História Gold - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias David Luiz, Lily Collins
Personagens David Luiz, Lily Collins, Personagens Originais
Tags Alice, Amor, Ciumes, David, Diferenças, Empresário, Reviravoltas
Exibições 106
Palavras 3.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GALERAAAAAAAA. Como vocês estão? Eu não tô nada bem, mas to seguindo a vida do jeito que posso hihihi.

Gente, eu não sou um cara de palavra, e eu me envergonho muito por isso. Se eu tivesse garra e tivesse cumprido tudo o que eu primeti durante todos os esses capítulos... Gold já estria concluída, assim como minhas outras histórias.

Mas eu também não ando muito bem de saúde, e isso é um fator bem desestimulante. Não é legal. Além do mais, vocês sabem que eu adoro escrever, mas eu não ando muito inspirado para fazer um capítulo legal que eu também vou gostar no final. Esse de hoje está mais ou menos, e eu escrevi ele inteiramente pelo celular (o que eu não aconselho a fazer, é muito desconfortável).

Eu também estou sem computador nenhum, e talvez compre outro logo. Talvez... mas é a vida, né?

Quero agradecer a todas (os) minhas (meus) leitoras (es) que ainda estão me acompanhando e ainda não desistiram de mim. Gold será concluída, e eu estou trabalhando para que seja logo.

Assim que eu arranjar o computador, eu volto aqui para arrumar a estrutura e revisar o capítulo, okay?

Boa leitura, gosto muuuuuitao de vocês!

Capítulo 20 - Hate


CAPÍTULO DEZOITO - Hate.

Essa situação me fez lembrar de algo que aconteceu no passado… Há muito tempo atrás, eu ainda estava aprendendo a andar de bicicleta. Não era nada fácil, e a impaciência de meus pais não ajudava nenhum pouco. Era angustiante a sensação de saber pedalar, mas não conseguir por quê algo me impedia. Essa é a mesma sensação que estou sentindo agora. 

É quase cômico estar passando por isso novamente. A única diferença de antes para agora é que eu tinha a companhia de meis pais, e não de um desconhecido perguntando meu nome.

- Meu Deus! - a mulher suspira. -Preciso te levar para o hospital. Oliver!

- Me ajuda. - sussurro, mas as vibrações de minha voz rasgam minha garganta. Água, preciso de água.

Respirar nunca foi tão difícil. Manter os olhos abertos nunca foi tão difícil. Meus pulsos estão coçando e o pior, é que não consigo me mexer nem um pouco.

Um homem negro adentra o quarto correndo. Ele detém um semblante de preocupação e… Algo mais. Ele me pega nos braços e me puxa para fora de minha cama, com a mulher histérica segurando minha mão e dizendo que tudo irá ficar bem.

Quase abro a boca para dizer o que realmente penso, mas sei que ela já sabe que, na verdade, nada está e nem irá ficar bem.

. . .  

Há um médico ao meu lado. Ele mede minha pressão e meus batimentos cardíacos minunciosamente, de uma maneira quase estranha, mas bem séria. Me faz querer realmente saber o que ele está pensando.

As duas pessoas que me trouxeram não estão mais aqui, mas prometeram que iriam voltar para trazer algumas de minhas coisas. Naquela hora eu ainda não tinha forças para falar, mas queria dizer que estava muito mais do que agradecida pela ajuda de ambos. Não consegui nem perguntar o nome deles, muito menos dizer o meu nome à mulher simpática.

- Você é uma mulher bem nervosa, Alice... - o médico observa.

- Como sabe meu nome? - franzo as sobrancelhas.

- Sua carteira de identidade. Aquele casal deixou alguns de seus documentos aqui para o cadastro. Você é muito nervosa para a sua idade. Passou por algo muito forte durante a infância ou adolescência?

"Ele precisa ser mais específico, mas se quiser saber realmente, ele precisa pegar uma cadeira."

Quase desisto, mas conto tudo o que ele precisa saber sobre minha vida. É pessoal e… Constrangedor demais, porém necessário. Quando termino, solto a respiração que não havia reparado estar prendendo; de qualquer forma, me sinto até mais aliviada contando isso para alguém, mesmo o sentimento de inquietação não tendo deixado minha barriga.

- Você já se cortou, sim? Mas essas marcas não parecen ser recentes.

Olho para meus pulsos e fico os encarando por tempo o suficiente para divagar. Eu não havia bebido nada naquele dia, nem mesmo um copo d'água, porém a vontade que senti ao ser humilhada por todos os convidados de David me deixou cega. Eu não deveria ter sido tão fraca e fácil desse jeito, e, olhando agora, tão maleável nas mãos de quem nunca quis meu bem.

