História Golden Flower - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Papyrus, Sans, Toriel
Exibições 14
Palavras 2.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Heartache


Fanfic / Fanfiction Golden Flower - Capítulo 3 - Heartache

P.O.V: Chara.

Frisk foi na frente e eu logo atrás dela. Toriel continuou mostrando as ruínas pra nós e falando como Frisk deve se virar nesse novo "mundo".
Mamãe... Gentil e carinhosa como sempre.
Frisk disse que veio eliminar inimigos da humanidade... Isso significa que.. Ela vai eliminar mamãe também?
Não... Não posso pensar nisso agora, não quero pensar nisso agora.

No meio do caminho e da explicação de Tori, eu e Frisk tombamos com um Froggit. Ribbit, Ribbit!
Frisk apontou pra criatura e olhou pra mim, com olhos curiosos:

- É um monstro que temos aqui Frisk, Froggit. - Comecei a explicar - É como o sapo que temos na superfície! Não há muita diferença, ele pula, come moscas e faz ribbit... Eu posso traduzir o que ele fa-....

Antes que eu pudesse terminar minha frase, Frisk tinha esmagado o pobre sapo com seus próprios pés, fazendo apenas as cinzas se erguerem. Logo em seguida, ela bateu os pés no chão... Afim de tirar a poeira dos sapatos:

- Então eles viram cinza imediatamente - ela disse, limpando agora seus joelhos - Interessante.

Assim que terminou de falar, ela se ergueu e voltou a seguir Tori.
Eu fiquei parada, sendo puxada pela força que nos atraia. Eu estava assustada... Nunca tinha visto um monstro morrer antes:

- Eu não gosto desse plano mais - sussurrei bem baixinho a mim mesma.

Chegamos a uma sala com um corredor enorme, onde mamãe fez seu famoso "Teste de independência" e logo em seguida recompensou Frisk com um celular:

- Agora devo ir pra casa, minha criança. É logo no final das ruínas, você será capaz de chegar lá sozinha - Ela bagunçou o cabelo de Frisk -
Qualquer problema que você tiver, me ligue imediatamente, ok? - Terminou, afastando suas patas de seu cabelo e deu as costas para nós.

Ela se afastava, olhando para trás de vez em quando, para certificar se ela estava bem.
Em uma dessas olhadas eu olhei pra trás também, por algum reflexo... e vi aquela mesma flor... nos observando do final do corredor. Flowey...A flor:

- Ahm... Frisk.

Assim que chamei, ela também olhou pra trás e Flowey se enfiou na terra, desaparecendo:

- Temos um stalker...
- Pelo visto sim... Cara, ele me assusta.
- Se tentar mexer com a gente, alguém vai brincar de "bem-me-quer" 

Assim que ela disse isso, meu olhar foi direto ao seu sapato que, friamente, esmagou aquele Froggit. Tinha um pouco de poeira ainda, Frisk ainda estava marcada por seu assassinato:

- Vamos continuar o caminho, Assombração.
- Certo...

Continuamos a andar, ela liderando como sempre.

Mamãe disse que ela estaria nos esperando em casa, no final das ruínas.
A família Dreemurr voltou a morar aqui? Asriel me contou que aqui foi o primeiro lar deles... Se chamava... "Casa". E o lugar que eu cheguei a morar com eles lá na cidade se chamava... "Nova Casa".
Papai nunca foi o melhor em nomes, exceto em um nome "Asriel" que é a junção de Asgore mais Toriel. Um nome super fofo para um cabrito super fofo!
Mas a "nova casa" é a mesma coisa da "casa", o que será que aconteceu para eles voltarem pra cá?
Bem, não importa! Eu irei ver minha família mais cedo!

Meus olhos caíram sobre Frisk.

Eu não sei se ver minha família mais cedo é uma boa ideia agora.

Um froggit parou em nossa frente e eu fiz um sinal com as mãos dizendo para ele ir embora. Mas ele ignorou meu aviso e continuou ali:

- Ribbit! Ribbit! Ribbit! Ribbit!

Frisk ia avançar com violência, mas segurei seu braço antes que algo acontecesse:

- Espera! Ele está dizendo algo!
- Traduza...
- Ele disse: "Humano, quando for lutar com um monstro... e se ele começar a demonstrar que não tem mais interesse em lutar.. Mostre misericórdia, Humano"

Meu "Froggitês" não está tão velho no final das contas.

Frisk olhou pra mim com olhar de quem está duvidando de algo e pisou no Froggit:

- QUE?! - disse, assustada -  VOCÊ IGNOROU COMPLETAMENTE O PEDIDO DE-
- O SEU pedido...
- Ahn?...
- Você esperou mesmo que eu acreditasse que você fala a lingua de um sapo?! Estava só tentando me convencer a parar, Assombração, e eu NÃO vou.

Um, É MUITO RUDE VOCÊ INSINUAR QUE EU ESTOU MENTINDO GAROTINHA.
E dois... Eu estou sentindo algo estranho. Eu senti um pouco disso no último assassinato dela... é uma espécie de força que eu não sei explicar.

