou a mulher. Tinha o cabelo mais vermelho que Lauren já vira e a pele era muito branca, como a dela. Aparentava ter uns trinta anos. Ao seu lado, um jovem a repreendeu com o olhar, mas ela ignorou.

- Eh... Não exatamente – Lauren não sabia o que dizer, mas tinha que tentar alguma coisa ou não aguentaria mais um dia. – Eu não tenho para onde ir.

- Ninguém aqui tem, não é mesmo? – resmungou uma das pessoas.

- Você não conhece ninguém por aqui? – perguntou a primeira mulher.

- Não, eu cheguei aqui hoje. Não conheço ninguém – as pessoas se entreolharam, apreensivas.

- E o que você quer? – perguntou um sujeito, esse parecia seriamente irritado.

- Eu não sei...

- Você está com fome? – a mulher perguntou se levantado.

- Anna, nós não podemos ajudar essa garota, você sabe. Se o Kevin chegar aqui não vai gostar.

- Nós só vamos dar a ela alguma coisa para comer – respondeu Anna, olhando para Lauren, disse: – por hoje. Você come e depois vai embora, não pode demorar aqui.

- Tudo bem – disse Lauren, rapidamente.

- Sente-se.

Ela se sentou entre Anna e um rapaz, que aparentava ter a sua idade. As pessoas voltaram a comer e conversar, mas ainda estavam apreensivos, como se esperassem que ela fosse explodir a qualquer momento. Ganhou um pedaço de carne, que parecia ser de uma ave, e tentou não parecer um animal esfomeado enquanto comia, mas pelo visto não teve muito sucesso, por que o rapaz ao seu lado a encarou com um sorriso no rosto.

- Você tem olhos bonitos – disse ele, ainda sorrindo. Como ela não respondeu, ele acrescentou – Eu sou Pierce.

- Lauren – ela conseguiu dizer entre uma mordida e outra. Ele ficou em silêncio por um tempo, sem tirar os olhos dela.

- Nossa, você está mesmo com fome. Há quantos dias você não comia?

- Três dias, eu acho – ela desacelerou o ritmo das mordidas quando percebeu que a fome desesperadora já havia passado. – Você está aqui há quanto tempo?

- Eu? Bem, desde sempre. – Ele não parava de olha-la nos olhos e sorrir. Normalmente ela odiava quando alguém a olhava comer, mas no momento não era isso que a estava incomodando. Ele parecia interessado, o que a deixou envergonhada. O garoto era bonito, tinha cabelos claros e olhos escuros, mas não era o tipo de Lauren, em muitos sentidos.

- Como assim desde sempre?

- Eu não moro em lugar nenhum. Vivo por ai, pelo mundo, mas sempre volto pra cá.

Isso pareceu extremamente estranho para ela, mas quando ia questionar, algo aconteceu. Todas as pessoas ao seu redor seguraram a respiração e olharam para um único lugar. Lauren também olhou. Parado atras de Anna, estava um homem, ele encarava Lauren, com um rosto neutro. Logo em seguida andou em volta deles, passou os olhos por todos presentes até parar em Anna.

- O que é isso? – perguntou ele, apontando a cabeça para Lauren. – Eu saio por um instante e você já arruma um animalzinho abandonado.

- Essa é Lauren, ela só precisava de uma coisa pra comer, mas já tá indo embora.

- É, eu já estava indo embora... – o homem levantou a mão para ela, como se pedisse para ela se calar. Por algum motivo, ela obedeceu. A voz dele era assustadoramente calma.

- E que comida você deu pra ela? A sua? Ou tirou de algum de nossos irmãos?

- A comida não vai fazer falta, eu garanto, Kevin. – Anna parecia com medo, mas permanecia firme.

- Olha, eu não quero causar problemas... – ele a olhou e isso a calou novamente.

- Lauren. De onde você veio?

Ela poderia responder, mas alguma coisa dentro dela a alertou a não falar nada. Não dar nenhuma informação. Aquele cara parecia perigoso.

- De lugar nenhum. Eu vivo por aí – respondeu, lembrando-se do que acabara de ouvir de Pierce. Kevin a encarou bem nos olhos. O cara era realmente estranho, porque não aparentava ser mal, nem nada, e tinha a voz muito tranquila. Mesmo assim dava medo. Era algo em seus olhos.

- Sabe, eu encontro muitas pessoas como você por aí, Lauren. Muitas mesmo. E se eu fosse dar comida pra todo mundo que aparecesse, eu e meus irmão morreríamos de fome. Não é nada com você, eu só estou cuidando dos meus. Você entende?

- Claro, totalmente compreensível – Lauren se levantou.

- Fico feliz que isso não vá se tornar um problema. – Kevin passou os olhos por todo o corpo da garota, analisando. Lauren sentiu um calafrio percorrer sua espinha. – Mas você pode ficar com a gente se não tiver lugar melhor pra ir.

Correu um burburinho pelas pessoas ao redor deles, que estavam em silêncio durante a conversa toda. Pelo visto não era comum que ele convidasse qualquer pessoa para se juntar a eles. Lauren pensou um pouco a respeito. Mesmo que Anna e Pierce tivessem sido legais com ela, aquele tal de Kevin não parecia nada amigável. E não compensava. O medo que ela sentia por ele, criado nos poucos minutos em que esteve em sua presença, era grande demais.

- Como eu disse antes – Lauren aumentou o tom da voz, para sair mais clara – Eu já estava de saída.

- E você vai ficar andando por aí sozinha? - perguntou Kevin. - Não é seguro pra uma mocinha – acrescentou em tom malicioso.

- Não precisa se preocupar. Eu já estou indo. Obrigada pela comida – agradeceu Lauren, enquanto se afastava.

- Não, você não vai – disse Kevin.

Lauren olhou na direção do homem, ele parecia certo do que acabara de dizer. O pânico cresceu em seu peito. Ela nunca conseguiria correr mais que ele.

- Deixa a garota... - ia dizendo Anna, mas foi cortada pelo olhar com Kevin.

- Não se mete nisso – disse em tom firme e Anna simplesmente baixou a cabeça. - Essa garotinha linda vai ficar aqui com a gente. Pelo menos até eu cansar dela.

Kevin pegou Lauren pelo braço antes que a garota pudesse sequer reagir. Ela se contorceu, tentando se livrar do homem, mas ele era muito mais forte que ela. As pessoas ao redor não se moveram nem um pouco para ajudar.

- Larga ela, seu imbecil – uma voz, vinda detrás de Lauren, gritou. Kevin olhou daquela direção e deu um sorrisinho de canto de boca.

- Shawn – disse.


 


 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...