Tão maleável nas mãos de David.

- Alice? - o médico pergunta novamente.

- Sinto muito. Sim, mas já faz cerca de três meses. Não faço mais isso.

Mesmo que, às vezes, a vontade seja insuportável.

- Ótimo. Continuemos assim. - tirou o óculos. - O que você tem é normal em pessoas de sua idade e que já passaram por situações semelhantes à sua. Se chama síndrome do pânico. Não é curável, porém controlável. Para isso você vai precisar de alguns comprimidos e evitar situações de grande estresse e fora do controle. Tente manter-se sempre calma e passiva.

- Tudo bem, mas eu sempre tive isso?

- Há casos especiais em que a pessoa já nasce pré disposta a distúrbios como esses, mas o seu me parece mais com algo que você adquiriu passando por todas essas situações. Você já passou por muito, e o melhor agora é procurar descansar.

- Obrigada! - digo, forçando um sorriso.

A verdade é que estou apavorada, suando. Síndrome do pânico me parece algo muito grave, e, baseado no que senti há momentos atrás; a incapacidade de mover um dedo, de não conseguir falar ou gritar. De não mandar em meu próprio corpo, isso não pode ser nada bom. Além do mais, esses comprimidos devem custar uma fortuna, e no momento não tenho dinheiro nem para pagar o aluguel no próximo mês.

Pensar nisso faz uma onda de tristesa avassaladora dominar meu corpo. Não é saudável, mas não consigo evitar.

- Quando poderei sair? - pergunto. Meus pulsos estão coçando.

- Vou preparar os papeis de sua alta, e amanhã você já estará livre para ir. Seu quadro está estável novamente.

- Obrigada novamente, doutor.

- Boa…

Antes que ele pudesse terminar a frase, a porta da sala foi aberta e um David quebrado apareceu correndo em minha direção.

- Você está bem? - ele pergunta.

- Senhor, infelizmente terei que pedir que se retire. O horário de visitas acabou.

- Acabou o caralho. Eu sou o representante legal de Srta. Alice. Posso entrar e sair da porra desse quarto a hora que eu quiser. - ele grita.

- Sinto muito, mas terei que ver os papeis. - disse o médico.

- Eu já sou maior de idade. - sussurro, com os olhos grudados nos olhos arregalados de David.

Ele parece cansado, mas, acima de tudo, apreensivo e… Chateado. Seu maxilar duro está trincado e sua respiração parece irregular devido a velocidade em que seu peito sobe e desce. Eu não devia estar o olhando... Olhar para ele me traz lembranças, e essas lembranças me fazem mal demais. Desvio o olhar.

O Médico devolve um papel amassado para David, que o amassa ainda mais e o coloca em seu bolso desengonçadamente.

- Tudo certo, então. - o médico olha mais uma vez para David, depois para mim, suspira e sai da sala.

Não consigo interpretar esse gesto como um sinal positivo, mas ao invés de me procupar com a opinião de um desconhecido, eu decido me preocupar com algo maior e… Mais forte. Como o cheiro do perfume de David invadindo meu espaço.

- O que está fazendo aqui e como me encontrou? - cruzo os braços, cerrando os olhos.

Ele não devia estar aqui. Ele deveria estar longe. À quilômetros de distância, seguindo sua vida.

- Uma mulher chamada Moira me ligou e me contou sobre sua situação. Porra Alice, por quê você não me avisou? - ressalta ele, em tom de preocupação, se ajoelhando ao lado da cama e tentando pegar minha mão, mas eu a afasto antes que ele consiga.

Sentir sua pele na minha seria doloroso demais.

- Vá embora, David. - fechei os olhos com força. Não queria mais vê-lo. - Você não devia estar aqui.

- Puta merda, Alice. - ele rosna, e o som retumba por todo o meu corpo em uma onda de arrepios. - Você não pode simplesmente me cortar assim da sua vida. Querendo ou não, eu me importo com você, caralho!

Um momento de silêncio constrangedor se formou entre nós. Não tenho coragem o suficiente para levantar a cabeça e olhar em seus olhos.

- E o que você estava fazendo no Forest May? Aquele hotel é um lixo e perigoso demais para você! - ele desdenha.

Um sentimento repentino de raiva me ataca.