Depois dessa conversa, Frisk me mandou fechar os olhos se eu estivesse incomodada.
Mas eu não consegui.
Cada monstro que encontrávamos era esmagado pela sola dos seus sapatos. Suas pernas estavam brancas de tantas cinzas... Ninguém era poupado.
E a cada morte, esse sentimento estranho que há dentro de mim... Crescia. Eu não faço idéia do que seja e eu não sei se gosto disso!
Eu só quero que tudo isso acabe logo... Eu não quero mais ver cinzas.

O celular de Frisk tocou em uma hora. Ela atendeu:

- Alô?....Oh... Oi, Toriel.

Ela deve ter ligado pra perguntar se você está bem...

- Hm... Eu prefiro canela. Não... Eu não reclamaria se eu encontrasse caramelo.... Por nada - E assim, ela desligou.

Pera, canela...caramelo... Ela vai fazer uma torta?... Uma torta pra uma pessoa como você?! Espero que você se sinta culpada por cada cinza que você fez surgir cada vez que você mastigar essa torta! Você não merece!

Em pouco tempo, nós chegamos no caminho da "casa", havia ainda a habitual arvore seca que tinha algumas folhas de outono embaixo de seus galhos. só tínhamos que ir um pouco mais pra cima e chegaríamos a Toriel.

Frisk seguiu em frente.
Eu não reclamei (cada minuto que demoramos é um minuto de vida a mais pra mamãe!) e a segui.
Chegamos a um lugarzinho que dava para vermos toda a cidade.

- Essa é a cidade do Underground - disse - É ali que minha antiga casa fica e o palácio também. Parece pequeno daqui, mas é um lugar imenso e lá tem muito comércio! É um dos meus locais favori....

Parei de explicar quando notei que Frisk estava era cagando e andando pra tudo o que eu estava falando.

Ela estava interessada em um objeto que estava brilhando no chão e ela se aproximou pra pra pegá-lo.
Cheguei por trás dela e estiquei meu pescoço por cima de seus ombros para ver o que era.

Uma faca.
Uma faca de brinquedo.

Frisk brincava com o objeto e passava o dedo na parte afiada, ela acabou cortando um pouco do dedo.
Sua face ainda era sem emoção, mesmo com o corte e a possível dor que ela deve ter sentido. Ela controlava tudo o que sentia e mantinha seu rosto neutro. 
Me pergunto como era sua vida na superfície.

Ela guardou a pequena faca no bolso de seu shorts, deu batidas nele para limpar a poeira e deu meia-volta, agora indo em direção a "casa"
Indo em direção a Toriel.
Indo em direção a minha mãe.

Toriel saiu da casa assim que viu Frisk pisou no jardim. Seu olhar era de preocupação:

- Você demorou mais do que eu havia planejado! Está tudo bem? Você está ferida?! - Ela checou cada centímetro do corpo de Frisk e seu olho arregalou quando viu o corte no dedo. Como um ninja ela pegou um band-aid e colocou perfeitamente sobre o corte e ainda deu um beijinho para sarar mais rápido.

Mamãe, seus beijinhos podem salvar muita coisa... Mas não vão apagar os pecados dessa menina. 

- Pronto, pronto. Não deve doer mais - Ela disse, sorrindo. - Agora vamos lá pra dentro, tenho uma surpresa pra você.

Ela pegou a mão de Frisk e as duas entraram e eu fui logo atrás. O cheirinho da torta invadia a casinha.

- É uma torta canela-caramelo - Toriel disse - espero que você goste, pequenina, mas antes... eu vou te mostrar algo.

As duas se dirigiram ao corredor que tinha os quartos. E elas pararam em frente a uma porta:

- Um quarto só pra você... Não deve ser como o seu da superfície... Mas eu espero que você goste. - ela fez carinho em sua cabeça - Tire um cochilo enquanto a torta esfria, esta bem? 

Frisk concordou com a cabeça  e Toriel saiu.

Ela abriu a porta do quarto.
Era um quartinho de criança, com uma caminha e alguns brinquedos. Havia desenhos nas paredes, um guarda-roupa e uma caixa de sapatos...
Ao que tudo indica esse só pode ser....

- O ANTIGO QUARTO DO AS! - Disse, euforica e vendo tudo o que tinha ali - Seus antigos brinquedos! Olha só o tamanho desses sapatinhos! Ele deve ter nascido aqui! Será que tem alguma foto?...aww...não tem foto...
-.....quem é As...- Pude ouvir Frisk murmurar enquanto ela se deitava na cama.

Quando eu notei eu já tinha revirado o quarto todo e agora estava abraçada um de seus antigos suéteres.
E parei pra pensar em algo...
Eu não vi As nessa casa e muito menos Asgore...
O que Toriel está fazendo morando sozinha?...

Minhas duvidas foram interrompidas com o ronco de Frisk... Me virei para vê-la dormir.

Calma e tranquila...chega até mesmo a ser angelical. Nem parece uma assassina em série, desliguei o abajurzinho que estava no criado-mudo de madeira e sussurrei um "boa noite".

Em alguns minutos, um feixe de luz invadiu a escuridão do quarto. Toriel tinha aberto a porta e consigo trazia um pedaço de torta. Ela deixou o prato no chão e viu o rosto adormecido de Frisk...
Ela sorriu.
Ela sorriu, sem nem pensar que este anjinho pode tirar sua vida sem pensar duas vezes.
Ela sorriu e saiu do quarto. E esse pode ser a ultima vez que eu irei ver seu rosto alegre por ter uma companhia em uma casa tão solitária.

Depois de mais uns minutos, uma luz invadiu o quarto, Frisk tinha ligado o abajur. Se levantou e pegou uma mochilinha de pano que tinha no canto do quarto e enfiou a torta dentro da mesma.
Sem me dirigir um olhar ou uma palavra, Frisk saiu do quarto.
Sai junto.
Fomos direto a sala onde Toriel se encontrava, lendo aquele mesmo livro de lesmas. Naquela mesma poltrona.

- Oh, querida! Vejo que já está de pé!
-...Como eu saio das ruínas?

Ouch, não seja fria....

Toriel olhou pros lados, nervosamente e depois olhou pra Frisk.

- Ahm... Você gostaria de saber do livro que estou lendo? - ela tentou mudar o assunto. É bem interessante, se chama 72 fatos sobre lesmas.
- Como eu volto pra minha casa?

Essa é sua casa agora!...Bem... Seria.

Toriel se levantou da poltrona e disse um "já volto" e logo em seguida saiu da sala.
Frisk a seguiu. Ela tinha ido pro porão.

Toriel começou a dar avisos para Frisk voltar  enquanto as duas prosseguiam o caminho. 
Honestamente, eu não prestei atenção nesses avisos...só em um.

"Se você sair daqui...ele...Asgore... Matará você"

Por que ela está tratando papai como um assassino? Não estou entendendo mais nada do mundo que eu achava que conhecia. Meu pai é muito diferente de um assassino.

Mesmo com tal ameaça de morte, Frisk continuou a segui-la.

Hoje eu presenciei uma história... A história de uma mãe e uma criança... Mas um dos lados não aceita esse fato.
A criança faz seu caminho a porta, ignorando sua segurança.
E agora ela tem que decidir:

- Se quer voltar pro que você chama de "casa"...Mostre-me - Toriel parou em frente a porta que levava pro Underground e fogo saiu de suas patas - Mostre-me que você é forte o bastante pra sobreviver!

Agora a criança tem que decidir....se ela é um "monstro"...ou só mais um humano miserável.

Frisk puxou a faca do bolso e se aproximou ferozmente de Toriel:

- FRISK! PARA! - eu gritei, tentando para-la mas a força do meu braço não foi o suficiente. - FRISK!

Seu olhar, era determinado em matá-la.

Ela continua sendo um... "Inimigo da humanidade"... Mesmo ela tendo acolhido você? Mesmo ela querendo PROTEGER você?!
Que tipo de humano você é Frisk?!
O pior da raça?!

Eu me meti na frente por reflexo, eu sabia que a faca de Frisk ia me atravessar e eventualmente...

- Gh... - pude ouvir seu gemido de dor bem atrás de mim.

....Atingi-la sem nenhuma piedade.

Olhei bem nos olhos de Frisk...

Determinação...e somente isso. Ela é uma casca lotada de determinação... sem amor ou compaixão.

- Você... me odeia tanto assim?

Não mãe... Eu não odeio a senhora..

Eu não tinha coragem de olhar pra trás... Mas eu já podia ver suas cinzas sendo levadas pelo ar... Ela estava se desfazendo, bem atrás de mim.
Minha mãe está desaparecendo e eu não pude fazer nada pra impedir...
Fechei meus olhos...

- Agora... eu vejo quem eu realmente estava protegendo... ha...hahah..

Ela está rindo, para espantar a dor que sente em seu coração... Eu comecei a rir junto com ela, bem baixinho...
Ficamos rindo por um certo tempo...
Frisk continuava sem demonstrar nenhum sentimento.
Nosso coro de risos se manteve...até que de um dueto...passou para um solo.
A risada dela cessou e só sobrou a minha....
Minha mãe está morta...
Hahahahah
hah..
....
Meu riso ficou alto, parecendo mais um grito de dor e desespero, lágrimas caem sem parar...embaçando a minha visão.
Embaçando a imagem de Frisk, que estava parada em minha frente.

- Assombrações não choram - Frisk disse - Pare de ser uma molenga. Vamos prosseguir.

Ela abriu a porta, que fez um rangido agoniante, e foi na frente.
Eu permaneci parada e a força me puxou.
Senti algo fofo nos meus pés, a textura era a mesma de um vestido...

Me perdoe.. Por não ter conseguido te salvar....


Notas Finais


Me perdoem pela demora!!

Foi a semana de prova final e eu não pude ficar muito aqui no Spirit... Me desculpem mesmo!!

Espero que tenham gostado do capítulo de hoje~~


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