- Desculpa se aquele "lixo" foi a única coisa que consegui pagar. E além do mais, foi lá que fui socorrida por aquelas duas pessoas que nem me conhecem, mas me trataram bem e fizeram de tudo para me ajudar. Sabe, David, não é fácil ser rica como você e sair comprando prédios e mais prédios por cada rua que eu for, para passar apenas uma porra de dia! - respondo, irritada.

Sinto que meus pulmões estão vazios. E nesse momento imagino minha deusa interior dando cambalhotas e balançando pompons de comemoração ao meu repentino lapso de coragem.

David suspira baixo, com os olhos arregalados. Eu espero que ele esteja surpreso mesmo.

Porém, indo contra todos os gestos de resposta que eu imaginei que ele faria, ele deita a cabeça na borda da cama e fica na mesmo posição até minha respiração se acalmar, e, antes que eu pudesse perceber, ele estava com uma de minhas mãos estre suas duas mãos fortes, me pegando de surpresa.

- Eu te amo, Alice. Porra, eu te amo tanto. - ele funga. - Nunca mais faça isso comigo.

"Oh, meu Deus! Não faça isso, por favor,".

Para minha surpresa, David desmorona com a cabeça em meu peito, com suas lágrimas quentes molhando o lençol e minha pele sensível. Ele, David Luiz, o poderoso CEO está chorando… Por mim.

Sem perceber, estou chorando com ele. Não é algo normal, mas eu o agarro pelas mangas de sua camisa e afundo meu rosto em seus cachos cheirosos e sedosos. Oh, como senti saudades! De repente, decido deixar todas as preocupações para amanhã e derrubo todas as minhas barreiras.

- David. - chamo-o.

- Alice. - ele soluça.

- Deite-se comigo. - respiro em seus cachos.

Ele não responde nada, apenas tira os sapatos e deita ao meu lado. É a segunda vez que vejo David assim: desarmado. Inseguro. E todas essas vezes foram por minha causa.

Ele passa o braço por baixo de meu pescoço e puxa minha cabeça para seu peito confortável. Eu continuo chorando, mas agora ele está apenas fungando. Agarro-me em sua blusa macia e imagino suas grandes mãos me embalando, e não há nada mais relaxante do que isso.

- David? - chamo-o depois de um tempo.

- Sim?

- Estou com medo. - soluço.

Seu corpo tenciona abaixo de mim, e ele me segura com mais força. Sinto seus lábios em minha testa.

- Me deixa cuidar de você.

Soluço com mais força. Meus pulsos começam a formigar.

- Não sei. - fungo. - Tenho medo de me machucar novamente.

- Não vai. - ele responde rapidamente, e há desespero em sua voz. - Por favor, meu amor.

Quero pensar que dessa vez tudo irá dar certo, mas a incerteza me ataca com uma faca de duas pontas. Bem no coração.

- Mas agora será sob meus termos. - sussurro, sonolenta. Quero evitar a possível dor de cabeça por consequência do choro.

- Tudo o que você quiser. Eu sou seu.

. . .

Quando acordo, não há ninguém no quarto, apenas eu e o silêncio. Não é algo muito bom para se experimentar logo pela manhã. Há algo muito estranho ao meu lado: uma bolsa invisível com um liquido transparente, com uma agulha intravenosa ligada em meu pulso. Droga! O que é isso?

Há outra coisa estranha: consigo ouvir os batimentos de meu coração - altos e claros - e ele bate de uma maneira lenta, levando o seu tempo. Isso me assusta, e eu rapidamente ligo isso ao liquido esquisito da bolsa de plástico. Ele está fazendo isso comigo?

Quando tento tirar, uma mulher entra no quarto e segura minhas mãos. Ela parece calma, mas eu estou surtando.

- Acalme-se, Srta. Alice. Você ainda está sob efeito do sedativo. O soro está quase acabando.

Sedativo? Não lembro de ter precisado tomar algum sedativo. Soro? Por quê?

- O que…? - pergunto. Minha visão embaçada me deixa inquieta. Por quê estão fazendo isso comigo? Por quê David deixou eles fazerem isso comigo? - David….

- Senhor Luiz? Quer vê-lo? - ela pergunta.

Assinto fracamente, piscando os olhos para tentar focar minha visão; não funciona. A mulher se afasta e sai da sala, e em algum momento a porta se abre novamente, mas dessa vez é David que vem na minha direção. Ele larga umas sacolas em uma poltrona que não lembro de ter visto na noite passada e depois vem para meu lado e segura minha mão.

- O que foi, amor? - seus olhos estão arregalados.

- O que está acontecendo comigo? Por quê eles estão fazendo isso? Por quê você deixou eles fazerem isso comigo? - fungo.

- Você teve outro ataque ontem, enquanto dormia. Tive que transferi-la para outro hospital. Um com melhores condições para cuidar de você.

Está explicado o por quê de eu nunca ter visto aquela poltrona. O ar do quarto também parece outro. Parece… Mais limpo. Começo a sorrir.

- Obrigada.

- Você sabe que eu faço tudo por você.

Puxo-o pelo braço e o trago para perto de mim, beijando-o em seguida. Quando me afasto, ele me olha surpreso, porém há um brilho familiar em seus olhos.

- Está vendo aquela bolsa de soro? - pergunto em um sussurro. Ele concorda. - Eles estão usando ela para me drogar. Me tira daqui, chefão.

De repente, comecei a rir. Estou drogada demais.

- Eles querem algo que só eu tenho, seu chato. Eles querem roubar de mim. - rio com mais força.

O cenho de David está mais do que franzido, e eu me divirto com sua expressão de pura confusão. "Oras! Como sou burra! Um garoto desse tamanho precisa de mais explicações para ajudar uma astronauta como eu".

- Eu vou te contar uma coisa. - sussurrei, puxando-o para mais perto e o beijando de novo. Eu gosto de beijá-lo. - Eu trabalho para a NASA. Eu tenho um código que pode ativar todas as bombas do mundo e esses malandros querem roubar de mim. Me ajuda a sair daqui, meu gatão.

David começa a rir, e o som grave de sua voz ecoa por todo o meu corpo. Ele ri com mais força, depois se afasta para rir mais ainda. Ele está engraçado... Mais vivo, por mais que as olheiras embaixo de seus olhos digam completamente o contrário. Droga! Por quê ele tem que ser tão lindo? Agarro-o pelo colarinho de sua camisa e o puxo para mim novamente, baijando-o com vontade… Com força. Meu corpo incendeia assim que ele engasga de surpresa e leva a mão para meu rosto, acariciando-o. Seu toque me acalma, mas traz mais fervor ao beijo. Eu me inclino em sua direção e agarro os cabelos de sua nuca, o prendendo e deixando-o disponível do jeito que eu quero. Mais perto, mais forte. Um gemido escapa de meus lábios e um rosnado vibra em sua garganta, mas ele se afasta antes mesmo que eu usufrua dele como eu ando pensando desde que o deixei.

Droga, policial David! Volta aqui!

- Alice! - ele respira forte. - Eu não…

Pego seu rosto em minhas mãos e o beijo novamente, não o dando chance para terminar. Meu corpo está dormente de desejo, estou louca para sentir seus dedos em mim novamente. Oh, sim! Eu o quero.

David se inclina ainda mais para mim, ficando praticamente em cima de mim. Eu sei que ele está tentando resistir, sinto isso quando passo as mãos em suas costas por baixo de sua camisa, sentindo seus musculos tensos e seus poucos pelos eriçados na ponta de meus dedos. É uma boa sensação, e sinto o mesmo quando uma de suas mãos desce do lado de meu rosto para minha cintura, apertando-a levemente.

- Sim! - gemo. - Eu o quero em mim, David! Aqui e agora.

- Não. - ele grunhe e se afasta de mim com um pulo.

Faço beicinho e estendo minhas mãos em sua direção, querendo pegá-lo novamente para mim. Para tocá-lo novamente. Sentir seus musculos, sentir seu calor, seu corpo, suas mãos em mim, mas… Droga! Ele está tão longe!

David escora a testa na parede, respirando com difculdade. Eu gemo novamente seu nome e ele dá uma pancada forte na parede, me olhando com os olhos brilhando.

- Porra, Alice! - ele diz.

- Volte aqui e me ajude com isso! - sorri safada e abri as pernas, passando a mão pela minha região mais sensível. Tremi ao ver seu olhar de desejo.

- Não... - ele fecha as mãos em punhos. - Não faça isso. Não agora.

- Mas eu queroooo. - choramingo.

- Ei, ei. - diz ele, caminhando até mim e fechando minhas pernas. - Não aqui e não agora, tá amor? - ele fala, ofegante.

Contrariada e suada, eu discordo.

- Mas eu sou a Clover de Três Espiãs Demais!

Ele ri.

- Vamos fazer isso quando você não estiver drogada, hm?

Concordo. Minutos depois, um homem entra na sala e nos cumprimenta. David o responde, mas eu estou muito chateada, então apenas me cubro com o lençol até a cabeça e decido apenas escutar a conversa estranha de ambos. Não é a coisa mais divertida para se fazer, mas é a única coisa que tenho até agora.

Eu acho que estão falando sobre minha saúde mental, mas prefiro acreditar que o assunto é totalmente diferente do que estou pensando, e mais divertido também, como a estampa de arco-íris de meu lençol. Eu me distraio com ela.

- Alice é uma garota bem… Intensa, Luiz. - ouço o médico dizer.

- Você acha que não sei, Red? - diz David, bufando. - O que podemos fazer para evitar mais ataques como aquele?

Começo a rir, mas paro quando sinto um puxão no lençol, me descobrindo. Ah! Eu não acredito que ele fez isso!

- Sai, seu chato. - grito, puxando o lençol para mim, novamente.

David suspira profundamente, mas dessa vez mais forte. Descubro meu rosto apenas para ver o olhar de preocupação e… Chateamento, que ele tem. Chateado por quê? Ele não tem nada haver com minha vida, nem nunca irá ter. David é impulsivo demais, explosivo e controlador demais para mim. Estar com ele é como estar em uma jaula, porém, ao mesmo tempo é estar no céu, descendo pelo arco-íris e caindo direto no pote de ouro.

Minha boca está seca e meus olhos estão ardendo. Eu quero abraçar David, mas também quero empurrá-lo para longe de minha vida - como já tentei fazer.

- Vocês podem me dar um pouco d'água? - pergunto em um sussurro.

David vai até a poltrona e volta com uma garrafa de água na mão. Ele é rápido em abri-la e dá-la em minha mão. Sorrio com o jesto e bebo um pouco, aliviada. Quando olho para ele, ele também está me olhando… Com aquele brilho nos olhos e um sorriso arrebatador nos lábios.

Meus dedos coçam para puxá-lo para mim novamente e beijá-lo com todas as forças, mas tem um médico aqui, e eu sou tímida.

- Me leva para casa, David! - peço com um bico nos lábios.

- Não agora, amor. Você ainda está em observação.

- Ele está certo, Alice. - Red toma a conversa, e rapidamente sei que já o vi antes. - Seu ataque de pânico foi forte o suficiente para elevar sua pressão arterial e te dar um ataque cardíaco. Isso não é normal, porém não se preocupe… Você está nas mãos dos melhores da área. - ele sorri.

Engulo o pavor e olho para minhas mãos. Meus pulsos coçam novamente, mas eu fecho as mãos com força antes que a vontade me consuma. Isso não é saudável. Eu… Não estou saudável.

- Eu posso ficar sob observação em casa… - tento mais uma vez. - Não se preocupe, médico, não vai acontecer novamente.

- Na verdade, Alice… - começa David.

- Você está instável. O estado em que seu corpo está apresentando uma grande porcentagem de desnutrição. Estamos alarmados com você. - retoma o médico, ajeitando os óculos fundo de garrafa sob seus olhos.

- Não precisa. Eu estou bem. - digo, tentando engolir minhas lágrimas.

Olho para David, mas ele não está olhando para mim. Está olhando para o chão.

- Sinto muito, Alice. Você terá de ficar aqui por um tempo. - finaliza o médico.

- Mas… - fungo. - David! - soluço. - Diz que vai me tirar daqui!

- Eu… Não posso, Alice. Eu estou preocupado com você... - David começa. Não consigo mais ouvir sua voz.

- Não está não, seu mentiroso! - grito, e ambos estão surpresos com meu ato. Não me importo, eu espero que eles estejam. - Vocês não podem me obrigar, eu sou maior de idade e quero, sair, daqui!

- Suzana, - grita o médico. Estou tão cega de raiva que não percebo a mesma enfermeira que me segurou há um tempo atrás até ela estar ao meu lado.

Ela injeta algo junto ao soro que faz minha visão começar a escurecer. Começo a me desesperar, mas o torpor é maior e meu corpo começa a perder força. Estou sendo drogada novamente?

- Alice, vai ficar tudo bem. Eu prometo. - diz David, segurando minhas mãos.

- Eu te odeio.

É a última coisa que falo antes de tudo escurecer.

. . .


Notas Finais


Vocês decidem agora: eu paro ou continuo? Não estou obrigando comentários. Apenas estou perguntando por quê sei que a paciencia de esperar por um capítulo acaba às vezes, não é?

Se vocês concordarem no continuamento, trarei surpresas para vocês. Mas se discordarem, eu excluo a fanfic e dou um jeito de manter-mos contato, okay?

Bjao!


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